Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

Produto Interno e Produto Nacional

A questão da origem da produção é de especial relevância pois permite contabilizar o que é produzido em território económico nacional, Produto Interno, por agentes nacionais ou por agentes estrangeiros residentes em território nacional há mais de um ano. Nesta situação, o critério é o territorial, incluído desta forma toda a produção realizada em território nacional.

O Produto pode também ser classificado de acordo com o critério da unidade residente. Neste caso, calcula-se o Produto Nacional (N), este contabiliza toda a produção realizada por unidades institucionais residentes, independentemente de ter sido produzida em território nacional ou estrangeiro. Este agregado apura o valor do Produto que foi realizado por agentes nacionais, independentemente do local onde este tenha sido efetuado.

Por ex: um jogador de futebol português que atue em Espanha faz parte do PIB espanhol mas do PNB português.

PIB = PNB – Saldo dos rendimentos do Resto do Mundo

PNB = PIB + Saldo dos rendimentos do Resto do Mundo.

Produto Bruto e Produto Líquido

Produto Bruto e Produto Líquido

 

O processo produtivo de um bem implica um desgaste natural do capital fixo da unidade produtiva utilizada na sua produção. Os equipamentos e infraestruturas desatualizam-se e deterioram-se com o tempo, necessitando de ser reparados ou substituídos periodicamente.

Produto Bruto e Produto Líquido

Produto Bruto e Produto Líquido

Os encargos com as reparações e substituições de capital fixo são chamadas de amortizações ou consumo de capital fixo.

As umidades produtivas contabilizam o consumo de capital fixo como um custo uma vez que se as empresas não repusessem este consumo teriam uma desvalorização do seu património.

Desta forma, o Produto de um país considera-se Bruto (B) quando inclui o valor das amortizações e Líquido (L) quando não engloba o valor das amortizações.

PB = PL + Amortizações

O Produto Bruto é igual ao somatório do Produto Líquido com as amortizações.

PL = PB – Amortizações

O Produto Líquido é igual à subtração do Produto Bruto com as amortizações.

Classificação dos bens económicos

Classificação dos bens económicos

 

Os bens económicos podem ser classificados quanto à sua natureza, função, duração ou relações que estabelecem entre si.

Os bens económicos são aqueles que se adequam às nossas necessidade mas pelo facto de serem escassos implicam o pagamento de um valor para a sua aquisição.

Os bens livres pelo contrário dada a sua abundância, não implicam qualquer custo,

Quanto à natureza

Bens materiais: São todos os objetos tangíveis, isto é, que assumem uma forma física, como um carro, um computador ou uma bicicleta.

Bens imateriais ou serviços: São aqueles que são prestados através do trabalho e que não assumem a forma material, como, por exemplo, uma consulta de um dentista ou a ida a um fisioterapeuta.

Quanto à sua função

Bens de produção: São os bens que se incorporam no processo de fabrico de outros, sendo considerados de consumo intermédio, por exemplo, o couro para fazer calçado.

Bens de consumo, são bens que se destinam à satisfação das necessidades dos consumidores.

Quanto à duração:

Bens duradouros são aqueles em que a sua utilidade não se extingue após uma utilização, Por exemplo um automóvel.

Bens não duradouros são aqueles cuja utilidade é extinta numa única utilização. Por exemplo: um bolo.

Quanto à sua relação:

Bens complementares são bens que não podem ser dissociados um do outro, por exemplo: Isqueiro e o cigarro;

Bens substituíveis: são bens que satisfazem as mesmas necessidades daí podem ser substituídos um pelo outro.

 

Limitações da Contabilidade Nacional

Limitações da Contabilidade Nacional

Limitações da Contabilidade Nacional

Limitações da Contabilidade Nacional

A Contabilidade Nacional não discrimina os bens e serviços que são produzidos numa economia, apenas regista o seu valor. Na prática, para a Contabilidade Nacional é indiferente produzir armas ou medicamentos.

A Contabilidade Nacional não contabiliza todas as atividades existentes. Por um lado não é registado o trabalho não remunerado, não importando se é voluntariado ou para o próprio, pois, para efeitos da Contabilidade Nacional, só se regista o trabalho remunerado.

Por exemplo uma família que tenha uma produção agrícola para autoconsumo não é contabilizada embora efetuem trabalho agrícola para efetuar a produção, não faz parte da Contabilidade Nacional, não é remunerada.

Um dona de casa também não conta para a Contabilidade Nacional.

A Contabilidade Nacional não considera as externalidades por exemplo uma indústria poluente vai ter efeitos nefastos na saúde pública, tem associada uma externalidade negativa. Esta externalidade não é medida na Contabilidade Nacional.

Por exemplo um investigador descobriu a cura para uma doença é uma externalidade positiva porque vai beneficiar toda a população em geral.

