Lei da Oferta e da procura, exercícios

Lei da Oferta e da procura, exercícios

  1. A curva da oferta de um bem representa…
    1. o preço que os compradores estão dispostos a pagar aos vendedores, para cada quantidade alternativa;
    2. o preço que os vendedores praticam, de fato, no mercado, em função da procura existente;
    3. as quantidades desse bem que os vendedores estão dispostos a vender, para cada preço alternativo;
    4. as quantidades desse bem que os compradores adquirem aos vendedores, ao preço de equilíbrio.
  2. Pensemos na procura de gelado. Como decidimos quantos gelados comprar por mês e que fatores influenciam a nossa decisão? Se o preço do gelado aumentar de 70 cêntimos para um euro a unidade, poderemos optar por comprar uma menor quantidade de gelados, ou poderemos ainda tomar a decisão de o substituir por iogurte congelado, cujo preço se manteve e que satisfaz a mesma necessidade.

N Grogory Mankiw, Introdução à Economia, 1999 (adaptado)

Indique dois dos fatores determinantes da procura, além daquelas o texto se refere.

Questões revisão Tema União Europeia

Questões revisão Tema União Europeia

 

  1. O Fundo Social Europeu (FSE) é um dos Fundos Estruturais da UE e foi concebido para reduzir as diferenças de prosperidade e padrões de vida entre os Estados-membros e regiões da UE, promovendo, desta forma, a coesão económica e social.
    1. Justifique a importância dos fundos estruturais da União Europeia, particularmente no que se refere ao combate ao desemprego.
  2. A partir do dia 1 de Julho de 2013
    1. a UE passou a ter 29 Estados-membros.
    2. a área do Euro passou a integrar 18 países.
    3. a Croácia tornou-se o 28º país da UE.
    4. a Eslovénia aderiu ao euro.
  3. Os Tratados de Roma, assinados, em 1957, por seis países europeus, criaram.
    1. a EURATOM e a EFTA.
    2. a EURATOM e a CEE.
    3. a CECA e a EFTA.
    4. a CECA e a CEE
  4. Um dos critérios de convergência nominal para a adesão à moeda única, contemplado no tratado de Maastricht, estabelece que a relação entre
    1. o investimento público e o Produto Interno Bruto do país não deve exceder 3% durante o ano anterior à decisão de entrada no euro.
    2. a inflação do país e a inflação média comunitária deve ser inferior a 3% durante o ano anterior à decisão de entrada no euro.
    3. a taxa de juro do país e a taxa de juro média comunitária deve ser inferior a 3% durante o ano anterior à decisão de entrada no euro.
    4. o défice orçamental e o Produto Interno Bruto do país não deve exceder 3% durante o ano anterior à decisão de entrada no euro.
  5. A forma mais fraca de integração económica é …
    1. o Mercado Comum.
    2. o Sistema de Preferências Aduaneiras.
    3. a Zona de Comércio Livre.
    4. a União Aduaneira.
  6. Leia o texto que se segue.
    1. O Quinto alargamento da União Europeia é uma das provas do sucesso da integração. Sendo natural, sendo mesmo desejável a todos os títulos, este alargamento é particularmente exigente e desafiante.
    2. Exponha dois dos desafios que se colocam à União Europeia, decorrentes da entrada de novos membros.
  7. Apresente dois problemas que o alargamento da União Europeia trouxe a Portugal
  8. O Tratado de Maastricht definiu como critério de adesão à moeda única, entre outros…
    1. um controlo na circulação de pessoas e capitais;
    2. um défice orçamental não superior a 3% do PIB
    3. um controlo na circulação de pessoas e capitais
    4. uma taxa de inflação inferior a média das taxas de inflação dos países dos países da UE…
  9. Um acordo entre um conjunto de países que aceitam abolir entre si todos os direitos aduaneiros e restrições quantitativas ao comércio de mercadorias denomina-se…
    1. Barreira Aduaneira
    2. Sistema de Preferências Aduaneiras
    3. Zona de Comércio Livre
    4. União Aduaneira
  10. O euro foi adotado a 1 de Janeiro de 1999 por 11 estados membros da UE, entre os quais se encontravam.
    1. Portugal, Alemanha e Dinamarca.
    2. Finlândia, Irlanda e Áustria.
    3. Bélgica, Grécia e Reino Unido,
    4. Espanha, França e Suécia.
  11. Considera-se um pilar da União Europeia
    1. O Parlamento Europeu
    2. a Cooperação na Justiça e assuntos internos
    3. a política das pescas
    4. O pacto de Estabilidade e Crescimento
  12. O Ato Único Europeu
    1. criou a Comunidade Económica Europeia
    2. criou um sistema de preferências aduaneiras
