Tag Archives: Economia 10º ano

População ativa e inativa

População ativa e inativa

População ativa e inativa

População ativa e inativa

População ativa representa todos os indivíduos que desempenham atividades remuneradas ou os que embora não estejam empregados se encontrem à procura de emprego.

População inativa é composta por todas as pessoas que não desempenham atividades remuneradas onde se incluem os indivíduos com idade inferior a 15 anos ou superior a 64 anos. Os estudantes, as donas de casa, os deficientes, os inválidos, as crianças, os reformados ou os pensionistas fazem parte da população inativa.

A procura e a lei procura

A procura e a lei procura

Representa a quantidade que é procurada no mercado.

A lei da procura representa a relação entre a procura de um bem ou serviço e o seu respetivo preço.

Procura é a quantidade que os consumidores estão disponíveis para adquirir determinado produtos para determinado preço.

Existe uma relação inversa entre o preço  e a quantidade procurada.

O preço maior implica uma diminuição da procura

O preço menor implica um aumento da procura.

A Lei da procura é representada por um gráfico que apresenta uma curva decrescente.

Lei da procura

aumenta o preço  diminui a quantidade procurada.

diminui o preço aumenta a quantidade procurada.

Procura individual: a procura de cada consumidor.

Procura agregada: o somatório de todas as procuras individuais.

Fatores que influenciam a procura

O Rendimento dos consumidores: Quando o rendimento aumento existe uma forte relação com o  aumento da procura.

Bens inferiores: é uma exceção porque quando rendimento aumenta estes deixam de ser procurados. Estão associados muitas vezes com baixo status social.

Preferências dos consumidores:

Estão ligados à tradição., publicidade e a religião.

Por exemplo uma loja macdonalds em Portugal tem produtos em relação a Israel.

Dimensão de mercado

Está relacionado com a demografia de um determinado país.

Preços de outros bens

Bens sucedâneos e os bens complemenntares

 

 

 

Caraterísticas das necessidades

Caraterísticas das necessidades

Necessidade definição

Uma necessidade é um sentimento de carência que resulta da privação de um bem ou serviço de que precisamos. O mal- estar gerado pela ausência desses bens e serviços pode ser suprimido através do consumo. Existem várias caraterísticas das necessidades que vamos especificar:

Multiplicidade: as necessidades existem em grande nº e são infinitas, pois estão constantemente a aparecer novas necessidades após outras serem satisfeitas, como é o caso da fome ou da sede. Por outro lado, o constante progresso tecnológico facilita o desenvolvimento de novos produtos e o aperfeiçoamento dos já existentes contribuindo para o aparecimento de novas necessidades.

Hierarquização: as necessidades podem ser ordenadas de acordo com a intensidade com que são sentidas, devendo satisfazer-se umas primeiro que as outras.

Saciabilidade: a intensidade com que se sentem as necessidades vai diminuindo à medida que estas se vão satisfazendo, acabando eventualmente por desaparecer. Se, por exemplo, quando sentimos fome, formos comendo alguns alimentos, esta vai-se reduzindo até ao momento em que ficamos completamente satisfeitos.

Substituibilidade: esta caraterística está relacionada com a possibilidade de existir mais do que um bem capaz de satisfazer a mesma necessidade, substituindo um pelo outro. Assim, é possível acabar com a sede bebendo um copo de água ou um refrigerante, por exemplo.

 

 

Investimento em Portugal e o investimento português no estrangeiro

Investimento em Portugal e o investimento português no estrangeiro

O investimento realizado num determinado país pode ter origem interna ou externa.

Consideramos investimento interno aquele que resulta da aplicação das poupanças das famílias, das empresas ou do Estado desse país.

No caso português o nível de poupança tem vindo a decrescer nos últimos anos.

Consideramos investimento externo aquele que resulta da aplicação de poupanças provenientes do estrangeiro.

O investimento é fundamental em qualquer economia, constituindo um motor de arranque para o seu crescimento, pois, cria emprego e faz aumentar a produção.

O investimento direto resulta da injeção de capital de forma direta na economia. Um exemplo de investimento direto é aquele que é feito por um estrangeiro que decide abrir uma filial da sua empresa (multinacional) em território português. Outro exemplo é o investimento que é realizado por uma empresa portuguesa que deslocaliza parte da sua fábrica para um país com uma determinada característica que favorece a sua competitividade, tal como a proximidade das matérias-primas, o baixo custo da mão de obra, as elevadas qualificações dos recursos humanos, alguma vantagem fiscal, entre outros.

Investimento direto estrangeiro (IDE) – permite desenvolver regiões, revitalizando-as, melhorando as suas infraestruturas e criando emprego. É  fundamental para a nossa economia dada a ausência de capitais nacionais suficientes para o investimento necessário.

Uma das razões que explica a falta de capital nacional é a falta de rentabilidade dos investimentos nacionais e também a falta de poupança que tem taxas muito reduzidas.

