26 Maio, 2017

Contabilidade Nacional

Contabilidade Nacional

Contabilidade Nacional

Contabilidade Nacional

 

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

contabilidade nacional

contabilidade nacional

 É um conjunto de operações que possibilitam a medição do produto e o resultado das políticas económicas, entre outros.

Objectivos da Contabilidade Nacional

Unidade institucional e sectores institucionais

 Contabilidade Nacional definição:

A Contabilidade Nacional representa o conjunto de operações que permitem apurar o valor do património gerado por um país.

A Contabilidade Nacional é uma representação simplificada e numérica de todas as operações económicas realizadas durante um ano no interior de uma economia ou entre esta e o Resto do Mundo. Ela permite fazer comparações no tempo e no espaço e constitui um instrumento insubstituível de previsão económica.”

Jean-Yves Capul e Olivier Garnier, Dicionário de Economia e de Ciências Sociais

A contabilidade nacional resulta da necessidade de quantificação da atividade económica desenvolvida por todos os agentes económicos. Para tal é necessário usar um conjunto de contas articuladas que pretendem representar e quantificar todas as atividades económicas de um país realizadas durante um período de tempo, que normalmente é de um ano. A todo este conjunto articulado de contas chamamos, Contabilidade Nacional.

Foi a partir de final da Segunda Guerra Mundial que as técnicas de Contabilidade Nacional sofreram um impulso muito grande, tornando-se cada vez mais completas e coerentes.

Importância da Contabilidade Nacional

Na atual sociedade existe uma importância cada vez maior da gestão da informação. Dai a necessidade da existência de um sistema que, quantifique os fluxos de natureza económica.

A Contabilidade Nacional permite:

  1.  medir a atividade económica: que é realizada num país durante um determinado período de tempo (um ano por norma), que nos fornece os valores para indicadores como o consumo, a produção, o rendimento, o investimento, etc.
  2. fazer previsões de caráter económico: dessa forma, viabilizar a tomada de decisões para evitar ou minimizar crises económicas;
  3. tomar decisões económicas mais fundamentadas: porque permite prever, com uma razoável probabilidade, as consequências, nos diversos indicadores, da manipulação do instrumentos de política económica (por exemplo consequência de um aumento de impostos no nível de emprego);
  4. Efetuar comparações no tempo e no espaço (no mesmo país em diversos momentos ou entre países diferentes).

Objetivos da Contabilidade Nacional

Principiais objectivos da Contabilidade Nacional

  • Descrever quantitativamente a actividade económica;
  • Constituir uma base informativa para a política económica;
  • Medir, através dos seus agregados, o bem-estar da população.

Questões de revisão

Definições  

Contabilidade Nacional

Definições Contabilidade Nacional

Contabilidade Nacional: Conjunto de operações que permitem apurar o valor do património gerado por um país.

Unidade residente e território económico

Unidade residente: consideramos unidade residente um agente económico que reside num determinado território há pelo menos 1 ano.

Território económico é diferente de território nacional

Este exclui as embaixadas, consulados bases militares e científica em território nacional e inclui o espaço aéreo, zona económica exclusiva e os consulados, embaixadas e bases militares e científica em território estrangeiro.

Setor institucional – representa o conjunto das unidades institucionais de idêntica natureza, que desempenham a mesma função específica e com autonomia de decisão.

Os principais setores institucionais são:

1 – Famílias;

2 – Sociedades Financeiras;

3 – Sociedades não Financeiras;

4 – Administrações públicas

5 – ISFLSF

6- Resto do mundo

Ramo de atividade – Representa o conjunto das unidades que exercem una atividade económica idêntica ou similar.

É importante conhecer os ramos de atividade de uma determinada economia, assim como o seu peso na contribuição para o produto do pais. É um importante indicador do nível de desenvolvimento económico e social do pais.

Em resumo

Temos:

Unidades de produção homogéneas (UPH) – São as unidades produtivas que utilizam o mesmo processo de fabrico ou processos semelhantes na produção dos seus produtos.

Ramo de atividade: conjunto de todas as UPH de um produto.

Existem contudo algumas excepções como por exemplo na classificação dos setores. As famílias, embora não possuam contabilidade organizada, também se consideram um setor institucional, porque representam os destinatários dos rendimentos gerados, que, por sua vez, são utilizados em consumo.

Os setores institucionais apresentam-se da seguinte forma:

Sociedades não financeiras;

Sociedade financeiras

Administrações públicas

Famílias

Instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF).

