Resumo Capítulo X – Relações económicas com o Resto do Mundo

Resumo Capítulo X – Relações económicas com o Resto do Mundo

Ponto 1 – Comércio interno e Comércio externo

Comércio externo – é o comércio estabelecido entre um país e o resto do mundo.

Comércio interno – é o comércio realizado dentro de um território nacional.

Comércio internacional – é relativo ao comércio que é praticado entre os diversos países do Mundo.

Nas últimas décadas, o comércio internacional tem vindo a desenvolver-se de uma forma mais acelerada.

Como resultado do incremento das trocas internacionais, regista-se um aumento dos fluxos migratórios fazendo com que circulem mais pessoas de uns países para os outros.

Ponto 2 – Divisão Internacional do Trabalho

A Divisão Internacional do trabalho  representa a forma como se distribuem as atividades produtivas pelos diferentes países do Mundo, originada pela especialização.

Ponto 3 – Vantagens comparativas e Vantagem absoluta

Vantagem absoluta – Situação em que um país tem vantagem absoluta na produção de um bem, quando é capaz de produzir esse bem de forma mais eficiente do que os outros países.

Vantagem comparativa – Situação em que um país deve especializar-se na produção de bens onde é comparativamente menos ineficiente, independentemente de ter, ou não, vantagem absoluta na produção de alguns bens.

Ponto 4 – Balança de Pagamentos

Definição de Balança de Pagamentos

É a Balança que regista as transações económicas entre um país e o Resto do Mundo, sendo composta pela Balança Corrente, Balança de Capital e Balança Financeira.

Ponto 5- Balança Corrente

A Balança Corrente regista os fluxos de entrada e de saída relativos às transações correntes entre um país e o Resto do Mundo.  Engloba a Balança de Mercadorias, a Balança de Serviços, a Balança de Rendimentos e a Balança de Transferências Correntes.

Ponto 6 – Balança de Rendimentos

Esta Balança regista os fluxos de entrada e de saída relativos a rendimentos de trabalho e de investimento entre um país e o Resto do Mundo

Ponto 7 – Balança de Capital

Esta Balança regista os fluxos de capital que não envolvem uma contrapartida e os fluxos de capital relativos a aquisições e cedências de ativos não produzidos, não financeiros.

Ponto 8 – Balança Financeira

Esta Balança regista as transações de mudança de propriedade de ativos e passivos financeiros entre um país e o Resto do Mundo. Inclui o investimento direto, investimento de carteira, derivados financeiros, outro investimento e ativos de reserva.

Ponto 9 – Políticas comerciais e a organização do comércio mundial

Livre- cambismo – É  uma corrente que defende que o comércio internacional deve funcionar segundo as leis do mercado, sem intervenção estatal.

Proteccionismo – É uma corrente que defende a intervenção do Estado no que respeita à proteção das indústrias nacionais contra a concorrência externa.

Ponto 10 – Organização Mundial do Comércio

A Organização Mundial do Comércio (OMC) é a sucessora do GATT; esta organização tem como objetivo principal promover a liberalização do comércio a nível mundial.

Ponto 11- Relações de Portugal com a UE e resto do Mundo

A balança de Serviços e as Transferências correntes são as únicas rúbricas da Balança corrente que dão contributo positivo, destacando-se aqui o peso dos serviços como por exemplo o turismo.

 

 

Resumo Capítulo IX – Contabilidade Nacional

Resumo Capítulo IX – Contabilidade Nacional

No sentido de se puder estudar a realidade macroeconómica é necessária a existência de uma ferramenta de análise e de quantificação da realidade para se compreenderem os fluxos existentes entre os diversos agentes económicos.

A Contabilidade Nacional surge desta forma, como uma forma de sistematizar as contas de uma nação, sendo um instrumento que permite quantificar a realidade económica.

A Contabilidade Nacional foca-se em:

Quantificar a atividade económica  do país;

Efetuar comparações no tempo e no espaço;

Prever as tendências económicas/ acontecimentos futuros;

Decidir com base em informações rigorosas e de forma fundamentada.

Conceitos necessários à Contabilidade Nacional

O critério institucional tem por base a autonomia dos agentes na tomada de decisões.

Unidade institucional e setor institucional

Uma unidade institucional é uma unidade produtiva que dispõe de poder de decisão autónomo e possui contabilidade organizada. Quando se agrega um conjunto de unidades institucionais com características e comportamentos semelhantes, obtém-se um setor institucional.

Unidade institucional – Unidade produtiva que tem poder de decisão autónomo e que tem contabilidade organizada.

Setor institucional – Representa o conjunto de unidades institucionais que utilizam o mesmo processo de fabrico ou processo semelhantes na produção dos seus produtos.

Unidades de produção homogéneas (UPH) – São as unidades produtivas que utilizam o mesmo processo de fabrico ou processos semelhantes na produção dos seus produtos.

