Category Archives: Contabilidade Nacional

Contas Nacionais Portuguesas

Contas Nacionais Portuguesas

Nos últimos anos Portugal sofreu uma grave crise económica que teve reflexos nos níveis de consumo e investimento. Os valores do PIB decresceram entre 2009 e 2013, tivemos uma recessão que provocou um grave problema na capacidade de consumo interno e nos níveis de produção e que teve enormes consequências nos níveis de desemprego.

A partir de 2014 ocorreu uma mudança com um crescimento muito pequeno 0,9%.

Evolução do consumo privado

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No quadro abaixo pode ver os valores do crescimento real do PIB entre 2006 e 2016.

O valores do Investimento caíram bastante agravando a situação do desemprego.

fonte:

 

 

 

A Procura Interna caiu e as empresas foram obrigadas a apostar no mercado exterior e isto teve um impacto positivo em relação às exportações nacionais.

Relativamente à evolução da economia mundial verificou-se entre 2009 e  2011 um decréscimo significativo com uma recuperação ténue a partir de 2012.

fonte:

 

Na atualidade o crescimento económico mundial está mais forte e inclusive Portugal demonstra sinais positivos de retoma económica com alguns desequilíbrios pelo que deve ter em conta para garantir a sustentabilidade da sua recuperação.

O turismo é uma área com especial importância na economia apresentando valores muito positivos nos últimos anos.

 

 

 

 

 

 

Ótica da Despesa

Ótica da Despesa

As componentes que constituem a despesa são:

Consumo total

Investimento Bruto

Exportações e as importações

O Consumo total (CT) inclui as despesas de consumo efetuadas pelo Estado também designadas por consumo público (G), e o total de despesas de consumo efetuadas pelas famílias e empresas (C) que constituem o consumo privado (G).

Consumo total = Consumo Privado + Consumo Público

O Investimento bruto (I) inclui a formação bruta de capital fixo (FBCF) corresponde ao investimento em bens de equipamento, edifícios, carros, etc. A variação de existências (VE) determina as alterações ocorridas entre o inicio e o fim do ano nos stocks de existências.

Investimento bruto = FBCF + Variação de existências

Exportações representam as vendas ao exterior, estas constituem despesas para o país devido ao facto de a sua produção ocorrer em território nacional, pois as empresas nacionais têm encargos com esta produção. No sentido inverso, temos o valor das importações, uma vez que os gastos com a produção destes bens ficam por conta das empresas estrangeiras.

Procura Interna = Consumo Total (C +G) + Investimento Bruto (FBCF + VE)

Procura Externa = Exportações

Procura Global = Procura Interna + Exportações (são produzidas no nosso país é uma despesa nacional).

Despesa Interna = Procura Global – Importações (o custo da importações refere-se a produção efetuada noutros países daí o sinal negativo).

DI = C+G+FBCF + VE + X -M = Consumo Total + Investimento Bruto + Exportações – Importações. = PIB pm

DN, Despesa Nacional

DN = DI + SRRM = PNBpm

DN = C + G +FBCF+ VE + X-M + SRRM = PNBpm

 

Economia Informal

Economia Informal  

Economia Informal

Economia Informal

  Este  sector da economia  representa uma parte importante da atividade produtiva especialmente dos países subdesenvolvidos e envolve atividades que escapam facilmente à contabilização. Incluímos as atividades cujos bens se destinam ao autoconsumo, a atividade das donas de casa, os trabalhos de bricolage ou pequenas atividades desenvolvidas de forma simples. Os bens produzidos são legais, o que permite distinguir este sector do sector ilegal. Já a diferenciação relativamente ao sector subterrâneo é mais ténue. Muitas vezes, as empresas não se encontram registadas, não é para fugir deliberadamente ao fisco, mas porque são familiares e de reduzida dimensão e preferem poupar custos nas formalidades

Preços Correntes e Preços Constantes

Preços Correntes e Preços Constantes

Preços Correntes e Preços Constantes

Preços Correntes e Preços Constantes

Quando apresentamos o produto a preços correntes inclui o efeito dos preços (inflação).

Desta maneira poderá um aumento do produto não corresponder ao aumento da produção porque o preço é que sobe.

