Category Archives: consumo

Consumo público e consumo privado

Consumo público e consumo privado

Consumo público e consumo privado

Consumo público e consumo privado

O consumo público é o que é realizado pelas administrações públicas, genericamente designadas por Estado.

O consumo privado é o que é realizado pelas famílias.

A análise da parte respetiva destes dois tipos de consumo constitui um índice muito significativo do papel desempenha pelo Estado numa economia.

 

Consumo final e consumo intermédio

Consumo final e consumo intermédio

O consumo final representa a utilização de bens ou serviços diretamente para a satisfação de uma necessidade individual ou coletiva.

Por exemplo: comer um Hambúrguer.

Consumo final e consumo intermédio

Consumo final e consumo intermédio

O consumo intermédio é constituído pelos bens ou serviços utilizados no processo de fabrico e transformados ou destruídos no decurso desse processo.

Por exemplo: fiar o algodão que irá ser utilizado no fabrico de uma camisola ou a fatia de carne que servirá para fazer um hambúrguer.  É  considerado um bem de produção ou um consumo intermédio.

Utilizam-se consumos intermédios no processo produtivo dos bens, quer esses bens se destinem ao consumo final, quer a produção de outros bens.

 

Papel do consumo

Papel do consumo

Papel do consumo

Papel do consumo

O consumo é o ato económico através do qual as pessoas utilizam bens e serviços com o objetivo de satisfazerem as suas necessidades.

O Consumo representa a parte do rendimento disponível que é utilizada para a aquisição de bens e serviços de imediato.

O consumo constitui um importante indicador do nível de vida de uma população.

Toda a parte do rendimento disponível que não é aplicada no Consumo representa a poupança.

Os fatores económicos que influenciam o consumo são o preço dos bens, o rendimento dos consumidores e a inovação tecnológica.

O consumo também é influenciado por fatores extra-económicos de natureza sociocultural.

A estrutura do consumo indica a forma como as famílias repartem o seu  rendimento pelas diversas categorias de bens de consumo.

A estrutura de consumo tem evoluído ao longo dos tempos, pelo aumento da oferta de novos produtos e pelo aumento do rendimento dos consumidores,

O coeficiente orçamental exprime o “peso” que a despesa com cada classe de bens representa no coeficiente orçamental dos consumidores.

Consumo de massas é uma das características das sociedades modernas.

A sociedade de consumo é caracterizada pelo recurso a técnicas agressivas de estimulação do consumo que originam o consumismo.

A denúncia dos problemas associados ao consumismo, em parte devido aos movimentos dos consumidores originou o consumerismo.

O consumerismo promove os interesses dos consumidores, o aprofundamento dos seus direitos e a defesa da qualidade de vida e dos valores sociais.

A responsabilidade social dos consumidores exige a mudança de hábitos e o cumprimento de deveres cívicos.

 

 

Os fatores de que depende o consumo

Os fatores de que depende o consumo

Os fatores de que depende o consumo

Os fatores de que depende o consumo

Fatores de que depende o consumo

Económicos
Rendimento dos consumidores;
Preço dos bens;
Inovação tecnológica;

Fatores económicos que influenciam o consumo, além do preço dos bens, são o rendimento dos consumidores e a inovação tecnológica. O nível de rendimento é decisivo para o consumo, pois quanto maior é o montante recebido pelos indivíduos, mais estes podem  dispor para utilizar em consumo.

Não Económicos

moda

tradição

A sociedade de consumo

A sociedade de consumo

A sociedade de consumo

A sociedade de consumo

Este conceito aparece após a Revolução Industrial na qual se desenvolveu a produção em massa e originou um aumento exponencial da produção relativamente ao que era até então.

Criação de novas necessidades

Dada a grande produção em que a capacidade produtiva se expandiu tornou-se necessário escoar tantos produtos.

A solução passou pela criação de novas necessidades nos consumidores, contribuindo para isso a publicidade, o marketing, técnicas de vendas e mais tarde as facilidades de pagamentos e outras atividades semelhantes.