Resto do Mundo

Deflacionar: anular o efeito da inflação.

Economia Paralela: Engloba atividades que não são declaradas ao Estado, por serem ilegais ou, sendo legais, por se pretender fugir ao pagamento de impostos. Também se designa economia informal ou subterrânea.

Excedente Bruto de Exploração: Componente do Rendimento Interno que corresponde aos rendimentos do fator capital (rendas, juros, lucros).

Refere-se a rendimentos do fator capital.

Rendas – remuneração referente à posse de imóveis

Lucros – remuneração do capital afeto a investimentos

Juros – remuneração do capital gerado devido à posse pelo agente económico.

Diferença entre custo fatores e preços de mercado.

Produto a preços de base, produtos no produtor e produto a preços de aquisição

Produto a preços de base – Produto contabilizado em função dos custos relativos à produção dos bens e serviços, não incluindo o valor dos impostos sobre o s produtos líquidos de subsídios.

Produto a preços de base = Custo de Bens e serviços utilizados no processo produtivo + Remuneração dos fatores de produção + Outros impostos sobre a produção – Outros subsídios à produção.

Preços de produtor = preços base p impostos sobre os produtos excepto o IVA – subsídios aos produtos.

Produto a preços mercado = Produto a custo fatores – subsídios + impostos indiretos.

Produto a custo fatores = produto a preços mercado – impostos indiretos + subsídios.

Produto a custo de fatores – Produto calcula em função do custo da produção, não se incluindo, assim, os efeitos da intervenção do Estado na produção,

Produto a preços de mercado – Produto calcula em função do valor que o consumidor paga, incluindo-se a intervenção do Estado sob a forma de cobrança de impostos indiretos e/ ou atribuição de subsídios à produção.

 

Óticas de medição do produto

Ótica da produção:

Valor dos bens e serviços finais criados dentro do território nacional, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = SVABramos + Impostos indirectos líquidos de subsídios (sobre produtos e importação)

ótica da produção ou produto

Valor Acrescentado = Valor de produção realizada pelo produtor – Valor total dos consumos intermédios.

PI = Somatório VA (Produto Interno)

Ótica do produto: forma de cálculo do valor da produção de um país, possibilitando averiguar o contributo de cada ramo.

Valor da produção pela ótica do produto = Somatório VAB (valores acrescentados brutos)  ou Valor final de produção.

Para evitar a múltipla contagem temos dois métodos:

1 – Valores acrescentados

2 – Produtos finais

Método dos valores acrescentados

Valor acrescentado Bruto = Valor produzido – Consumos intermédios

VAB = Produção total – Consumos intermédios

Método dos produtos valor final de venda

Exemplo: A fabrica de atum em posta Bom Lda produz 100 000€ de latas de atum por trimestre.

Custo do Atum, posta …… 0,10€

Custo da Lata de atum…. 0,05€

Custo do trabalho e produção …. 0,15€

Valor de venda de atum embalada vendida a uma superfície comercial …. 0,55€

Valor de venda final fica a 1,00€

Pescador VAB = 0,10€

Fabricante latas atum = 0,05€

Trabalhadores fábrica = 0,15€

Custos intermédios … 0,10€ + 0,05€ + 0,15€ = 0,30€ Custo produção

A fábrica vendeu por 0,55€ – 0,30€ teve um VAB = 0,25€

A grande superfície comprou por 0,55€ e vai vender por 1,00€, produz um VAB 1,00€ – 0,55€ = 0,45€

Total do VAB = 0,10€ + 0,05€ + 0,15€ +0,25€ + 0,45€ = 1,00€ (Somatório dos VABS)

O valor do produto final = 1,00€

O total do somatório VAB = Valor do produto final

Somatório VAB = Valor do produto final = PIB

Problema da múltipla contagem: Problema resultante da possibilidade de se contabilizar mais do que uma vez o valor dos consumos intermédios. Este problema pode ser ultrapassado através do Método dos valores acrescentados, que calcula o Produto somando-se os valores acrescentados de todas as unidades produtivas, ou do Método dos produtos finais, que apenas considera o valor das vendas dos produtos de consumo final.

Produção de uma lata de atum

Lata vazia ……. custou 0,15€

Lata com atum ….. custo 0,40€

O valor final na loja custa 1,00€

O que acontece é que não podemos somar todos os valores porque existem valores incorporados uns nos outros, por exemplo a lata com atum já inclui a lata vazia.

