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Financiamento externo indireto

Financiamento externo indireto

 

O crédito

As empresas necessitam de fundos de que não dispõem, recorrem por esse motivo às instituições financeiras para obterem crédito.

O crédito consiste na cedência temporária de uma determinada quantia tendo como contrapartida os juros. O acordo estabelecido entre o detentor do capital (mutuante) e o beneficiário do crédito (mutuário), é feito por meio de um contrato: o contrato de mútuo (empréstimo). Esse empréstimo pressupõe que o montante cedido seja devolvido ao seu proprietário nas condições acordadas, assim como os juros devidos lhe devem ser pagos nas datas combinadas.

O crédito é fundamental para qualquer economia uma vez que permite potenciar o seu crescimento. Ao viabilizar o investimento estimula a produção e possibilita a resolução de problemas pontuais de tesouraria e também certas necessidades de consumo das famílias.

Crédito de curto prazo – Que tem uma duração inferior a um ano.

 

Diferentes tipos de crédito

Quanto à duração:

Curto prazo: quando o período de crédito concedido é inferior a um ano;

Médio prazo: quando o período de crédito concedido está compreendido entre um e cinco anos;

Longo prazo: quando o período de crédito concedido é superior a cinco anos;

Quanto ao beneficiário:

Privado: quando o beneficiário do crédito é um indivíduo ou uma empresa particular.

Público: quando o beneficiário do crédito é o Estado.

Quanto à origem:

Interno: quando a instituição que concede o crédito reside em território nacional.

Externo: quando a instituição que concede crédito reside em território estrangeiro.

Quanto à finalidade:

Crédito à produção: crédito concedido às empresas

Ao funcionamento: crédito concedido para resolver necessidades pontuais de tesouraria, sendo, geralmente, de curta duração.

De financiamento: crédito para investimento, que, normalmente, é de longa duração.

Crédito ao consumo: crédito concedido às famílias para a aquisição de bens de consumo.

O nível de endividamento de certa forma pode vir a condicionar o consumo futuro.

As famílias e empresas ao ficarem com os encargos referentes aos custos do endividamento (prestações) ficam com menos dinheiro disponível para fazerem consumo. Desta forma um crescimento baseado no crédito elevado pode vir a comprometer o futuro.