O consumidor torna-se o foco de um grande conjunto de técnicas persuasivas, torna-se um destinatário passivo do consumo, numa época em que se consome o que é produzido e não se produz aquilo que é necessário consumir.

Sociedade de Consumo

A sociedade de consumo caracteriza-se por uma abundância de bens e serviços sempre disponíveis para os consumidores.

O consumo passa a ser o ponto fundamental ou central na vida dos indivíduos.

Vivemos numa sociedade onde o TER substituiu de certa for o SER“.

Na actualidade a posse de bens é sobrevalorizada, sendo as pessoas avaliadas muitas vezes em função dos bens materiais que possuem, Vivemos na era dos produtos descartáveis, do “usa e deita fora”; esta situação leva muitas vezes os consumidores a substituírem bens em perfeitas condições de utilização por outros mais recentes.

O aumento da quantidade de bens produzidos representa uma vantagem para os consumidores, pois a necessidade de escoamento dos produtos leva a uma redução dos preços.

Contudo, a massificação do consumo e a facilidade de acesso aos bens origina o consumismo, isto é, um conjunto de atitudes e de comportamentos que conduzem a consumos irracionais e imprevistos.

São situações em que as pessoas agem por impulso, consumindo, de forma irreflectida, bens de que não necessitam.

O crédito e as facilidades de pagamento contribuem muito para a existência de consumos indiscriminados, pois os bens ficam à disposição das pessoas antes de ser efetuada a totalidade do seu pagamento.

Nas últimas décadas, o crédito concedido aos particulares aumentou bastante, originando uma situação de sobre-endividamento de uma grande parte das famílias portuguesa. Em alguns casos a situação é muito grave, porque o rendimento disponível não é suficiente para cobrir as dívidas contraídas.

 

A defesa dos consumidores em Portugal e na UE

   A defesa dos consumidores em Portugal e na UE

 

A defesa dos consumidores em Portugal e na UE

A defesa dos consumidores em Portugal e na UE

A defesa do consumidor está relacionada com o consumerismo

Consumerismo visa a promoção dos interesses dos consumidores, o aprofundamento dos seus direitos e a defesa da qualidade de vida e dos valores sociais.

Existe uma lei de defesa do Consumidor que considera 3 artigos:

 

Art. 1 – Dever Geral de proteção ao consumidor

Art. 2 – Definição de Consumidor

Art. 3 – Direitos do consumidor, dos quais:

– Qualidade dos bens e serviços

– Informação para o consumo

– Formação E educação para o consumo

– Proteção jurídica e justiça acessível e pronta

 

Art. 21 – Instituto do Consumidor

A responsabilidade social dos consumidores exige a mudança de hábitos e o cumprimento de deveres cívicos.

Lei de Engel

Lei de Engel

Indica que quanto maior for o nível de rendimento de uma família, menor é a proporção dos seus gastos em bens alimentares.

O aumento de rendimentos de uma família apesar de aumentar o consumo em termos absolutos. Em termos relativos podemos observar que percentualmente os produtos de natureza mais básica vão ter um peso inferior ganhando um maior peso para os bens de qualidade superior é o que chamamos de efeito – qualidade.

Neste caso, o que diminui é a percentagem de consumo de bens essenciais em função do orçamento familiar, ou seja, do conjunto total de despesas.

Neste caso devemos analisar o conceito de coeficiente orçamental que traduz a importância relativa (percentual) de uma rubrica de despesa quando comparada com o valor total das despesas.

Coeficiente orçamental = (Valor da classe de despesa / Valor total das despesas) X 100

 

Caraterísticas das necessidades

Caraterísticas das necessidades

Necessidade definição

Uma necessidade é um sentimento de carência que resulta da privação de um bem ou serviço de que precisamos. O mal- estar gerado pela ausência desses bens e serviços pode ser suprimido através do consumo. Existem várias caraterísticas das necessidades que vamos especificar:

Multiplicidade: as necessidades existem em grande nº e são infinitas, pois estão constantemente a aparecer novas necessidades após outras serem satisfeitas, como é o caso da fome ou da sede. Por outro lado, o constante progresso tecnológico facilita o desenvolvimento de novos produtos e o aperfeiçoamento dos já existentes contribuindo para o aparecimento de novas necessidades.

