Category Archives: Comércio

O comércio – noção e tipos

O comércio – noção e tipos

O comércio - noção e tipos

O comércio – noção e tipos

A distribuição é a atividade que é a ligação entre a produção e o consumo. Abrange um conjunto de operações que fazem deslocar os produtos desde a fase inicial da sua produção até às mãos do comprador.

A distribuição inclui o transporte e o comércio, são duas atividades complementares que aumentam a utilidade dos bens na medida em que os disponibilizam de forma prática aos seus compradores,

O comércio é a atividade intermediária de troca que facilita a tarefa de os produtores escoarem os seus produtos e permitindo que os consumidores tenham acesso aos bens que desejam.

Os intermediários dos circuitos de distribuição podem ser grossistas (ou armazenistas) ou retalhistas.

Os grossistas ou armazenistas são os comerciantes que compram grandes quantidades de bens, que são armazenados para posteriormente serem revendidos em quantidades menores.

Os retalhistas são os comerciantes que adquirem aos grossistas produtos que se destinam a ser vendidos aos consumidores em quantidades fracionáveis.

Existem 3 canais habituais de distribuição:

Circuito ultracurto ou direto: caracteriza-se por estabelecer uma ligação direta entre o produtor e o consumidor final, eliminando-se qualquer intermediário no processo de distribuição.

Circuito curto: caracteriza-se por ser o produtor a assumir o papel de grossista  (ou armazenista), vendendo os seus produtos, que por sua vez, os comercializa ao consumidor final.

Circuito longo: é o circuito clássico no qual o produtor vende os seus bens ao grossita que os revende ao retalhista que é quem finalmente comercializa os bens ao consumidor final.

 

 

Métodos de distribuição

Métodos de distribuição

Métodos de distribuição

Métodos de distribuição

O método de distribuição é comum às várias modalidades de comércio, todas elas têm o comprador e o vendedor e estão em contacto, estão em contacto, encontram-se no mesmo espaço físico. Trata-se de uma venda direta.

Contudo existem situações onde esse contacto não ocorre, Venda indireta.

Venda automática, efetuada por máquinas, como, por exemplo na venda de bilhetes selos, etc.

Venda à distância por telefone ou por catálogo, onde os consumidores selecionam os produtos que, posteriormente, lhes são enviados pelo correio.

No comércio eletrónico, método mais recente, em que os compradores escolhem os produtos através da Internet,

 

Capitulo 4 – Comércio e Moeda

Capitulo 4 – Comércio e Moeda

Capitulo 4 - Comércio e Moeda

Capitulo 4 – Comércio e Moeda

Definições – diferentes tipos de moeda

Comércio está relacionado com a atividade da distribuição.

Distribuição inclui o transporte, publicidade, venda (comércio).

É o elo entre o produtor e o consumidor.

Comércio é a atividade intermediária de troca na qual os produtores conseguem escoar a sua produção para estar acessível ao consumidor final.

Existem várias formas de comércio:

Circuito ultra-curto: Produtor —– Consumidor ( venda direta na internet).

Circuito Curto

Produtor —- Retalhista —– Consumidor

Circuito Longo

Produtor — Grossista —– Retalhista —– Consumidor

A globalização e a mundialização das trocas vieram mudar a lógica do comércio global.

Proliferam as grandes superfícies ou centros comerciais, o comércio tradicional foi obrigado a reformular a sua posição no mercado,

Passaram a desenvolverem-se negócios em franchising, no qual uma empresa tem um modelo de negócio e concede a outra o direito de utilizar a sua marca e vender os seus produtos e serviços.

Temos também a venda à distância, venda automática e o comércio eletrónico (via internet).

Diferentes tipos de moeda

Evolução das trocas

Troca direta: nas sociedades primitivas não existia moeda a troca era efetuada de acordo com o interesse comum. O entendimento não era fácil e os bens não eram divisíveis.

Troca indireta: inclui a moeda com intermediário de troca

Moeda mercadoria: era algo que era valorizado pela comunidade.

Não tinham valor de uso, para além de decorativo (ouro e prata).

Moeda metálica: tem inconveniente de os metais preciosos serem escassos.

Atualmente a moeda metálica é a moeda de trocos.

A moeda aumentou as trocas por que estas se tornam mais fáceis. Economia Mercantilista.

Moeda representativa: representa o seu valor em bens preciosos, ouro ou prata.

Moeda fiduciária: que é uma moeda que tem como base a confiança, ela não vale o seu valor representativo.

O Estado teve que intervir e propor o curso forçado das notas e a sua inconvertibilidade.

Criação da moeda escritural

A moeda escritural é a moeda criada pelo sistema bancário.

Temos no sistema bancário o multiplicador de crédito que possibilita a criação de moeda.

Um valor depositado implica uma reserva %, mas o restante, pode ser emprestado a outro cliente e entrar no sistema bancário daí que se consiga criar moeda pela utilização pelo próprio bancário.

 

Criação de moeda pelo sistema bancário

Funções da moeda

1 – meio de pagamento geral e definitivo – forma de aceitação generalizada.

2 – Medida de valor: o valor dos bens e serviços é medido através do seu valor em dinheiro numa determinada unidade conta.