Ramo de atividade: conjunto de todas as UPH de um produto.

Existem contudo algumas excepções como por exemplo na classificação dos setores. As famílias, embora não possuam contabilidade organizada, também se consideram um setor institucional, porque representam os destinatários dos rendimentos gerados, que, por sua vez, são utilizados em consumo.

Os setores institucionais apresentam-se da seguinte forma:

Sociedades não financeiras;

Sociedade financeiras

Administrações públicas

Famílias

Instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF).

Resto do Mundo

Unidade residente e território económico

Unidade residente – Agente que reside num determinado território há pelo menos um ano.

Território económico: Engloba os espaços terrestre aéreo, as embaixadas e enclaves militares no estrangeiro e os meios de transporte marítimos ou aéreos pertencentes a agentes residentes.

Unidade de produção homogénea (UPH) e ramo de atividade.

As unidades produtivas que utilizam, no fabrico dos seus produtos, o mesmo processo produtivo ou processos produtivos semelhantes designam-se unidades de produção homogéneas (UPH).

O conjunto de todas as UPH de um produto forma um ramo de atividade. E cada ramo de atividade apenas pode ser associado um único produto. Por seu lado, uma unidade produtiva por produzir mais do que um produto, inscrevendo-se, nesse caso, em mais do que um ramo de atividade.

Óticas do cálculo do valor da produção

A ótica do produto dá a conhecer o conjunto de bens e serviços que foram produzidos durante um certo período de tempo (geralmente, um ano).

A ótica do rendimento mostra como foram repartidos pelos diversos agentes os rendimentos, de trabalho e de capital, gerados na atividade produtiva.

A ótica da despesa apresenta o modo como foram aplicados, em consumo ou investimento, os rendimentos distribuídos.

Ótica do produto

Problema da múltipla contagem.

A ótica do produto revela o valor dos bens e serviços produzidos num país durante um determinado período. Ao contabilizarmos o valor destes bens e serviços, é necessário evitar a sua duplicação contabilística no que se refere aos consumos intermédios utilizados nos processos de fabrico.

Para evitar este problema podemos utilizar dois métodos: o método dos valores acrescentados e o método dos produtos finais.

De acordo com o método dos valores acrescentados, apenas se calcula o valor que foi efetivamente produzido, isto é aquilo que foi criado de novo no decorrer do período em análise. A esse valor chamos de valor acrescentado bruto (VAB).

VAB = Produção Total – Consumos intermédios

Produto = Somatório de todas as unidades produtivas

Segundo o método dos produtos finais, para efeitos de cálculo, só se consideram os bens de consumo final.

Assim, só são contabilizados os bens que já não vão sofrer mais transformações, ou seja, aqueles que se destinam a ser consumidos,

Por esse processo, os bens de consumo intermédio apenas são contabilizados uma vez, quando já fazem parte dos produtos finais. Esta contagem só é feita uma vez por ano.

Produto = Valor final das vendas (de todas as unidades produtivas).

 

O produto de uma nação é o valor gerado por todas as unidades institucionais, ao longo de um determinado período de tempo, representando a riqueza criada por esse país.

Podemos considerar várias classificações do produto:

  •  Produto Líquido ou Produto Bruto;
  • Produto Interno ou Produto Nacional;
  • Produto a preços base, no produtor ou de aquisição;
  • Produto a preços correntes ou Produto a preços constantes.

Produto Bruto e Produto Líquido

No decorrer do processo produtivo de qualquer bem existe um desgaste natural do capital fixo da unidade produtiva que o realiza. Os seus equipamentos e infraestruturas desatualizam-se e deterioram-se com o tempo, necessitando de ser reparados ou substituídos periodicamente. Os encargos com as reparações e substituições de capital fixo denominam-se amortizações ou consumo de capital fixo. As unidades produtivas contabilizam o consumo de capital fixo como um custo, pois, se as empresas não repusessem este consumo, veriam o seu património desvalorizado.

PB = PL + Amortizações e PL = PB – Amortizações

Produto Interno e Produto Nacional

O produto designa-se interno (I) quando é realizado em território económico nacional, por agentes nacionais ou por agentes estrangeiros residentes em território nacional há mais de um ano.

Produto Nacional, neste caso o critério é o das unidades residentes, independentemente de ter sido produzida em território nacional ou estrangeiro.

Por exemplo uma empresa francesa residente em Portugal, contribui para o Produto interno Português e os rendimentos repatriados resultantes dessa produção contribuem para o Produto Nacional da França.

A produção de uma empresa portuguesa a residir há mais de um ano na Espanha contribui para o Produto Interno Espanhol e os rendimentos repatriados resultantes dessa produção contribuem para o Produto Nacional português.

