Category Archives: Destinos da poupança – importância do investimento

Operações bancárias

Operações bancárias

Operações bancárias

Operações bancárias

As operações bancárias podem ser ativas ou passivas.

As operações passivas dizem respeito à captação das poupanças dos clientes e as ativas correspondem aos empréstimos que os bancos concedem.

Em ambos os casos, a retribuição é um juro, um juro de depósito ou um juro de empréstimo, sendo os juros dos empréstimos superiores aos juros dos depósitos.

Os juros pagos a instituições financeiras através dos vários tipos de crédito são denominados de juros ativos, por retribuírem o ativo da instituição.

Os juros passivos são os que a instituição paga pelas aplicações financeiras. Os juros chamam-se passivos pois este capital representa um passivo (dívida) nos balanços das instituições financeiras.

A diferença entre os juros ativos e passivos representam o ganho para a instituição de crédito. Exemplo: Empresta dinheiro a 7% e paga pelos depósitos 5%, o banco ganha 2% do valor dos movimentos

 

 

As taxas de juro e a atividade económica

As taxas de juro e a atividade económica

Os juros remuneram as operações bancárias (ativas e passivas) e que a margem de lucro das instituições de crédito é obtida pela diferença entre os juros dos empréstimos cobrados aos devedores e os juros dos depósitos entregues aos depositantes.

Os juros podem ser um incentivo à poupança, o que se verifica quando as taxas são mais elevadas.

Por outro lado, quando as taxas estão baixas, os juros podem fornecer um incentivo ao consumo e ao investimento, pois não convidam à poupança, mas, antes , ao crédito que pode ser canalizado quer para o consumo que para o investimento.

 

Criação de moeda escritural

Criação de moeda escritural

Os bancos desempenham uma função muito importante na atividade económica: a criação de moeda escritural.

Estas instituições, quando permitem que parte das poupanças por si captadas voltem a entrar no mercado pela via do crédito, estão a criar moeda. Este efeito é denominado efeito multiplicador do crédito.

Os bancos são obrigados a constituir uma reserva. Desta forma guardam uma percentagem dos valores captados nos depósitos, pelo que não podem aplicar todas as poupanças em crédito. Mas a parte que se destina a crédito faz com que o capital que estaria guardado possa ser utilizado para financiar outro agente, que, por sua vez, o pode aplicar de novo, fazendo aumentar a moeda escritural sem que, na prática, tenha havido um aumento de notas e moedas em circulação.

A captação de depósitos, a concessão de crédito e a criação de moeda escritural são as principais funções dos bancos. Mas os bancos também se dedicam à guarda e administração de valores mobiliários e à gestão de meios de pagamento, como cartões ou cheques, entre outras atividades devidamente reguladas.

 

Financiamento externo indireto – o crédito

Financiamento externo indireto – o crédito

As empresas, quando necessitam de fundos que não dispõem, recorrem, por vezes, às instituições financeiras com o intuito de obterem crédito. O crédito consiste na cedência temporária de uma determinada quantia tendo como contrapartida os juros. O acordo estabelecido entre o detentor do capital (mutuante) e o beneficiário do crédito (mutuário) é realizado por meio de um contrato: o contrato de mútuo (empréstimo). Esse empréstimo pressupõe que o montante cedido seja devolvido ao seu proprietário nas condições acordadas, assim como os juros devidos devidos lhe devem ser pagos nas datas previamente acordadas.

O crédito tem uma grande importância para a economia, permite potenciar o seu crescimento. O crédito estimula a produção, viabilizando o investimento das empresas e possibilitando o seu financiamento pontual para a resolução de problemas de tesouraria, quer o consumo das famílias, ao permitir-lhes adquirir antecipadamente os bens que desejam.

Diferentes tipos de crédito

Quanto à duração:

Curto prazo: quando o período de crédito concedido é inferior a um ano;

Médio prazo: quando o período de crédito concedido está compreendido entre um e cinco anos;

Longo prazo: quando o período de crédito concedido é superior a cinco anos;

Quanto ao beneficiário

Privado: quando o beneficiário do crédito é um individuo ou uma empresa particular;

Público: quando o beneficiário do crédito é o Estado;

Quanto à sua origem

Interno: quando a instituição que concede o crédito reside em território nacional;

Externo: quando a instituição que concede o crédito reside em território estrangeiro.

Quanto à finalidade

crédito à produção : crédito concedido às empresas

Existem 2 tipos principais:

Crédito ao funcionamento: crédito concedido para resolver necessidades pontuais de tesouraria, sendo, geralmente, de curta duração.

Crédito de financiamento: crédito para investimento, que, normalmente, é de longa duração.

Crédito ao consumo:

Tipo de crédito destinado às famílias para a aquisição de bens de consumo.