A produção não contabilizada     Existem muitas atividades que não são contabilizadas, o que muitas vezes falseia o Produto Interno. São várias as situações de produto realizado não contabilizado:

Economia subterrânea;

Economia informal;

Economia ilegal;

Economia Paralela;

Economia Informal

Este  sector da economia  representa uma parte importante da atividade produtiva especialmente dos países subdesenvolvidos e envolve atividades que escapam facilmente à contabilização. Incluímos as atividades cujos bens se destinam ao autoconsumo, a atividade das donas de casa, os trabalhos de bricolage ou pequenas atividades desenvolvidas de forma simples. Os bens produzidos são legais, o que permite distinguir este sector do sector ilegal. Já a diferenciação relativamente ao sector subterrâneo é mais ténue. Muitas vezes, as empresas não se encontram registadas, não é para fugir deliberadamente ao fisco, mas porque são familiares e de reduzida dimensão e preferem poupar custos nas formalidades

 

Diferentes formas de capital

Diferentes formas de capital

Diferentes formas de capital

Diferentes formas de capital

Capital Circulante: consideramos as matérias-primas e matérias subsidiárias que desaparecem por terem sido totalmente incorporados nos produtos acabados.

Temos por exemplo: Matérias primas e matérias subsidiárias

Capital Fixo: São os meios que não desaparecem com o processo produtivo, podem estar integrados no processo produtivo por vários períodos. Contudo sofrem sempre algum desgaste. Por exemplo, maquinaria, edifícios, meios de transporte, computadores, etc.

Temos por exemplo: instrumentos de trabalho, edifícios e terrenos, etc.

Capital técnico: inclui todos os bens que possibilitam ou facilitam a produção de outros bens. O capital técnico, inclui os bens cuja utilização é indispensável para o processo produtivo, como instrumentos de trabalho, a maquinaria, os edifícios,as matérias-primas, as matérias subsidiárias,etc.

Capital financeiro é constituído pelo conjunto de todos os meios financeiros utilizados no processo produtivo tais como: moeda, ações, títulos de crédito, empréstimos, etc. O capital financeiro pode ser próprio ou alheio, consoante pertença, ou não ao agente que empreendeu o processo produtivo.

Capital próprio é o conjunto dos valores que pertencem aos donos da unidade produtiva e que estes destinam ao financiamento da empresa (autofinanciamento).

Capital alheio é constituído pelos valores que, embora estejam à disposição da unidade produtiva, não lhe pertencem.

Capital natural: quando nos referimos aos recursos naturais

Capital humano: está relacionado com a instrução e formação dos indivíduos. O rendimento que um individuo pode ter está relacionado com o nível de competências (skils) que possui.

Terciarização da economia:

A terciarização da economia é o processo através do qual os serviços se tornam a atividade principal, abrangendo a maior parte da população ativa. Além disso, a terciarização afeta todos os setores, traduzindo-se numa transformação intersectorial.

Deseconomias de escala

Deseconomias de escala

Situação que ocorre pelo aumento do custo médio devido ao aumento da dimensão da unidade de produção (empresa).

Fatores determinantes das deseconomias de escala:

Dificuldades de coordenação do trabalho

desperdícios

desmotivação dos trabalhadores

aumentos das tensões sociais

aumentos dos custos de produção de certas atividades como transportes

Exemplo de deseconomia de escala.

Imaginemos uma oficina que tem 2 elevadores para automóveis e que repara até 20 automóveis diários, passando a ter uma procura que tende para os 23 automóveis o gestor da oficina decidiu adquirir um terceiro elevador. Tendo agora um elevador extra a média por elevador baixa de 10 para 7,67.

População ativa e inativa

População ativa e inativa

População ativa e inativa

População ativa e inativa

População ativa representa todos os indivíduos que desempenham atividades remuneradas ou os que embora não estejam empregados se encontrem à procura de emprego.

População inativa é composta por todas as pessoas que não desempenham atividades remuneradas onde se incluem os indivíduos com idade inferior a 15 anos ou superior a 64 anos. Os estudantes, as donas de casa, os deficientes, os inválidos, as crianças, os reformados ou os pensionistas fazem parte da população inativa.

Taxa de atividade

Taxa de atividade

Taxa de atividade

Taxa de atividade

A taxa de atividade indica-nos a percentagem da população disponível para trabalhar, mas também a parte da população que trabalha relativamente à população consumidora.

Esta informação é importante para que os governos dos Estados, responsáveis pela política macroeconómica, possam tomar as necessárias medidas económicas e sociais.

Contudo, na taxa de atividade está contida a população desempregada, pelo que para um conhecimento concreto da situação do trabalho temos que considerar os valores e as causas do desemprego.

Cimeira do Luxemburgo

 

Cimeira do Luxemburgo

Cimeira do Luxemburgo

Cimeira do Luxemburgo

Foi uma cimeira promovida pela UE que definiu como grande prioridade as políticas de emprego e a adoção de medidas preventivas do desemprego, que deveriam assentar:

  • na empregabilidade dos candidatos a emprego;
  • na adaptabilidade das empresas e dos trabalhadores às mutações tecnológicas
  • na igualdade de oportunidades entre homens, mulheres e pessoas deficientes

am os interesses entre a oferta e a procura que possibilita a formação do preço de mercado dos bens.

Classificação dos tipos de bens quanto à duração

Classificação dos tipos de bens quanto à duração

 

Bens duradouros: são os bens que podem ser utilizados mais do que uma vez como por exemplo um casaco ou um carro.

bens duradouros

bens duradouros

Bens não duradouros: são bens que só podem ser utilizados uma vez como por exemplo um hambúrguer ou uma bebida.

bens não duradouros

bens não duradouros