Metodologia da Economia

Metodologia da Economia

A Economia é uma ciência. Para ser considerada como tal, tem de preencher três condições:

1 – Possuir um campo de estudo específico (um objeto de estudo);

2 – Ter uma terminologia própria;

3 – Utilizar como instrumento o método científico;

A Economia utiliza fundamentalmente dois métodos (caminhos ou processos racionais utilizáveis na descoberta de uma lei): o método dedutivo e o método indutivo.

No método dedutivo, tomam-se como ponto de partida certas proposições que se consideram verdadeiras e das quais se extraem consequências lógicas.

No método indutivo, o investigador observa a realidade económica e esforça-se, a partir de dados que recolhe, por descobrir relações de causalidade entre variáveis económicas.

Aceita-se, hoje em dia, a possibilidade de formular leis relacionais e construir teorias capazes de explicar, dentro de certos limites, os comportamentos humanos.

A Economia ocupa-se de conjuntos homogéneos ou categorias de sujeitos económicos, em que se verificam regularidades de comportamento que não ocorrem necessariamente a nível individual.

As reações normais de um grupo são relativamente estáveis (logo previsíveis) ainda que não possamos antecipar a reação individual de todo e cada um dos seus componentes (as leis económicas não são lei universais e imutáveis, não se aplicam a todos os casos, mas apenas, em média, à generalidade das situações normais).

A ciência económica tem quatro funções principais:

1 -Descrever os fenómenos e classifica-los;

2 – Deduzir conceitos e teorias a partir das descrições;

3 – Orientar as políticas económicas;

4 – Formular regras de comportamento para se chegar a um melhor nível de existência.

Existem também erros ou falácias frequentes que se podem encontrar no raciocínio económico. Merece realce as falácias da composição e do post hoc.

A falácia da composição, por vezes admite-se que aquilo que é verdade para uma parte é para o todo. Ora, em Economia, o todo é frequentemente diferente da soma das partes. Quando se admite que o que é verdade para a parte também é verdade para o todo está a cair-se na falácia da composição.

A falácia do post hoc (depois de, por isso por causa de), verifica-se quando, pelo facto de um acontecimento ocorrer antes do outro, se admite que o primeiro é a causa do segundo.

 

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