Disparidades na repartição dos rendimentos

Disparidades na repartição dos rendimentos

 

Principais disparidades na repartição dos rendimentos:

Fator capital com remunerações superiores ao fator trabalho;

Algumas famílias acumulam vários tipos de rendimento e outras não;

Diferenças salariais;

Disparidades regionais;

Disparidades em função do género.

Repartição do rendimento:  forma como é distribuído o rendimento de um país.

Repartição funcional dos rendimentos: forma de distribuição do rendimento que é feita de acordo com a função que cada agente desempenhou na atividade económica.

Repartição pessoal dos rendimentos: Forma de distribuição do rendimento que indica a composição dos rendimentos dos diversos agregados familiares de uma população.

 

As taxas de juro e a atividade económica

As taxas de juro e a atividade económica

Os juros remuneram as operações bancárias (ativas e passivas) e que a margem de lucro das instituições de crédito é obtida pela diferença entre os juros dos empréstimos cobrados aos devedores e os juros dos depósitos entregues aos depositantes.

Os juros podem ser um incentivo à poupança, o que se verifica quando as taxas são mais elevadas.

Por outro lado, quando as taxas estão baixas, os juros podem fornecer um incentivo ao consumo e ao investimento, pois não convidam à poupança, mas, antes , ao crédito que pode ser canalizado quer para o consumo que para o investimento.

 

Criação de moeda escritural

Criação de moeda escritural

Os bancos desempenham uma função muito importante na atividade económica: a criação de moeda escritural.

Estas instituições, quando permitem que parte das poupanças por si captadas voltem a entrar no mercado pela via do crédito, estão a criar moeda. Este efeito é denominado efeito multiplicador do crédito.

Os bancos são obrigados a constituir uma reserva. Desta forma guardam uma percentagem dos valores captados nos depósitos, pelo que não podem aplicar todas as poupanças em crédito. Mas a parte que se destina a crédito faz com que o capital que estaria guardado possa ser utilizado para financiar outro agente, que, por sua vez, o pode aplicar de novo, fazendo aumentar a moeda escritural sem que, na prática, tenha havido um aumento de notas e moedas em circulação.

A captação de depósitos, a concessão de crédito e a criação de moeda escritural são as principais funções dos bancos. Mas os bancos também se dedicam à guarda e administração de valores mobiliários e à gestão de meios de pagamento, como cartões ou cheques, entre outras atividades devidamente reguladas.

 

Financiamento externo indireto – o crédito

Financiamento externo indireto – o crédito

As empresas, quando necessitam de fundos que não dispõem, recorrem, por vezes, às instituições financeiras com o intuito de obterem crédito. O crédito consiste na cedência temporária de uma determinada quantia tendo como contrapartida os juros. O acordo estabelecido entre o detentor do capital (mutuante) e o beneficiário do crédito (mutuário) é realizado por meio de um contrato: o contrato de mútuo (empréstimo). Esse empréstimo pressupõe que o montante cedido seja devolvido ao seu proprietário nas condições acordadas, assim como os juros devidos devidos lhe devem ser pagos nas datas previamente acordadas.

O crédito tem uma grande importância para a economia, permite potenciar o seu crescimento. O crédito estimula a produção, viabilizando o investimento das empresas e possibilitando o seu financiamento pontual para a resolução de problemas de tesouraria, quer o consumo das famílias, ao permitir-lhes adquirir antecipadamente os bens que desejam.

Diferentes tipos de crédito

Quanto à duração:

Curto prazo: quando o período de crédito concedido é inferior a um ano;

Médio prazo: quando o período de crédito concedido está compreendido entre um e cinco anos;

Longo prazo: quando o período de crédito concedido é superior a cinco anos;

Quanto ao beneficiário

Privado: quando o beneficiário do crédito é um individuo ou uma empresa particular;

Público: quando o beneficiário do crédito é o Estado;

Quanto à sua origem

Interno: quando a instituição que concede o crédito reside em território nacional;

Externo: quando a instituição que concede o crédito reside em território estrangeiro.

Quanto à finalidade

crédito à produção : crédito concedido às empresas

Existem 2 tipos principais:

Crédito ao funcionamento: crédito concedido para resolver necessidades pontuais de tesouraria, sendo, geralmente, de curta duração.

Crédito de financiamento: crédito para investimento, que, normalmente, é de longa duração.

Crédito ao consumo:

Tipo de crédito destinado às famílias para a aquisição de bens de consumo.

Diferentes tipos de garantias

Os bancos tendem a conceder créditos ou empréstimos quando consideram que os devedores oferecem confiança no que respeita ao cumprimento do contrato.

Em muitos casos eles pedem aos seus clientes a entrega de garantias adicionais como forma de assegurar o cumprimento integral dos contratos.

Garantias reais, se implicam uma entrega acessória de bens do património do devedor ou de terceiros, caso responsabilizem mais pessoas e as envolvam no pagamento da dívida, como acontece com os fiadores.

Os bancos são as instituições que se dedicam, por um lado à captação das poupanças daqueles que dispõe de capital excedentário, daqueles que estão disponíveis para não utilizar o seu dinheiro durante um determinado período de tempo e por esse motivo receberem em troca o juro.

Por outro lado, os banco utilizam parte das poupanças captadas para as disponibilizar aos indivíduos que necessitam de financiamento, concedendo-lhe, assim, crédito.

Exercícios de Exame – Poupança e Investimento

Exercícios de Exame – Poupança e investimento

  1. A aplicação da poupança em produtos financeiros disponibilizados por intermédio de instituições financeiras denomina-se…
    • financiamento;
    • investimento;
    • entesouramento;
    • colocação financeira;
  2. A aquisição de bens tangíveis designa-se…
    • investimento de substituição;
    • investimento imaterial;
    • investimento de capacidade;
    • investimento material;
  3. Classifica-se como investimento material a…
    • compra de um televisor por uma família;
    • compra de um autocarro por uma empresa de transportes;
    • despesa efectuada em publicidade pelas empresas;
    • despesa efectuada na compra de acções por uma família;
  4. As famílias podem aplicar a sua poupança em…
    • despesas de consumo e pagamento de salários;
    • depósitos bancários e compra de acções;
    • consumos intermediários e depósitos bancários;
    • investimentos produtivos e despesas de consumo.
  5. Um dos motivos que pode levar uma família a realizar poupanças é …
    • o seu rendimento ser insuficiente para o montante habitual dos encargos suportados com o consumo;
    • ter contraído recentemente um empréstimo à habitação;
    • o rendimento auferido ultrapassar o montante habitual dos encargos suportados com o consumo;
    • ter obtido um cartão de crédito;
  6. A aquisição de bens intangíveis designa-se…
    • investimento de substituição;
    • investimento imaterial;
    • investimento de capacidade;
    • investimento material;
  7. A canalização da poupança para a manutenção ou aumento da capacidade produtiva das unidades de produção denomina-se…
    • financiamento;
    • investimento substituição;
    • investimento capacidade;
    • colocação financeira;