8 Julho, 2015

Exercícios Exame Parte 1

Exercícios Exame Parte 1

  1. O que entende  por concorrência pura:
O Mercado de Concorrência Perfeita caracteriza-se pela existência de um elevado número de vendedores e compradores, não tendo qualquer um deles capacidades de fixação do preço.
Mas, para que se possa considerar o mercado como de concorrência pura perfeita é necessário que se verifiquem todas as seguintes condições:
  • Atomicidade do Mercado: A existência de uma elevado número de compradores e vendedores faz com que nenhuma deles tenha capacidade na fixação do preço;
  • Homogeneidade do Produto: Apresentando o produto características semelhantes o comprador pode estabelecer comparações e realizar a sua escolha;
  • Transparência do Mercado: Todos os agentes do mercado têm acesso livre a toda a informação;
  • Mobilidade dos Factores: Todo o momento é possível para entrar ou sair do marcado ou mudar de ramo de actividade sem que existam demasiados entraves.

Os Mercados Concretos (ou reais) verificamos que muito raramente se encontram mercados de concorrência pura e perfeita pois:

  • Os produtos nem sempre são homogéneos;
  • A informação não circula de forma transparente;
  • As empresas apresentam, por vezes, dimensões diferenciadas;
  • O Estado impõe certos entraves.

    2. Qual é a utilidade prática da lei de Engel ?

LEI DE ENGEL
Indica que quanto menor for o rendimento de uma família, maior deverá ser a proporção dos seus rendimentos despendida em alimentos e menor será a proporção gasta em lazer, cultura e gastos diversos.
Uma família que receba o salário mínimo gastará uma elevada proporção em alimentação e pouco restará depois de pagar os gastos com a habitação, provavelmente para vestuário ou calçado barato. Bens de luxo serão inexistentes.

Quando o rendimento sobe, as famílias naturalmente gastarão mais dinheiro em todas as rubricas, mas observando a estrutura do consumo – a importância percentual de cada rubrica – observa-se que a alimentação perde importância, enquanto os gastos diversos ganham maior expressão. Por exemplo, ganhando mais poderão sair mais vezes, ir ao cinema e jantar fora. A refeição no restaurante não é alimentação, porque também se paga o serviço, e portanto seria incluída em gastos diversos.

 

3.O que são bens superiores

Os bens superiores são bens de luxo ou sumptuários, são bens com elasticidade- consumo elástica.

São bens cuja procura é altamente elástica a renda (Elasticidade > +1). Aumentos no rendimento do consumidor geram aumentos mais que proporcionais na procura. Por exemplo, aumento de 10% no rendimento gera aumento de 30% na procura.

4.Por que motivo existem reguladores do mercado, tais como a Autoridade da concorrência e outros?

 

5. O que entende por regulação do mercado?

Regulação do mercado: noções

A noção de regulação da economia é hoje um conceito central no Direito Económico, podendo considerar-se dois aspectos fundamentais: a regulação pública e a auto-regulação. De certo modo, é comum o entendimento de regulação pública como intervenção indirecta do Estado na vida económica.

“Um controlo dirigido e continuado exercido pelos poderes públicos sobre actividades valorizadas numa dada comunidade”.

O bom funcionamento do mercado assenta da afirmação plena dos agentes económicos privados, salvaguardados a livre e leal concorrência e os direitos dos consumidores, tendo a regulação por objectivo a defesa do interesse público, mediante a correcção de eventuais desvios. Daqui decorre, pois, a adopção de uma noção de regulação como intervenção do Estado para a realização do interesse público, não apenas no Plano económico, mas também social.

Pese embora a importância e a vastidão da regulação pública da economia, há vários domínios a considerar, no seu âmbito geral:

  1. Planeamento económico;
  2. Regras de acesso à actividade económica;
  3. Defesa da Concorrência;
  4. Direitos dos consumidores e regras da publicidade;
  5. Actividade financeira;
  6. Normas relativas ao ambiente.

O reconhecimento de que a publicidade é um dinamizador essencial do mercado, capaz de influenciar massivamente os consumidores, leva a uma perspectiva defensiva na elaboração do chamado “Código da Publicidade” DL 330/90 de 30 de Outubro, alterado pelo DL 6/95 de 17 de Janeiro e pelo DL 275/98 de 9 de Setembro. A publicidade está sujeita, em termos de direito subsidiário e nas matérias à responsabilidade, ao direito civil e ainda, no que respeita à protecção da criatividade, ao disposto em sede de direitos de autor.

