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Ficha de Revisão Contabilidade Nacional

Ficha de Revisão Contabilidade Nacional

Preparação para o Exame Nacional de Economia – Ficha de Preparação

Ficha de Revisão Contabilidade Nacional, Aulas de Economia, Explicações Economia

Ficha de Revisão Contabilidade Nacional

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Exercícios de escolha múltipla e de desenvolvimento para apoio à preparação dos alunos para o Exame Nacional de Economia.

Resumo teórico de apoio

Resumo Capítulo IX – Contabilidade Nacional

Resumo Capítulo IX – Contabilidade Nacional

No sentido de se puder estudar a realidade macroeconómica é necessária a existência de uma ferramenta de análise e de quantificação da realidade para se compreenderem os fluxos existentes entre os diversos agentes económicos.

A Contabilidade Nacional surge desta forma, como uma forma de sistematizar as contas de uma nação, sendo um instrumento que permite quantificar a realidade económica.

A Contabilidade Nacional foca-se em:

Quantificar a atividade económica  do país;

Efetuar comparações no tempo e no espaço;

Prever as tendências económicas/ acontecimentos futuros;

Decidir com base em informações rigorosas e de forma fundamentada.

Conceitos necessários à Contabilidade Nacional

O critério institucional tem por base a autonomia dos agentes na tomada de decisões.

Unidade institucional e setor institucional

Uma unidade institucional é uma unidade produtiva que dispõe de poder de decisão autónomo e possui contabilidade organizada. Quando se agrega um conjunto de unidades institucionais com características e comportamentos semelhantes, obtém-se um setor institucional.

Unidade institucional – Unidade produtiva que tem poder de decisão autónomo e que tem contabilidade organizada.

Setor institucional – Representa o conjunto de unidades institucionais que utilizam o mesmo processo de fabrico ou processo semelhantes na produção dos seus produtos.

Unidades de produção homogéneas (UPH) – São as unidades produtivas que utilizam o mesmo processo de fabrico ou processos semelhantes na produção dos seus produtos.

Ramo de atividade: conjunto de todas as UPH de um produto.

Existem contudo algumas excepções como por exemplo na classificação dos setores. As famílias, embora não possuam contabilidade organizada, também se consideram um setor institucional, porque representam os destinatários dos rendimentos gerados, que, por sua vez, são utilizados em consumo.

Os setores institucionais apresentam-se da seguinte forma:

Sociedades não financeiras;

Sociedade financeiras

Administrações públicas

Famílias

Instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF).

Resto do Mundo

Unidade residente e território económico

Unidade residente – Agente que reside num determinado território há pelo menos um ano.

Território económico: Engloba os espaços terrestre aéreo, as embaixadas e enclaves militares no estrangeiro e os meios de transporte marítimos ou aéreos pertencentes a agentes residentes.

Unidade de produção homogénea (UPH) e ramo de atividade.

As unidades produtivas que utilizam, no fabrico dos seus produtos, o mesmo processo produtivo ou processos produtivos semelhantes designam-se unidades de produção homogéneas (UPH).

O conjunto de todas as UPH de um produto forma um ramo de atividade. E cada ramo de atividade apenas pode ser associado um único produto. Por seu lado, uma unidade produtiva por produzir mais do que um produto, inscrevendo-se, nesse caso, em mais do que um ramo de atividade.

Óticas do cálculo do valor da produção

A ótica do produto dá a conhecer o conjunto de bens e serviços que foram produzidos durante um certo período de tempo (geralmente, um ano).

A ótica do rendimento mostra como foram repartidos pelos diversos agentes os rendimentos, de trabalho e de capital, gerados na atividade produtiva.

A ótica da despesa apresenta o modo como foram aplicados, em consumo ou investimento, os rendimentos distribuídos.

Ótica do produto

Problema da múltipla contagem.

