4. Comércio e Moeda

4. Comércio e Moeda

4. Comércio e Moeda

Capitulo 4 – Comércio e Moeda

Definições – diferentes tipos de moeda

Comércio está relacionado com a atividade da distribuição.

Distribuição inclui o transporte, publicidade, venda (comércio).

Distribuição = Transporte + Publicidade + Comércio (vendas).

Distribuição = É o elo entre o produtor e o consumidor.

A distribuição é a atividade que estabelece o elo entre a produção e o consumo, abrangendo o conjunto de operações que fazem deslocar os produtos desde a fase final da sua produção até às mãos do comprador.

Comércio é a atividade intermediária de troca na qual os produtores conseguem escoar a sua produção para estar acessível ao consumidor final.

Circuito (canal de distribuição) – Forma como se processa a deslocação de bens entre o produtos e o consumidor final.

Os três canais habituais são:

Circuito ultra-curto: Produtor —– Consumidor ( venda direta na internet).

Caracteriza-se por estabelecer uma ligação direta entre o produtor e o consumidor final, eliminando-se, assim, qualquer intermediário no processo de distribuição.

Circuito Curto

Produtor —- Retalhista —– Consumidor

Caracteriza-se por ser o produtor a assumir o papel de grossista, vendendo os seus produtos ao retalhista, que, por sua vez, os comercializa ao consumidor final.

Circuito Longo

Produtor — Grossista —– Retalhista —– Consumidor

Conceito de Grossista ou armazenista: é um comerciante que adquire grandes quantidades de bens para os vender, em parcelas menores, ao retalhista.

Em Portugal por exemplo alguns estabelecimentos vão comprar aos armazéns para fazer revenda.

A globalização e a mundialização das trocas vieram mudar a lógica do comércio global.

Proliferam as grandes superfícies ou centros comerciais, o comércio tradicional foi obrigado a reformular a sua posição no mercado,

Passaram a desenvolverem-se negócios em franchising, no qual uma empresa tem um modelo de negócio e concede a outra o direito de utilizar a sua marca e vender os seus produtos e serviços.

Com a introdução das novas tecnologias evoluiu de forma considerável a venda indirecta, isto é, uma comercialização de produtos sem a existência de um encontro físico entre o comprador e o vendedor.

Ecommerce, Venda On-Line, Vendas On-Line, 4. Comércio e Moeda
Venda online

Venda indirecta, exemplos

Venda à distância: venda por catálogo, televendas.

Temos também a venda automática (máquinas) e o comércio eletrónico (via internet).

Evolução da Moeda

Diferentes tipos de moeda

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Evolução da Moeda

Evolução das trocas

Troca direta e Troca indireta

Troca direta: nas sociedades primitivas não existia moeda a troca era efetuada de acordo com o interesse comum. O entendimento não era fácil e os bens não eram divisíveis.

As trocas eram muito difíceis porque tinha que encontro de vontades entre as parte.

Troca indireta: inclui a moeda com intermediário de troca

Moeda mercadoria: era algo que era valorizado pela comunidade.

Moeda Mercadoria

Na antiguidade, em particular entre os romanos o Sal era utilizado como forma de pagamento daí a atribuição do nome salário.

Existem bens que pela sua utilidade são valorizados por determinadas comunidades.

Definição de Moeda: bem utilizado como intermediário das trocas, de aceitação generalizada, que serve de meio de reserva de valor e para medir o o valor dos bens.

Reserva de valor permite criar acumulação de riqueza.

Moeda metálica: tem inconveniente de os metais preciosos serem escassos.

Atualmente a moeda metálica é a moeda de trocos.

A moeda aumentou as trocas por que estas se tornam mais fáceis. Economia Mercantilista.

Moeda representativa: representa o seu valor em bens preciosos, ouro ou prata.

Houve necessidade de trocar as moedas de ouro e prata por documentos que as representassem, aparecimento das notas.

Moeda fiduciária: que é uma moeda que tem como base a confiança, ela não vale o seu valor representativo.

O valor representativo é inferior ao valor real. O valor da moeda baseia-se na confiança da sua validade, daí fiduciária.

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Moeda Fiduciária

Papel Moeda

O Estado teve que intervir e propor o curso forçado das notas e a sua inconvertibilidade.

Formas atuais de Moeda

*A moeda papel passou pela seguinte evolução: –Moeda representativa; –Moeda fiduciária; –Papel moeda; –Moeda escritural ou bancária;

Criação da moeda escritural

A moeda escritural é a moeda criada pelo sistema bancário.