    3. preparou o terreno para a integração política e a União Económica e Monetária, instituídas mais tarde, no Tratado da União Europeia
    4. Criou o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
  13. Em 2012, faziam parte da Área do Euro, entre outros países.
    1. A Alemanha, a França e a Dinamarca.
    2. A Suécia, a Finlândia e a Bélgica.
    3. Todos os que assinaram os Tratados de Roma em 1957.
    4. Todos os que integravam a UE em 2004.
  14. Identifique os principais desafios para a UE resultantes:
    1. do alargamento
    2. do aprofundamento
    3. e da necessidade de afirmação externa
  15. A Comissão Europeia é a instituição da UE que tem, entre outras, a função de…
    1. assegurar a estabilidade dos preços na área do euro.
    2. garantir a aplicação dos tratados da UE-
    3. definir as taxas de juro na área do euro.
    4. gerir a política monetária da UE.
  16. Justifique a necessidade de reforma das instituições em consequência do aumento do nº dos seus membros
  17. Uma união aduaneira, para além da livre circulação de mercadorias, exige a…
    1. adopção de políticas económicas e monetárias comuns
    2. existência de uma pauta aduaneira comum para os bens importados de países terceiros
    3. livre circulação de serviços, pessoas e capitais
    4. ausência de direitos aduaneiros dobre os bens importados de países terceiros
  18. Caracterize o conceito de integração económica, explicando a diferença entre uma zona de comércio livre e uma união aduaneira.
  19. O princípio orientador da ação de União Europeia que consiste em promover o desenvolvimento harmonioso através da progressiva aproximação dos níveis de rendimento médio e de qualidade de vida das populações das regiões de cada um dos Estados-membros designa-se por…
    1. coesão económica e social.
    2. convergência nominal.
    3. subsidiariedade estrutural.
    4. solidariedade monetária e fiscal.
  20. Um processo de integração económica entre dois ou mais países implica, usualmente…
    1. um aumento dos saldos das suas balanças de mercadorias
    2. uma diminuição dos saldos das suas balanças de mercadorias
    3. um aumento da interdependência das respetivas economias
    4. uma diminuição da interdependência das respetivas economias
  21. Leia o texto que se segue. Este fundo, instituído em 1994, pela União Europeia, apoia financeiramente a realização de projetos nos domínios do ambiente e das redes transeuropeias em matéria de infraestruturas de transportes e é um dos instrumentos financeiros da política regional da União Europeia – juntamente com os fundos estruturais.                                                                       Agostinho Branquinho et al., Novo Dicionário de Termos Europeus, Lisboa, Alêtheia Editores, 2011, p. 222 (adaptado). Relacione os objetivos do fundo a que o texto se refere com o princípio da coesão económica e social da UE, Comece por identificar esse fundo.
  22. “Atualmente há oito países aos quais a UE ofereceu a perspetiva de adesão: Albânia, Turquia, Islândia, e os países da ex-Jugoslávia, com exceção da Eslovénia e da Croácia, que já fazem parte da UE. Cinco destes têm o estatuto de candidato oficial:  Turquia;  Sérvia;  Antiga República Jugoslava da Macedónia; Islândia; Montenegro”.   http://europeu.eu                                                        Exponha alguns dos principais desafios que Portugal tem sentido com os sucessivos alargamentos da União Europeia.

Processos de destruição de moeda

Processos de destruição de moeda

Estes processos são o inverso dos processos criadores de moeda. Baseiam-se não na aquisição de ativos não monetários (tais como as obrigações ) mas sim na venda destes activos pela Banca.

A Banca destrói moeda, por exemplo, quando vende um imóvel a um particular. Esta operação modifica o balanço da Banca, o qual debita a conta do cliente, verificando-se uma diminuição da massa monetária.

Criação de moeda pelo sistema bancário

Criação de moeda pelo sistema bancário

Multiplicador monetário

A base monetária (H) é a moeda legal emitida pelo Banco Central, que em termos aproximados é a soma da moeda em circulação (C) com as reservas legais.

O sistema bancário também cria moeda

Vejamos um exemplo muito simples:

A SAD do Sport Lisboa e Benfica, como precisa de um financiamento emite obrigações, no valor de 10 milhões de euros.

A operação será realizada no mercado financeiro e o seu pagamento será efectuado através de um banco comercial.