A ótica do produto revela o valor dos bens e serviços produzidos num país durante um determinado período. Ao contabilizarmos o valor destes bens e serviços, é necessário evitar a sua duplicação contabilística no que se refere aos consumos intermédios utilizados nos processos de fabrico.

Para evitar este problema podemos utilizar dois métodos: o método dos valores acrescentados e o método dos produtos finais.

De acordo com o método dos valores acrescentados, apenas se calcula o valor que foi efetivamente produzido, isto é aquilo que foi criado de novo no decorrer do período em análise. A esse valor chamos de valor acrescentado bruto (VAB).

VAB = Produção Total – Consumos intermédios

Produto = Somatório de todas as unidades produtivas

Segundo o método dos produtos finais, para efeitos de cálculo, só se consideram os bens de consumo final.

Assim, só são contabilizados os bens que já não vão sofrer mais transformações, ou seja, aqueles que se destinam a ser consumidos,

Por esse processo, os bens de consumo intermédio apenas são contabilizados uma vez, quando já fazem parte dos produtos finais. Esta contagem só é feita uma vez por ano.

Produto = Valor final das vendas (de todas as unidades produtivas).

 

O produto de uma nação é o valor gerado por todas as unidades institucionais, ao longo de um determinado período de tempo, representando a riqueza criada por esse país.

Podemos considerar várias classificações do produto:

  •  Produto Líquido ou Produto Bruto;
  • Produto Interno ou Produto Nacional;
  • Produto a preços base, no produtor ou de aquisição;
  • Produto a preços correntes ou Produto a preços constantes.

Produto Bruto e Produto Líquido

No decorrer do processo produtivo de qualquer bem existe um desgaste natural do capital fixo da unidade produtiva que o realiza. Os seus equipamentos e infraestruturas desatualizam-se e deterioram-se com o tempo, necessitando de ser reparados ou substituídos periodicamente. Os encargos com as reparações e substituições de capital fixo denominam-se amortizações ou consumo de capital fixo. As unidades produtivas contabilizam o consumo de capital fixo como um custo, pois, se as empresas não repusessem este consumo, veriam o seu património desvalorizado.

PB = PL + Amortizações e PL = PB – Amortizações

Produto Interno e Produto Nacional

O produto designa-se interno (I) quando é realizado em território económico nacional, por agentes nacionais ou por agentes estrangeiros residentes em território nacional há mais de um ano.

Produto Nacional, neste caso o critério é o das unidades residentes, independentemente de ter sido produzida em território nacional ou estrangeiro.

Por exemplo uma empresa francesa residente em Portugal, contribui para o Produto interno Português e os rendimentos repatriados resultantes dessa produção contribuem para o Produto Nacional da França.

A produção de uma empresa portuguesa a residir há mais de um ano na Espanha contribui para o Produto Interno Espanhol e os rendimentos repatriados resultantes dessa produção contribuem para o Produto Nacional português.

Para se calcular o valor destes agregados é necessário apurar o Saldo dos Rendimentos do Resto do Mundo (SRRM), que corresponde à diferença entre os rendimentos com proveniência do Resto do Mundo e os rendimentos enviados para o Resto do Mundo.

SRRM = Rendimentos recebidos do R.M – Rendimentos enviados para o R.M.

O saldo dos rendimentos do Resto do Mundo é incluído no Produto Nacional e deduzido no Produto Interno.

PI = PN – Saldo dos Rendimentos do Resto do Mundo

PN = PI + Saldo dos Rendimentos do Resto do Mundo

Produto a preços de base, produtos no produtor e produto a preços de aquisição

Produto a preços de base – Produto contabilizado em função dos custos relativos à produção dos bens e serviços, não incluindo o valor dos impostos sobre o s produtos líquidos de subsídios.

Produto a preços de base = Custo de Bens e serviços utilizados no processo produtivo + Remuneração dos fatores de produção + Outros impostos sobre a produção – Outros subsídios à produção.