Temos no sistema bancário o multiplicador de crédito que possibilita a criação de moeda.

Um valor depositado implica uma reserva %, mas o restante, pode ser emprestado a outro cliente e entrar no sistema bancário daí que se consiga criar moeda pela utilização pelo próprio bancário.

Um depósito a prazo de 10 000€, implica uma reserva 10%, 1000€. O restante volta a ser emprestado pelos bancos para criar mais valor.

10 000€ = 9 000€ + 1 000€ (RESERVA)

Vão existir múltiplos créditos com base no mesmo dinheiro inicial.

10000€ —– 9000€ + 1000€ (reserva) ——- 8100€+ 900€ (reserva) —- 7290 + 810€ (reserva), e assim sucessivamente.

Quanto mais vasta for a circulação monetária maior será o multiplicador atingido.

Exemplo:

Ana – Faz compra carro 10 000€
O proprietário do Stand vai depositar o dinheiro 10000€
O Banco C fica com 1000€ reserva e empresta ao cliente B 9000€
O cliente B vai comprar uma moto por 9000€ paga ao Banco D
O Banco D reserva 900€ e vai emprestar 8100€ ao cliente D que vai abrir um micro negócio.
O Cliente D investe os 8100€ e vai o valor para o Banco H
Banco H recebe 8100€ e faz reserva de 810€
Vai emprestar ao cliente E 7290€
O cliente E compra um carro e deposita no Banco N 7290€
Reserva 729€ e empresta ao cliente E, 6561€
Credito criado com base em 10000€ reais

9000 + 8100+7290 + 6561 + …. = 30 951€

Criação de moeda pelo sistema bancário

4. Comércio e Moeda
Diferentes tipos de Moeda

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Funções da moeda

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Funções da Moeda

1 – meio de pagamento geral e definitivo – forma de aceitação generalizada.

2 – Medida de valor: o valor dos bens e serviços é medido através do seu valor em dinheiro numa determinada unidade conta.

3 – Instrumento de reserva de valor: pode-se guardar moeda por um determinado período de tempo, conservando-se assim um valor.

Adaptado Exame M23

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Comércio noções e tipos

Comércio e inflação

Papel Moeda

Processos de destruição de moeda

Desmaterialização da moeda

A moeda física tem vindo a perder a sua importância face ao aumento das transacções através de meios electrónicos (por exemplo pagamentos online)

Apareceram vários meios de pagamento que estão a substituir a moeda.

Pagamento via internet, transferências bancárias, pagamentos por multibanco, tudo isto tem substituído a posse e uso da moeda.

A moeda foi perdendo o seu conteúdo material:
¨ Moeda – mercadoria,
¨ Moeda de papel,
¤ Representativa,
¤ Fiduciária,
¤ Papel – moeda
¨ Moeda escritural ou bancária
¨ Moeda virtual: Bitcoin

Depreciação do valor da moeda

Representa a perda de valor da moeda.

É preciso dar mais moeda para fazer as mesmas transações.

A depreciação da moeda é a situação que pode ser consequência da inflação em que uma determinada quantidade da moeda já não permite adquirir o mesmo nº de bens que permitia anteriormente. Este conceito, normalmente, está associado à perda de poder de compra.

O poder de compra representa aquilo que podemos adquirir com o nosso salário nominal.

O Alfredo aufere 1600€ (salário nominal), uma playstation custa 400€. Significa que com o seu salário, o Alfredo consegue comprar 4 playstations. Se o custo das playstations subir para 533,30€ significa que o Alfredo agora, só consegue comprar 3 playstations. Desta forma perdeu poder de compra.

O seu salário real diminuiu.

Salário real: representa o que podemos comprar com o nosso salário nominal.

Inflação implica que será necessária mais moeda para comprar os mesmos bens e serviços.

Se os salários nominais subirem de forma inferior ao aumento dos preços temos uma perda do poder de compra.

O Carlos tem um salário de 1000€, um smartphone da marca X vale 200€. O salário do Carlos representa o valor de 5 smartphones.

O salário do Carlos no ano seguinte passa para 1200€ mas o preço do smartphone passa para 300€. O salário do Carlos representa agora o valor de 4 smartphones, significa que perdeu poder de compra.