Para se calcular o valor destes agregados é necessário apurar o Saldo dos Rendimentos do Resto do Mundo (SRRM), que corresponde à diferença entre os rendimentos com proveniência do Resto do Mundo e os rendimentos enviados para o Resto do Mundo.

SRRM = Rendimentos recebidos do R.M – Rendimentos enviados para o R.M.

O saldo dos rendimentos do Resto do Mundo é incluído no Produto Nacional e deduzido no Produto Interno.

PI = PN – Saldo dos Rendimentos do Resto do Mundo

PN = PI + Saldo dos Rendimentos do Resto do Mundo

Produto a preços de base, produtos no produtor e produto a preços de aquisição

Produto a preços de base – Produto contabilizado em função dos custos relativos à produção dos bens e serviços, não incluindo o valor dos impostos sobre o s produtos líquidos de subsídios.

Produto a preços de base = Custo de Bens e serviços utilizados no processo produtivo + Remuneração dos fatores de produção + Outros impostos sobre a produção – Outros subsídios à produção.

Preços de produtor = preços base p impostos sobre os produtos excepto o IVA – subsídios aos produtos.

Produto a preços mercado = Produto a custo fatores – subsídios + impostos indiretos.

Produto a custo fatores = produto a preços mercado – impostos indiretos + subsídios.

Produto a custo de fatores – Produto calcula em função do custo da produção, não se incluindo, assim, os efeitos da intervenção do Estado na produção,

Produto a preços de mercado – Produto calcula em função do valor que o consumidor paga, incluindo-se a intervenção do Estado sob a forma de cobrança de impostos indiretos e/ ou atribuição de subsídios à produção.

Produto a preços correntes e Produto a preços constantes

Produto a preços correntes – Produto valorizado a preços nominais, isto é, aos preços que vigoram no ano a que se refere e que incluem o valor da inflação.

Produto a preços constantes – Produto contabilizado aos preços de um ano base, tomado como  referência e permite calcular a evolução real da economia retirando o efeito da inflação.

Produto a preços constantes = (Produto a preços correntes/ Índice preços) X 100

Taxa de crescimento real = (Produto a preços constantes (ano n) – Produto a preços correntes (ano n-1))/Produto a preços correntes (ano n-1) )X 100

Taxa de crescimento nominal= (Produto a preços correntes (ano n) – Produto a preços correntes (ano n-1))/Produto a preços correntes (ano n-1) )X 100

Deflacionar implica retirar o efeito da inflação.

Desta forma podemos saber o crescimento real de uma economia.

Ótica do Rendimento

Nesta ótica coloca-se evidência na forma como é feita a repartição dos rendimentos pelos diversos agentes. O valor do Produto corresponde ao total dos rendimentos gerados pelos fatores trabalho e capital.

O rendimento divide-se em duas componentes: as remunerações do trabalho (Rem.), representando os rendimentos provenientes do fator trabalho, salários e o excedente bruto de exploração que corresponde aos rendimentos provenientes do fator capital (rendas, juros e lucros)

RI = Rem + EBE = S + R + J + L

RI = PIB pm – Amort – Ti + Z = PILcf

RN = PIBpm + SRRM – Amort – Ti + Z = PNLcf

Rendimento Disponível Bruto da Nação

RDBN = PNBpm + Transferências Correntes Líquidas do Exterior.

Ótica da Despesa

As componentes que constituem a despesa são o consumo total, o investimento bruto, as exportações e as importações.

Consumo total = Consumo Privado + Consumo Público

Investimento Bruto = FBCF + Variação existências

Procura Interna = Consumo Total + Investimento Bruto

Procura Interna = C + G + FBCF + VE

Procura Global = Procura Interna + Exportações

Despesa Interna = Procura Global – Importações

DI = Consumo Total + Investimento Bruto + Exportações – Importações

DI = C + G + FBCF + VE + X -M

DI = PIBpm

DN = C+G+FBCF + VE + X-M + SRRM

DN = PIBpm + SRRM = PNBpm

Limitações da Contabilidade Nacional

A Contabilidade apresenta algumas limitações na quantificação da realidade económica.

A Contabilidade Nacional não discrimina os bens e serviços que são produzidos numa economia, apenas regista o seu valor. Neste caso é perfeitamente indiferente a produção de armas e de alimentos.

A Contabilidade Nacional não consegue contabilizar todas as atividades existentes. Em primeiro lugar existe o trabalho não remunerado, que pode ser voluntariado ou para o próprio, para efeitos da Contabilidade Nacional, só se regista o trabalho remunerado. Em segundo lugar, existem algumas actividades que não são contabilizadas, estão inseridas na economia paralela. Nesta situação, são praticadas atividades remuneradas que, no entanto, não são contabilizadas, ou porque são ilegais ou porque, embora sejam legais, não são declaradas com o objetivo de se evitar o pagamento de impostos.

