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Exercícios intervenção Estado na economia

Exercícios intervenção Estado na economia

  1. O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) é um imposto com carácter….
    1. Regressivo
    2. proporcional
    3. Progressivo
    4. Nenhuma das hipóteses anteriores
  2. Um saldo orçamental positivo das Administrações Publicas significa que…
    1. as receitas do Estado são superiores às suas despesas
    2. o Estado deve recorrer a empréstimos para pagar o superavit
    3. os impostos directos pagos ao Estado ultrapassam o valor dos indirectos
    4. as exportações realizadas pelo Estado excedem, em valor, as suas importações
  3. Consideram-se instrumentos de intervenção económica e social do Estado
    1. as receitas privadas
    2. os relatórios e contas das empresas
    3. os planos imperativos que orientam o sector privado
    4. os plano indicativos que orientam o sector privado
  4. Um aumento dos impostos, tudo o resto constante…
    1. Não influencia a despesa agregada
    2. Origina um aumento da despesa agregada
    3. Origina uma diminuição da despesa agregada
    4. Nenhuma das hipóteses anteriores
  5. A administração pública inclui…
    1. os agentes que prestam serviços gratuitos às famílias
    2. as unidades institucionais de um país que produzem bens e serviços não comercializáveis
    3. os organismos da Administração Central e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias
    4. as unidades produtivas de um país que produzem bens e serviços comercializáveis destinados a uma comunidade
  6. Quando o Estado pretende atenuar as desigualdades verificas na repartição pessoal dos rendimentos, pode utilizar impostos…
    1. director proporcionais
    2. directos progressivos
    3. indirectos de taxa única
    4. indirectos sobre as exportações
  7. As despesas públicas podem contribuir para…
    1. Redistribuir o rendimento numa economia
    2. Aumentar a quantidade dos bens de capital fixo, aumentando assim a capacidade produtiva da economia
    3. Aumentar a qualidade e a capacidade produtiva dos recursos humanos de uma economia
    4. Todas as hipóteses anteriores
  8. Os impostos são classificados como…
    1. Receitas públicas patrimoniais ou voluntárias
    2. Receitas públicas coercivas ou obrigatórias
    3. Despesas públicas correntes
    4. Despesas públicas de capital
  9. O ISV (Imposto sobre veículos), aplicado pelo Estado, é considerado um imposto
    1. direto;
    2. corrente;
    3. extraordinário;
    4. indireto.
  10. A iluminação pública é exemplo de um bem público, porque…
    1. é um bem abundante
    2. responde a uma necessidade primária
    3. satisfaz uma necessidade do Governo
    4. goza de não exclusividade
  11. Uma das funções económicas e sociais do Estado é a de garantir a equidade. Isso significa que o Estado deve…
    1. orientar a economia de modo que os recursos sejam utilizados com eficiência
    2. distribuir os recursos de forma a evitar externalidades negativas
    3. promover um crescimento económico respeitador do ambiente
    4. intervir de modo a atenuar desigualdades económicas e sociais
  12. Os impostos director incidem…
    1. sobre os rendimentos das famílias e sobre os rendimentos das empresas
    2. apenas sobre os rendimentos das famílias
    3. apenas sobre as despesas das empresas
    4. sobre as despesas das empresas
    5. sobre as despesas das empresas e sobre as despesas das famílias
  13. O Bem A apresenta duas características: ninguém pode ser excluído de o consumir e o uso que alguém faz dele não diminui a quantidade disponível para outros o utilizarem. Estas duas características a de bem não excluível e a de bem não rival, são características dos…
    1. bens públicos
    2. bens privados
    3. bens comuns
    4. bens normais
  14. Um dos objectivos da intervenção do Estado na redistribuição do rendimento é garantir uma maior…
    1. produtividade
    2. autonomia
    3. eficiência
    4. equidade
  15. É exemplo de uma medida imediata de combate ao desemprego…
    1. a alteração da taxa de juro dos depósitos à ordem
    2. o aumento da idade de reforma dos trabalhadores
    3. o equilíbrio das contas públicas
    4. a implementação de cursos de formação profissional
  16. As despesas públicas relacionadas com o aumento da capacidade produtiva do país, como os investimentos em infra-estruturas, classificam-se como…
    1. despesas de capital
    2. despesas coactivas
    3. despesas correntes
    4. despesas de médio e longo prazo
  17. Um dos objectivos do Estado, no exercício das suas funções económicas e sociais, consiste em …
    1. assegurar preços baixos para todos os bens
    2. fixar o valor dos lucros a atingir pelas empresas
    3. promover a eficiência na utilização dos recursos
    4. implementar políticas estruturais de curto prazo
  18. As diversas repartições das finanças de um dado pais decidiram melhorar a qualidade dos serviços prestados e, para isso, adquiriram novas fotocopiadoras e novas esferográficas. Os valores de compra das fotocopiadoras e das esferográficas são inscritos no Orçamento do Estado como…
    1. despesas correntes, em ambos os casos
    2. despesas de capital, em ambos os casos
    3. despesas de capital e correntes, respetivamente
    4. despesas correntes e de capital, respetivamente
  19. Quando as receitas públicas excedem as despesa públicas, regista-se um…
    1. superavit orçamental;
    2. superavit comercial;
    3. défice comercial;
    4. défice orçamental.
  20. Num dado país, em 2013, as receitas públicas foram 90 milhões de euros e corresponderam a 60% do PIB. Nesse ano, verificou-se um excedente orçamental, que correspondeu a 10% do PIB, então podemos afirmar que as despesas públicas em 2013 foram…
    1. 150 milhões euros
    2. 105 milhões euros
    3. 50% do PIB
    4. 70% do PIB
  21. Quando se verifica um défice orçamental
    1. o valor das receitas públicas é superior ao valor das despesas públicas
    2. A poupança do Estado é positiva
    3. O valor da dívida pública diminui
    4. Nenhuma das anteriores
  22. O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) é…
    1. Um imposto sobre o rendimento
    2. Um imposto sobre o património
    3. Um imposto sobre o consumo
    4. Nenhuma das hipóteses anteriores
  23. As despesas públicas podem ser…
    1. correntes ou de capital
    2. crediticias
    3. patrimoniais ou voluntárias
    4. tributárias ou coactivas
  24. Os empréstimos contraídos pelo Estado fazer face aos défices orçamentais constituem…
    1. o Orçamento do Estado
    2. o crédito do país
    3. a dívida pública
    4. a contingentação
  25. O Estado intervencionista defende…
    1. a livre iniciativa e a livre concorrência
    2. a propriedade privada dos meios de produção
    3. que deve intervir na vida em sociedade, mas apenas nas áreas em que o sector privado não actua
    4. que deve ter um papel activo na redistribuição do rendimento
  26. O Orçamento de Estado
    1. constitui uma previsão anual das despesas do Estado e do sector privado
    2. constitui uma previsão anual das despesas e receitas do Estado
    3. constitui uma previsão semestral das despesas e receitas extraordinárias do Estado
    4. Corresponde ao total dos empréstimos contraídos pelo Estado para fazer face às despesas correntes da Administração Pública
  27.  O Estado deve…
    1. assegurar a obtenção de receitas públicas e privadas
    2. promover a eficiência, a equidade e a estabilidade
    3. garantir a maximização do lucro
    4. promover a eliminação das desigualdades sectoriais
  28. Diz-se que há necessidade líquida de financiamento externo quando…
    1. o saldo conjunto das balanças Corrente e de Capital é negativo
    2. o saldo da Balança Corrente e de Capital é negativo
    3. um país coloca o seu capital à disposição do Resto do Mundo
    4. O saldo conjunto das Balanças de Mercadorias e de Serviços é negativo
  29. Os empréstimos contraídos pelo Estado para fazer face aos défices orçamentais constituem…
    1. o orçamento do Estado
    2. O crédito do país
    3. A dívida pública
    4. A contingentação
  30. O quadro onde se registam todas as transacções económicas que se operam entre um país e o Resto do Mundo denomina-se…
    1. Orçamento do Estado
    2. Quadro de entradas e saídas
    3. Balança de Pagamentos
    4. SEC 95
  31. Suponha que o Estado aumenta a taxa de IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). Permanecendo tudo o resto constante, isso provocará…
    1. uma diminuição do índice de preços no consumidor
    2. uma diminuição no rendimento disponível das famílias
    3. uma aumento na cobrança de impostos indirectos
    4. um aumento do défice orçamental
  32. Em 2013, num determinado país, o Estado cobrou apenas as seguintes receitas: 8 milhões de euros de imposto sobre produtos petrolíferos (ISP), 20 milhões de euros de imposto sobre veiculos (ISV) e 200 milhões de euros sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS). Nesse ano, o Estado obteve 228 milhões de…
    1. receitas correntes, sendo 28 milhões de euros de impostos diretos e o restante de impostos indirectos
    2. receitas correntes, sendo 28 milhões de euros de impostos indirectos e o restante de impostos directos
    3. receitas de capital, sendo 28 milhões de impostos directos e o restante de impostos indirectos
    4. receitas de capital, sendo 28 milhões de impostos indirectos e o restante em impostos directos.
  33. Caracterize o conceito de Estado – providência
  34. Leia o texto que se segue…..  O destino que o mercado dá aos resultados da actividade económica é, por vezes, influenciado por factores estranhos ao próprio mercado. Por essa razão, a repartição feita pelo mercado pode não ser justa. Assim, o Estado pode intervir no sentido de alcançar uma maior equidade….
    1. Justifique, tendo em conta o texto, a necessidade de intervenção do Estado nas esferas económica e social, com vista a alcançar uma maior equidade.
  35. Diferencie o setor empresarial do Estado do setor público administrativo.
  36. A atribuição do subsídio de desemprego é uma medida utilizada pelo Estado para atenuar os efeitos do desemprego, constituindo, simultaneamente, uma forma de redistribuição do rendimento. Explique o papel do Estado na redistribuição do rendimento, em geral.
  37. Leia o texto que se segue: ” O Estado pode intervir na economia, nomeadamente, como estabilizador macroeconómico, como prestador de serviços, como incentivador da atividade privada e como redistribuidor do rendimento. Para exercer a sua atividade, o Estado cobra receitas e realiza despesas. as principais receitas que o Estado cobra são os impostos, quer diretos, quer indiretos.

