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Desmaterialização da moeda

Desmaterialização da moeda

A DESMATERIALIZAÇÃO DA MOEDA

Desmaterialização da moeda

Desmaterialização da moeda

Da moeda-mercadoria até aos nossos dias desenvolveu-se um longo processo de desmaterialização da moeda. Isto é,  a moeda foi perdendo o seu conteúdo material, pois passou a ser formada por pedaços de papel impressos, legalizados pelo Banco Central (papel-moeda) e, mais recentemente, por meros registos contabilísticos, efectuados pelos bancos, da circulação dos depósitos (moeda escritural), não tendo a moeda já nenhuma realidade material.

O incremento das trocas e o desenvolvimento da actividade económica são responsáveis pelo progressivo recurso à moeda escritural, que torna o processo de transacção fácil e mais rápido.

Actualmente, enormes quantias circulam entre contas bancárias no mesmo país, ou entre países, através de meios electrónicos, o que constitui mais um passo no  processo de desmaterialização da moeda – grande parte das transacções actuais são efectuadas através da movimentação contabilística dos depósitos por via informática.

 

Produção

Produção

A produção é a atividade que possibilita a criação de bens e serviços que satisfazem as nossas necessidades.

Contudo existem certas questões iniciais:

O que produzir?

Em que quantidades produzir?

Para quem produzir?

Necessidades dos consumidores….

Oferta ….. Os produtores tendem a oferecer os bens e serviços que lhes dão melhor remuneração….

Os bens serviços satisfazem as necessidades dos consumidores

Teoria Elementar da Procura

Teoria Elementar da Procura

Procura: é a predisposição para a compra de determinada quantidade de bens e serviços.

Procura individual: é a procura que respeita a disponibilidade de cada consumidor em particular.

Procura Global ou agregada ou de mercado: Representa a procura na sua globalidade (no geral).

Curva da procura

É INCLINADA NEGATIVA … O DECLIVE É NEGATIVO É UMA FUNÇÃO DECRESCENTE

A curva é inclinada de forma negativa está relacionada com a utilidade marginal decrescente.

“Quanto mais coisas temos, menos lhes damos valor…”

C = a + cYd

Yd (Rendimento disponível: Rendimento – Impostos – Quotizações Sociais)

O consumo tem duas componentes: uma autónoma que é o a e outra que é o propensão marginal ao consumo.

Yd = C (consumo) + S (poupança)

C = é a percentagem que vou aplicar do meu rendimento disponível em relação ao consumo.

“Quanto mais pobre for uma nação,a  maior parte do rendimento disponível será aplicada diretamente no consumo”.

Tipo de Agentes Económicos

Tipo de Agentes Económicos

Tipo de agentes económicos

Tipo de agentes económicos

Os agentes económicos

Famílias: incluem todos os agregados familiares de um país. As famílias constituem um agente económico porque representam uma função económica, o consumo.

Empresas – São os agentes económicos que se dedicam à produção de bens e serviços. Dividem em dois tipos diferentes:

Empresas não financeiras: são aquelas que produzem os bens e serviços não financeiros (por exemplo: um ginásio, um restaurante, etc.)

Empresas financeiras: são aquelas que comercializam produtos financeiros, como por exemplo os bancos ou as seguradoras.

Estado: neste agente incluímos a Administração Pública, esta tem como principal função promover a satisfação das necessidades coletivas. O Estado intervém na economia através da redistribuição dos rendimentos e do fornecimento de serviços, como a educação ou a saúde, de modo a satisfazer as necessidades da população.

Resto do Mundo: englobam-se todas as operações efetuadas entre um país e o Resto do Mundo. Registam-se as transações realizadas entre os agentes nacionais e os agentes estrangeiros. Atualmente, quase não se pode falar em economias fechadas, pelo que é praticamente impossível viver sem estabelecer relações de troca com outras nações. As maioria das nações estabelece relações económicas com outros países, estabelecendo assim um modelo de economia aberta.

Funções principais dos agentes económicos

Famílias: Função principal é consumir bens e serviços.

Empresas não financeiras: Produzir bens e serviços não financeiros

Empresas financeiras: Produzem serviços financeiros

Estado: O Agente económico que gere a aplicação das leis e arbitra o circuito económico.