O investimento direto estrangeiro é lucrativo para quem investe e vantajosos para o país que o recebe. Nos últimos anos, os investidores estrangeiros têm diminuído o seu interesse no que respeita a investir em Portugal, pois temos vindo a perde a capacidade de atração de IDE.

A economia portuguesa depende do investimento estrangeiro porque não tem capacidade interna quer a nível de poupança quer a nível do tecido empresarial de criar o volume de investimento necessário para criar emprego e crescimento económico.

Os principais países que investem em Portugal são europeus, Alemanha, Países Baixos, Reino Unido, França e Espanha. A indústria transformadora, o comércio por grosso e a retalho e as atividades financeiras são os principais setores de atividade a que se destina este investimento.

O efeito da globalização que se tornou mais forte a partir do século XXI sentiu-se em Portugal com a deslocalização de algumas empresas que optaram por apostar em mercados mais competitivos.

Por exemplo a Ásia dada as características da sua mão de obra passou a ser um destino privilegiado.

 

Capitulo 7 – Poupança e Investimento

Capitulo 7 – Poupança e Investimento

Capitulo 7 - Poupança e Investimento

Capitulo 7 – Poupança e Investimento

7.1 – Utilização dos rendimentos – o consumo e a poupança

7.2 – Destinos da poupança – a importância do investimento

7.3 – O financiamento da atividade económica – autofinanciamento e financiamento externo

7.3.1 – Financiamento externo indireto – crédito

7.3.2 – Financiamento externo direto – o mercado de títulos

7.4 – O investimento em Portugal e o investimento português no estrangeiro

Exercícios de escolha múltipla

Exercícios de desenvolvimento

Definições importantes – Poupança e Investimento

Financiamento externo direto -mercado de títulos

Financiamento externo direto -mercado de títulos

A atividade económica pode ser financiada por meio de fundos próprios (autofinanciamento) ou por intermédio de do recurso ao crédito das instituições financeiras.

Entretanto, no caso das grandes empresas, existe ainda outra forma de financiamento: o acesso ao mercado financeiro (ou de capitais), e, mais concretamente, a um segmento denominado mercado de títulos.

Mercado de títulos: é o mercado onde são transaccionados valores mobiliários, como as ações ou as obrigações. Estes valores são títulos de crédito de médio e longo prazos que representa, direitos de propriedade ou de crédito para os seus detentores.

Ações: são títulos que representam o capital social das sociedades anónimas. A sua posse confere ao titular a qualidade de acionista, ou seja, quem detêm as ações passa a ser co-proprietário da empresa.

Obrigações: são títulos representativos de partes da dívida de uma empresa, pois correspondem a um empréstimo dos aforradores. Assim, o possuidor das obrigações, designado obrigacionista, é reembolsado pela cedência do seu capital num prazo fixado por meio de um contrato, recebendo em troca um rendimento periódico em função do nº de obrigações subscritas. Em caso de falência, como os obrigacionistas são credores da empresa, têm direito a receber primeiro o valor dos créditos que titulam.

http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/obrigacoes/detalhe/quer_investir_nas_obrigacoes_do_benfica_conheca_os_pormenores

As obrigações são títulos de rendimento fixo, têm elevada segurança, o seu risco é geralmente baixo dependendo do grau de solvabilidade da empresa, isto é, da percentagem de capitais próprios no total de capitais alheios. Quanto menor for essa percentagem, maior é a fragilidade económico financeira em termos de futuro, dessa empresa.

No mercado de títulos, as empresas obtêm o capital de que necessitam através da emissão de valores mobiliários. Esse mercado é composto pelo mercado primário e pelo mercado secundário.

Mercado primário e mercado secundário

Outras instituições financeiras

Outras instituições financeiras

Os bancos são considerados instituições financeiras monetárias, porque criam moeda ao receberem depósitos e posteriormente concederem crédito. Entretanto, existem outras instituições que não criam moeda nem recebem depósitos, mas apenas concedem crédito.

As instituições financeiras não monetárias, sendo as principais as sociedades de locação financeira, as sociedades de factoring  e as sociedades de capital de risco.

Sociedades de locação financeira (ou leasing) – estas sociedades têm por objeto o contrato de cedência temporária de um bem, móvel ou imóvel, que é celebrado entre as duas parte, o locador (sociedade de leasing) e o locatário (pessoa ou entidade que contrata o leasing). Ocorre por exemplo no caso de leasing automóvel ou de equipamentos informáticos.

O locador cede o bem ao locatário, durante um determinado período, ficando com o direito de receber uma renda. No fim do prazo, se o locatário desejar, pode adquirir o bem mediante o pagamento de um valor residual previamente estabelecido no contrato.

Sociedades de factoring – Estas sociedades assumem as cobranças de outras empresas, adiantando o valor dos seus créditos de curto prazo e recebendo em troca uma comissão. Nestes contratos, as partes intervenientes são o factor (sociedade de factoring), o aderente (empresa que contrata a sociedade de factoring) e os devedores do aderente.