João Ferreira do Amaral et al., Introdução à Macroeconomia (adatado).

Distinga impostos diretos de impostos indiretos.

 

Exercícios sobre poupança e investimento

Exercícios sobre poupança e investimento

  1. O investimento que é realizado em Portugal por agentes económicos estrangeiros que investem directamente numa economia local é uma forma de …
    1. IPCH
    2. IDE
    3. IPC
    4. IDH
  2. Um dos motivos que pode levar uma família a realizar poupanças é…
    1. os salários
    2. o valor dos empréstimos concedidos
    3. os prémios de seguro
    4. o valor dos bens e serviços que consomem
  3. A parte do rendimento disponível dos particulares que é consagrada à poupança pode ser utilizada de várias formas, nomeadamente pode ser aplicada….
    1. na actividade produtiva e em acções públicas de solidariedade
    2. através de colocação financeira, entesouramento e investimento
    3. a longo prazo, na aquisição a crédito de bens imobiliários
    4. a curto prazo, na aquisição a crédito de bens de consumo duradouro
  4. A remuneração que é considerada antes de se descontarem os impostos e as contribuições para a Segurança Social que os indivíduos têm de pagar ao Estado é…
    1. salário iliquido
    2. salário real
    3. rendimento disponível
    4. salário líquido
  5. A canalização da poupança para a manutenção ou aumento da capacidade produtiva das unidades de produção denomina-se….
    1. financiamento
    2. investimento
    3. entesouramento
    4. colocação financeira
  6. a aquisição de bens tangíveis designa-se
    1. investimento de substituição
    2. investimento material
    3. investimento de capacidade
    4. investimento imaterial
  7. O investimento corresponde, em parte, à aplicação das poupanças das famílias, das administrações públicas e das sociedades na criação de novo capital fixo. Assim, constitui exemplo de investimento.
    1. a ampliação dos escritorios realizada pelas sociedades não financeiras
    2. a venda de obrigações no mercado de títulos realizada pelas sociedades financeiras
    3. a compra de um veículo automóvel utilitário realizada pelas famílias
    4. a constituição de um depósito, por um período de um ano, realizada pelas administrações públicas.
  8. Uma determinada empresa, para modernizar as suas instalações fabris, pretende solicitar um empréstimo bancário a uma instituição financeira nacional. A obtenção desse empréstimo pela empresa constitui um financiamento…
    1. externo directo da sua actividade
    2. externo indirecto da sua actividade
    3. interno indirecto da sua actividade
    4. interno directo da sua actividade
  9. Na atualidade a expressão «desmaterialização da moeda», aparece associada à:
    1. desvalorização da moeda em circulação
    2. perda do suporte físico da moeda
    3. subida generalizada dos preços
    4. diminuição do rendimento disponível
  10. Suponha que uma família possui em determinado momento, uma casa, um carro e uma certa quantia em dinheiro em depósitos bancários. O conjunto destes activos, que a familia possui neste momento é considerado como..
    1. riqueza
    2. investimento
    3. poupança
    4. capital
  11. O IDE resulta de:
    1. poupanças internas;
    2. poupanças do Estado nacional;
    3. poupanças nacionais aplicadas no estrangeiro
    4. poupanças externas aplicadas no território nacional.
  12. A bolsa de valores é um mercado onde podem ser transaccionados títulos
    1. imobiliários que garantem aos seus titulares o recebimento de dividendos
    2. representativos do capital social de várias empresas
    3. representativos de empréstimos emitidos apenas por empresas públicas
    4. imobiliários que garantem sempre aos seus titulares rendimentos elevados.
  13. Uma destas funções não pertence aos bancos comerciais
    1. emitir cartões de crédito;
    2. alugar cofres;
    3. emitir e gerir cartões de débito;
    4. produzir papel-moeda.
  14. Num dado país, em 2014, verificou-se uma subida das taxas de juro ativas praticadas pelos bancos. Mantendo-se tudo o resto constante, esta situação poderá contribuir para.
    1. um aumento dos depósitos a prazo dos particulares.
    2. uma diminuição do recurso ao crédito pelos particulares.
    3. um aumento dos juros recebidos pelos particulares.
    4. uma diminuição do rendimento disponível dos particulares.
  15. O Investimento só é possível se houver poupança
    1. A poupança é condição necessária e suficiente para a continuidade do processo produtivo;
    2. A poupança, seja qual for o seu destino, contribui para o crescimento económico;
    3. Ao conjunto das despesas efetuadas em bens de produção não duradouros chamamos Formação Bruta de Capital Fixo;
    4. O investimento é constituído pelo conjunto despesas em bens de capital, quer os bens sejam duradouros ou não duradouros.