O salário nominal expressa o valor auferido ou o valor do salário. Quando relacionamos esse valor com o IPC (índice de preços do consumidor), que traduz o nível de inflação desse ano. Podemos estar perante 1 de 3 situações:

  1. Se o aumento do IPC (inflação) é igual ao aumento do salário nominal não existe qualquer alteração no salário real. Aumento da inflação = aumento salário nominal
  2. Se o aumento da inflação for superior ao aumento do salário nominal existe uma redução do salário real ou uma perda do poder de compra. O aumento da inflação > aumento do salário nominal => Perda do poder de compra, salário real
  3. Se o aumento da inflação for inferior ao aumento do salário nominal, neste caso existe aumento do salário real ou melhoria do poder de compra. Aumento da inflação inferior ao aumento do salário nominal, Aumento da inflação < Aumento do salário nominal => Aumento do poder de compra, salário real.

Poder de compra = Salário Real

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Moeda actual

Moeda atual

Moeda Euro

Dinheiro, Notas De Banco, Notas, Euro, Moeda
Moeda Euro

Em 1999, Portugal passou a ter como moeda oficial o euro.  Em 2002 entrou em circulação em paralelo com o escudo.

A partir de 1999, a política monetária portuguesa passou a ser conduzida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Existe uma instituição supranacional. Os países que entraram na Zona Euro tinha que cumprir os critérios associados no Tratado de Maastricht, que estabelece as condições.

Deficit orçamental inferior a 3%;

Receitas orçamentais – Despesas orçamentais = saldo orçamental

Saldo orçamental < 0 , déficit orçamental

A inflação

Taxa de inflação: não pode oscilar mais de 1,5% em relação à média dos 3 países da zona euro com valores mais baixos.

A Taxa de Juro

Taxa de juro: não pode oscilar mais de 2% em relação à média dos 3 países da zona euro com valores mais baixos.

Vantagens e desvantagens do euro

Vantagens

Facilita as trocas entre os vários países, pois passam a ter a mesma moeda, eliminando os encargos com as diferenças cambiais.

Permite comparar os preços de bens e serviços nos vários países da zona Euro.

Por outro lado permite uma maior estabilidade de preços, que possibilita uma redução das taxas de juro que beneficia as famílias e as empresas. Um juro baixo permite uma maior facilidade no acesso ao crédito.

Desvantagens:

Perda de autonomia em matéria da política monetária. Os Estados deixaram de poder usar a desvalorização da moeda como estratégia que permitia em épocas de crise, aumentar a competitividade das exportações.

Existem países que recorrem à desvalorização da sua moeda como forma de poder ganhar competitividade nas suas exportações.

A maior transparência de mercado também pode gerar choques assimétricos entre regiões.

Outro inconveniente restrições em matéria orçamental, critérios de convergência, dificultam a política económica (limites ao défice orçamental, limites à dívida pública).

A Zona Euro

Moeda oficial de 19 dos 28 países da UE(@2018mar02) (2020 UE 27 países)
Zona Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslovénia,
Eslováquia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda,
Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta e Portugal
Acordos com: Andorra, Monaco, S. Marino e Cidade do Vaticano
Unilateral: Kosovo e Montenegro.

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Preço de um bem – noção e componentes

O preço representa a quantidade de moeda que é necessária para adquirir um bem ou serviço.

O preço reflecte os encargos com a produção. Os custos de produção incluem os custos directos e os custos indiretos.

Custos directos: custos ou encargos relacionados com a produção dos bens e serviços como as matérias primas ou a remuneração dos trabalhadores.

O preço de um bem – noção e componentes

O preço é a quantidade de moeda necessária para se obter um determinado bem ou serviço. Representa o valor do bem ou serviço expresso numa determinada unidade monetária, que, no caso português, é o euro.

O preço de um bem ou serviço reflete todos os encargos suportados com a sua produção.

Os custos de produção englobam duas rúbricas principais:

Custos directos e Custos indirectos

Os custos directos representam todos os encargos relacionados com a produção, como os gastos com as matérias-primas ou a remuneração dos trabalhadores.

Custos indirectos, são todos os encargos que a unidade produtiva tem de suportar, mas que não estão diretamente relacionados com a produção, como as despesas com telecomunicações, publicidade, seguros, rendas, etc.

Os custos indiretos são  encargos que a unidade produtiva tem que suportar, mas que não estão diretamente relacionados com a produção, água, rendas, telecomunicações. Custos Fixos e variáveis associados à estrutura produtiva.

Custos fixos, são sempre iguais independentemente do volume: por ex: a renda de um estabelecimento.