Para evitar este problema recorremos aos valores acrescentados.

Lata vazia representa um valor acrescentado de 0,15€

A lata com atum 0,40€ -0,15€ tem um valor acrescentado de 0,25€

O valor do hipermercado 1,00€ -0,40€ = 0,60€ tem um valor acrescentado de 0,60€.

Se somarmos todos os valores acrescentados 0,15€ + 0,25€ + 0,60€ = 1,00€ que é igual ao valor final.

O valor final é igual à soma dos valores acrescentados.

 

Produto Bruto versus Produto Líquido

Amortizações ou depreciações representam o desgaste do capital fixo.

Uma vez que se esse valor não for reposto as empresas vêm o seu património desvalorizado.

Durante o processo produtivo, o equipamento vai-se deteriorando perdendo qualidades e capacidades, desgaste ou consumo de capital fixo.

Ex: PIB = 100 milhões de u.m

Consumo de capital fixo = 30 milhões de u.m

PIL = PIB – Consumo de Capital fixo

PIL = 100 -30 = 70 milhões de u.m

Produto Bruto inclui as amortizações

PB = PLíquido + Amortizações

Plíquido = PBruto – Amortizações

Procura Global: Corresponde aos encargos suportados pelas unidades produtivas com a produção de bens e serviços para residentes e não residentes.

Procura Global = Procura Interna + Procura Externa

Procura Interna = Consumo + Investimento + Gastos públicos

Procura externa = Exportações

Procura Interna: representa o total das despesas com a produção de bens e serviços para residentes.

Produto: Valor que é gerado pelo conjunto de todas as unidades institucionais de um país ao longo de um certo período de tempo (usualmente um ano).

Produto Bruto e Produto Líquido

Com o decorrer do tempo os bens imobilizados corpóreos perdem o seu valor, por exemplo um carro. Na economia isto implicava que as empresas  desvalorizassem. Então, temos as amortizações que vão calcular este custo de depreciação dos bens e desta forma podemos juntar este valor para não desvalorizar a riqueza.

Produto Liquido = Produto Bruto – Amortizações

Produto Bruto = Produto Líquido + Amortizações

Passar de Interno para Nacional

Como passar do Produto Interno para Produto Nacional

Produto interno e Produto nacional

Produto que é realizado dentro de determinado território económico por unidades produtivas nacionais e estrangeiras, a desenvolver atividades económicas há mais de um anos (unidades institucionais residentes).

Produto Interno + Saldo dos Rendimentos Resto do Mundo = Produto Nacional

Produto Nacional – Saldo dos Rendimentos Resto do Mundo = Produto interno.

Saldo dos Rendimentos Resto do Mundo = Rendimentos recebidos do Resto do Mundo – Rendimentos enviados para o Resto do Mundo.

Produto a custo factores

É o valor de produção do produtor

PIB cf = PIBpm – Impostos indiretos (os impostos indiretos são os consumidores que pagam) + Subsídios (que são os produtores que recebem).

PIBpm = PIBcf + Impostos indiretos (que são pagos pelos consumidores) – Subsídios.

Preços constantes e Preços Correntes

Os preços constantes não incluem o efeito da inflação.

Reflectem o valor de preço base (ano base), desta forma é possível calcular se houve aumento de produção e não aumento de valor (preço).

Em certos casos devido ao efeito inflação uma produção com um valor maior não significa que se tenha produzido mais.

Produção a preços constantes = (Produto a preços correntes / IPC)X 100

Taxa de crescimento Real = (Produto a preços constantes ano X1 – Produto a preços constantes X0 )/ Produto a preços constantes X0

Taxa de crescimento nominal = (Produto a preços correntes ano X1 – Produto a preços correntes X0 )/ Produto a preços correntes X0

Ótica da despesa: forma de cálculo do valor da produção de um país, tendo em conta o destino que é dado aos rendimentos (consumo ou investimento).

PIBpm = Consumo + Gastos públicos + Investimento (FBCF + VE) +X (exportações) – M (importações)

FBCF – formação bruta de capital fixo é o investimento em bens duráveis, por ex: um carro,

Ótica do rendimento

Ótica do rendimento: forma de cálculo do valor da produção de um país, revelando a forma como são gerados os rendimentos dos agentes (salários, rendas, juros e lucros).

Remuneração do trabalho = Salários

Excedente Bruto de Exploração: Rendas, Juros, Lucros

Rendimento Interno = Remuneração + EBE =Salários + Rendas + Juros + Lucros.