Externalidade (definição): Conjunto de efeitos que a atividade produtiva exerce sobre terceiros e que podem ser de carácter benéfico(positivas) ou prejudicial (negativas).

 

 

 

 

 

 

 

Cap. XII – Economia portuguesa no contexto da União Europeia

Cap. XII – Economia portuguesa no contexto da União Europeia

Cap. XII - Economia portuguesa no contexto da União Europeia

Cap. XII – Economia portuguesa no contexto da União Europeia

Os países procuram eliminar os entraves que limitam as suas relações comerciais, aumentando a tendência para diminuição das medidas protecionistas que dificultam o processo de liberalização do comércio a nível mundial. Essas barreiras possibilitavam algumas vantagens aos países que as praticavam uma vez que permitiam arrecadar as receitas provenientes dos direitos aduaneiros. Contudo estas apresentam também desvantagens, uma vez que a abertura das economias ao exterior faz perder a possibilidade de fomentar o crescimento, de favorecer a existência de economias de escala e de aumentar a capacidade produtiva e o poder negocial.

Os benefícios associados à integração são mais vantajosos face aqueles que não se associam. É por essa razão que os países passaram a optar por se relacionar cada vez mais em sistemas de parceria, criando laços que conduzem à sua integração económica.

1 – Noção e formas de integração económica

Processo de Integração Europeu

Integração económica

Noção de Integração económica

Sistema de preferências aduaneiras: corresponde à forma mais fraca de integração económica, consistindo na concessão mútua de vantagens aduaneiras aos países membros. É o caso da Commonwealth (Comunidade Britânica).

Zona de comércio livre: é um acordo em que os países aceitam abolir entre si todos os direitos aduaneiros e restrições quantitativas ao comércio de mercadorias. No entanto, cada país mantém as suas próprias tarifas aduaneiras no que respeita ao comércio com países terceiros. É o caso da EFTA.

União aduaneira: Nesta forma de integração económica, os países aceitam abolir entre si todos os direitos aduaneiros e restrições quantitativas ao comércio de mercadorias, aplicando uma tarifa aduaneira comum no que respeita ao comércio com países terceiros.

Mercado Comum: Acrescenta às característica da união aduaneira (abolição dos direitos aduaneiros e restrições quantitativas e uma tarifa aduaneira comum) a liberdade de circulação de capitais, pessoas e serviços.

União económica: Acrescenta à características do mercado comum as políticas económicas e sociais comum dos Estados – membros.

União económica e monetária : Acrescenta às características da união económica uma moeda unifique, também, as políticas económicas, monetárias, fiscais e sociais através de órgãos supranacionais.

Integração económica total : Implica que a união económica e monetária unifique, também, as políticas económicas, monetárias, fiscais e sociais através de órgãos supranacionais.

Blocos Económicos de Integração Regional

Blocos Económicos de Integração Regional

2 – Processo de integração na Europa

  Integração Europeia tratados

O processo de integração na Europa

Após o final da 2ª GM, a Europa encontrava-se completamente destruída, pelo que era urgente e necessário o seu ressurgimento. Nessa altura, os EUA ofereceram ajuda financeira através de um pacote intitulado Plano Marshall, Em 1948, os Estados europeus fundaram a OECE – Organização Europeia de Cooperação Económica, para coordenar e administrar os capitais destinados a apoiar a reconstrução europeia.

Em 1951, foi criado um mercado comum do carvão e do aço, através do Tratado de Paris, com o objetivo de gerir em conjunto os dois bens essenciais às economias da época. Tratava-se da constituição da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), formada por seis países: Bélgica, República Federal da Alemanha, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos.

A CECA procedeu a Comunidade Económica Europeia (CEE), esta foi instituída em 1957, pelos mesmos seus países. Foi resultado do Tratado de Roma, que instituía a CEE e a Euratom – Comunidade Europeia da Energia Atómica.

A Euratom tinha como principal objetivo fomentar a utilização pacífica da energia nuclear, numa época bastante conturbada no que se referia à utilização deste tipo de energia. Vivia-se em plena Guerra Fria, com o mundo dividido entre as duas grandes potencias, EUA e URSS, e na iminência de rebentar, a qualquer momento, uma nova guerra mundial, em resultado da corrida ao armamento.

A CEE tinha como objetivos criar um mercado comum mais alargado, com livre circulação de mercadorias, serviços, pessoas e capitais e a adopção de uma pauta aduaneira comum relativamente a países terceiros, bem como a aplicação de políticas económicas e sociais comuns conducentes a uma integração económica total.

Na década de 60 do século XX, os direitos aduaneiros foram abolidos entre os seis países fundadores da CEE, tendo a união aduaneira sido concluída em 1968. Na mesma ´década, os seis países, também definiram políticas comuns para as áreas do comércio e da agricultura.