Custos variáveis: estão relacionados com o volume de produção. Por exemplo a electricidade gasta, a água gasta, o tonner das impressoras, etc.

Para além destes custos, é necessário incluir ainda a margem de lucro, bem como os custos relacionados com a distribuição.

Preço = Custos Fixos + Custos Variáveis + Margem lucro

O número de compradores tem também capacidade para influenciar o preço, pois, quando um bem apresenta todos os anos uma grande procura em épocas específicas, é normal que nessas ocasiões ocorra um aumento do seu preço.

épocas com uma maior procura, existe tendência para uma subida de preços.

Ex: Alugar uma casa de férias no Algarve em Agosto – tendencialmente fica mais caro, é a época alta.

Influencia entre o preço e a procura. O nº de compradores pode influenciar o preço e vice versa (lei da oferta de da procura).

A tecnologia é também um fator que pode influenciar o preço dos bens e serviços. Normalmente a incorporação de tecnologia nos processos produtivos está relacionada com uma maior eficiência da produção. A incorporação de tecnologia possibilita uma produção em maiores quantidades e com custos médios inferiores. Desta forma, os ganhos de produtividade gerados pela tecnologia podem originar reduções de preço sem perda de margem de lucro.

A tecnologia também pode subir o preço.

Características tecnológicas do bem como por exemplo um telemóvel com características inovadoras. Este torna-se diferenciado e deste modo mais caro.

A tecnologia também pode influenciar o preço dos bens e serviços. A tecnologia incorpora valor um ganho de produtividade tecnológico pode influenciar o preço de um bem ou serviço.

Inflação – é a subida generalizada de preços.

Contínua, inesperada, generalizada – Inflação

Em Portugal a inflação é medida pelo IPC (índice de preços do consumidor)

Traduz um determinado cabaz de bens.

Causas de inflação

Causas que explicam a inflação
Causas explicativas da inflação
4. Comércio e Moeda
Causas de Inflação

Inflação por inércia; (inércia, não há uma atuação firme)

žInflação pela inércia – É a taxa de inflação que é esperada e integrada nos contratos de trabalho e acordos informais, a que se dá o nome de taxa de inflação pela inércia ou taxa de inflação esperada. Segue uma indicação relativa a uma previsão.

Inflação pela procura; em alturas em ocorre uma grande procura de um determinado bem ou serviço tendencialmente o seu preço sobe.

Por ex: No Natal aumenta a procura por chocolates,o preço tende a subir.

Inflação pelos custos;

Inflação pelos custos – verifica-se sempre que os custos de produção aumentam, mesmo que não haja excesso de procura de bens ou de factores produtivos. •Exemplo a subida do preço do petróleo que é um factor produtivo importantíssimo tem impacto na generalidade dos bens produzidos.

žSe existir um aumento excessivo dos salários (pressão dos sindicatos muito forte) existe um aumento muito significativo do factor produtivo humano que implica que as empresas para fazer face a este factor serão obrigadas a subir os preços, formando-se assim uma espiral inflacionaria de custos. Subida de preços – reivindicações dos sindicatos – nova subida de salários – nova subida de preços.

Causas estruturais.

Diferentes tipos de inflação

Inflação moderada – quando existe um aumento lento e quase imperceptível do nível geral dos preços com uma taxa inferior (segundo Samuelson) a 10% ao ano. Por exemplo a UE com inflação bastante baixa. Em particular na zona Euro onde a oscilação dos valores de inflação são bastante baixos.

Inflação galopante – quando há um aumento rápido e violento do nível geral dos preços, provocando problemas económicos de certa gravidade. O dinheiro perde muito rapidamente o seu valor. As taxas podem subir de 20 a 200% ao ano.

Hiperinflação – quando ocorre um aumento extremamente rápido e violento do nível geral dos preços, provocando uma situação fatal sobre as economias. •Ex: situação vivida na Alemanha (década de 30 do século XX) com níveis de inflação crescentes a taxas assustadoras.

Atualmente temos o exemplo da Venezuela.

Consequências da inflação:

consequências da inflação

Desvalorização da moeda, havendo mais inflação temos que dar mais moeda para adquirir os mesmos produtivos.

A moeda passa a ter menos valor.

Por exemplo se existir muita inflação num país dado o facto da moeda valer menos se formos comprar produtos importados vai existir uma diferença significativa na capacidade aquisitiva.