Ao contabilizarmos o valor do Produto a preços correntes, apenas ficamos a saber quais foram as variações ocorridas no que respeita ao preço, desconhecendo-se as alterações em termos de quantidade. Se um país produzir a mesma quantidade de bens e serviços durante dois anos consecutivos, mas registar, de um ano para o outro, um aumento no nível médio dos seus preços, o valor do seu produto a preços correntes também irá aumentar,

Se pretendermos analisar a variação em termos reais, devemos calcular o Produto a preços constantes, retirando, assim, o efeito da inflação. Na prática, tomam-se como referência os preços de um determinado ano e registam-se nos anos seguintes os preços sem a respetiva inflação, calcula-se o valor do Produto de cada ano a preços do ano-base.

Para deflacionar os preços relativamente a um ano base, utilizam-se os índices de preços.

Produto a preços constantes = (Produto a preços correntes/ índice de preços) X100

O Produto a preços constantes retira o efeito da inflação.

Produto a preços constantes = Produto a preços correntes/indice de preços X100

Taxa de crescimento real = ((Prod p const ano n – prod p correntes (n-1))//prod p correntes (n-1)) X100

Taxa de crescimento nominal = ((prod p correntes n – produto p correntes (n-1)/prod p correntes (n-1))X100

 

Produto a preços de mercado e produto a custo fatores

Produto a preços de mercado e produto a custo fatores

O Produto pode ser calculado em função do custo de produção, contabilizando-se ao valor a que sai do produtos ou em função do preço de venda, analisando-se, neste caso o valor que é pago pelo consumidor. A diferença entre estes valores reside na possibilidade de se considerarem ou não, para efeitos de cálculo do Produto, os fluxos relativos à exploração da atividade produtiva que se estabelecem entre as empresas e o Estado.

É desta forma necessário acrescentar ao valor dos encargos com a produção, os impostos indiretos (Ti) pagos ao Estado, como acontece, por exemplo com o IVA que as empresas entregam periodicamente à Administração Pública.

O Estado, por outro lado, também concede subsídios à produção (Z), com o objetivo de assumir parte das despesas das empresas referentes à produção de determinados bens. Trata-se de fazer baixar os encargos suportados pelas empresas com a produção de bens que a Administração Pública considera essenciais, permitindo desse modo que os consumidores os possam adquirir a preços mais baixos. Nestes casos, para se calcular o custo da produção é necessário deduzir ao Produto o valor dos subsídios atribuídos pelo Estado.

O Produto a custo de fatores (cf) representa o valor suportado pelos produtores para produzir os bens, não refletindo assim os efeitos da intervenção do Estado. Portanto, é necessário retirar ao valor do Produto os impostos indiretos e acrescentar os subsídio atribuídos à produção.

Sectores e unidades institucionais

Sectores e unidades institucionais

As operações económicas são efetuadas pelas unidades institucionais. Entende-se por unidade institucional um centro elementar de decisão económica, constituído por um agente económico com capacidade para realizar atividades económicas e operações com outros agentes.

Setor institucional representa o conjunto de unidades institucionais que apresentam características e comportamentos semelhantes.

unidade institucional é a unidade produtiva que dispõe de poder de decisão autónomo e que apresenta contabilidade organizada.

As unidades institucionais participantes na economia são agrupadas em seis sectores mutuamente exclusivos, que podem ser classificadas por:

sociedades não financeiras – trata-se de unidades institucionais residentes, sociedades ou quase sociedades, produtores mercantis, cuja atividade principal consiste em produzir bens não financeiros. Podem assumir a característica de agentes privados ou públicos.

sociedades financeiras – são sociedades ou quase cuja função principal é fornecer serviços de intermediação financeira e/ou atividades financeiras auxiliares.

instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF) – estas unidades devem ter personalidade jurídica ou social e podem ser produtores mercantis ou não mercantis. Mas pelo seu estatuto não poderão ser uma fonte de rendimento para as unidades que as criam, controlam ou financiam. Estas unidades fornecem bens às famílias gratuitamente ou a preços pouco significativos. Estão aqui incluídos os sindicatos, as associações profissionais, científicas e outras, assim como os partidos e as igrejas, num primeiro grupo. Num segundo grupo temos as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as associações de socorros mútuos e outras. Num terceiro encontramos os bombeiros voluntários, os museus e bibliotecas.

Resto do mundo – caem nesta unidades especial todas as unidades não residentes que realizem operações com unidades institucionais residentes ou tenham com estas outras relações de natureza económica. Não devemos esquecer que certas unidades do resto do mundo podem localizar-se em território nacional, como as embaixadas, consolados, bases militares e também organizações internacionais.