Sociedades de capital de risco – Estas sociedades financiam empresas com projetos inovadores mas de elevado grau de risco e que, por esse motivo, não conseguem facilmente obter crédito. As sociedades de capital de risco participam no capital dessas empresas assegurando um suporte financeiro ao seu desenvolvimento, também participam nos processos de gestão das empresas, tendo por objetivo valoriza-las, para mais tarde, venderem as suas participações de forma compensadora.

 

 

Financiamento externo indireto

Financiamento externo indireto

 

O crédito

As empresas necessitam de fundos de que não dispõem, recorrem por esse motivo às instituições financeiras para obterem crédito.

O crédito consiste na cedência temporária de uma determinada quantia tendo como contrapartida os juros. O acordo estabelecido entre o detentor do capital (mutuante) e o beneficiário do crédito (mutuário), é feito por meio de um contrato: o contrato de mútuo (empréstimo). Esse empréstimo pressupõe que o montante cedido seja devolvido ao seu proprietário nas condições acordadas, assim como os juros devidos lhe devem ser pagos nas datas combinadas.

O crédito é fundamental para qualquer economia uma vez que permite potenciar o seu crescimento. Ao viabilizar o investimento estimula a produção e possibilita a resolução de problemas pontuais de tesouraria e também certas necessidades de consumo das famílias.

Crédito de curto prazo – Que tem uma duração inferior a um ano.

 

Diferentes tipos de crédito

Quanto à duração:

Curto prazo: quando o período de crédito concedido é inferior a um ano;

Médio prazo: quando o período de crédito concedido está compreendido entre um e cinco anos;

Longo prazo: quando o período de crédito concedido é superior a cinco anos;

Quanto ao beneficiário:

Privado: quando o beneficiário do crédito é um indivíduo ou uma empresa particular.

Público: quando o beneficiário do crédito é o Estado.

Quanto à origem:

Interno: quando a instituição que concede o crédito reside em território nacional.

Externo: quando a instituição que concede crédito reside em território estrangeiro.

Quanto à finalidade:

Crédito à produção: crédito concedido às empresas

Ao funcionamento: crédito concedido para resolver necessidades pontuais de tesouraria, sendo, geralmente, de curta duração.

De financiamento: crédito para investimento, que, normalmente, é de longa duração.

Crédito ao consumo: crédito concedido às famílias para a aquisição de bens de consumo.

O nível de endividamento de certa forma pode vir a condicionar o consumo futuro.

As famílias e empresas ao ficarem com os encargos referentes aos custos do endividamento (prestações) ficam com menos dinheiro disponível para fazerem consumo. Desta forma um crescimento baseado no crédito elevado pode vir a comprometer o futuro.

 

 

 

Financiamento da atividade económica

Financiamento da atividade económica

Auto financiamento e financiamento externo

As empresas precisam de capital para financiarem a sua atividade, nem sempre possuem capitais próprios necessários daí a necessidade de recorrerem a capitais alheios.

Nas situações em que as empresas detêm capitais suficientes para financiamento da sua atividade optam pelo chamado – autofinanciamento.

Noutras situações têm de financiarem a sua atividade recorrendo ao financiamento externo.

O financiamento externo pode ser obtido por dois processos :

Financiamento indireto, recorrendo ao crédito das instituições financeiras.

Financiamento direto, acedendo ao mercado de títulos.

Só as grandes empresas é que normalmente acedem ao mercado de títulos.

Por exemplo a emissão de obrigações é uma forma de financiamento.

A venda de ações também de financiamento das empresas.

Financiamento da atividade económica

Financiamento interno (autofinanciamento) – Fundos da própria empresa;

Financiamento externo:

Indireto – crédito

Direto – Mercado de títulos

Criação de moeda escritural

Criação de moeda escritural

Os bancos desempenham uma função muito importante na atividade económica: a criação de moeda escritural.

Estas instituições, quando permitem que parte das poupanças por si captadas voltem a entrar no mercado pela via do crédito, estão a criar moeda. Este efeito é denominado efeito multiplicador do crédito.

Os bancos são obrigados a constituir uma reserva. Desta forma guardam uma percentagem dos valores captados nos depósitos, pelo que não podem aplicar todas as poupanças em crédito. Mas a parte que se destina a crédito faz com que o capital que estaria guardado possa ser utilizado para financiar outro agente, que, por sua vez, o pode aplicar de novo, fazendo aumentar a moeda escritural sem que, na prática, tenha havido um aumento de notas e moedas em circulação.

A captação de depósitos, a concessão de crédito e a criação de moeda escritural são as principais funções dos bancos. Mas os bancos também se dedicam à guarda e administração de valores mobiliários e à gestão de meios de pagamento, como cartões ou cheques, entre outras atividades devidamente reguladas.