Atividade Económica e Ciência Económica

Atividade Económica e Ciência Económica

Atividade Económica e Ciência Económica

Atividade Económica e Ciência Económica

Atividade Económica e Ciência Económica

  1. Realidade Social e Ciências Sociais;
  2. Fenómenos sociais e fenómenos económicos;
  3. A Economia como ciência – objeto de estudo;
  4. A atividade económica e os agentes económicos;
  5. Conceitos – Capítulo 1

Exercícios de revisão

Realidade Social e Ciências Sociais
Realidade Social e Ciências Sociais

Realidade Social e Ciências Sociais

Conceito de Economia

A Economia é uma ciência social.

É uma área cientifica que está relacionada com outras ciências. Isto é, a economia precisa de informações fornecidas e analisadas pela vertente de outras ciências.

Por ex: História, Sociologia, Geografia, Estatística, Matemática….

A Economia é a ciência social que estuda a forma de utilizarmos os recursos escassos de maneira a otimizarmos a satisfação das nossas necessidades.

Existe necessidade de Economia, porque existe escassez.

Sem  escassez não existe necessidade de escolha.

A escassez constitui o principal problema económico e resulta do facto das necessidades serem ilimitadas perante os recursos disponíveis, que são escassos.

Empregos alternativos estão associados à questão da escolha. O custo de oportunidade é a melhor oportunidade que temos que sacrificar quando escolhemos uma opção.

O custo de oportunidade expressa todas as opções que sacrificamos para obter algo.

  • Economia: analisa a dimensão social, tendo como objeto de estudo os fenómenos económicos (produção, consumo…)
  • A Economia é uma Ciência social e como todas as outras ciências sociais preocupa-se com a identificação e explicação dos fenómenos sociais.
  • São exemplos de ciências sociais ligadas à economia: Psicologia, História, Direito, Antropologia, Sociologia e Política.
  • Os Fenómenos sociais ou realidades sociais (que decorrem da vida em sociedade, como por ex. o desemprego, o casamento e a educação) são os objetos de estudo das ciências sociais.
  • Os Fenómenos sociais são fenómenos complexos, pelo que todas as Ciências Sociais se debruçam sobre o mesmo fenómeno, mas com “olhos” diferentes, de modo a estudá-lo por completo.
  • A este método que procura integrar os contributos das várias Ciências Sociais ou disciplinas no sentido de encontrar uma explicação e um entendimento mais profundo da realidade social chamamos interdisciplinaridade.
  • Qualquer fenómeno da realidade social tem implicações em vários níveis ou dimensões do real social devendo, por isso, ser objeto de estudo das várias Ciências Sociais. Isto dá-se uma vez que a atividade humana é pluridimensional (é estudada pelas várias ciências).
Fenómenos sociais e fenómenos económicos
  • Os fenómenos Económicos são o objeto de estudo da Economia. Este resulta da “divisão” da dimensão social pelas diferentes Ciências Sociais.
  • Para tratamento dos dados a Economia recorre à Matemática e à Estatística.

Na sociedades atuais, poucos são os aspetos do comportamento humano que não tenham, de um modo ou de outro, implicações económicas.

Com efeito, todos praticamos atos económicos quando compramos bens e serviços para satisfazermos as nossas necessidades assumindo-nos como consumidores.

Fenómenos Económicos:

Produção: conjunto de atividades e processos que têm por objetivos a criação de bens e serviços.

Distribuição: conjunto de atividades e processos que têm por objetivo colocar os bens à disposição dos consumidores.

Repartição: conjunto de atividades destinas a repartir as receitas da produção pelos que nela intervêm (salários, rendas, juros e lucros), ficando estes rendimentos sujeitos ao pagamento de impostos.

Consumo: processo através do qual se utilizam os bens.

 

A Economia como ciência – objeto de estudo

Foi Adam Smith que descobriu que existe uma multiplicidade de decisões individuais, em vez de desordem e de caos, resulta uma certa ordem.