3 – Instrumento de reserva de valor: pode-se guardar moeda por um determinado período de tempo, conservando-se assim um valor.

Comércio noções e tipos

Comércio e inflação

Papel Moeda

Processos de destruição de moeda

Desmaterialização da moeda

Apareceram vários meios de pagamento que estão a substituir a moeda.

Pagamento via internet, transferências bancárias, pagamentos por multibanco, tudo isto tem substituído a posse e uso da moeda.

Depreciação do valor da moeda

Moeda Euro

Em 1999, Portugal passou a ter como moeda oficial o euro.  Em 2002 entrou em circulação em paralelo com o escudo.

A partir de 1999, a política monetária portuguesa passou a ser conduzida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Existe uma instituição supranacional. Os países que entraram na Zona Euro tinha que cumprir os critérios associados no Tratado de Maastricht, que estabelece as condições.

Vantagens e desvantagens do euro

Vantagens

Facilita as trocas entre os vários países, pois passam a ter a mesma moeda, eliminando os encargos com as diferenças cambiais.

Por outro lado permite uma maior estabilidade de preços, que possibilita uma redução das taxas de juro que beneficia as famílias e as empresas.

Desvantagens:

Perda de autonomia em matéria da política monetária. Os Estados deixaram de poder usar a desvalorização da moeda como estratégia que permitia em épocas de crise, aumentar a competitividade das exportações.

A maior transparência de mercado também pode gerar choques assimétricos entre regiões.

Outro inconveniente restrições em matéria orçamental, critérios de convergência, dificultam a política económica (limites ao défice orçamental, limites à dívida pública).

Preço de um bem – noção e componentes

O preço representa a quantidade de moeda que é necessária para adquirir um bem ou serviço.

O preço reflete os encargos com a produção. Os custo de produção incluem os custos diretos e os custos indiretos.

Custos directos: custos ou encargos relacionados com a produção dos bens e serviços como as matérias primas ou a remuneração dos trabalhadores.

Os custos indiretos são  encargos que a unidade produtiva tem que suportar, mas que não estão diretamente relacionados com a produção, água, rendas, telecomunicações.

Influencia entre o preço e a procura. O nº de compradores pode influenciar o preço e vice versa (lei da oferta de da procura).

A tecnologia também pode influenciar o preço dos bens e serviços. A tecnologia incorpora valor um ganho de produtividade tecnológico pode influenciar o preço de um bem ou serviço.

Inflação – é a subida generalizada de preços.

Contínua, inesperada, generalizada

Consequências da inflação:

Desvalorização da moeda, havendo mais inflação temos que dar mais moeda para adquirir os mesmos produtivos.

Perda de poder de compra: se o valor da inflação superar o aumento dos salários num determinado ano, significa que o poder de compra será reduzido porque o salário real irá diminuir.

Preços correntes e preços constantes.

Para calcular o valor de produção de bens e serviços posso utilizar preços correntes ou preços constantes.

Com os preços correntes estou a incluir a inflação no cálculo do produto.

Com os preços constantes a inflação na interfere no cálculo do produto.

O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) é o indicador que permite comparar a inflação de diferentes países da União Europeia.

Em Portugal, o principal índice utilização é o índice de preços no consumidor (IPC), que indica a média ponderada de preços de um cabaz de bens,

A taxa de inflação é a taxa de crescimento do índice de preços no consumidor entre duas datas.

A taxa de inflação mensal: compara o valor da inflação entre dois meses consecutivos.

A taxa de inflação homóloga: compara a inflação de um determinado mês com o mesmo mês do ano anterior.

A taxa de inflação média dos últimos 12 meses (Tim 12) que é a média simples das últimas doze taxas comparada com a média das 12 taxas homólogas.

Deflação, representa o contrário da inflação, descida generalizada e inesperada e contínua dos preços. Está associada a uma baixa da procura, da produção e do emprego.

Desinflação: é uma diminuição da taxa de inflação, mas contínua a existir aumento de preços só que é mais ligeiro.

Estagflação: é um conceito que relaciona a inflação com a estagnação da atividade económica. Este efeito ocorre quando temos uma subida galopante do nível dos preços que é acompanha por um nível de desemprego, o que pode levar à estagnação da economia.

Inflação em Portugal e na União Europeia

Antes de Portugal entrar na UE, a taxa de inflação portuguesa era muito elevada, em 1984, chegou a atingir 29,3%. A inflação baixou de forma acentuada a partir do momento da adesão à UE. Mais tarde, contribuíram para esta situação os esforços que Portugal teve que realizar no sentido de cumprir os critérios de adesão à moeda única em particular a estabilidade de preços.

Atualmente, a taxa de inflação portuguesa tem valores baixos, que estão ao nível da média europeia. A análise destes valores é feita através do índice de preços no consumidor (IPC) e no comparativo com os outros países da zona euro através do índice harmonizado de preços no consumidor.

O índice Harmonizado de preços no consumidor é um instrumento muito importante na medição económica, sendo frequentemente utilizado como meio de comparação de flutuações no poder de compra dos consumidores da UE. O IHPC de Portugal uma vezes tem-se apresentado superior ao IHPC da área Euro outras vezes inferior.

 

Questões de Exame – Comércio e moeda