Poder de compra factores determinantes

O Poder de compra representa a capacidade financeira de um individuo poder adquirir determinado tipo de bens.
Está relacionado com:
Rendimento do individuo
Do preço (inflação)
Dos impostos (rendimento líquido)

Rendimento Disponível = Rendimento – Quotizações sociais (contribuições para a segurança social) – Impostos.

Perda de poder de compra: se o valor da inflação superar o aumento dos salários num determinado ano, significa que o poder de compra será reduzido porque o salário real irá diminuir.

Quando ocorre uma grande subida da inflação existe…

Nítida repulsa pela retenção de moeda em forma líquida – com o desencadear da inflação e com a depreciação da moeda, é óbvio que ninguém quer reter a moeda, notas de banco, depósitos a prazo, à ordem etc….
Assim, os consumidores têm tendência para aumentar o consumo ou aplicar as suas poupanças em bens de luxo, metais preciosos, obras de arte, divisas fortes ou em títulos de rendimento. Aumenta o Entesouramento

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Preços correntes e preços constantes.

Para calcular o valor de produção de bens e serviços posso utilizar preços correntes ou preços constantes.

Com os preços correntes estou a incluir a inflação no cálculo do produto.

Com os preços constantes a inflação na interfere no cálculo do produto. Preço constante é baseado num ano base, não reflete a influência da inflação.

Os preços constantes reflectem melhor a evolução da produção porque não considera o efeito inflação.

Ex: O Jorge é vendedor de automóveis. Em 2019 vendeu 200 000€ em automóveis a preços correntes. Sabendo que o valor médio de um automóvel em 2019 é de 20 000€ e que em 2015 era de 15 000€. O Jorge em 2015 vendeu 195 000€ em automóveis. Qual foi o ano em que teve melhor desempenho?

200 000€/ 20 000€ = 10, vendeu em média 10 carros no ano 2019.

195 000/ 15 000= 13, vendeu em média 13 carros no ano 2015.

Apesar do valor de vendas ser inferior, o melhor desempenho ocorreu em 2015.

O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) é o indicador que permite comparar a inflação de diferentes países da União Europeia.

Em Portugal, o principal índice utilização é o índice de preços no consumidor (IPC), que indica a média ponderada de preços de um cabaz de bens,

O cabaz de bens reflecte o tipo de consumo que cada população tem em termos gerais.

Por ex: em Portugal existem produtos muito consumidos como o bacalhau batatas, carne de porco e o azeite, mas por exemplo em França teríamos que incluir o vinho, paté, pão baguete, queijo em vez do bacalhau ou do azeite.

A taxa de inflação é a taxa de crescimento do índice de preços no consumidor entre duas datas.

Preço 2018: 100 , Preço 2019: 105, Preço 2020: 107.

[(Valor (n+1) – Valor (n) )/ valor (n) ] x 100 = taxa de crescimento preços entre n e n+1.

Inflação 2020 face a 2019

[(107 -105)/ 105 ]X 100 = 1,9%

Inflação 2020 face a 2018

[(107 – 100)/100 )]X 100 =7%

Inflação 2019 face a 2018

[(105 -100)/100]X100 = 5%

A taxa de inflação mensal: compara o valor da inflação entre dois meses consecutivos. Inflação de Julho face a Junho.

A taxa de inflação homóloga: compara a inflação de um determinado mês com o mesmo mês do ano anterior. Inflação de Agosto 2020 com Agosto 2019.

A taxa de inflação média dos últimos 12 meses (Tim 12) que é a média simples das últimas doze taxas comparada com a média das 12 taxas homólogas. Fazer uma média por exemplo de Agosto 2019 a Agosto 2020, percurso de um ano, 12 meses.

Ex: Ago 2019 1,5%, Set 2019 2%, Out 2019 1,6%, Nov 2019 1,7%, Dez 2019 2%, Jan 2020 2,2%, Fev 2020 2,1%, Mar 2020 1,8%, Abril 2020 1,7%, Maio 2020 1,4%, Junho 2020 1,8%, Julho 2020 1,9%

Taxa média 12 meses = (1,5% +2%+1,6%+1,7%+2% +2,2%+2,1%+1,8%+1,7%+1,4%+1,8%+1,9%)/12 = 1,81% (taxa média 12 meses, anual)

Deflação, representa o contrário da inflação, descida generalizada e inesperada e contínua dos preços. Está associada a uma baixa da procura, da produção e do emprego.