 RI = PILcf

RI =PIBpm – Amortizações – Ti (impostos indiretos) + Z (subsídios) = PILcf 

Calcular o PIBpm sabendo o RI

PIBpm = RI ou PILcf + Impostos indirectos – Z Subsídios + Amortização (porque é Bruto).

RN = PNLcf = PIBpm + SRRM – Amortizações – Impostos indiretos + Subsídios

Rendimento Disponível Bruto da Nação = PNBpm + Transferências correntes líquidas do exterior

(por exemplo remessas de emigrantes, transferências unilaterais).

Ótica do rendimento

Valor do conjunto dos rendimentos brutos gerados no território económico nacional pelos sectores institucionais, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = Remun + EBE + Impostos indirectos líquidos de subsídios (sobre produção, produtos e importação).

Rendimento Disponível Bruto / Poupança Bruta

Rendimento que cada sector institucional e a Nação como um todo dispõem para afectar a consumo e a poupança.

RDBN = PNBpm + Transf. CorrentesLíquidas Exterior

 

Transf. Correntes versus Transf. Capital

PNBpm versus PIBpm: PNBpm = PIBpm + RLE

 

SBN = RDBN – CFN

 

Poupança bruta da nação calculada de forma residual

CFN = C + G

SBN: recursos da Nação disponíveis para financiar as Operações de Capital

Ver também:

Setores institucionais;

Território Económico;

Unidade Residente;

Ramos de atividade;

Óticas de cálculo do produto;

Ótica do produto

Ótica do rendimento;

Ótica da despesa;

Produto a preços correntes e a preços constantes;

Preços a preços de mercado e a custo de fatores;

Produto Interno e Produto Nacional;

Produto Líquido e Produto Bruto;

Contas nacionais portuguesas;

Produto fórmulas

Produto fórmulas

Produto Método dos Produtos Finais e método dos valores acrescentados;

Limitações da Contabilidade Nacional;

Limitações da Contabilidade Nacional

A Contabilidade apresenta algumas limitações na quantificação da realidade económica.

A Contabilidade Nacional não discrimina os bens e serviços que são produzidos numa economia, apenas regista o seu valor. Neste caso é perfeitamente indiferente a produção de armas e de alimentos.

A Contabilidade Nacional não consegue contabilizar todas as atividades existentes. Em primeiro lugar existe o trabalho não remunerado, que pode ser voluntariado ou para o próprio, para efeitos da Contabilidade Nacional, só se regista o trabalho remunerado. Em segundo lugar, existem algumas atividades que não são contabilizadas, estão inseridas na economia paralela. Nesta situação, são praticadas atividades remuneradas que, no entanto, não são contabilizadas, ou porque são ilegais ou porque, embora sejam legais, não são declaradas com o objetivo de se evitar o pagamento de impostos.

Externalidade (definição): Conjunto de efeitos que a atividade produtiva exerce sobre terceiros e que podem ser de carácter benéfico(positivas) ou prejudicial (negativas).

Economia não observada

Autoconsumo: bens consumidos provenientes de produção própria, por exemplo produtos agrícolas produzidos pelos próprios consumidores

Setor informal: atividades artesanais ou pequena produção familiar

Economia subterrânea – atividades legais ocultas (evasão fiscal) e atividades ilegais (tráfico de armas, droga, prostituição, etc.)

Outros capítulos Economia 11º ano

Ótica da despesa

Conjunto das utilizações de bens e serviços finais realizadas no território nacional, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = C + I + G + X – Q

Consumo total = Consumo privado + Consumo público (C + G)

Investimento: FBCF + V existências

FBCF é o investimento em bens duradouros, computadores, carros, edifícios, etc.

VE = Variação de existências = Diferença de valor de mercadoria em inventário entre 1 Janeiro e 31 de Dezembro.

Consumo + Investimento + Gastos públicos + exportações – importações

O valor da produção de um país é igual à soma dos gastos efectuados pelos agentes económicos desse país.

Desta forma permite saber como foi utilizada a produção em consumo e investimento.

Consumo privado – todos os gastos realizados pelas famílias na satisfação das suas necessidades.

Consumo público – todos os gastos realizados pelo Estado na satisfação das necessidades colectivas e da população e no funcionamento da Administração Pública.