A sua conclusão está relacionada com os dois princípios fundamentais da economia:

a racionalidade – cada pessoa, nas suas decisões, procura escolher o que lhe parece melhor;

o equilíbrio – as decisões dos vários agentes combinam-se da melhor maneira possível

  • O objeto da Ciência Económica
  • Para que uma disciplina possa ser considerada uma ciência, dever-se-ão verificar quatro condições:
  • – ter um campo de estudo específico, isto é, ter um objeto de estudo;
  • problema económico
  • Encontramo-nos perante uma situação contraditória: de uma lado, a multiplicidade das nossas necessidade, que são ilimitadas; do outro, a escassez dos recursos capazes de as satisfazer. É aqui que reside o problema fundamental da economia.

O problema económico é essencialmente um problema que surge da necessidade de escolha. A escolha da forma como os recursos limitados, com usos alternativos, são utilizados,

  • A Racionalidade Económica consiste na gestão eficaz dos recursos de modo a obter-se o máximo benefício.

Princípio do equilíbrio pressupõe que todas as decisões económicas interagem entre si. As escolhas, ao condicionarem-se umas em relação às outras para poderem combinar-se da melhor forma possível, acabam por levar ao equilíbrio dos sistemas.

Custo de oportunidade – Quando realizamos uma escolha, renunciamos a bens, serviços ou atividades que iriam proporcionar satisfações. Esta escolha apresenta um custo, o custo de oportunidade que igual ao valor das satisfações a que renunciamos em virtude das nossas escolha.

Por exemplo: o custo de oportunidade de uma hora de lazer é o salário hora a que se renuncia.

Escassez e abundância
  • As necessidades humanas constituem o estímulo para toda a atividade económica. São o ponto de partida da Ciência Económica. O ser humano está permanentemente insatisfeito. Deseja melhorar a sua situação e a qualidade de vida. As necessidades são ilimitadas em número, mas limitadas em capacidade. Ou seja, cada sujeito económico tem uma limitação natural na fruição económica. Defronta-se com a escassez de uns bens e com a abundância de outros, devendo adequar essa situação à satisfação das suas necessidades
  • Definição de Necessidade
  • Necessidade: é um estado de carência que urge ser ultrapassado ou satisfeito.
  • O ser humano tem múltiplas necessidades, isto é, passa por estados de carência que representam mal-estar e que ele precisa de resolver. Dar resposta às constantes solicitações e problemas que vamos encontrando é, afinal, satisfazer necessidades um dos objetivos prioritários da Economia.
  • As necessidades humanas são múltiplas e variam no tempo e no espaço. Existe uma enorme diversidade de necessidades que apresentam as seguintes características:
  • Multiplicidade: diz respeito ao facto do indivíduo sentir necessidades ilimitadas (múltiplas). Segundo o psicólogo americano Maslow, as necessidades podem ser hierarquizadas em níveis diferentes, desde as fundamentais, como a alimentação, Às de nível superior, onde se inclui a realização pessoal.

Utilidade é a aptidão de que os bens se revestem para satisfazer as nossas

Consumo ato económico e social
  • Consumo: é o ato de utilizar um bem ou serviço com vista à satisfação de necessidades.
  • Consumo – ato económico
  • O consumo representa um ato económico porque para satisfazermos determinadas necessidades em vez de outras e ao decidirmos consumir certos bens e serviços, estamos a efetuar escolhas com implicações em toda a economia
  • Ato Económico: comportamento relativo às funções estudadas pela ciência económica – produção, consumo, acumulação, repartição de rendimentos, etc.
  • Consumo – ato social
  • Ato social: ao consumirmos estamos a dar origem a consequências que podem ser benéficas ou prejudiciais para nós, mas também para a atividade coletiva mais próxima ou para o Mundo.