  • Regulação da economia

A intervenção indirecta do Estado é uma constante nas Economias de mercado com forma de regulação dos agentes económicos, condicionando-os através das formas seguintes:

  1. Leis e Decretos-lei;
  2. Contractos económicos;
  3. Política Económica;
  4. Concessão de subsídios fiscais ou financeiros.

A regulação económica é por isso, uma alternativa ao desempenho pelo Estado do papel de agente económico.

Nas Economias menos desenvolvidas, surge frequentemente a coexistência das duas atitudes de intervenção: directa e indirecta.

O modelo português actual desenvolve um conjunto de princípios de organização económica fixados no art. 80º CRP, se por um lado encontramos um desenvolvimento do mercado de uma frequência do Estado pelas formas de intervenção indirecta, a verdade é que subsiste o Sector Público por imposição constante nos termos do art. 80º-b e do art. 82º CRP.

A Defesa da Concorrência é a matéria fundamental do Direito Económico, numa Economia de mercado, uma vez que para além dos direitos económicos dos cidadãos, importa garantir a transparência e a fluidez do mercado.

fonte: http://octalberto.no.sapo.pt/regulamnetacao_do_mercado.htm

6.Dê exemplos de reguladores do mercado em Portugal

ERSE – Entidade Reguladora dos serviços energéticos

7.O que entende em procura cruzada?

Na Elasticidade Procura Cruzada

  • A quantidade procurada de um BS varia com a alteração do seu preço
  • Mas varia também com a alteração dos preços dos outros BS

–dos BS substitutos e

–dos BS complementares

8. Quais são os determinantes da Poupança?

A poupança consiste na parte de rendimento que não é gasto no consumo e que as famílias guardam para
poderem utilizar no futuro.
Os factores determinantes da poupança podem ser de natureza económica, social, cultural e de ordem psicológica
O nível de rendimento disponível da família é um factor determinante na poupança. Os ricos
poupam mais do que os pobres, pois sobra-lhes mais rendimento após satisfazerem as necessidades de
bens de consumo. Os muito pobres nada poupam porque não lhes sobra nada do seu rendimento e
muitas vezes este nem chega para satisfazerem as suas necessidades mais elementares.
As condições do futuro em termos de reforma, apoio na doença, estudo dos filhos, garantia de
emprego, também influenciam a decisão de a família gastar ou poupar o seu rendimento presente.
Se as famílias souberem que têm o seu futuro assegurado, estão dispostos a gastar mais no presente,
aumentando o seu consumo. Pelo contrário, a insegurança no futuro levará a aumentar o nível da
poupança.
A publicidade e os incentivos ao consumo, criando necessidades artificiais, levam as pessoas a
gastar mais e a descuidar a poupança.
        9. Quais são os determinantes do Investimento?
As decisões de investimento estão relacionadas com as expectativas das vendas futuras da empresa e da evolução da economia. A taxa de rentabilidade interna dos investimentos tem que ser comparada com a taxa de juro do mercado.

 

  1. Que implicações económicas podem decorrer do facto de a poupança e o investimento terem determinantes distintas?
  2. O que entende por «fronteira das possibilidades de produção»?

A fronteira de possibilidades de produção representa as quantidades máximas de produção que podem ser conseguidas numa determinada economia dadas as tecnologias e as quantidades dos fatores produtivos de que dispõe. Devido às limitações de recursos e de tecnologias, as quantidades de produção são limitadas. Numa economia fictícia em que sejam produzidos apenas dois bens, se todos os recursos fossem utilizados para produzir um deles, conseguir-se-ia produzir uma determinada quantidade máxima desse mesmo bem e nada do outro. De igual forma, se os recursos fossem transferidos na sua totalidade para o outro bem, seria conseguida uma determinada quantidade máxima de produção desse mesmo bem e não se produziria nada do primeiro. Além destas duas possibilidades extremas, existem inúmeras situações intermédias de repartição dos recursos para a produção dos dois bens e que resultam em diferentes quantidades máximas de produção de cada um deles.

Para facilitar a sua compreensão, a fronteira de possibilidades de produção pode ser representada num gráfico. Para isso, em cada um dos eixos é representada a quantidade de cada um dos bens: o conjunto de todos os pontos máximos de produção representa a fronteira de possibilidades de produção; os pontos exteriores à fronteira de possibilidades de produção não são atingíveis dada a tecnologia e a quantidade de factores produtivos disponíveis; pontos interiores representam ineficiência produtiva, ou seja, quantidades que estão abaixo das possibilidades da economia.

fronteira possibilidades produção

fonte: http://slideplayer.com.br/slide/337816/

 

  1. Quais são as principais críticas à teoria dos custos e da oferta?
  2. Quais são as principais causas do monopólio?

Causas do monopólio:

Serviço público

patente de um produto

única fonte de recurso natural

Cartel constituído (OPEP)

Grandes economias de escala. Não haver capacidade “rentável” para mais do que uma empresa.

