Economias de Escala

Economias de Escala

Representa os benefícios adicionais de produção causados por um aumento das escalas de produção.

Ampliação da capacidade produtiva

O aumento da escala de produção proporciona diferentes tipos de rendimentos de escala.

Constantes; o aumento da produção é proporcional ao aumento da capacidade produtiva, não existem ganhos adicionais pelo aumento de escala.

Decrescentes ;o aumento da produção é menos que proporcional ao aumento da capacidade produtiva. Nestes casos ocorre uma deseconomia de escala, por produzir em maior quantidade vou reduzir a margem de lucro.

Crescentes; o aumento da produção gera um aumento da capacidade produtiva mais do que proporcional. Economias de escala.

As empresas têm como objectivo a maximização dos lucros e neste sentido procuram reduzir os custos de produção e melhorarem o seu desempenho (performance).

Uma das estratégias utilizadas para rentabilizar a sua actividade é aumentar a escala de produção, desta forma podem vender mais produtos e reduzir os custos unitários.

No seu total os encargos aumentam, mas reduzem-se em termos unitários, permite assim a subida das margens de lucro sem prejudicar a competitividade dos preços no consumidor.

Uma economia de escala representa a poupança que ocorre quando o aumento da dimensão de uma unidade produtiva provoca uma diminuição dos seus custos unitários.

As economias de escala podem ser internas ou externas consoante tenham origem dentro ou fora da empresa.

Questão do tempo na relação entre rendimentos marginais e rendimentos de escala:

Momento: Se existir uma subida na procura, na primeira reação a empresa pouco pode fazer e dificilmente aumentar a produção.

Curto prazo: passado algum tempo, a empresa já vai conseguir adaptar a modificação do consumo e alterar a produção. Tem que modificar alguns fatores mas existem fatores fixos como por exemplo as infra estruturas.

Longo prazo: se o aumento da procura persistir, a empresa vai conseguir aplicar todos os seus recursos e a escala de produção vai aumentar ou diminuir a capacidade produtiva.

Análise de custos de produção:

Custos Fixos (cf): parte dos custos que é suportada independentemente da quantidade produzida (ex: rendas, prestação de empréstimos,salários);

Custos variáveis: são os custos que estão relacionados com a dimensão da atividade. Se tivermos mais atividade temos alguns custos extra (ex: combustivel, eletricidade, salários para trabalhadores suplementares);

Custos Totais: (CT): somatório de todos os custos direta ou indiretamente relacionados com a produção.

CT = CF + CV (Q)

Custo médio é CM = CT /Q (Custo total a dividir pela quantidade)

Custo marginal: Custo da última unidade produzida. O custo marginal representa a curva da oferta da empresa.

Isoquantas:

Representam as curvas de indiferença da produção.

Correspondem aos pontos de quantidade de fatores de produção que geram a mesma quantidade de produto.

transferir (2)

Taxa marginal de substituição técnica

representa a capacidade de aumentar a quantidade de um fator quando vai ocorrer uma diminuição de um outro fator, de modo a manter o nível de produção.

TMST = Pmk/Pml, com:

Pmk = Produtividade Marginal do Capital

Pml = Produtividade Marginal do Trabalho

Isocusto:

A reta de isocusto representa a possibilidade de consumo dos 2 fatores de produção dados os recursos financeiros disponíveis.

Propriedades:

transferir (3)

A inclinação da reta é negativa e é igual ao rácio dos preços dos fatores de produção. Dá a taxa a que o mercado está disposto a trocar um fator pelo outro (r/w)

Decisão otima ocorre quando a taxa marginal de substituição técnica iguala o r/w.

TMST = R/W