A atividade económica e os agentes económicos

  • A atividade económica é o conjunto de produção, distribuição, repartição dos rendimentos e a sua utilização em consumo e na poupança. Caracteriza-se, desta forma, como o conjunto de operações que visam a produção de bens e serviços suscetíveis de satisfazer as necessidades humanas.

Numa primeira etapa passamos pela produção, que é a atividade onde são gerados os bens através de processos de transformação, como por exemplo as matérias- primas, que, depois de transformadas, dão origem a produtos acabados.

Cada interveniente obtém os seus rendimentos de acordo com a sua participação na atividade económica:

  • Os trabalhadores são remunerados através de salários;
  • Os empresários recebem lucros;
  • Os proprietários de imóveis cobram rendas;
  • Os detentores de capital auferem juros;

Numa fase final, é importante compreender o que ocorre aos rendimentos gerados nas atividades de produção e distribuição de bens, ou seja, como é feita a utilização dos rendimentos.

Esses rendimentos distribuídos pelos agentes  económicos podem ter dois destinos: o consumo ou a poupança.

O consumo corresponde à utilização imediata de um rendimento na aquisição de bens e serviços de modo a permitir a satisfação das necessidades no momento.

A poupança representa a utilização do rendimento diferida no tempo, isto é, quando os detentores do capital renunciam à possibilidade de o utilizar no presente para poderem consumir no futuro.

Podemos, concluir que todas as pessoas intervêm na atividade económica, ou seja, são agentes económicos.

Empresas, Famílias, Estado, resto do mundo.

Diferentes Agentes Económicos

Famílias: abrangem todas as pessoas existentes num país, encaradas em relação ao seu comportamento da utilização do rendimento que recebem. A sua função principal é o consumo.

Empresas: incluem o conjunto das unidades de produção de um país, cuja atividade principal é a produção. Nesta estão incluídas as empresas não financeiras que produzem bens e serviços e as instituições financeiras que englobam os bancos e os seguros.

Estado: inclui a Administração Central, as autarquias locais e a Segurança Social. Prestam serviços destinados à satisfação de necessidades coletivas como a saúde, a educação, a administração da justiça, a segurança e a defesa, etc.

Resto do Mundo: como nenhum país pode viver isolado, sendo forçado a estabelecer diversas relações económicas com os restantes países da comunidade internacional, estes são geralmente designados por Exterior ou Resto do Mundo.

Os agentes económicos são agrupados por categorias homogéneas com base na função essencialmente desempenhada em: Famílias, Empresas, Estado e Resto do Mundo.

As principais atividades económicas são: Produção, Distribuição, Repartição dos rendimentos e Utilização dos rendimentos, que abrange o Consumo e a Poupança.

Conceitos – Capítulo 1

Atividade Económica e Ciência Económica, a atividade económica corresponde ao conjunto de operações que visam a produção de bens e serviços que possibilitem a satisfação das necessidades humanas. Engloba as atividades de Produção, Distribuição, Repartição e a Utilização de Rendimentos, na qual são incluídos o Consumo e a Poupança.

Agentes económicos: São entidades individuais ou coletivas que se agregam numa categoria, por desempenharem a mesma função na atividade económica. Consideram-se agentes económicos as Famílias, as Empresas, a Administração Pública e o Resto do Mundo.

Ciências Sociais: Ciências que se dedicam ao estudo dos fenómenos relacionados com a vida dos indivíduos em sociedade (Economia, Direito, Sociologia, História, Geografia, etc.).

Custo de oportunidade: Exprime o sacrifício da melhor alternativa deixada por satisfazer, resultante de uma escolha em que é dade prioridade a outra necessidade.

Fenómenos económicos: fenómenos sociais abordados numa perspetiva económica.

Fenómeno social total: Característica apresentada pelos fenómenos sociais, decorrente da sua complexidade e pluridimensionalidade, fazendo com que seja necessário analisá-los em todas as suas vertentes.

Explicações de economia 918187095