Em 1973, mais três países decidiram aderir à CEE: a Dinamarca, o Reino Unido e a Irlanda. Este alargamento trouxe a definição de mais políticas comuns: passaram a ser privilegiados aspectos sociais e, dois anos mais tarde, era criado o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Em 1981, foi a vez de a Grécia se juntar aos nove países da CEE, logo seguida por Portugal e Espanha, em 1986.

A 1 de janeiro de 1995, a Áustria, a Finlândia e a Suécia entraram na união Europeia, que passava agora a contar com quinze Estados-membros.

Em dezembro de 1997, foram iniciadas as negociações para um alargamento sem precedentes, que incluía a Bulgária, a Polónia, a Hungria, a Roménia, a Eslováquia e a República Checa, antigos países do bloco soviético, a Estónia, a Letónia e a Lituânia, Estados bálticos que haviam pertencido à União Soviética, os países mediterrâneos Chipre e Malta e a Eslovénia, uma das repúblicas da antiga Jugoslávia. Esta adesão concretizou-se em duas fases: na primeira fase, ocorrida em 1 de maio de 2004, aderiram à UE dez dos doze países; na segunda fase, a 1 de janeiro de 2007, entraram a Bulgária e a Roménia.

 

Fundos Comunitários

Fundos de Coesão Económica e Social

São fundos comunitários que visam uma aproximação entre os países menos desenvolvidos e os mais desenvolvidos da União Europeia.

Temos por exemplo o FEDER e o FSE

Fundos Estruturais revertem a favor da criação de infraestruturas, pontes, estradas, etc.

Temos os fundos estruturais como o FEOGA com apoio do Banco Europeu e mecanismos financeiros.

Tratados

Tratado da União

Pilares da União Europeia :

Os três pilares da UE

I Pilar – Pilar comunitário (CECA, CEEA e CE)

II Pilar – Política Externa e de Segurança Comum (PESC)

III Pilar – Cooperação no domínio da Justiça e dos Assuntos Internos ( CJAI).

Tratado de Paris

Tratado de Roma

Ato Único Europeu

Espaço Shengen

Tratado da União Europeia 

Consagrou um novo objetivo para as Comunidades Europeias: a União Económica e Monetária (UEM). Esta foi a principal inovação do Tratado de Maastricht. A UEM deveria ser alcançada gradualmente (em 3 fases), conduzindo à adoção de uma moeda única em 1 de Janeiro de 1999.

Critérios de convergência

Área do euro

Vantagens e Desvantagens da moeda única, Euro.

A cidadania europeia, sendo os cidadãos europeus aqueles que têm nacionalidade de um Estado-Membro. De acordo com a cidadania europeia:

Qualquer cidadão da União goza o direito de circular e permanecer livremente no território dos Estados-membros.

O cidadão residente num Estado-membro que não seja o da sua residência goza do direito de eleger e ser eleito nas eleições municipais e nas eleições  para o Parlamento Europeu no Estado membro de residência, nas eleições municipais e nas mesmas condições que os nacionais desse Estado.

Qualquer cidadão da UE beneficia, em territórios de países terceiros, de proteção diplomática e consular por parte das autoridades diplomáticas e consulares de qualquer Estado- membro, caso o Estado de que é nacional aí não se encontre representado.

Pacto de Estabilidade e Crescimento

Papel do Banco Central Europeu

Tratado de Amesterdão

Tratado de Nice 

Principal função preparar a Europa para o grande alargamento.

Tratado de Lisboa:

Em 13 de Dezembro de 2007, foi assinado, na cidade de Lisboa, o Tratado que altera, sem os substituir, os Tratados da União Europeia e da Comunidade Europeia.

O Tratado de Lisboa, para entrar em vigor, teve de ser ratificado pelos 27 Estados-membros, apenas tendo a Irlanda submetido o mesmo a um referendo.

3 –  Desafios da União Europeia na atualidade

Alargamento da União Europeia desafios

Alargamento da União Europeia – desafios

  • Desafios
  • Para a União Europeia

Maior diversidade (maior nº de países com culturas distintas)

Empobrecimento geral (em média a Europa fica mais pobre, os novos países aderentes são mais pobres em relação à média comunitária).

Adaptação das políticas e instituições – Existe um desafio institucional, financeiro, das políticas comuns e ao nível político, por os recentes alargamentos trouxeram novos problemas.

  • Para Portugal

Vencer as vantagens competitivas dos novos países da UE. Portugal precisa de melhorar na questão da competitividade, tem que apostar numa ótica de melhoria do valor acrescentado, criação de valor. Mais formação, investigação e Desenvolvimento.