Preços de produtor = preços base p impostos sobre os produtos excepto o IVA – subsídios aos produtos.

Produto a preços mercado = Produto a custo fatores – subsídios + impostos indiretos.

Produto a custo fatores = produto a preços mercado – impostos indiretos + subsídios.

Produto a custo de fatores – Produto calcula em função do custo da produção, não se incluindo, assim, os efeitos da intervenção do Estado na produção,

Produto a preços de mercado – Produto calcula em função do valor que o consumidor paga, incluindo-se a intervenção do Estado sob a forma de cobrança de impostos indiretos e/ ou atribuição de subsídios à produção.

Produto a preços correntes e Produto a preços constantes

Produto a preços correntes – Produto valorizado a preços nominais, isto é, aos preços que vigoram no ano a que se refere e que incluem o valor da inflação.

Produto a preços constantes – Produto contabilizado aos preços de um ano base, tomado como  referência e permite calcular a evolução real da economia retirando o efeito da inflação.

Produto a preços constantes = (Produto a preços correntes/ Índice preços) X 100

Taxa de crescimento real = (Produto a preços constantes (ano n) – Produto a preços correntes (ano n-1))/Produto a preços correntes (ano n-1) )X 100

Taxa de crescimento nominal= (Produto a preços correntes (ano n) – Produto a preços correntes (ano n-1))/Produto a preços correntes (ano n-1) )X 100

Deflacionar implica retirar o efeito da inflação.

Desta forma podemos saber o crescimento real de uma economia.

Ótica do Rendimento

Nesta ótica coloca-se evidência na forma como é feita a repartição dos rendimentos pelos diversos agentes. O valor do Produto corresponde ao total dos rendimentos gerados pelos fatores trabalho e capital.

O rendimento divide-se em duas componentes: as remunerações do trabalho (Rem.), representando os rendimentos provenientes do fator trabalho, salários e o excedente bruto de exploração que corresponde aos rendimentos provenientes do fator capital (rendas, juros e lucros)

RI = Rem + EBE = S + R + J + L

RI = PIB pm – Amort – Ti + Z = PILcf

RN = PIBpm + SRRM – Amort – Ti + Z = PNLcf

Rendimento Disponível Bruto da Nação

RDBN = PNBpm + Transferências Correntes Líquidas do Exterior.

Ótica da Despesa

As componentes que constituem a despesa são o consumo total, o investimento bruto, as exportações e as importações.

Consumo total = Consumo Privado + Consumo Público

Investimento Bruto = FBCF + Variação existências

Procura Interna = Consumo Total + Investimento Bruto

Procura Interna = C + G + FBCF + VE

Procura Global = Procura Interna + Exportações

Despesa Interna = Procura Global – Importações

DI = Consumo Total + Investimento Bruto + Exportações – Importações

DI = C + G + FBCF + VE + X -M

DI = PIBpm

DN = C+G+FBCF + VE + X-M + SRRM

DN = PIBpm + SRRM = PNBpm

Limitações da Contabilidade Nacional

A Contabilidade apresenta algumas limitações na quantificação da realidade económica.

A Contabilidade Nacional não discrimina os bens e serviços que são produzidos numa economia, apenas regista o seu valor. Neste caso é perfeitamente indiferente a produção de armas e de alimentos.

A Contabilidade Nacional não consegue contabilizar todas as atividades existentes. Em primeiro lugar existe o trabalho não remunerado, que pode ser voluntariado ou para o próprio, para efeitos da Contabilidade Nacional, só se regista o trabalho remunerado. Em segundo lugar, existem algumas actividades que não são contabilizadas, estão inseridas na economia paralela. Nesta situação, são praticadas atividades remuneradas que, no entanto, não são contabilizadas, ou porque são ilegais ou porque, embora sejam legais, não são declaradas com o objetivo de se evitar o pagamento de impostos.