Hierarquização: as necessidades podem ser ordenadas de acordo com a intensidade com que são sentidas, devendo satisfazer-se umas primeiro que as outras.

Saciabilidade: a intensidade com que se sentem as necessidades vai diminuindo à medida que estas se vão satisfazendo, acabando eventualmente por desaparecer. Se, por exemplo, quando sentimos fome, formos comendo alguns alimentos, esta vai-se reduzindo até ao momento em que ficamos completamente satisfeitos.

Substituibilidade: esta caraterística está relacionada com a possibilidade de existir mais do que um bem capaz de satisfazer a mesma necessidade, substituindo um pelo outro. Assim, é possível acabar com a sede bebendo um copo de água ou um refrigerante, por exemplo.

 

 

Diferentes Tipos de Consumo

Diferentes Tipos de Consumo

Diferentes Tipos de Consumo

Diferentes Tipos de Consumo

 

Consumo Privado – Consumo efetuado pelas famílias, que utilizam o seu rendimento que obtêm na atividade produtiva, na compra de bens e serviços que precisam para satisfazer as suas necessidades (alimentação, vestuário, habitação, divertimentos, etc.)

 

Consumo Público – Consumo efetuado pelo Estado, cujos valores são inferiores ao privado e caracterizam-se necessários à sua atividade

Consumo Intermédio e consumo final

Consumo Intermédio – quando os bens e serviços são utilizados para produzir outros bens e serviços, desaparecendo no processo produtivo, ocorrendo:

– quer pela incorporação desses bens nos produtos acabados (farinha no fabrico de pão)

– quer pela destruição desses bens no processo de produção (eletricidade no fabrico de pão)

 

Consumo Final – quando um bem ou serviço permite a satisfação direta e imediata das necessidades. (usar umas calças, beber um refrigerante, assistir um espetáculo)

 

Consumo individual – consumo que satisfaz as necessidades sentidas individualmente

 

Consumo Coletivo – Consumo de casos em que não se pode individualizar o consumidor, identificá-lo e obrigá-lo a pagar (educação, justiça)

 

 

Consumo e atividade económica

 

O consumo é fundamental para o desenvolvimento da atividade económica de qualquer sociedade. A produção só pode ser sustentada se for escoada, ou seja, se for vendida e consumida.

 

Assim a renovação da atividade produtiva depende do dinamismo do consumo. O consumidor é de facto o motor de qualquer economia.

Ver também:

Consumismo versus consumerismo

Sociedade de consumo

Consumo quanto à abrangência

Consumo quanto à natureza do agente

Sociedade de consumo e poupança

Exercícios de exame – consumo

Poupança e Investimento Resumo

Poupança e Investimento Resumo

Poupança e Investimento Resumo

Poupança e Investimento Resumo

A Poupança está diretamente ligada com o investimento.

O investimento é gerado pela poupança da pessoa que investe ou por poupança de outros, quando se recorre ao crédito.

Rendimento Pessoal disponível = Rendimento – Impostos – Quotização Social

O rendimento disponível pode ser canalizado:

Poupança: É a parte do rendimento que não é consumido.

Costumamos dizer que o Investimento é igual à poupança, porque na realidade qualquer investimento é fruto de capitais próprios (poupança pessoal) e de capitais alheios (crédito em que o capital é derivado da poupança de terceiros).

Consumo

Em Portugal a taxa de poupança tem vindo a diminuir nos últimos anos.

poupança poup

Principais razões para a poupança

Motivos para a poupança

Principais razões para a poupança

Especulação: Poupança é criada para a realização de investimento por motivos especulativos.

Podemos querer adquirir algo que saibamos que vai futuramente valorizar e desta forma podemos aumentar o nosso capital.

Incerteza: O receio quanto ao futuro, instabilidade no emprego, receio face à reforma, ajuda a familiares. Estes motivos fazem com que ocorra uma poupança para precaução.

Em épocas de crise é uma das razões principais para a poupança.

