Portugal e o alargamento da União a Leste

Portugal e o alargamento da União a Leste

A posição de Portugal face à integração de novos Estados apresenta-se frágil. Principal beneficiário dos subsídios comunitários, Portugal, conjuntamente com a Espanha e a Grécia, sofreram a redução dos fundos estruturais e do investimento estrangeiro.

A concorrência comercial e possivelmente uma menor captação do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) são dois obstáculos que Portugal enfrenta.

Do ponto de vista da competitividade, Portugal apresenta-se em desvantagem relativamente aos novos membros.

Este facto deve-se a:

Portugal estar numa posição periférica;

No baixo nível tecnológico na generalidade das empresas nacionais

Nos salários praticados nesses Estados que são, em média, um terço dos salários auferidos em Portugal.

Mais recentemente, verificou-se uma alteração nas nossas exportações – uma substituição do sector tradicional (têxteis, vestuário e calçado) por um novo sector mais moderno (automóvel, material elétrico e eletrónico).

Pelas razões anteriormente apontadas, o IDE tem tendência a deslocar-se para Leste, onde as condições oferecidas aos investidores, nomeadamente no que diz respeito à formação e aos salários, são mais favoráveis. Mas no alargamento Portugal apresenta algumas vantagens, relativamente aos novos membros.