Externalidade (definição): Conjunto de efeitos que a atividade produtiva exerce sobre terceiros e que podem ser de carácter benéfico(positivas) ou prejudicial (negativas).

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

contabilidade nacional

 

Objectivos da Contabilidade Nacional

Unidade institucional e sectores institucionais

 Contabilidade Nacional definição:

A Contabilidade Nacional representa o conjunto de operações que permitem apurar o valor do património gerado por um país.

A Contabilidade Nacional é uma representação simplificada e numérica de todas as operações económicas realizadas durante um ano no interior de uma economia ou entre esta e o Resto do Mundo. Ela permite fazer comparações no tempo e no espaço e constitui um instrumento insubstituível de previsão económica.”

Jean-Yves Capul e Olivier Garnier, Dicionário de Economia e de Ciências Sociais

A contabilidade nacional resulta da necessidade de quantificação da atividade económica desenvolvida por todos os agentes económicos. Para tal é necessário usar um conjunto de contas articuladas que pretendem representar e quantificar todas as atividades económicas de um país realizadas durante um período de tempo, que normalmente é de um ano. A todo este conjunto articulado de contas chamamos, Contabilidade Nacional.

Foi a partir de final da Segunda Guerra Mundial que as técnicas de Contabilidade Nacional sofreram um impulso muito grande, tornando-se cada vez mais completas e coerentes.

Importância da Contabilidade Nacional

Na atual sociedade existe uma importância cada vez maior da gestão da informação. Dai a necessidade da existência de um sistema que, quantifique os fluxos de natureza económica.

A Contabilidade Nacional permite:

  1.  medir a atividade económica: que é realizada num país durante um determinado período de tempo (um ano por norma), que nos fornece os valores para indicadores como o consumo, a produção, o rendimento, o investimento, etc.
  2. fazer previsões de caráter económico: dessa forma, viabilizar a tomada de decisões para evitar ou minimizar crises económicas;
  3. tomar decisões económicas mais fundamentadas: porque permite prever, com uma razoável probabilidade, as consequências, nos diversos indicadores, da manipulação do instrumentos de política económica (por exemplo consequência de um aumento de impostos no nível de emprego);
  4. Efetuar comparações no tempo e no espaço (no mesmo país em diversos momentos ou entre países diferentes).

Questões de revisão

Definições  

Contabilidade Nacional

Definições Contabilidade Nacional

Contabilidade Nacional: Conjunto de operações que permitem apurar o valor do património gerado por um país.

Deflacionar: anular o efeito da inflação.

Economia Paralela: Engloba atividades que não são declaradas ao Estado, por serem ilegais ou, sendo legais, por se pretender fugir ao pagamento de impostos. Também se designa economia informal ou subterrânea.

Excedente Bruto de Exploração: Componente do Rendimento Interno que corresponde aos rendimentos do fator capital (rendas, juros, lucros).

Refere-se a rendimentos do fator capital.

Rendas – remuneração referente à posse de imóveis

Lucros – remuneração do capital afeto a investimentos

Juros – remuneração do capital gerado devido à posse pelo agente económico.

Diferença entre custo fatores e preços de mercado.

Externalidades: Conjunto de efeitos que a atividade produtiva exerce sobre terceiros e que podem ser de carácter benéfico (positivas) ou prejudicial (negativas).

Por exemplo a existência de poluição numa cidade é uma externalidade negativa contudo esta não medida na contabilidade nacional.

No caso de países como a China que têm grandes níveis de crescimento do PIB não se considera os efeitos nefastos dos grandes níveis poluição e o seu impacto na saúde pública.

É uma das limitações da Contabilidade Nacional a não implicação das externalidades que não  é medido o seu impacto na economia,

A descoberta de uma cura de uma doença não é medido o seu efeito na economia, apenas é medido o valor de venda dos medicamentos.

Ótica da despesa: forma de cálculo do valor da produção de um país, tendo em conta o destino que é dado aos rendimentos (consumo ou investimento).