 

Poupança e Investimento

Poupança e Investimento

http://explicacoeseconomia.com.pt/capitulo-7-poupanca-investimento/
A utilização dos rendimentos – o consumo e a poupança.
O rendimento gerado na actividade produtiva distribui-se pelos agentes nela intervenientes, procurando o Estado posteriormente, atenuar as desigualdades que ocorrem nessa repartição através de políticas de redistribuição dos rendimentos
O Rendimento Disponível corresponde à parte do rendimento auferido pelos particulares que fica disponível para consumo, ou seja, corresponde ao rendimento que resta após o pagamento de todos os impostos e contribuições obrigatórias para a Segurança Social.
O Rendimento Pessoal Disponível pode ser utilizado sob duas formas: em consumo e ou em poupança. O consumo é a parte do rendimento destinada a aquisição de bens e serviços que permitem satisfazer as necessidades.

A Poupança: é a parte do rendimento que não é empregue em consumo, constituindo uma renúncia à satisfação imediata de necessidades, de modo a ser possível satisfazer necessidades no futuro. Poupar significa abdicar de uma certa quantia no momento presente, para a utilizar num momento posterior.
Principais razões que levam as famílias a poupar
Outro dos motivos que levam as famílias a poupar é o desejo de adquirir algo dispendioso, tornando-se necessário amealhar dinheiro durante um certo período de tempo até se perfazer a quantia total. Também podemos apontar o desejo de se efectuar um investimento posterior numa actividade considerada lucrativa como uma motivação para a poupança.

A incerteza quanto ao futuro pode ser outra razão para as famílias pouparem. Com efeito, o receio de não terem rendimentos no futuro ou, então, a vontade de se precaverem contra o aparecimento de despesas imprevistas leva-as a reservar uma quantia no presente, como meio de precaução.
Um outro factor que interfere no nível de poupança é o volume do rendimento, uma vez, que quanto maior for o rendimento mais probabilidade existe de haver remanescente depois de se deduzirem o consumo os impostos e os encargos sociais, deste modo existe uma maior propensão à poupança.
As expectativas quanto ao futuro são outro factor determinante da poupança, uma vez que, geralmente, há uma maior tendência para poupar nas situações em que é maior a incerteza quanto aos rendimentos futuros.

Por outro lado como vivemos numa sociedade de consumo, a poupança também depende do grau de consumismo das famílias. Pois muitas vezes a publicidade, as técnicas de venda agressivas e as facilidades de pagamento concedidas geram consumos exagerados e desnecessários.
Desta forma, as famílias, mesmo nos casos em que os rendimentos disponíveis são superiores aos gastos com o consumo, são tentadas a utilizar o excedente em bens de consumo, não reservando muito para situações futuras.

Contudo as famílias não são os únicos agentes económicos que efectuam poupança. As empresas também colocam parte dos seus lucros, poupando no presente para mais tarde investirem.

Destinos da poupança – a importância do Investimento
A fracção do rendimento disponível que é destinada à poupança pode ser aplicada de diferentes maneiras. Resumidamente podemos apresentar 3 destinos para a poupança: a colocação financeira, o entesouramento e o investimento.

Destinos da poupança – a importância do Investimento
Quando os detentores de um determinado capital decidem colocá-lo a render numa instituição financeira, diz-se que estão a aplicar a sua poupança. Uma das formas de aplicar a poupança é através da sua colocação em produtos financeiros.

Colocação financeira
A colocação financeira consiste então na aplicação da poupança em produtos financeiros disponibilizados por intermédio de instituições financeiros. Como exemplos de produtos financeiros podemos referir os depósitos a prazo, as acções, as obrigações, os certificados de aforro, os bilhetes do tesouro, os planos de poupança ou fundos de investimento

O montante a colocar e o período de tempo em que o aforrador está disposto a renunciar à utilização do capital são dois factores decisivos na escolha do produto financeiro. Mas a selecção do produto mais adequado para cada aforrador deve também ter em conta diversos factores.

Colocação Financeira
Factores a ter em conta:
Risco, se o produto garante, ou não, uma determinada rentabilidade ou se a taxa de rentabilidade é fixa ou variável;
Rentabilidade, se o rendimento esperado do produto é mais ou menos elevado;
Liquidez, se o título é mais ou menos facilmente convertível em moeda;
Fiscalidade, se existem benefícios fiscais associados ao produto e o tipo de tributação que incide sobre os rendimentos daí derivados.

Entesouramento
Outro destino possível para a poupança é o Entesouramento. Diz-se que há entesouramento quando a poupança fica à guarda dos seus proprietários ou, caso fique à guarda dos seus proprietários ou, caso fique à guarda de terceiros, cuja entrega não é feita com o objectivo de aumentar o valor do capital, pois o entesouramento não tem como intuito a rentabilização do património.

O entesouramento pode ser realizado através da guarda de valores em cofres ou outros locais semelhantes ou , então, através da aquisição, sem intenção de revenda, de bens que mão se depreciem com o tempo, com por exemplo, as joias.

Investimento
O investimento é outra alternativa para a utilização da poupança. Trata-se de canalizar a poupança para a actividade produtiva, de forma a possibilitar  a manutenção ou o aumento da sua capacidade. A poupança é, desta forma, utilizada na aquisição ou substituição de equipamentos e na reposição dos stocks de matérias primas utilizadas no fabrico de bens.
O investimento também pode ser denominado formação de capital, que por sua vez, se divide em duas componentes.

Formação de Capital:
FBCF;
Variação de existências

Investimento

Formação de Capital – FBCF
A formação bruta de capital fixo (FBCF), que designa o valor do investimento líquido realizado com a aquisição de bens duradouros (capital fixo) juntamente com o valor do capital fixo que foi consumido (amortizações), isto é, engloba o valor total que foi investido em bens de equipamento, edifícios,etc.

No primeiro caso, quando o investimento se relaciona com a aquisição de bens novos, estamos perante o investimento de capacidade; no segundo caso, trata-se de um investimento de substituição (ou renovação).