A SAC entrega as obrigações e fica com um depósito à ordem de 10 milhões de euros na sua conta no Banco X.

O Banco X receberá 10 milhões de euros de moeda emitida pelo Banco Central.

Os balanços do Banco Central, Banco X e a SAD terão os seguintes registos:

O sistema bancário vai criar moeda a partir do montante inicial de 10.000.000 euros que o Banco Central introduziu no sistema, aumentando a massa monetária.

Houve efeito multiplicador

1/r = multiplicador monetário

r = taxa de reservas legais

H = Base monetária

M = Massa monetária

 

SAD

Ativo Passivo
Depósitos   10.000.000 Obrigações   10.000.000

Banco X

Ativo Passivo
Moeda emitida pelo Banco Central     10.000.000 Depósitos   10.000.000

Banco Central

Ativo Passivo
Obrigações 10.000.000 Moeda emitida 10.000.000
O banco faz aplicações de 90% dos depósitos, o Banco Central exige a retenção de 10% de reservas legais.
                                            Depositos
Reservas                       disponibilidade
Banco X                        10.000.000

Banco A                        9.000.000

Banco B                        8.100.000

Banco C                       7.290.000

100.000              900.000

90.000                  810.000

81.000                  729.000

72.900                  656.100

Equilíbrio no mercado monetário

Equilíbrio no mercado monetário

Como  reserva de valor, a procura de moeda depende da taxa de juro, que é o custo de oportunidade de se ter moeda.

MxV(i) = PxY

São apresentados abaixo três gráficos representando três situações distintas, representando o equilíbrio no mercado monetário;

a) Subida do produto Y

b) Subida da taxa de juro i;

c) Subida de Ms;

O principal efeito da moeda exerce-se sobre os preços

equilibrio monetario

equilibrio monetario

equilíbrio mercado monetário

equilíbrio mercado monetário

A OFERTA DE MOEDA

A OFERTA DE MOEDA

• A emissão de moeda pelo Banco Central

• Criação de moeda pelos Bancos Comerciais

O MULTIPLICADOR DO CRÉDITO (1)

• Como é que os Bancos criam moeda?

oferta moeda

oferta moeda

Fonte: Gwartney et al., 2006

O MULTIPLICADOR DO CRÉDITO (2)

• O multiplicador do crédito ou multiplicador monetário (valor teórico e máximo) é igual ao inverso da taxa de reserva.

• Quanto menor for a taxa de reserva legal, maior o potencial de expansão da oferta de moeda.

• A obrigatoriedade da reserva limita o potencial de criação de moeda.

• Duas fugas podem reduzir a criação de moeda no sistema bancário:

– Algumas pessoas deterão moeda em numerário em vez de a depositarem.

– Alguns bancos deterão reservas excedentárias.

Fonte: Adaptado de Gwartney et al., 2006

Em cada momento, existe uma determinada quantidade de unidades monetárias.

oferta moeda

oferta moeda

 

PROCURA DE MOEDA

PROCURA DE MOEDA

• Procura de dinheiro para transacções

• Procura como activo

“Quantidade de riqueza que os agentes de uma economia desejam ter, sob a forma de moeda”

Duas fontes da procura de moeda

Determinantes da procura de moeda

• Rendimento ou produto real – PIB real

• Nível geral de preços – NP

• Taxa de juro nominal – i (custo de oportunidade de possuir moeda).

 

procura da moeda

procura da moeda

PROCURA DE MOEDA
•Procura de dinheiro para transacções
•Procura como activo
“Quantidade de riqueza que os agentes de uma economia desejam ter, sob a forma de moeda”
Duas fontes da procura de moeda
Determinantes da procura de moeda
•Rendimento ou produto real -PIB real
•Nível geral de preços -NP
•Taxa de juro nominal –i (custo de oportunidade de possuir moeda)

 

Determinantes da procura da moeda

A procura da moeda está associada às funções da moeda.

Como meio de pagamento a moeda é preferível aos outros activos, dada a sua liquidez.

A procura de moeda é função do nível de actividade económica.

A equação de Fisher ou equação das trocas reflecte tal relação:

M x V = P x T

M = Massa Monetária

V = Velocidade de circulação da moeda

P = Nível geral de preços

T = nº de transacções realizadas

Podemos utilizar o Produto ,Y, como indicador de T:

MxV = PxY

Existem vários motivos para a procura da moeda:

Um primeiro motivo é o motivo da transacção: a escolha de quanto dinheiro se deve deter num dado momento envolve uma relação entre a liquidez da moeda a taxa de juros proporcionada por outro tipo de activos, tais como acções e obrigações.