PIBpm = Consumo + Gastos públicos + Investimento (FBCF + VE) +X (exportações) – M(importações)

FBCF – formação bruta de capital fixo é o investimento em bens duráveis, por ex: um carro,

Ótica do produto: forma de cálculo do valor da produção de um país, possibilitando averiguar o contributo de cada ramo.

Valor da produção pela ótica do produto = Somatório VAB (valores acrescentados brutos)  ou Valor final de produção.

Ótica do rendimento: forma de cálculo do valor da produção de um país, revelando a forma como são gerados os rendimentos dos agentes (salários, rendas, juros e lucros).

Problema da múltipla contagem: Problema resultante da possibilidade de se contabilizar mais do que uma vez o valor dos consumos intermédios. Este problema pode ser ultrapassado através do Método dos valores acrescentados, que calcula o Produto somando-se os valores acrescentados de todas as unidades produtivas, ou do Método dos produtos finais, que apenas considera o valor das vendas dos produtos de consumo final.

Produção de uma lata de atum

Lata vazia ……. custou 0,15€

Lata com atum ….. custo 0,40€

O valor final na loja custa 1,00€

O que acontece é que não podemos somar todos os valores porque existem valores incorporados uns nos outros, por exemplo a lata com atum já inclui a lata vazia.

Para evitar este problema recorremos aos valores acrescentados.

Lata vazia representa um valor acrescentado de 0,15€

A lata com atum 0,40€ -0,15€ tem um valor acrescentado de 0,25€

O valor do hipermercado 1,00€ -0,40€ = 0,60€ tem um valor acrescentado de 0,60€.

Se somarmos todos os valores acrescentados 0,15€ + 0,25€ + 0,60€ = 1,00€ que é igual ao valor final.

O valor final é igual à soma dos valores acrescentados.

Procura Global: Corresponde aos encargos suportados pelas unidades produtivas com a produção de bens e serviços para residentes e não residentes.

Procura Interna = Consumo + Investimento + Gastos públicos

Procura externa = Exportações

Procura Interna: representa o total das despesas com a produção de bens e serviços para residentes.

Produto: Valor que é gerado pelo conjunto de todas as unidades institucionais de um país ao longo de um certo período de tempo (usualmente um ano).

Produto Bruto e Produto Líquido

Com o decorrer do tempo os bens imobilizados corpóreos perdem o seu valor, por exemplo um carro. Na economia isto implicava que as empresas  desvalorizassem. Então, temos as amortizações que vão calcular este custo de depreciação dos bens e desta forma podemos juntar este valor para não desvalorizar a riqueza.

Produto Liquido = Produto Bruto – Amortizações

Produto Bruto = Produto Líquido + Amortizações

 

Objetivos da Contabilidade Nacional

Principiais objectivos da Contabilidade Nacional

  • Descrever quantitativamente a actividade económica;
  • Constituir uma base informativa para a política económica;
  • Medir, através dos seus agregados, o bem-estar da população.

 

Ver também:

Setores institucionais;

Território Económico;

Unidade Residente;

Ramos de atividade;

Óticas de cálculo do produto;

Ótica do produto

Ótica do rendimento;

Ótica da despesa;

Produto a preços correntes e a preços constantes;

Preços a preços de mercado e a custo de fatores;

Produto Interno e Produto Nacional;

Produto Líquido e Produto Bruto;

Contas nacionais portuguesas;

Produto fórmulas

Produto fórmulas

Produto Método dos Produtos Finais e método dos valores acrescentados;

Limitações da Contabilidade Nacional;

Outros capítulos Economia 11º ano

Ótica da produção:

Valor dos bens e serviços finais criados dentro do território nacional, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = SVABramos + Impostos indirectos líquidos de subsídios (sobre produtos e importação)

Ótica da despesa

Conjunto das utilizações de bens e serviços finais realizadas no território nacional, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = C + I + G + X – Q

Consumo + Investimento + Gastos públicos + exportações – importações

Investimento: FBCF + V existências

FBCF é o investimento em bens duradouros, computadores, carros, edifícios, etc.