Investimento – Formação de Capital
A variação de existência, que representa as oscilações dos stocks de existências entre dois períodos diferentes. Normalmente, considera-se o período de um ano, sendo o seu cálculo efectuado pela subtracção do valor das matérias-primas, produtos semi-acabados e produtos acabados existentes no início do ano (no dia 1 de Janeiro) ao valor existente no final no ano (em 31 de Dezembro).

Existem várias classificações do investimento. Quando à sua natureza, o investimento pode ser classificado em três categorias:
Investimento material: quando diz respeito à aquisição de bens tangíveis, isto é, a compra de bens com existência física, bens corpóreos.

Investimento imaterial: quando se refere à aquisição de bens intangíveis, bens não corpóreos, como a prestação de serviços relacionados com a formação de I&D (Investigação e Desenvolvimento), a aquisição de marcas, patentes ou software informático, as despesas com publicidade,etc.

Investimento financeiro, se envolve a aquisição de activos financeiros, como por exemplo, acções ou obrigações.

Investimento quanto à função
O investimento também pode ser classificada de acordo com as suas funções principais:
Assegurar a manutenção da capacidade produtiva através da reposição do capital à medida que este vai sendo utilizado – investimento de substituição ou renovação e aquisição de existências.

Investimento quanto à função
Manter os equipamentos e os processos de fabrico tecnologicamente actualizados para garantir a eficiência e competitividade das unidades produtivas – investimento de inovação.
Possibilitar o aumento da capacidade produtiva da unidade de produção através da aquisição de mais bens de equipamento – investimento de capacidade.

Investimento quanto à função
Não são só as empresas que investem, pois também o Estado realiza investimento ao construir infra-estruturas públicas, como vias de comunicação, pontes, escolas ou hospitais. O investimento pode, assim, ser classificado em público ou privado. Conforme é efectuado pelo Estado ou Agentes privados.

Inovação tecnológica e desenvolvimento (I&D)
O Investimento em inovação tem vindo a ganhar cada vez mais importância nas sociedades actuais, desempenhando a tarefas fundamental de dinamizar a actividade económica.

Actualmente a investigação assume um papel decisivo na competitividade das empresas, pois é graças a ela que os produtos e processos de fabrico vão sendo sistematicamente inovados. Assim devem-se distinguir as inovações de processo, conforme se trate de alterações ao nível do produto ou do processo de fabrico.

Papel importante da inovação
Não são apenas as empresas  que apostam na inovação. Também o Estado procura estimular a descoberta mediante a atribuição de verbas para a investigação em Universidades, laboratórios, etc. e a concessão de patentes aos autores das descobertas. Portugal nos últimos anos tem feito vários progressos nessa área  aumentando o nº de bolsas de mestrados e doutoramentos concedidos, o nº de artigos científicos.

Distinção entre invenção e inovação
Importa distinguir os conceitos de inovação e invenção. A invenção tem como resultado a criação de um novo produto ou descoberta de uma nova técnica de fabrico ainda não existente. A inovação resulta de um melhoramento de um produto ou técnica já existentes. A lógica da sociedade de consumo baseia-se na necessidade de criar constantemente novos produtos no mercado, fruto da inovação , pois apenas são alteradas algumas das suas características ou funções – inovação aparente.

Financiamento da actividade económica – auto financiamento e financiamento externo
As empresas precisam de capital para se manterem em funcionamento, dado que têm de suportar encargos com existências, equipamentos, recursos humanos, etc. Entretanto, como nem sempre dispõem do total necessário para cobrir as despesas com a sua actividade, nalgumas situações, as empresas têm necessidade de recorrer a capital alheio. Assim, o financiamento das empresas pode ser efectuado por meio de fundos próprios ou alheios, tratando-se, no primeiro caso, de financiamento interno e, no segundo, de financiamento externo.

Financiamento da actividade económica – auto financiamento e financiamento externo
O financiamento externo pode ser obtido por dois processos: através de um financiamento indirecto, recorrendo ao crédito das instituições financeiras, ou, então, por meio de um financiamento directo, acedendo ao mercado de títulos.

O crédito é fundamental para qualquer economia, pois permite potenciar o seu crescimento. O crédito estimula quer a produção viabilizando o investimento das empresas e possibilitando o seu financiamento pontual para resolução de problemas de tesouraria, quer o consumo das famílias, etc.

Financiamento externo indirecto – o crédito
As empresas quando necessitam de fundos de que não dispõem recorrem por vezes as instituições financeiras para obterem crédito. O crédito consiste na cedência temporária de uma determinada quantia tendo como contrapartida os juros. O acordo estabelecido entre o detentor do capital  mutuante e o beneficiário do crédito mutuário é feito por meio de um contrato, o contrato mutuo (empréstimo).

Captação de poupança e concessão de crédito
Os bancos são instituições que se dedicam à captação das poupanças de que dispõe de capital excedentário isto é, de quem não necessita de utilizar todo o seu dinheiro durante um determinado período e que, por essa razão, o pode entregar àquelas instituições, recebendo, em troca, uma remuneração, um juro.

Criação de moeda escritural
A moeda escritural é aquela que resulta da captação de depósitos, a concessão de crédito e a criação de moeda escritural são as principais fontes dos bancos. Mas os bancos também se dedicam à guarda e administração de valores e à prestação de serviços e consultoria.

Mercado de títulos
Mercado secundário: é o mercado onde são transaccionados os títulos emitidos no mercado primário que já reúnem condições de admissão a cotação em bolsa

Acções
As acções são títulos representativos do capital social das sociedades anónimas.

Desmaterialização da moeda
A DESMATERIALIZAÇÃO DA MOEDA
Da moeda-mercadoria até aos nossos dias desenvolveu-se um longo processo de desmaterialização da moeda. Isto é,  a moeda foi perdendo o seu conteúdo material, pois passou a ser formada por pedaços de papel impressos, legalizados pelo Banco Central (papel-moeda) e, mais recentemente, por meros registos contabilísticos, efectuados pelos bancos, da circulação dos depósitos (moeda escritural), não tendo a moeda já nenhuma realidade material.
O incremento das trocas e o desenvolvimento da actividade económica são responsáveis pelo progressivo recurso à moeda escritural, que torna o processo de transacção fácil e mais rápido.
Actualmente, enormes quantias circulam entre contas bancárias no mesmo país, ou entre países, através de meios electrónicos, o que constitui mais um passo no  processo de desmaterialização da moeda – grande parte das transacções actuais são efectuadas através da movimentação contabilística dos depósitos por via informática.

Obrigações
As obrigações são títulos representativos de partes da dívida de uma empresa, pois correspondem a um empréstimo dos aforradores. Assim, o possuidor de obrigações, designado por obrigacionista é reembolsado pela cedência do seu capital num prazo e juro pre definido.