4 – Portugal no contexto da União Europeia

Economia portuguesa no contexto da União Europeia

Consequências para Portugal do alargamento europeu

Consequências para Portugal do Alargamento da UE

Desafios que Portugal tem de ultrapassar para ter crescimento e desenvolvimento

Portugal no contexto da União Europeia

Os sucessivos da União a 28  países. Em 1995 eram apenas 15 países. Portugal ficou um país ainda mais periférico, aumentou o fosso em termos económicos e políticos.

Entretanto, estas ameaças do alargamento devem ser transformadas em oportunidades de crescimento para Portugal, que deve apostar na melhoria da sua produtividade, em manter estáveis as contas públicas, no crescimento do tecido empresarial e na formação dos seus recursos humanos.

Portugal lida com problemas de natureza social como o desemprego e o envelhecimento da população, estão a trazer sérios problemas para a manutenção da população activa e a forma como vão ser financiadas as políticas de Segurança Social no futuro; por outro, verifica-se um empobrecimento da população, que, devido à actual crise económica, tem tendência a agravar-se.

Com a entrada na União Europeia de novos países na sua maioria da Europa de Leste e Sul, o nosso país também sofreu um drástico corte nos apoios comunitários, nomeadamente nas áreas da agricultura e pescas.

É urgente promover a produtividade e eficiência de Portugal:

  1. Criando condições para atrais investimento estrangeiro, através da aplicação de reformas fiscais e laborais, da desburocratização dos processos administrativos e de melhorias ao nível da justiça.
  2. Apoiando a formação dos cidadãos numa perspectiva de longo prazo (formação para a vida), para melhorar a produtividade e, simultaneamente, combater o desemprego.
  3. Reforçando a investigação e desenvolvimento nas áreas que podem permitir o aumento da competitividade, o surgimento de novas oportunidades de negócio e o desenvolvimento de projectos de maior valor acrescentado.
5 – Conceitos relacionados
6 – Exercícios saídos em Exames
7 – Exercícios de revisão
8 – Cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos internos.

9 – Sites relacionados

10 – Figuras históricas da UE

11 – conteúdos pedagógicos

Capitulo 11 – Funções e organização do Estado

Capitulo 11 – Funções e organização do Estado

Funções e organização do Estado

Funções e organização do Estado

Funções e organização do Estado

Consideramos Estado uma entidade dotada de soberania, composta por uma comunidade com uma estrutura organizada num determinado território.

O conceito de Estado engloba 3 elementos fundamentais: o povo, o território e a soberania.

Povo: conjunto de pessoas que são unidas pelo vinculo de nacionalidade ou cidadania

Território: considera-se o espaço geográfico sob o poder do Estado, inclui o solo e subsolo terrestres e os espaços aéreo e marítimo

Soberania: considera-se o poder supremo do Estado sobre o povo e o território.

Ao Estado são tradicionalmente atribuídas 3 funções:

Legislativa: consiste na elaboração das leis

Executiva: consiste na execução das leis pondo-as em prática

Judicial: ocupa-se da resolução de conflitos

Podemos acrescentar uma 4ª função política.

O Estado na atualidade tem também em consideração a satisfação dos interesses coletivos. Desta forma o Estado tem 2 áreas fundamentais de intervenção, a social e a económica.

Na sua função social: O Estado procura garantir o bem-estar de todos os indivíduos, dando importância aos mais desfavorecidos, fornecendo os serviços essenciais, como a saúde ou a educação, e concedendo subsídios.

Função económica: atua como dinamizador ou regulador da atividade económica da nação.

Os poderes e competências do estado são atribuidos aos seus órgãos de soberania. De acordo com o artigo 110º da Consituição da República, os órgãos de soberania que exercem as funções legislativa, executiva, judicial e politica são:

  • o Presidente da República;
  • a Assembleia da República
  • o Governo
  • os Tribunais

Segundo o artigo 118º da CRP, que define o princípio da renovação, ninguém pode exercer a título vitalício qualquer cargo político. O artigo 123º da mesma Constituição define um limite máximo de 2 mandatos no que se refere à reelegibilidade dos órgãos de soberania, Por outro lado, o artigo 111º menciona a necessidade de separação de poderes e interdependência.

Sector Público

O Sector publico é  que trata dos assuntos de interesse geral do pais, tendo como objetivo a máxima satisfação das necessidades coletivas sem ter fins lucrativos.

O Estado desenvolve essencialmente dois tipos de tarefas.

As atividades clássicas relacionadas com a satisfação das necessidades coletivas como a justiça, a segurança, saúde e educação e as atividades de produção de bens e serviços que se equipara ao sector produtivo privado.

Desta forma o sector público decompõe-se em dois.

O Setor Público Administrativo (SPA) e o Sector Empresarial do Estado (SEE).