Variação de existências = Diferença de valor de mercadoria em inventário entre 1 Janeiro e 31 de Dezembro.

O valor da produção de um país é igual à soma dos gastos efectuados pelos agentes económicos desse país.

Desta forma permite saber como foi utilizada a produção em consumo e investimento.

Consumo privado – todos os gastos realizados pelas famílias na satisfação das suas necessidades.

Consumo público – todos os gastos realizados pelo Estado na satisfação das necessidades colectivas e da população e no funcionamento da Administração Pública.

Ótica do rendimento

Valor do conjunto dos rendimentos brutos gerados no território económico nacional pelos sectores institucionais, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = Remun + EBE + Impostos indirectos líquidos de subsídios (sobre produção, produtos e importação).

Rendimento Disponível Bruto / Poupança Bruta

Rendimento que cada sector institucional e a Nação como um todo dispõem para afectar a consumo e a poupança.

RDBN = PNBpm + Transf. CorrentesLíquidas Exterior

 

Transf. Correntes versus Transf. Capital

PNBpm versus PIBpm: PNBpm = PIBpm + RLE

 

SBN = RDBN – CFN

 

Poupança bruta da nação calculada de forma residual

CFN = C + G

SBN: recursos da Nação disponíveis para financiar as Operações de Capital

Formação Bruta de Capital

Aquisições Líquidas de Cessões de Ativos Não Financeiros Não Produzidos (ao Resto do Mundo)

 

Cap./Nec. FinanciamentoNação = SBN + Transf. Capital Líquidas do Exterior – Operações de Capital

 

Se > 0, existe capacidade de financiamento

Se < 0, existe necessidade de financiamento

Óticas

Contas Nacionais Portuguesas

Contas Nacionais Portuguesas

Nos últimos anos Portugal sofreu uma grave crise económica que teve reflexos nos níveis de consumo e investimento. Os valores do PIB decresceram entre 2009 e 2013, tivemos uma recessão que provocou um grave problema na capacidade de consumo interno e nos níveis de produção e que teve enormes consequências nos níveis de desemprego.

A partir de 2014 ocorreu uma mudança com um crescimento muito pequeno 0,9%.

Evolução do consumo privado

fonte:

 

No quadro abaixo pode ver os valores do crescimento real do PIB entre 2006 e 2016.

O valores do Investimento caíram bastante agravando a situação do desemprego.

fonte:

 

 

 

A Procura Interna caiu e as empresas foram obrigadas a apostar no mercado exterior e isto teve um impacto positivo em relação às exportações nacionais.

Relativamente à evolução da economia mundial verificou-se entre 2009 e  2011 um decréscimo significativo com uma recuperação ténue a partir de 2012.

fonte:

 

Na atualidade o crescimento económico mundial está mais forte e inclusive Portugal demonstra sinais positivos de retoma económica com alguns desequilíbrios pelo que deve ter em conta para garantir a sustentabilidade da sua recuperação.

O turismo é uma área com especial importância na economia apresentando valores muito positivos nos últimos anos.

 

 

 

 

 

 

Ótica da Despesa

Ótica da Despesa

As componentes que constituem a despesa são:

Consumo total

Investimento Bruto

Exportações e as importações

O Consumo total (CT) inclui as despesas de consumo efetuadas pelo Estado também designadas por consumo público (G), e o total de despesas de consumo efetuadas pelas famílias e empresas (C) que constituem o consumo privado (G).

Consumo total = Consumo Privado + Consumo Público

O Investimento bruto (I) inclui a formação bruta de capital fixo (FBCF) corresponde ao investimento em bens de equipamento, edifícios, carros, etc. A variação de existências (VE) determina as alterações ocorridas entre o inicio e o fim do ano nos stocks de existências.