Exterior ou Resto do Mundo: Relações com o resto do Mundo. Realização de transações com agentes estrangeiros

A defesa dos consumidores em Portugal e na União Europeia

A defesa dos consumidores em Portugal e na União Europeia

Lei da defesa do consumidor, é o consumidor o destinatário de bens, da prestação de serviços ou da transmissão de direitos a uso não profissional,

Principais direitos que um consumidor tem:

Direito à qualidade dos bens e serviços;

Direito à proteção da saúde e segurança física

Direito à formação e educação para o consumo;

Direito à proteção dos interesses económicos;

Direito a prevenção e reparação de danos;

Direito à proteção jurídica e a uma justiça acessível e pronta;

Direito à participação, por via administrativa, na definição legal ou administrativa dos seus direitos e interesses.

A União Europeia, defende os interesses dos consumidores, independentemente do Estado-Membro

10 príncipios básicos:

  1. Compre onde quiser, onde quiser;
  2. Se não funciona, devolva;
  3. Elevadas normas de segurança para géneros alimentícios e outros bens de consumo;
  4. Saiba o que come;
  5.  Os contratos devem ser justos para os consumidores
  6. Facilitar a comparação de preços
  7. Os consumidores não devem ser induzidos em erro
  8. Proteção durante as férias;
  9. Vias de reparação eficazes em caso de lítigios transfronteiriços
  10. Elevadas normas de segurança para géneros alimentícios e outros bens de consumo.

Padrões de Consumo

Padrões de Consumo

Fatores económicos

  • Rendimento;
  • Nível de preços;
  • Inovação tecnológica;

Fatores extra-económicos

  • Moda;
  • Tradição;
  • Publicidade;
  • Modos de vida;
  • Estrutura etária;

Fatores económicos rendimento:

O consumo é influenciado pelo nível de rendimento. Quando os rendimentos aumentam existe uma tendência natural para o aumento do consumo.

De acordo com a Lei de Engel, esse aumento não é igual para todos os tipos de rendimento. Os rendimentos mais baixos têm uma tendência natural para aumentarem o consumo.

A Lei de Engel indica que quanto maior for o rendimento de uma família, menor é a proporção dos seus gastos em bens elementares.

Um aumento de 200€ num agregado familiar com um rendimento baixo vai ser praticamente canalizado para consumo.

Um aumento de 200€ num agregado familiar numa família abastada não tenderá a ser logo para consumo, podem poupar.

Estrutura de consumo:

Representa a forma como as famílias distribuem a sua classe de despesas. É a proporção que cabe a cada tipo de despesa específica.

Exemplo:

Família Guedes tem um orçamento mensal de 2500,00€

Habitação: 600,00€

Transportes: 300,00€

Alimentação: 400,00€

Roupa: 200,00€

Educação: 300,00€

Saúde: 100,00€

Outros casa: 200,00€

Compras casa: 300,00€

Poupança: 100,00€

Coeficiente orçamental é o peso que um determinado valor da despesa tem no orçamento:

Coeficiente = (valor da classe da despesa/total das despesas)X100

Coefiente da alimentação = 400/2500 X100 = 40000/2500 = 16% da despesa é para alimentação

Nível de preços:

O nível de preços influencia o consumo. No caso dos bens normais existe uma relação inversa entre o preço e a procura.

Quando um preço de um bem baixa levando ao aumento da sua procura normalmente os bens complementares também aumentam a sua procura.

Por exemplo a baixa do preço de um modelo de carros gera aumento na procura por influencia também vai existir aumento no consumo de gasolina. Outro exemplo também vão aumentar a procurar de seguros para automóvel.

Inovação tecnológica: Vai criar a necessidade de ter novos bens e serviços mais recentes. Como por exemplo um telemóvel mais recente.

O ritmo das inovações está cada vez mais acelerado também devido à existência da procura associada a este fato.

Fatores extra-económicos

Moda: Vai valorizar um produto ou serviço e estimular a sua procura. Por exemplo se estiver na moda comprar chapéus azuis porque um atleta o usa. A sua procura vai subir.

Isto funciona no vestuário, na industria automóvel.

Tradição: Certos fatos que ocorrem dependem da época festiva. Por exemplo o Natal a Páscoa. Existe um aumento de consumo de acordo com a época.