O Sector Público Administrativo ou Administração Pública trata os assuntos de interesse geral do país, visando a máxima satisfação das necessidades coletivas e não tendo fins lucrativos. O SPA procede à redistribuição do rendimento através da utilização dos impostos, taxas e contribuições obrigatórias entregues pelos cidadãos. Neste sector incluímos a Administração Central com os ministérios e as direções gerais, a Administração Local autarquias e a Segurança Social

O Sector Empresarial do Estado é o sector produtivo do Estado, engloba as empresas por ele detidas total ou maioritariamente.

Após o 25 de Abril de 1974, deu-se um processo maciço de nacionalizações. A partir de 1978, o processo começou a inverter-se e algumas empresas que haviam sido nacionalizadas foram, então, devolvidas aos donos. Por outro lado, enquanto se preparava a revisão constitucional de 1989, o Estado foi privatizando até 49% do capital de algumas empresas públicas, sendo o limite máximo permitido até então.

Depois da revisão da Constituição em 1989 passou a ser possível fazer privatizações a 100% do capital. Presentemente, a tendência é de se reduzir a intervenção do Estado e do seu setor empresarial.

A Intervenção do Estado na atividade económica

Estado Liberal e Estado Intervencionista

Estado Liberal

 

O conceito de Estado liberal surge no século XVIII após as revoluções liberais ocorridas na Europa em França e Inglaterra. O liberalismo assentava em pressupostos como a propriedade privada, redução do poder político, ordem espontânea, igualdade perante a lei e funcionamento livre do mercado.

 

Este tipo de Estado – “Estado Liberal” entrou em crise no final do século XIX. Viu-se agravada a sua situação com a 1ª GM e a Grande Depressão de 1929. O mecanismo de mercado não conseguia resolver todos os problemas através da autorregulação. A crise económica, originada nos EUA devido a um excesso de produção, que os produtores não conseguiam escoar o excesso de produção, o que provocou um grande volume de desemprego. John M. Keynes, economista, defende como resposta à crise que o Estado deveria alargar a sua intervenção a determinadas áreas de cariz social. Defende também que o investimento efetuado pelo Estado poderia contribuir para criar emprego e, assim, gerar mais rendimento.

 

Estado Intervencionista

No período que se segui à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Estado passou a ter um papel muito mais interventivo na vida dos cidadãos. Desta maneira, começou a nacionalização de vários sectores fulcrais da economia, nomeadamente, os sectores relacionados com bens essenciais para a sociedade, como a eletricidade, o gás ou o carvão.

O Estado passou a assumir a responsabilidade de garantir melhores condições sociais aos indivíduos, em partículas ao mais carenciados, criando o sistema de Segurança Social e a implementar a redistribuição dos rendimentos do país. Para promover a justiça social, o Estado começou a atribuir subsídios aos cidadãos que, por exemplo, padecessem de uma doença ou que se encontrassem desempregados. Surge, desta forma, o conceito de Estado-providência, em que o Estado assume um papel protetor perante os cidadãos, garantindo condições de vida condignas.

Funções económicas e sociais do Estado

Funções económicas e sociais do estado – visam garantir:

  1. Eficiência
  2. equidade
  3. estabilidade

 

1. Eficiência– levar os agentes económicos a efectuar escolhas racionais e eficientes, que permitam elevado grau de satisfação a baixo custo.

MAS… existem FALHAS DE MERCADO…

Ô

a. concorrência imperfeita – impedir a formação de monopólios

b. externaliades – negativa -Ex: poluição; positiva (descobertas)

c. bens públicos – não rivalidade; não exclusividade. Ex: defesa nacional.

 

2. Equidade – A repartição primária dos rendimentos gera desigualdades económicas e sociais. Face a isto, o Estado deve:

garantir equidade, isto é: proceder à redistribuição dos rendimentos.

Ex: dar subsídios aos mais carenciados. Rendimento Social de Inserção, pensões de reforma, invalidez.

 

3. Estabilidade – o Estado deve intervir na economia de forma a prevenir situações de instabilidade ou a minimizar os seus efeitos sobre a vida eco e social. Ex: subsídios de desemprego, medidas de combate à inflação…

INSTRUMENTOS DE INTERVENÇÃO ECONÓMICA E SOCIAL DO ESTADO

 

1- Planeamento – fixa objetivos que pretende alcançar a curto, médio e longo prazo.

– Imperativo – sector público

– Indicativo – sector privado

 

Orçamento de Estado – documento elaborado anualmente pelo Governo onde se preveem as receitas e as despesas a efetuar pelo Estado, de acordo com os objetivos eco e socais fixados.

 

Despesas públicas – despesas efetuadas pelo Estado.

– Classificação de acordo com o critério funcional: despesas com:

 

– Funções gerais de soberania (Serviços Gerais da AP, Defesa Nacional, Segurança e Ordem Públicas)

         – Funções sociais – educação, saúde, …

         – Funções económicas – agricultura, indústria, transportes, …

 

As despesas públicas podem ser correntes ou de capital. As despesas correntes são aquelas que garantem o normal funcionamento da Administração Pública, como os vencimentos dos funcionários públicos, todos os bens de consumo utilizados habitualmente pela Administração Pública, etc.