Investimento bruto = FBCF + Variação de existências

Exportações representam as vendas ao exterior, estas constituem despesas para o país devido ao facto de a sua produção ocorrer em território nacional, pois as empresas nacionais têm encargos com esta produção. No sentido inverso, temos o valor das importações, uma vez que os gastos com a produção destes bens ficam por conta das empresas estrangeiras.

Procura Interna = Consumo Total (C +G) + Investimento Bruto (FBCF + VE)

Procura Externa = Exportações

Procura Global = Procura Interna + Exportações (são produzidas no nosso país é uma despesa nacional).

Despesa Interna = Procura Global – Importações (o custo da importações refere-se a produção efetuada noutros países daí o sinal negativo).

DI = C+G+FBCF + VE + X -M = Consumo Total + Investimento Bruto + Exportações – Importações. = PIB pm

DN, Despesa Nacional

DN = DI + SRRM = PNBpm

DN = C + G +FBCF+ VE + X-M + SRRM = PNBpm

 

Economia Informal

Economia Informal  

Economia Informal

Economia Informal

  Este  sector da economia  representa uma parte importante da atividade produtiva especialmente dos países subdesenvolvidos e envolve atividades que escapam facilmente à contabilização. Incluímos as atividades cujos bens se destinam ao autoconsumo, a atividade das donas de casa, os trabalhos de bricolage ou pequenas atividades desenvolvidas de forma simples. Os bens produzidos são legais, o que permite distinguir este sector do sector ilegal. Já a diferenciação relativamente ao sector subterrâneo é mais ténue. Muitas vezes, as empresas não se encontram registadas, não é para fugir deliberadamente ao fisco, mas porque são familiares e de reduzida dimensão e preferem poupar custos nas formalidades

Preços Correntes e Preços Constantes

Preços Correntes e Preços Constantes

Preços Correntes e Preços Constantes

Preços Correntes e Preços Constantes

Quando apresentamos o produto a preços correntes inclui o efeito dos preços (inflação).

Desta maneira poderá um aumento do produto não corresponder ao aumento da produção porque o preço é que sobe.

Ao contabilizarmos o valor do Produto a preços correntes, apenas ficamos a saber quais foram as variações ocorridas no que respeita ao preço, desconhecendo-se as alterações em termos de quantidade. Se um país produzir a mesma quantidade de bens e serviços durante dois anos consecutivos, mas registar, de um ano para o outro, um aumento no nível médio dos seus preços, o valor do seu produto a preços correntes também irá aumentar,

Se pretendermos analisar a variação em termos reais, devemos calcular o Produto a preços constantes, retirando, assim, o efeito da inflação. Na prática, tomam-se como referência os preços de um determinado ano e registam-se nos anos seguintes os preços sem a respetiva inflação, calcula-se o valor do Produto de cada ano a preços do ano-base.

Para deflacionar os preços relativamente a um ano base, utilizam-se os índices de preços.

Produto a preços constantes = (Produto a preços correntes/ índice de preços) X100

O Produto a preços constantes retira o efeito da inflação.

Produto a preços constantes = Produto a preços correntes/indice de preços X100

Taxa de crescimento real = ((Prod p const ano n – prod p correntes (n-1))//prod p correntes (n-1)) X100

Taxa de crescimento nominal = ((prod p correntes n – produto p correntes (n-1)/prod p correntes (n-1))X100

 

Produto a preços de mercado e produto a custo fatores

Produto a preços de mercado e produto a custo fatores

O Produto pode ser calculado em função do custo de produção, contabilizando-se ao valor a que sai do produtos ou em função do preço de venda, analisando-se, neste caso o valor que é pago pelo consumidor. A diferença entre estes valores reside na possibilidade de se considerarem ou não, para efeitos de cálculo do Produto, os fluxos relativos à exploração da atividade produtiva que se estabelecem entre as empresas e o Estado.