Joint Venture
Joint venture ou empreendimento conjunto é uma associação de empresas não definitiva e com fins lucrativos para explorar determinados negócios sem que nenhuma delas perca a sua personalidade jurídica.
As empresas têm um acordo temporário com vista à realização de um negocio que no final pode acabar em acordo.
Um exemplo do modelo típico do joint venture seria a transacção entre o proprietário de um terreno de excelente localização e uma empresa de construção civil interessada em levantar um prédio sobre o local

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Intervenção do Estado na Economia

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  1. Funções e organização do Estado

Noção e funções do Estado

 

O Estado é um dos vários agentes económicos intervenientes na atividade económica, tendo a sua acção fundamentalmente o objetivo de satisfazer as necessidades coletivas, garantindo a vida em sociedade. O conceito de Estado engloba assim 3 elementos essenciais:

 

  • O povo: conjunto de pessoas unidas pelo vínculo da nacionalidade;
  • O território: espaço geográfico sob o poder do Estado, que inclui o solo e subsolo terrestres e os espaços aéreos e marítimos;
  • A soberania ou Órgãos de Soberania: poder político inerente ao Estado, ou seja, poder supremo do Estado sobre o povo e o território. (Presidente da República, Assembleia da República, Governo e Tribunais)

 

Com vista a cumprir o seu principal objectivo (a satisfação das necessidades colectivas) o Estado desenvolve um conjunto de actividades que se designam por funções:

  • Legislativa: elaboração de leis que regulam a vida da comunidade;
  • Executiva ou administrativa: trata da execução das leis, colocando-as em prática (cumprir e fazer cumprir);
  • Judicial: intervenção em matéria de resolução de conflitos.
funcoes estado

funcoes estado

Nas sociedades actuais verifica-se que, para além das actividades desenvolvidas no cumprimento das suas funções, o Estado intervém em diversas esferas, de forma a garantir o bem-estar de todos os cidadãos:

  • Política: o Estado criou diversos mecanismos com vista ao controlo da execução das leis e das medidas adoptadas. Os Tribunais, a Procuradoria-Geral da República e a Provedoria da Justiça são exemplos de órgãos criados a fim de garantir a aplicação das leis e o cumprimento das medidas tomadas.
  • Social: com vista a garantir o bem-estar de todos os indivíduos, em especial os mais desfavorecidos, o Estado fornece serviços essenciais, como a saúde ou a educação, e concede subsídios, como é o caso do subsídio de desemprego, de invalidez ou o rendimento social de inserção.
  • Económica: actua como dinamizador ou regulador da actividade económica, intervindo com vista à sua estabilização e bom funcionamento.

Setor Público

 

O Estado desenvolve 2 tipos de tarefas: as atividades clássicas, como manter a justiça, o bem-estar, a ordem ou a paz, e as atividades de produção de bens e serviços, podendo dividir-se o Setor Público em 2 grandes setores.

setor publico

setor publico

  • Setor Público Administrativo (SPA): corresponde ao conjunto de serviços que o Estado presta no desempenho das suas atividades tradicionais, tendo assim como única finalidade a máxima satisfação das necessidades coletivas, não visando qualquer obtenção de lucro (educação pública, defesa e segurança nacionais, saúde e justiça). Este setor inclui:
    • Administração Central: Ministérios e respetivas Secretarias de Estado e todas as entidades sob a sua tutela.
    • Administração Local e Regional: a Administração Local diz respeito às autarquias e serviços autónomos de natureza local (mais próximos dos interesses e necessidades da população), a Administração Regional diz respeito aos Orgãos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
    • Segurança social: este subsetor dispõe de um regime próprio e é dotado de fundos e orçamentos próprios.

Setor Público Administratico – Setor que trata dos assuntos de interesse geral do país, visando a máxima satisfação das necessidades coletivas sem fins lucrativos.

  • Setor Empresarial do Estado (SEE): é o setor produtivo do Estado, que tem como grande objetivo participar para a obtenção de níveis adequados de satisfação das necessidades, através da venda de bens e serviços. Dele fazem parte as:
    • Empresas públicas: o Estado ou outra entidade pública estadual pode exercer uma influência dominante (deter a maioria do capital ou dos votos ou o direito de designar/destituir a maioria dos órgãos de administração).
    • Empresas participadas: têm uma participação permanente do Estado ou qualquer outra entidade pública estadual, ou seja, detenham mais de 10% do capital.
    • Empresas municipais: empresas nas quais os municípios podem exercer uma influência dominante.

Setor Empresarial do Estado – Setor produtivo do Estado que inclui as empresas detidas total ou maioritariamente pelo Estado

Após o 25 de Abril de 1974, deu-se um processo maciço de nacionalizações, o Estado passou a ser o detentor de parte ou da totalidade do capital social de algumas empresas privadas. Pretendia-se acabar com a situação monopolista dos grandes grupos económicos da época mas também contribuiu o facto de algumas empresas se encontrarem em situação deficitária, pondo em risco a produção nacional e contribuindo para o aumento do desemprego.

  • Nacionalizar: tornar nacional, transferir para o Estado a propriedade dos meios de produção que pertenciam a pessoas particulares.
  • Privatizar: transferir para o setor privado os meios de produção que pertenciam ao Estado.

 

Evolução do papel do Estado

O Estado Liberal surge no seculo XVIII em resultado das revoluções liberais ocorridas em França e Inglaterra. Este defende fundamentalmente a não intervenção do Estado na esfera económica, a propriedade privada dos meios de produção, a livre iniciativa e livre concorrência e a liberdade das trocas entre nações. O liberalismo assentava em ideais como a propriedade privada, redução do poder politico, igualdade perante a lei e funcionamento livre do mercado. O Estado deveria apenas garantir a segurança externa, defender a ordem social e as liberdades individuais, criar condições para garantir o bom funcionamento dos mercados e participar apenas pontualmente na satisfação das necessidades coletivas quando a iniciativa privada não o fizesse.

Este começa a entrar em crise com o início da 1ª guerra mundial, obrigando o Estado a intervir diretamente na economia de forma a satisfazer as exigências da guerra. Também a crise económica de 1929, originada nos EUA, contribuiu para o agravamento dos problemas, por isso devido à destruição provocada pela guerra nas infraestruturas sociais e económicas, o desemprego, a inflação e a escassez de bens essenciais levaram o Estado a chamar a si toda a tarefa de reconstrução, entrando agora noutra fase que se caracteriza pelo seu forte intervencionismo.

O Estado Intervencionista, defendido por John Maynard Keynes que como resposta à crise defendeu que o Estado deveria alargar a sua intervenção a determinadas áreas de cariz social. O Estado passou a assumir a responsabilidade de corrigir as desigualdades, de garantir melhores condições sociais aos indivíduos, em especial aos mais carenciados, atribuindo subsídios e fornecendo serviços, ou sejas bens primários (bens que todos devem consumir independentemente do seu rendimento), como a educação e a saúde. Caracterizando-se esta teoria em 3 áreas:

• Estabilização da economia (combate ao desemprego e inflação);
• Redistribuição dos rendimentos (subsídios);
• Fornecimento de bens primários a toda a população.