Ganho crescente de quota de mercado até ficar com a totalidade do mercado.

  1. O que entende por monopólio «natural»?

O monopólio natural é uma situação de mercado em que os investimentos necessários são muitos elevados e os custos marginais são muito baixos. Caracterizados também por serem bens exclusivos e com muito pouca ou nenhuma rivalidade.

Esses mercados são geralmente regulamentados pelos governos e possuem prazos de retorno muito grandes, por isso funcionam melhor quando bem protegidos.

TV a cabo, distribuição de energia elétrica, Fornecimento de Água, sistemas de segurança pública, sistema jurídico e monetário são exemplos característicos de monopólios naturais, ainda que na atualidade possa haver concorrência em alguns desses setores.

  1. Defina o objecto da Microeconomia

 

  1. Quais são os determinantes da procura, para além do preço?

 

  1. A função procura-preço é crescente ou decrescente? Porquê?
  2. Defina o conceito de custo de oportunidade

Custo de Oportunidade

Quando hierarquizamos as necessidades e optamos pela satisfação de uma, as que são sacrificadas representam uma perda, um custo. A este custo chamamos de custo de oportunidade, que se caracteriza como sendo a melhor alternativa que sacrificamos quando fazemos uma escolha.

Cada vez que decidimos empregar um bem na satisfação de uma necessidade, estamos a renunciar a oportunidade de o utilizar na satisfação de outra.

  1. O que são fracassos de mercado? Dê exemplos
  2. Enuncie algumas causas de fracassos de mercado
  3. Quais são as funções da moeda?

Funções da moeda

  1. Meio de pagamento
  2. Unidade de conta
  3. Reserva de valor
  1. o que entende por massa monetária e quais são as suas componentes?
  2. Quais são os determinantes da procura de moeda?
  3. O que entende por imposto pigouviano? Qual é o seu objetivo?
  4. O que entende por concorrência monopolística?

A concorrência monopolística carateriza-se pela existência de um grande nº de empresas que comercializam produtos do mesmo género, mas que se diferenciam uns dos outros, pela marca, pela publicidade ou outra caraterística específica que os distingue. Nestes casos, é fundamental o elemento diferenciador dos bens que se encontram à venda no mercado, pois é esse o fator que irá fidelizar cada cliente a um certo tipo de produto.

Na concorrência monopolística existe algum controlo por parte dos vendedores sobre o preço dos bens; contudo, não é um mercado de entrada difícil, as novas empresas conseguem aceder-lhe sem grandes obstáculos.

Nos dias de hoje, é uma forma de concorrência muito frequente, levando as empresas a utilizar as mais variadas estratégias para conseguirem criar um elemento diferenciador nos seus produtos e fazer com que os consumidores os escolham.

O elemento diferenciador está na diferenciação do produto.

Estamos perante produtos diferenciados que, apesar de tudo, são sucedâneos.

exemplos: vinho, refrigerantes,gelados, bombas de gasolina, bebidas espirituosas e as diferentes marcas ou gamas do mesmo produto.

A curto prazo a empresa comporta-se como o monopolista. Entretanto, existem outras empresas que, produzindo produtos diferentes, exercem pressão sobre o mercado deste bem.

O plano de vendas de uma empresa em concorrência monopolística considera uma curva de vebdas decrescente mas não muito afastada da horizontal, o que significa que uma pequena variação de preço gera uma grande variação nas vendas esperadas.

Cada vendedor tem alguma liberdade para manejar o preço, mais do que num mercado de concorrência perfeita.

  1. Porque se diz que, a curto prazo a empresa monopolística se comporta como se fosse um monopólio?

 

  1. O que entende por grau de monopólio?

 

 

  1. Defina o conceito de multiplicador do investimento de Keynes

O efeito multiplicador do investimento de Keynes mostra a importância do investimento na criação de valor. É representado por k = 1/(1-c), em que c é a propensão marginal ao consumo. Reflete a seguinte tendência, se o I sobe, também sobe o C e o Y, torna a subir, é um ciclo repetitivo que tende a estabilizar. O k representa o aumento do rendimento (y) quando o investimento aumenta uma unidade monetária.

  1. Defina multiplicador dos Gastos do Estado. Qual é o seu significado?
  2. Enuncie o Teorema de Courmot e explique o seu significado