O principal motivo para se ter moeda em vez de outro tipo de activos é que ela é útil para se comprar bens e serviços.

Um segundo motivo para se procurar moeda é o motivo especulação: dado que o valor de mercado dos títulos é inversamente proporcional à taxa de juro, os investidores podem preferir deter títulos (acções e obrigações) quando as taxas de juro são altas, na expectativa de as venderem quando as taxas de juro caírem.

 

Componentes da massa monetária

Componentes da massa monetária

M – Massa monetária

M1 – Meios imediatos de pagamento = notas e moedas em circulação (C), e depósitos à ordem (DO).

M2: M1 + Depósitos a prazo (DP)

M3: M2 + outras aplicações que também podem exerce algumas funções da moeda.

AGREGADOS MONETÁRIOS (M1)

• Moeda para transacções

M1 = C + DO

Em que:

• C é a circulação monetária (C) e inclui as notas e moedas emitidas pelo banco central que não se encontram nos bancos;

• DO são os depósitos à ordem e outros depósitos mobilizáveis por cheque (moeda bancária).

AGREGADOS MONETÁRIOS (M2)

• Moeda em sentido lato M2 = M1 + DP = C + DO + DP

Em que:

• DP são os depósitos a prazo e de poupança e activos similares que são substitutos quase perfeitos da moeda para transacções.

 

Concorrência Monopolistica

Concorrência Monopolistica

A concorrência monopolística carateriza-se pela existência de um grande nº de empresas que comercializam produtos do mesmo género, mas que se diferenciam uns dos outros, pela marca, pela publicidade ou outra caraterística específica que os distingue. Nestes casos, é fundamental o elemento diferenciador dos bens que se encontram à venda no mercado, pois é esse o fator que irá fidelizar cada cliente a um certo tipo de produto.

Na concorrência monopolística existe algum controlo por parte dos vendedores sobre o preço dos bens; contudo, não é um mercado de entrada difícil, as novas empresas conseguem aceder-lhe sem grandes obstáculos.

Nos dias de hoje, é uma forma de concorrência muito frequente, levando as empresas a utilizar as mais variadas estratégias para conseguirem criar um elemento diferenciador nos seus produtos e fazer com que os consumidores os escolham.

O elemento diferenciador está na diferenciação do produto.

Estamos perante produtos diferenciados que, apesar de tudo, são sucedâneos.

exemplos: vinho, refrigerantes,gelados, bombas de gasolina, bebidas espirituosas e as diferentes marcas ou gamas do mesmo produto.

A curto prazo a empresa comporta-se como o monopolista. Entretanto, existem outras empresas que, produzindo produtos diferentes, exercem pressão sobre o mercado deste bem.

O plano de vendas de uma empresa em concorrência monopolística considera uma curva de vebdas decrescente mas não muito afastada da horizontal, o que significa que uma pequena variação de preço gera uma grande variação nas vendas esperadas.

Cada vendedor tem alguma liberdade para manejar o preço, mais do que num mercado de concorrência perfeita.

O equilíbrio da empresa será dado por: R’ = C’

A curto prazo, o preço que maximiza o lucro é p1, que é superior ao custo médio, por isso existem lucros anormais.

A área tracejada representa o lucro anormal

Com a entrada de novos concorrentes no mercado, a curva da procura dirigida às empresas existentes desloca-se para a esquerda.

A longo prazo há uma tendência para o desaparecimento dos lucros anormais, pois a livre entrada de numerosos concorrentes monopolísticos elimina o lucro anormal.

No equilíbrio de longo prazo os preços estão acima dos custos marginais, mas os lucros económicos (ou anormais) estão reduzidos a zero.

As empresas, vão tentar recuperar os lucros anormais, recorrem a campanhas de publicidade, adaptam um produto ou variedade diferente.

A diferenciação do produto, ajustando variedades à diversidade de gostos ou necessidades dos compradores constitui um benefício social.

A diferenciação dos produtos e a sua publicidade fornece vitalidade ao mercado, sendo a base do seu poder. Permite satisfazer a ampla diversidade de gostos e preferências existentes nas economias contemporâneas.

A diferenciação dos produtos ajuda ainda a obter uma elevada qualidade na produção e a publicidade pode facultar aos consumidores uma valiosa informação sobre as características e disponibilidade dos bens e serviços.

A comparação entre os equilíbrios de concorrência perfeita e monopolística mostra a ineficiência social da concorrência monopolística, porque o preço é mais alto, a utilização da capacidade produtiva é menor e o custo maior.