É desta forma necessário acrescentar ao valor dos encargos com a produção, os impostos indiretos (Ti) pagos ao Estado, como acontece, por exemplo com o IVA que as empresas entregam periodicamente à Administração Pública.

O Estado, por outro lado, também concede subsídios à produção (Z), com o objetivo de assumir parte das despesas das empresas referentes à produção de determinados bens. Trata-se de fazer baixar os encargos suportados pelas empresas com a produção de bens que a Administração Pública considera essenciais, permitindo desse modo que os consumidores os possam adquirir a preços mais baixos. Nestes casos, para se calcular o custo da produção é necessário deduzir ao Produto o valor dos subsídios atribuídos pelo Estado.

O Produto a custo de fatores (cf) representa o valor suportado pelos produtores para produzir os bens, não refletindo assim os efeitos da intervenção do Estado. Portanto, é necessário retirar ao valor do Produto os impostos indiretos e acrescentar os subsídio atribuídos à produção.

Sectores e unidades institucionais

Sectores e unidades institucionais

As operações económicas são efetuadas pelas unidades institucionais. Entende-se por unidade institucional um centro elementar de decisão económica, constituído por um agente económico com capacidade para realizar atividades económicas e operações com outros agentes.

Setor institucional representa o conjunto de unidades institucionais que apresentam características e comportamentos semelhantes.

unidade institucional é a unidade produtiva que dispõe de poder de decisão autónomo e que apresenta contabilidade organizada.

As unidades institucionais participantes na economia são agrupadas em seis sectores mutuamente exclusivos, que podem ser classificadas por:

sociedades não financeiras – trata-se de unidades institucionais residentes, sociedades ou quase sociedades, produtores mercantis, cuja atividade principal consiste em produzir bens não financeiros. Podem assumir a característica de agentes privados ou públicos.

sociedades financeiras – são sociedades ou quase cuja função principal é fornecer serviços de intermediação financeira e/ou atividades financeiras auxiliares.

instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF) – estas unidades devem ter personalidade jurídica ou social e podem ser produtores mercantis ou não mercantis. Mas pelo seu estatuto não poderão ser uma fonte de rendimento para as unidades que as criam, controlam ou financiam. Estas unidades fornecem bens às famílias gratuitamente ou a preços pouco significativos. Estão aqui incluídos os sindicatos, as associações profissionais, científicas e outras, assim como os partidos e as igrejas, num primeiro grupo. Num segundo grupo temos as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as associações de socorros mútuos e outras. Num terceiro encontramos os bombeiros voluntários, os museus e bibliotecas.

Resto do mundo – caem nesta unidades especial todas as unidades não residentes que realizem operações com unidades institucionais residentes ou tenham com estas outras relações de natureza económica. Não devemos esquecer que certas unidades do resto do mundo podem localizar-se em território nacional, como as embaixadas, consolados, bases militares e também organizações internacionais.

 

 

 

Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

A questão da origem da produção é de especial relevância pois permite contabilizar o que é produzido em território económico nacional, Produto Interno, por agentes nacionais ou por agentes estrangeiros residentes em território nacional há mais de um ano. Nesta situação, o critério é o territorial, incluído desta forma toda a produção realizada em território nacional.

O Produto pode também ser classificado de acordo com o critério da unidade residente. Neste caso, calcula-se o Produto Nacional (N), este contabiliza toda a produção realizada por unidades institucionais residentes, independentemente de ter sido produzida em território nacional ou estrangeiro. Este agregado apura o valor do Produto que foi realizado por agentes nacionais, independentemente do local onde este tenha sido efetuado.

Por ex: um jogador de futebol português que atue em Espanha faz parte do PIB espanhol mas do PNB português.

PIB = PNB – Saldo dos rendimentos do Resto do Mundo

PNB = PIB + Saldo dos rendimentos do Resto do Mundo.