Exportações Líquidas = X – M

Exportações – Importações

Procura Interna = Consumo total + Investimento Bruto = Consumo Privado + Consumo Público + FBCF + Variação de Existências

Procura Interna = C + G + I

Procura Externa = Exportações

Procura Global = Procura Interna + Exportações

Despesa Interna = Procura Global – Importações

DI = PIBpm = Consumo Total + Investimento + Exportações – Importações = Consumo Total + Investimento + Exportações Líquidas.

DN = PNBpm = DI + SRRM = PIBpm + SRRM

DN = C + G + I + X -M + SRRM

Formação Bruta de Capital

Aquisições Líquidas de Cessões de Ativos Não Financeiros Não Produzidos (ao Resto do Mundo)

 

Cap./Nec. Financiamento Nação = SBN + Transf. Capital Líquidas do Exterior – Operações de Capital

 

Se > 0, existe capacidade de financiamento

Se < 0, existe necessidade de financiamento

Óticas

Limitações da Contabilidade Nacional

Existem várias limitações da Contabilidade Nacional

A contabilidade Nacional não discrimina o tipo de bens produzidos, apenas avalia o valor. Por exemplo um produtor de tabaco e um produtor de soja é indiferente a atividade para a contabilidade.

A Contabilidade Nacional não contabiliza todas as atividades existentes.

Não conta com o trabalho voluntario, todo o trabalho não remunerado.

Só se regista o trabalho remunerado.

Existem atividades que não são contabilizadas porque constituem a chamada economia paralela. Algumas são ilegais outras apenas não contabilizam a produção para efeitos fiscais.

Externalidades: Conjunto de efeitos que a atividade produtiva exerce sobre terceiros e que podem ser de carácter benéfico (positivas) ou prejudicial (negativas).

Por exemplo a existência de poluição numa cidade é uma externalidade negativa contudo esta não medida na contabilidade nacional.

No caso de países como a China que têm grandes níveis de crescimento do PIB não se considera os efeitos nefastos dos grandes níveis poluição e o seu impacto na saúde pública.

É uma das limitações da Contabilidade Nacional a não implicação das externalidades que não  é medido o seu impacto na economia,

A descoberta de uma cura de uma doença não é medido o seu efeito na economia, apenas é medido o valor de venda dos medicamentos.

Exemplo de externalidade positiva: Tenho um jardim com muitas flores e estou a 500 m de um pomar. Como o meu jardim atrai muitas abelhas significa que vou melhorar a polinização do pomar e aumentar o nº de maçãs,

Exemplo de aplicação

PNLcf = 300 000, Impostos indiretos = 20 0000, Subsídios à produção = 60 000.

Amortizações = 24 0000

PNLcf + impostos indiretos – subsídios = PNL pm = 300 000 + 20 000 -60 000 = 260 000

PNL pm + Amortizações = PNB pm = 260 000 + 24 000 = 284 000

PNB pm – SRRM = PIBpm = 284 000 – 20 000 = 264 000

Formulário:

Produto Bruto e Produto Líquido

Produto Liquido = Produto Bruto – Amortizações

Produto Bruto = Produto Líquido + Amortizações

Produto Interno e Nacional

PIBpm = PNBpm – SRRM

PNBpm – PIBpm = SRRM

Saldo dos Rendimentos Resto do Mundo = Rendimentos recebidos do Resto do Mundo – Rendimentos enviados para o Resto do Mundo.

Produto a preços de mercado e a custo factores

PNBpm = PNBcf + Ti (imp. Indirectos) – Z (Subsídios)

PNLcf + impostos indiretos – subsídios = PNL pm

Produto a preços correntes e produto a preços constantes

Produto a preços constantes = (Produto a preços correntes/ índice de preços) X 100

 

PNLcf + D (amortizações) = PNBcf

Exercícios de revisão

  1. Questão 

De acordo com os seguintes dados:

PIBpm  781 876

Amortizações 36095

Impostos indirectos 97400

Subsídios à produção 30900

Saldo do rendimento do resto do mundo – 14 487

Calcule

Despesa Nacional

PNLcf

2 . Questão

Completa

Procura Interna = Consumo +                              +

Procura global =                            +

PNLpm = DN –

PNBpm = PIBpm +

3. Questão

Num país em que o salário mínimo é 600€ e o máximo é 4000€, qual é o leque salarial.

4. Questão

De acordo com a óptica do rendimento calcula o PIB de acordo com os dados:

Salários: 150000

Rendas: 12000

Juros: 340000

Lucros: 453000