Despesa Futura: Muitas vezes para adquirirmos bens com valor mais elevado (ex: um carro), recorremos à poupança para podermos fazer uma aquisição futura. Consumo também pode gerar poupança para a sua aquisição, por exemplo a compra de um computador, ou outro bem que seja mais dispendioso.

Neste caso o consumismo tem vindo a influenciar os níveis de poupança.

Consumismo

Consumismo

Os destinos da poupança

Existem 3 destinos possíveis para a poupança:

1 – Colocação financeira

2 – Entesouramento

3 – Investimento

1 – Colocação Financeira – consiste na aplicação da poupança em produtos financeiros disponibilizados pelas instituições financeiras (ex: depósitos a prazo, certificados de aforro, planos de poupança, fundos de investimento, ações, obrigações, etc).

Existe uma relação inversa entre poupança e consumo. Isto significa que quanto maior é o consumo menor é a poupança e vice versa.

Também existe uma relação entre nível de rendimento e poupança. Tendencialmente quanto maiores forem os níveis de rendimento também maiores deverão ser os níveis de poupança. Embora dependa também da estrutura de consumo de cada família.

Taxa de juro e poupança, uma taxa de juro mais elevada favorece também um incremento da poupança pois o capital passa a ser melhor remunerado e existe por esse motivo uma maior compensação pela renúncia ao consumo presente.

Os destinos da poupança – a importância do investimento

Poupança – Colocação financeira

Aplicação da poupança em produtos financeiros. Bilhetes de tesouro, dep. a prazo, certificados de aforro, planos de poupança ou fundos de investimento.

Existem várias componentes associadas à colocação financeira

Investimento:

Formação bruta de capital fixo (FBCF): implica o investimento em imobilizado ou qualquer outro tipo de bens duradouros. A sua aquisição implica a realização de amortizações, que englobam o desgaste do capital fixo. Por ex: a aquisição de um automóvel implica que este tenha uma depreciação do seu valor que tem que ser considerada através das amortizações.

Variação de existências: que representa as variações de stocks entre dois períodos diferentes. Normalmente, considera-se o período de um ano, o stock existente em 1 Janeiro e comparado com o existente em 31 de Dezembro.

Investimento

Investimento material: quando a aquisição de bens tangíveis, pressupõem existência física, bens corpóreos; ex: compra de um carro.

Investimento imaterial: quando se refere à aquisição de bens intangíveis, bens não corpóreos, como a prestação de serviços, design, marcas, patentes, ou software, publicidade e valor da marca.

Investimento financeiro: investimento que é resultado de aplicação em ativos financeiros: ações ou obrigações.

Investimento quanto á função:

Investimento de substituição: para assegurar a capacidade produtiva devemos repor o capital à medida que vai sendo utilizado. Por exemplo quando tenho um computador que se torna obsoleto e vou comprar um nova para o substituir é um investimento de substituição.

Investimento de capacidade: para a realização de uma atividade que exige mais recursos é muitas vezes aumentar a capacidade produtiva. Uma empresa que tem um servidor X, este servidor tem capacidade para 30 clientes, com o crescimento da empresa temos que comprar um novo servidor para poder alojar mais clientes.

Investimento de inovação: aumento da eficiência e racionalização, por ex: um software que consiga ser mais rápido e prático.

Investimento quanto ao agente

Investimento Público ou Investimento Privado

Investimento Público: Investimento em hospitais, escolas, estradas,acessibilidades, etc.

Investimento Privado: empresas, criação de postos de trabalho, investigação e desenvolvimento, etc.

A inovação tecnológica e investigação e desenvolvimento (I&D)

O investimento em inovação implica a valorização da marca e do produto. Vai implicar o fator diferenciação. Na sociedade de consumo a invenção e inovação resulta não só na criação de novos produtos mas também na melhoria dos produtos já existentes.

Não são só as empresas que investem em inovação também o Estado é responsável por uma grande quota parte do investimento em particular na questão da saúde,

Na atualidade, a investigação assume um papel de extrema importância na competitividade pois o desenvolvimento de novos produtos e processos produtivos ocorre com uma frequência cada vez mais curta. A aposta no I&D é crucial na questão da produtividade e da competitividade.