 

 

 

Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

A questão da origem da produção é de especial relevância pois permite contabilizar o que é produzido em território económico nacional, Produto Interno, por agentes nacionais ou por agentes estrangeiros residentes em território nacional há mais de um ano. Nesta situação, o critério é o territorial, incluído desta forma toda a produção realizada em território nacional.

O Produto pode também ser classificado de acordo com o critério da unidade residente. Neste caso, calcula-se o Produto Nacional (N), este contabiliza toda a produção realizada por unidades institucionais residentes, independentemente de ter sido produzida em território nacional ou estrangeiro. Este agregado apura o valor do Produto que foi realizado por agentes nacionais, independentemente do local onde este tenha sido efetuado.

Por ex: um jogador de futebol português que atue em Espanha faz parte do PIB espanhol mas do PNB português.

PIB = PNB – Saldo dos rendimentos do Resto do Mundo

PNB = PIB + Saldo dos rendimentos do Resto do Mundo.

Limitações da Contabilidade Nacional

Limitações da Contabilidade Nacional

Limitações da Contabilidade Nacional

Limitações da Contabilidade Nacional

A Contabilidade Nacional não discrimina os bens e serviços que são produzidos numa economia, apenas regista o seu valor. Na prática, para a Contabilidade Nacional é indiferente produzir armas ou medicamentos.

A Contabilidade Nacional não contabiliza todas as atividades existentes. Por um lado não é registado o trabalho não remunerado, não importando se é voluntariado ou para o próprio, pois, para efeitos da Contabilidade Nacional, só se regista o trabalho remunerado.

Por exemplo uma família que tenha uma produção agrícola para autoconsumo não é contabilizada embora efetuem trabalho agrícola para efetuar a produção, não faz parte da Contabilidade Nacional, não é remunerada.

Um dona de casa também não conta para a Contabilidade Nacional.

A Contabilidade Nacional não considera as externalidades por exemplo uma indústria poluente vai ter efeitos nefastos na saúde pública, tem associada uma externalidade negativa. Esta externalidade não é medida na Contabilidade Nacional.

Por exemplo um investigador descobriu a cura para uma doença é uma externalidade positiva porque vai beneficiar toda a população em geral.

A produção não contabilizada     Existem muitas atividades que não são contabilizadas, o que muitas vezes falseia o Produto Interno. São várias as situações de produto realizado não contabilizado:

Economia subterrânea;

Economia informal;

Economia ilegal;

Economia Paralela;

Economia Informal

Este  sector da economia  representa uma parte importante da atividade produtiva especialmente dos países subdesenvolvidos e envolve atividades que escapam facilmente à contabilização. Incluímos as atividades cujos bens se destinam ao autoconsumo, a atividade das donas de casa, os trabalhos de bricolage ou pequenas atividades desenvolvidas de forma simples. Os bens produzidos são legais, o que permite distinguir este sector do sector ilegal. Já a diferenciação relativamente ao sector subterrâneo é mais ténue. Muitas vezes, as empresas não se encontram registadas, não é para fugir deliberadamente ao fisco, mas porque são familiares e de reduzida dimensão e preferem poupar custos nas formalidades

 

Definição de Macroeconomia

Definição de Macroeconomia

“A macroeconomia trata do comportamento da economia como um todo, ou seja, dos grandes agregados da vida económica.

(…)

A macroeconomia é uma matéria de grande importância, pois uma nação pode melhorar os seus resultados económicos através das políticas económicas que puser em ação – por via da despesa, da tributação e das variações na oferta monetária. Nada se pode fazer para contrariar determinadas condições meteorológicas, mas no campo da economia, não há duvida de que o nível de vida a usufruir no futuro depende das características das políticas económicas que os governos vão pondo em ação.”

Paul A. Samuelson e William D. Nordhaus, Economia (adaptado)

Unidades Institucionais e Setores Institucionais

Unidades Institucionais e Setores Institucionais

Unidade institucional: unidade produtiva que dispóe de poder de decisão autónomo e que apresenta contabilidade organizada.

Unidades de produção homogéneas (UPH): unidades produtivas que utilizam o mesmo processo de fabrico ou processos semelhantes na produção dos seus produtos.

Setor institucional: Conjunto de unidades institucionais que apresentam características e comportamentos semelhantes.