 

Funções económicas e sociais do Estado

A intervenção do Estado na atividade económica tem como objetivo garantir:

  • Eficiência: o Estado deve incentivar a utilização racional e eficiente dos recursos, que permitam um elevado grau de satisfação a um baixo custo, garantindo um desenvolvimento sustentável. Contudo, acabam sempre por gerar-se interferências ou desperdícios, sou seja, falhas de mercado:

 

  • Existência de mercados de concorrência imperfeita, como é o caso dos monopólios, em que existe um única empresa a oferecer o bem ou serviço que, impedindo a formação do preço de equilíbrio, anulam a concorrência.
  • Existências de externalidades, ou seja, o impacto que a ação de um agente económico tem sobre o bem-estar de outros que não participem nessa ação. Podem ser positivas como é o caso das descobertas e invenções realizadas por cientistas, das quais vêm a beneficiar muitas pessoas ou negativas como é o caso da poluição ambiental provocada pelas fábricas.
  • Existência de bens públicos, isto é, bens que devido às suas características não apresentam oferta privada. Os bens públicos apresentam as características de não rivalidade, ou seja, se alguém usufrui do bem não pode impedir outro de usufruir dele também e de não excluibilidade, ou seja, não se pode impedir o acesso de qualquer pessoa a esse bem (defesa e segurança do pais; iluminação publica; pesquisa cientifica).

 

 

  • Equidade: para evitar a existência de situações de desigualdades económicas e sociais, o Estado, orientado por princípios de justiça social, deverá garantir uma maior equidade entre os cidadãos, efetuando assim uma redistribuição dos rendimentos. O Estado deve assim assegurar a todos os cidadãos o acesso a bens essências e a condições de vida com dignidade.

 

  • Estabilidade: para evitar situações de instabilidade caracterizadas por forte desemprego, aumento dos preços, encerramento de empresas ou quebras na produção, o Estado deve intervir como estabilizador implementando medidas de combate ao desemprego e à inflação, de criação de emprego ou para equilibrar as contas externas, garantindo assim a estabilidade. Ao Estado compete agir (regular), promover o desenvolvimento económico (dinamizar), verificar como são aplicadas as normas (fiscalizar) e, para que tudo decorra como o previsto planificar as ações futuras.

 

Instrumentos de intervenção económica e social do Estado

O Estado utiliza alguns instrumentos de intervenção para que possa alcançar os seus objetivos, nomeadamente o planeamento e um conjunto de políticas económicas e sociais.

  • Planeamento: através deste o Estado fixa um conjunto de objetivos económico-sociais que pretende alcançar em diferentes períodos de tempo, a longo, médio e a curto prazos. O Estado conduz o país de acordo com um plano, efetuando com rigor e de forma fundamentada, de moda a dar resposta às necessidades dos cidadãos. O Estado consegue assim integrar as iniciativas privadas com a ação do Estado. Os planos têm um caracter imperativo quando se aplicam ao setor público, sendo, por isso, obrigatórios e um caracter indicativo quando se destinam a orientar o setor privado, servindo como instrumento de apoio estratégico.
  • Políticas económicas e sociais: constituem instrumentos de ação utilizados pelo Estado com vista a atingir os resultados considerados desejáveis nos domínios sociais e/ou económicos. São o conjunto de atuações desenvolvidas pelo Estado nas esferas económica e social com vista a atingir objetivos previamente fixados (incentivos ao desenvolvimento, redistribuição do rendimento, realização de investimentos em infraestruturas geradoras de emprego etc.). Na maioria das vezes as políticas económicas são indissociáveis das sociais, apresentando-se umas diretamente relacionadas com as outras.
planos do Estado

planos do Estado

Orçamento de Estado (OE): é o documento apresentado sob a forma de lei, que comporta uma descrição detalhada de todas as receitas e despesas do Estado, propostas pelo Governo e autorizadas pela Assembleia da Republica, e antecipadamente previsto para ser aplicado no ano civil seguinte. Este é um instrumento de intervenção fundamental, porque, através da sua observação é possível compreender quais as prioridades do governo para o ano em questão. As despesas de maior valor correspondem às áreas de atuação em que o governo está a apostar mais intensamente. Podem associar-se 3 elementos ao conceito de Orçamento de Estado:

 

  • Económico: uma vez que o OE constitui uma previsão anual das receitas e despesas do Estado;
  • Politico: uma vez que o OE tem de ser aprovado pela Assembleia da República;
  • Jurídico: pois o OE apresenta-se sob a forma de lei.

Despesas e receitas públicas

Despesas Públicas: são os gastos efetuados pelo Estado durante um período económico (1 ano). As despesas são inscritas no OE atendendo a vários critérios de classificação como o funcional, sendo desagregados pelas diferentes áreas de intervenção do Estado, o orgânico, sendo desagregadas por departamentos (ministérios) e o económico, sendo desagregadas em despesas correntes e de capital.

 

  • Correntes: encargos permanentes do Estado no desempenho das suas funções num determinado ano (vencimentos dos funcionários públicos; pensões de reforma; aquisição de bens não duradouros)
  • De capital: correspondem aos encargos do Estado num determinado ano mas cujos efeitos de prevê que possam prolongar-se nos anos seguintes (investimentos em infraestruturas; aquisição de capital fixo).
despesa publica

despesa publica

Despesas de capital: 

Despesas relacionadas com o aumento da capacidade produtiva do país, como os investimentos em infraestruturas.

Despesas Correntes: Despesas que garantem o normal funcionamento da Administração Pública, como, por exemplo, os vencimentos dos funcionários públicos.

Receitas Públicas: são os recursos obtidos pelo Estado que permitem suportar os encargos com as despesas públicas. As receitas podem ter várias origens, estas podem ser coativas, quando dizem respeito aos impostos, taxas e outras contribuições que o Estado cobra aos cidadãos, podem ser patrimoniais quando se referem a entradas de dinheiro relativas ao património de que o Estado é proprietário (alugueres de prédios e terrenos), nos lucros de empresas públicas ou privatizações, ou então creditícias que são as que se obtêm quando é necessário recorrer a financiamento para cobrir as despesas publicas. Estas são então inscritas no Orçamento de Estado de acordo com uma classificação económica (desagregadas em receitas correntes e de capital) ou orgânica (desagregadas em departamentos – Ministérios).

receitas publicas

receitas publicas

  • Receitas correntes: derivam de rendimentos criados no período de vigência do OE e que se prevê que se voltem a repetir no próximo ano (impostos; taxas; multas)
  • Receitas de capital: receitas que podem não se repetir nos anos seguintes (venda de património; privatizações; obtenção de empréstimos)

Receitas de Capital – Classificação económica utilizada pelo Banco de Portugal que engloba os impostos, taxas e restantes contribuições dos cidadãos.

