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Investimento em Portugal e o investimento português no estrangeiro

Investimento em Portugal e o investimento português no estrangeiro

O investimento realizado num determinado país pode ter origem interna ou externa.

Consideramos investimento interno aquele que resulta da aplicação das poupanças das famílias, das empresas ou do Estado desse país.

No caso português o nível de poupança tem vindo a decrescer nos últimos anos.

Consideramos investimento externo aquele que resulta da aplicação de poupanças provenientes do estrangeiro.

O investimento é fundamental em qualquer economia, constituindo um motor de arranque para o seu crescimento, pois, cria emprego e faz aumentar a produção.

O investimento direto resulta da injeção de capital de forma direta na economia. Um exemplo de investimento direto é aquele que é feito por um estrangeiro que decide abrir uma filial da sua empresa (multinacional) em território português. Outro exemplo é o investimento que é realizado por uma empresa portuguesa que deslocaliza parte da sua fábrica para um país com uma determinada característica que favorece a sua competitividade, tal como a proximidade das matérias-primas, o baixo custo da mão de obra, as elevadas qualificações dos recursos humanos, alguma vantagem fiscal, entre outros.

Investimento direto estrangeiro (IDE) – permite desenvolver regiões, revitalizando-as, melhorando as suas infraestruturas e criando emprego. É  fundamental para a nossa economia dada a ausência de capitais nacionais suficientes para o investimento necessário.

Uma das razões que explica a falta de capital nacional é a falta de rentabilidade dos investimentos nacionais e também a falta de poupança que tem taxas muito reduzidas.

O investimento direto estrangeiro é lucrativo para quem investe e vantajosos para o país que o recebe. Nos últimos anos, os investidores estrangeiros têm diminuído o seu interesse no que respeita a investir em Portugal, pois temos vindo a perde a capacidade de atração de IDE.

A economia portuguesa depende do investimento estrangeiro porque não tem capacidade interna quer a nível de poupança quer a nível do tecido empresarial de criar o volume de investimento necessário para criar emprego e crescimento económico.

Os principais países que investem em Portugal são europeus, Alemanha, Países Baixos, Reino Unido, França e Espanha. A indústria transformadora, o comércio por grosso e a retalho e as atividades financeiras são os principais setores de atividade a que se destina este investimento.

O efeito da globalização que se tornou mais forte a partir do século XXI sentiu-se em Portugal com a deslocalização de algumas empresas que optaram por apostar em mercados mais competitivos.

Por exemplo a Ásia dada as características da sua mão de obra passou a ser um destino privilegiado.