Diferentes tipos de garantias

Os bancos tendem a conceder créditos ou empréstimos quando consideram que os devedores oferecem confiança no que respeita ao cumprimento do contrato.

Em muitos casos eles pedem aos seus clientes a entrega de garantias adicionais como forma de assegurar o cumprimento integral dos contratos.

Garantias reais, se implicam uma entrega acessória de bens do património do devedor ou de terceiros, caso responsabilizem mais pessoas e as envolvam no pagamento da dívida, como acontece com os fiadores.

Os bancos são as instituições que se dedicam, por um lado à captação das poupanças daqueles que dispõe de capital excedentário, daqueles que estão disponíveis para não utilizar o seu dinheiro durante um determinado período de tempo e por esse motivo receberem em troca o juro.

Por outro lado, os banco utilizam parte das poupanças captadas para as disponibilizar aos indivíduos que necessitam de financiamento, concedendo-lhe, assim, crédito.

Destinos da poupança – importância do investimento

Destinos da poupança – importância do investimento

A poupança representa a parte do rendimento disponível que não é gasta em consumo.

Desta forma a parte do rendimento disponível que é dedicada à poupança pode ser aplicada de diversas formas.

Colocação financeira, Entesouramentos, Investimento

A colocação financeira: consiste na aplicação da poupança em produtos financeiros disponibilizados por intermédio de instituições financeiras. Temos como exemplo: os depósitos a prazo, as acções, as obrigações, os certificados de aforro, bilhetes do tesouro, os planos de poupança ou os fundos de investimento, uma panóplia de produtos tão variados que torna importante definir um critério para a sua escolha.

A seleção do produto mais adequado para cada aforrador deve ter em atenção os seguintes aspetos:

risco: se o produto garante, ou não, uma determinada rentabilidade ou se a sua taxa de rentabilidade é fixa ou variável;

rentabilidade: se o rendimento esperado do produto é mais ou menos elevado;

liquidez: se o título é mais ou menos facilmente convertível em moeda;

fiscalidade: se existem benfícios fiscais associados ao produto e o tipo de tributação que incide sobre os rendimentos daí derivados.

Entesouramento:  ocorre  quando a poupança fica à guarda dos seus proprietários ou, caso fique à guarda dos seus proprietários ou, caso fique à guarde de terceiros não tem como propósito a rentabilização do património, mas sim preservar o seu valor.

Temos como exemplo épocas históricas de hiper-inflação que o dinheiro perdeu tanto valor que os agentes económicos tentavam de todos os modos encontrar maneira de não perderem o valor.

Investimento: é uma outra alternativa para utilização da poupança. Neste caso canalizamos a poupança para a atividade produtiva e desta maneira manter ou aumentar a capacidade produtiva.

A poupança pode assim ser usada na substituição de equipamentos e na reposição de stocks das matérias primas utilizadas no fabrico de bens.

O investimento também pode ser designado de formação de capital e este divide-se em 2 componentes:

Formação bruta de capital fixo (FBCF), que designa o valor do investimento líquido realizado com a aquisição de bens duradouros (capital fixo) juntamente com o valor do capital fixo que foi consumido as amortizações. Podemos ter investimento de substituição ou investimento de capacidade.

Variação de existências: representa as oscilações dos stocks de existências entre dois períodos diferentes. Consideramos normalmente o período de 1 ano. O seu cálculo é efetuado pela subtração entre o valor das matérias primas, produtos semi-acabados e produtos acabados existentes no inicio do ano (dia 1 de Janeiro) ao valor existente no final do ano (31 de Dezembro), apurando-se, desse modo, as variações dos stocks de existências que ocorreram ao longo do ano.

Investimento quanto à natureza:

Investimento material: quando se refere à aquisição de bens tangíveis, compra de bens com existência física, bens corpóreos.

Investimento imaterial: quando se refere à aquisição de bens intangíveis, bens não corpóreos, como a prestação de serviços relacionados com a formação de I&D, aquisição de marcas, patentes, software informático, despesas com publicidade,etc….

Investimento financeiro: se envolve a aquisição de ativos financeiros, como, por exemplo, ações ou obrigações.

Investimento quanto à função

Investimento de substituição: ou de renovação pretende assegurar a manutenção da capacidade produtiva através da reposição do capital à medida que este vai sendo utilizado.

Investimento de inovação ou racionalização: permite manter os equipamentoss e os processos de fabrico tecnologicamente atualizados para garantir a eficiência e competitividade das unidades produtivas.

Investimento de capacidade: permite o aumento da capacidade produtiva da unidade de produção através da aquisição de mais bens de equipamento.

Investimento: quanto ao agente

Investimento Público: investimento em infra-estruturas públicas, como vias de comunicação, pontes, escolas ou hospitais.

Investimento Privado: Efetuado pelo Estado ou por agentes privados.