Receitas creditícias – Receitas relacionadas com o recurso a crédito para cobrir as despesas públicas

Saldos Orçamentais:

 

  • Saldo Orçamental Corrente: valor das receitas correntes – valor das despesas correntes
  • Saldo Orçamental de Capital: valor das receitas de capital – valor das despesas de capital
  • Saldo Global ou Efetivo: valor das receitas totais – valor das despesas totais, excluindo ativos e passivos financeiros (recurso a empréstimos contraídos ou reembolso de empréstimos concedidos)
  • Saldo Orçamental Primário: saldo global – despesa relativa a juros e outros encargos da dívida pública

 

Situações do saldo orçamental:

 

  • Equilíbrio Orçamental: valor das despesas = valor das receitas
  • Défice Orçamental: valor das despesas > valor das receitas
  • Superavit Orçamental: valor das despesas < valor das receitas

 

equilibrio orcamental

equilibrio orcamental

Dívida Pública: quando o montante das despesas ultrapassa o montante das receitas (défice orçamental), significa que há necessidade de financiamento e por isso o Estado tem de recorrer a empréstimo. O total de empréstimos que o Estado tem de contrair para cobrir o défice orçamental constitui a Dívida Pública.

 

  • Dívida Pública fundada: o Estado tem necessidade de recorrer a empréstimos a amortizar nos anos seguintes (nos OE’s dos anos seguintes), sendo necessária a autorização da Assembleia da República para poder obter financiamento de médio e longo prazo.
  • Dívida Pública flutuante: recorre-se a financiamentos de curto prazo sem ser necessária a autorização da Assembleia da República, ou seja, embora haja recurso a crédito, este é amortizado no próprio ano em que é pedido.
divida publica

divida publica

Políticas económicas e sociais

São o conjunto de atuações desenvolvidas pelo Estado nas esferas económica e social com vista a atingir objetivos previamente fixados (incentivos ao desenvolvimento, redistribuição do rendimento, realização de investimentos em infraestruturas geradoras de emprego etc.). Na maioria das vezes as políticas económicas são indissociáveis das socias, apresentando-se umas diretamente relacionadas com as outras.

 

Objetivos da definição destas políticas:

 

  • Regular a atividade económica, de forma a evitar ou a minimizar os efeitos da ocorrência de desequilíbrios (desemprego; inflação).
  • Garantir uma melhor afetação dos recursos disponíveis, de forma a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
  • Intervir na repartição dos rendimentos, de forma a reduzir as desigualdades económicas e sociais e garantir a justiça e equidade social.

Fases de construção de uma política económica:

  • Fixar finalidades, ou seja, os resultados de ordem geral que se pretendem atingir.
  • Definir os objetivos a atingir, ou seja, aquilo que se pretende modificar ou melhorar.
  • Escolher os instrumentos mais adequados para alcáçar os objetivos, ou seja, definir as medidas concretas e precisas para que os objetivos sejam alcançados e não se reduzam a meras intenções.
  • Avaliação dos resultados, através da medição do grau de concretização.

Tipos de instrumentos da política económica:

  • Qualitativos: privatização de empresas ou alteração das leis laborais.
  • Quantitativos: aumento da taxa de IRS ou abolição do imposto de selo.

 

 

Políticas conjunturais: politicas de curto prazo, esperando-se resultados dentro de um a dois anos; destinam-se a corrigir desequilíbrios que se vão gerando na economia (desemprego; inflação).

 

Políticas estruturais: quando os seus efeitos se fazem sentir a médio e longo prazo (3 a 6 anos, 6 a + anos, respetivamente); pretendem alterar as condições de funcionamento da economia.

  • Politica Fiscal: medidas de natureza fiscal (incidem sobre os impostos), estão incluídas a criação ou alteração de impostos e a aplicação de taxas progressivas que se destinam a promover a justiça social. O Estado aplica esta política quando, por exemplo, decide aumentar ou diminuir determinado imposto, podendo este incidir de igual modo sobre todos os cidadãos ou incidir de uma forma progressiva de acordo como os diferentes escalões de rendimento.

 

  • Política Monetária: o objetivo principal é garantir a estabilidade dos preços como forma de assegurar o crescimento económico e o emprego. Pretende-se através da política monetária atuar sobre o crescimento da massa monetária em circulação, o qual, sendo maior do que o crescimento do volume da produção, pode causar a subida dos preços dos bens e serviços. Desde que aderiu à moeda única, Portugal deixou de poder decidir em matéria de política monetária e cambial, vigorando a política monetária única, definida pelas autoridades monetárias. Os principais instrumentos utilizados pela política monetária são:

 

  • O enquadramento do credito, ou seja, limitando ou expandindo o volume de credito a conceder quer ao consumo quer à produção.
  • As operações de mercado aberto, que consistem na compra ou na venda de títulos da divida publica, aumentando ou diminuindo a quantidade de moeda em circulação.
  • As reservas obrigatórias, podendo o Estado aumentar ou diminuir a massa monetária em circulação ao reduzir a reserva monetária que os bancos são obrigados por lei a ter para poderem responder aos seus clientes.

 

 

  • Política Orçamental: consiste na utilização do OE para atingir a satisfação das necessidades coletivas, investindo mais nas áreas da saúde, defesa, educação, etc.; redistribuição do rendimento com vista a corrigir desigualdades provocadas pela repartição do rendimento efetuada pelo mercado; e a estabilização da economia, através da manipulação de receitas ou das despesas, estabilizar a atividade económica e promover o seu crescimento (sem fazer disparar a inflação). Os principais objetivos desta política são a satisfação das necessidades coletivas, a redistribuição do rendimento e a estabilização da economia.

 

  • Política de Rendimentos: pretende-se garantir a estabilidade dos preços e ao mesmo tempo promover o crescimento do emprego; procura controlar os fatores preços e salários criando-se um clima de estabilidade, propicio ao aumento do investimento e do emprego. Esta política pressupõe que as instituições patronais e sindicais se sentem à mesa das negociações e concertem estratégias, formando aquilo que se designa por Concertação Social.

 

  • Política de Redistribuição dos Rendimentos: pretende promover a equidade social, atuando na repartição dos rendimentos de forma a diminuir as desigualdades verificadas, assegurando ao mesmo tempo um nível de bem-estar adequado às famílias de menores rendimentos. Utiliza fundamentalmente os seguintes instrumentos:

 

  • Carga fiscal, aplicando impostos progressivos, cuja taxa varia proporcionalmente com o rendimento auferido, e descontando mais quem recebe, a recolha destes impostos irá ser utilizada na disponibilidade de serviços às famílias mais carenciadas.
  • Fixação de salário mínimo, assegurando assim um remuneração mínima do fator trabalho, protegendo os trabalhadores menos qualificados dos mecanismos por vezes arbitrários do mercado.
  • Fixação de preços: consiste no controlo dos preços dos bens de grande consumo, como os produtos alimentares, com o objetivo de proteger as camadas de rendimentos menos elevados.
  • Sistemas de Segurança Social: através da taxa única que todos os trabalhadores pagam para a Segurança Social, o Estado recolhe fundos que serão transferidos para as famílias sob a forma de subsídios, como o de desemprego, o de doença, o de invalidez, etc.