Publicidade: As técnicas de venda e de publicidade estimulam o consumo. através da percepção que nos transmite o anúncio. Normalização dos hábitos de consumo através da globalização.

Modos de vida: O consumo também é influenciado pelo estatuto social de uma família ou do meio onde se insere.

De acordo com o código comportamental, ou meio sociocultural.

Existe o chamado efeito demonstração: é a exteriorização da riqueza.  Por exemplo a compra de carros luxuosos para demonstrar poder de compra.

Estrutura etária dos agregados familiares

A idade do consumidor define em parte o seu padrão de consumo. Os jovens tendem a comprar mais bens relacionados com a inovação e a moda.

Os mais velhos tendem a ter um consumo mais moderado sem tanta atenção à moda.

 

 

Consumo quanto à função

Consumo quanto à função

Está relacionado com o destino dado ao consumo.

Consumo intermédio: É parte do consumo mas ainda não está terminado. Por ex: se adquirir pão para fazer um hamburguer. A madeira usada para fazer um móvel.

Consumo final: Produto pronto a ser consumido. Por exemplo um hamburguer.

 

Definição de Consumo

Definição de Consumo

Consumo: é o ato de utilizar um bem ou serviço com vista à satisfação de necessidades.

  • Consumo – ato económico
  • O consumo representa um ato económico porque para satisfazermos determinadas necessidades em vez de outras e ao decidirmos consumir certos bens e serviços, estamos a efetuar escolhas com implicações em toda a economia.
  • Ato Económico: comportamento relativo às funções estudadas pela ciência económica – produção, consumo, acumulação, repartição de rendimentos, etc.
  • relacionado com custo de oportunidade
  • Consumo – ato social
  • Ato social: ao consumirmos estamos a dar origem a consequências que podem ser benéficas ou prejudiciais para nós, mas também para a atividade coletiva mais próxima ou para o Mundo.

O consumo implica a atividade humana para o satisfazer. O consumo está diretamente relacionado com a produção. Porque o fim destinado à produção é o consumo.

 

Exercícios Rendimentos repartição dos rendimentos

Exercícios  Rendimentos  repartição dos rendimentos

  1. Utilizam-se Curvas de Lorenz quando se pretende…
    1. comparar o salário mínimo com o salário máximo
    2. representar as desigualdades na repartição pessoal do rendimento
    3. relacionar os salários com os rendimentos do factor capital
    4. determinar a repartição funcional do rendimento
  2. A poupança das famílias é dada pela expressão…
    1. rendimento disponível das famílias – impostos pagos pelas famílias
    2. depósitos bancários das famílias + valor dos certificados de aforro que estas possuem
    3. depósitos bancários das famílias + entesouramento por elas realizado
    4. rendimento disponível das famílias – despesas de consumo das famílias
  3. Uma determinada empresa, para modernizar as suas instalações fabris, pretende solicitar um empréstimo bancário a uma instituição financeira nacional. A obtenção desse empréstimo pela empresa constituirá um financiamento
    1. externo directo da sua actividade
    2. externo indirecto da sua actividade
    3. interno indirecto da sua actividade
    4. interno directo da sua actividade
  4. Numa dada economia, o fluxo monetário referente ao pagamento, por uma câmara municipal, de um empréstimo bancário contraído constitui
    1. um recurso das administrações públicas e um emprego das sociedades financeiras
    2. um emprego das administrações públicas e um recurso das sociedades não financeiras
    3. um emprego das sociedades não financeiras e um recurso das administrações públicas
    4. um recurso das sociedades financeiras e um emprego das administrações públicas
  5. O António decidiu adquirir acções da empresa A, que já se encontravam em circulação no mercado e estavam cotadas na Bolsa de Valores Mobiliários. O único objectivo do António era obter uma remuneração atractiva para o seu dinheiro. Então, podemos afirmar que o António procedeu a…
    1. um financiamento interno
    2. um investimento indirecto
    3. uma formação de capital
    4. uma aplicação da poupança
  6. O capital técnico engloba…
    1. O capital próprio e o capital alheio
    2. o capital fixo e as amortizações
    3. o capital natural e o capital humano
    4. o capital fixo e o capital circulante.
  7. A aquisição de bens intangíveis designa-se…
    1. investimento de substituição
    2. investimento imaterial
    3. investimento de capacidade
    4. investimento material