Os preços descem = Deflação

Quando os salários se mantém e os preços baixam há um aumento do poder de compra.

O salário real tende a melhorar desde que o salário nominal se mantenha.

Desinflação: é uma diminuição da taxa de inflação, mas contínua a existir aumento de preços só que é mais ligeiro.

Os preços crescem mas cada vez mais devagar. Há uma desaceleração do aumento de preços.

É a desaceleração da inflação, a inflação diminui mas continua a existir inflação.

Ex: 2015 3%, 2016 2,5%, 2017 2%, 2018 1,9%, 2019 1,5% estamos perante uma desinflação.

Estagflação: é um conceito que relaciona a inflação com a estagnação da actividade económica. Este efeito ocorre quando temos uma subida galopante do nível dos preços que é acompanha por um nível de desemprego, o que pode levar à estagnação da economia.

Contracção económica —- diminuição da produção —- subida de preços — menos emprego — estagnação da economia.

A inflação em Portugal e na União Europeia

Antes da entrada de Portugal na União Europeia (1986 – CEE), a taxa de inflação portuguesa era muito elevada, tendo inclusive em 1984 atingido 29,3%. A inflação baixou de forma acentuada a partir do momento em que Portugal aderiu à União Europeia. Mais tarde, também existiram melhorias associadas aos esforços desenvolvidos por Portugal para atingir os critérios de convergência nominal, o que permitiu o acesso à moeda unica, e uma maior estabilidade de preços.

O índice harmonizado de Preços no Consumidor é um importante instrumento de medição económica, sendo frequentemente usado como meio de comparação de flutuações do poder de compra dos consumidores da União Europeia.

4. Comércio e Moeda

Exercícios saídos em Exames M23

Exercício nº1

Exercício nº2

Exercício nº 3

Exercício nº4

4. Comércio e Moeda

Cálculo a preços correntes ou a preços constantes?

índices de preços

índice de preços de um bem representam as variações do preço dos bens em diferentes períodos de tempo.

Índice de preços no consumidor (IPC)

Média ponderada dos preços de um cabaz de bens considerados representativos do consumo médio de uma família. O IPC é um instrumento de medição da inflação em Portugal.

Taxa de inflação mensal: compara o valor da inflação entre dois meses consecutivos.

Tim = [(IPCmês x/IPC mês (x-1)) -1] X 100

Taxa de inflação homóloga : compara o valor da inflação de um determinado mês com o mês do ano anterior.

Tih = [(IPCmês x ano x/IPC mês x do ano(x-1)) -1] X 100

Taxa de inflação média dos últimos 12 meses

Tim12 = [(Somatório dos últimos 12 IPC/Somatório dos 12 IPC homólogos) -1] X 100

O que é o índice harmonizado de preços no consumidor?

O índice harmonizado de preços no consumidor é um instrumento muito importante de medição económica, é frequentemente utilizado para comparar as flutuações do poder de compra dos consumidores da União Europeia. O IHPC de Portugal em algumas situações tem-se apresentado superior ao IHPC da área do Euro e outras vezes tem registado valores inferiores.

o IHPC é o índice que compara a inflação entre os diferentes países da União Europeia.

Exercícios saídos em Exames Nacionais

Exame Nacional de Economia 2019 – Questão 4.1
Exame Nacional de Economia 2019 – Questão 4.2

4. Comércio e Moeda

Inflação em Portugal e na União Europeia

Antes de Portugal entrar na UE, a taxa de inflação portuguesa era muito elevada, em 1984, chegou a atingir 29,3%. A inflação baixou de forma acentuada a partir do momento da adesão à UE. Mais tarde, contribuíram para esta situação os esforços que Portugal teve que realizar no sentido de cumprir os critérios de adesão à moeda única em particular a estabilidade de preços.

Atualmente, a taxa de inflação portuguesa tem valores baixos, que estão ao nível da média europeia. A análise destes valores é feita através do índice de preços no consumidor (IPC) e no comparativo com os outros países da zona euro através do índice harmonizado de preços no consumidor.

O índice Harmonizado de preços no consumidor é um instrumento muito importante na medição económica, sendo frequentemente utilizado como meio de comparação de flutuações no poder de compra dos consumidores da UE. O IHPC de Portugal uma vezes tem-se apresentado superior ao IHPC da área Euro outras vezes inferior.

Actividade Económica e a Ciência Económica
Actividade Económica e a Ciência Económica

4. Comércio e Moeda

Questões de Exame – Comércio e moeda

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