As políticas económicas e sociais do Estado português

Uma das medidas de caracter estrutural que o Estado português tem vindo a aplicar, desde a adoção da moeda única, é a consolidação orçamental, procurando a contenção do défice excessivo que vinha assolar o país. Outra medida desenvolvida prende-se com o reforço da sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas, particularmente devido ao contexto de envelhecimento populacional que o país vive.

O país tem lançado vários programas com o objetivo de melhorar áreas que necessitam de intervenção, como por exemplo, o Programa Nacional de Ação para a Inclusão juntamento com as Grandes Opções do Plano 2005-2009.

divida pub

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Custos de produção

Custos de produção

Os encargos decorrentes da produção de bens e serviços denominam-se custos de produção.

Os custos de produção têm 2 componentes:

Custos Fixos e Custos Variáveis

Custos fixos, são os que são suportados pela empresa independentemente da quantidade de bens e serviços produzidos, por exemplo renda da sede da empresa.

Custos variáveis, são custos que variam em função da quantidade de bens e serviços produzida, por exemplo a conta de electricidade depende do consumo energético despendido na produção.

Economias de Escala

Economias de Escala

Representa os benefícios adicionais de produção causados por um aumento das escalas de produção.

Ampliação da capacidade produtiva

O aumento da escala de produção proporciona diferentes tipos de rendimentos de escala.

Constantes; o aumento da produção é proporcional ao aumento da capacidade produtiva, não existem ganhos adicionais pelo aumento de escala.

Decrescentes ;o aumento da produção é menos que proporcional ao aumento da capacidade produtiva. Nestes casos ocorre uma deseconomia de escala, por produzir em maior quantidade vou reduzir a margem de lucro.

Crescentes; o aumento da produção gera um aumento da capacidade produtiva mais do que proporcional. Economias de escala.

As empresas têm como objectivo a maximização dos lucros e neste sentido procuram reduzir os custos de produção e melhorarem o seu desempenho (performance).

Uma das estratégias utilizadas para rentabilizar a sua actividade é aumentar a escala de produção, desta forma podem vender mais produtos e reduzir os custos unitários.

No seu total os encargos aumentam, mas reduzem-se em termos unitários, permite assim a subida das margens de lucro sem prejudicar a competitividade dos preços no consumidor.

Uma economia de escala representa a poupança que ocorre quando o aumento da dimensão de uma unidade produtiva provoca uma diminuição dos seus custos unitários.

As economias de escala podem ser internas ou externas consoante tenham origem dentro ou fora da empresa.

Questão do tempo na relação entre rendimentos marginais e rendimentos de escala:

Momento: Se existir uma subida na procura, na primeira reação a empresa pouco pode fazer e dificilmente aumentar a produção.

Curto prazo: passado algum tempo, a empresa já vai conseguir adaptar a modificação do consumo e alterar a produção. Tem que modificar alguns fatores mas existem fatores fixos como por exemplo as infra estruturas.

Longo prazo: se o aumento da procura persistir, a empresa vai conseguir aplicar todos os seus recursos e a escala de produção vai aumentar ou diminuir a capacidade produtiva.

Análise de custos de produção:

Custos Fixos (cf): parte dos custos que é suportada independentemente da quantidade produzida (ex: rendas, prestação de empréstimos,salários);

Custos variáveis: são os custos que estão relacionados com a dimensão da atividade. Se tivermos mais atividade temos alguns custos extra (ex: combustivel, eletricidade, salários para trabalhadores suplementares);

Custos Totais: (CT): somatório de todos os custos direta ou indiretamente relacionados com a produção.

CT = CF + CV (Q)

Custo médio é CM = CT /Q (Custo total a dividir pela quantidade)

Custo marginal: Custo da última unidade produzida. O custo marginal representa a curva da oferta da empresa.

Isoquantas:

Representam as curvas de indiferença da produção.

Correspondem aos pontos de quantidade de fatores de produção que geram a mesma quantidade de produto.

transferir (2)

Taxa marginal de substituição técnica

representa a capacidade de aumentar a quantidade de um fator quando vai ocorrer uma diminuição de um outro fator, de modo a manter o nível de produção.

TMST = Pmk/Pml, com:

Pmk = Produtividade Marginal do Capital

Pml = Produtividade Marginal do Trabalho

Isocusto:

A reta de isocusto representa a possibilidade de consumo dos 2 fatores de produção dados os recursos financeiros disponíveis.

Propriedades:

transferir (3)

A inclinação da reta é negativa e é igual ao rácio dos preços dos fatores de produção. Dá a taxa a que o mercado está disposto a trocar um fator pelo outro (r/w)

Decisão otima ocorre quando a taxa marginal de substituição técnica iguala o r/w.

TMST = R/W

 

Unidade institucional e sectores institucionais

Unidade institucional e sectores institucionais

 

Unidade institucional: centros elementares de decisão económica, ou seja, unidades de produção que gozam de capacidade de decisão autónoma no exercício da sua função principal.

Sectores institucionais: conjuntos/agrupamentos de unidades institucionais, ou seja, obtêm-se quando se agrega um conjunto de unidades institucionais com características e comportamentos semelhantes. Estes sectores resultam então da desagregação da economia do país em grupos homogéneos de unidades institucionais – cada grupo homogéneo de unidades institucionais constitui um sector institucional.

 

  • Sociedades não financeiras: sociedades públicas e privadas residentes no país, cuja principal atividade é a produção de bens e serviços não financeiros e comercializáveis;

 

  • Sociedades financeiras: sociedades residentes, públicas ou privadas, cuja principal função é a prestação de serviços financeiros, como os bancos ou as seguradoras;

 

  • Administrações públicas: compreende a Administração Central, Regional e Local e Segurança Social e as suas principais funções são a prestação de serviços não comercializáveis (saúde e educação), com vista à satisfação das necessidades colectivas, e a redistribuição do rendimento.

 

  • Famílias: indivíduos ou grupos de indivíduos residentes no país e empresas individuais de cariz familiar (as contas particulares do empresário não se distinguem das contas da sua actividade empresarial) que desempenham a função principal de consumidores;

 

  • Instituições Sem Fins Lucrativos ao Serviço das Famílias (ISFLSF): instituições privadas de apoio às famílias que desempenham como principal função a prestação de serviços não comercializáveis no âmbito social, cultural ou recreativo sem quaisquer fins lucrativos;

 

  • Resto do Mundo: todas as unidades não residentes que efectuam operações económicas com os residentes, ou seja, que estabelecem trocas de bens, serviços e capitais.

intervenção do estado na economia

intervenção do estado na economia

  • Estado Liberal: o peso do Estado na atividade económica deve ser mínimo.
  • Estado-providência: a intervenção do Estado deve ser feita de forma a corrigir eventuais falhas de mercado.
  • Estado Imperfeito: defende-se a intervenção permanente do Estado na atividade económica, embora com moderação, para que o setor público não assuma um peso relativamente elevado na economia.