        

Receitas públicas – podem ter várias origens:

         – Receitas coativas: impostos, taxas, multas

                   Impostos – diretos (IRS, IRC…) / indiretos (IVA, IA, ISP)

 

– Receitas patrimoniais: rendimentos gerados pelo património de que o Estado é proprietário

 

         – Receitas creditícias (empréstimos): dívida pública

 

 

Receitas/Despesas – classificação de acordo com o critério económico:

 

         – Receitas correntes – ex: impostos, taxas e multas

– Receitas de capital – podem não se repetir no ano seguinte. Ex: privatizações, venda de património do Estado, empréstimos…

O Banco de Portugal classifica as receitas públicas segundo um critério económico equivalente à classificação das despesas. Consideram-se os impostos, taxas e outras contribuições pagas pelos cidadãos como receitas correntes e integra a venda de património, bens de capital, aplicação da poupança ou a obtenção de empréstimos na categoria das receitas de capital.

 

         – despesas correntes – encargos permanentes do Estado no desempenho das suas funções ao longo do ano. Ex: vencimentos c/ funcionários.

         – despesas de capital – encargos assumidos num determinado ano mas cujos efeitos podem prolongar-se em anos seguintes. Ex: construção de pontes, aquisição de capital fixo,…

 

 

Saldo orçamental – diferença entre o total das receitas correntes e o total das despesas correntes.

 

         – défice orçamental corrente – empréstimos – dívida pública (dependendo dos financiadores, pode ser interna ou externa).

         – superavite orçamental corrente

 

Significado do saldo orçamental:

         – Através das receitas o Estado intervém nas esferas eco e social quando:

                   – aumenta ou diminui os impostos directos ou indirectos

         – Através das despesas o Estado intervém nas esferas eco e social quando:

                  – aumenta os salários dos funcionários públicos ou contrata mais

                   – aumenta a despesa do Estado em bens de consumo

                   – aumenta as transferências para as famílias

                   – aumenta as despesas de capital

 

Conclusão: o saldo orçamental é indicador utilizado na análise da situação económica de um país…

As políticas económicas e sociais do Estado português

As políticas económicas e sociais do Estado português

As políticas económicas e sociais do Estado português

Uma das medidas de caracter estrutural que o Estado português tem vindo a aplicar, desde a adoção da moeda única, é a consolidação orçamental, procurando a contenção do défice excessivo que vinha assolar o país. Outra medida desenvolvida prende-se com o reforço da sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas, particularmente devido ao contexto de envelhecimento populacional que o país vive.

O país tem lançado vários programas com o objetivo de melhorar áreas que necessitam de intervenção, como por exemplo, o Programa Nacional de Ação para a Inclusão juntamento com as Grandes Opções do Plano 2005-2009.

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Saber mais – dívida pública

Resumo

Dados acerca da dívida pública – Pordata

Questões de revisão 

 

Cap 10 – As relações económicas com o resto do mundo

Cap 10 – As relações económicas com o resto do mundo

As relações económicas com o resto do mundo

As relações económicas com o resto do mundo

As relações económicas com o resto do mundo

Relações Internacionais

Relações Económicas com o resto do mundo

Divisão internacional do trabalho

Comércio internacional

Balança de Pagamentos

Balança de Pagamentos

É o mapa onde se registam todas as transações económicas operadas entre um país e o Resto do Mundo. Este registo é feito sob a forma de um sistema de contas, em equilíbrio permanente, de modo a permitir que a Balança de Pagamentos esteja sempre com saldo igual a zero.

A Balança de Pagamentos decompõe-se em 3:

Balança Corrente

Balança de Capital

Balança Financeira

Inclui ainda uma rubrica chamada erros e omissões para registar as divergências nos fluxos resultantes da diferença de conceitos e de fontes de informação.

No caso português todas as transações ocorridas entre Portugal e o Resto do Mundo são registadas na Balança de Pagamentos.

Balança Corrente

A Balança Corrente compreende todas as transações correntes efetuadas entre agentes residentes e não residentes no âmbito do comércio internacional. Esta balança engloba os fluxos que se estabelecem entre diferentes países relativos a pagamentos e recebimentos de de transações com mercadorias, serviços, rendimentos e transferências correntes, decompondo-se, assim em quatro balanças.

Balança de Mercadorias

Balança de Serviços

Balança de Rendimentos

Balança de Transferências Correntes

 

Balança de Mercadorias ou comercial

(Importações versus Exportações)

A Balança Comercial engloba as transações de mercadorias entre os agentes de um país e o Resto do Mundo. Nesta balança são registadas as importações, as entradas de mercadorias que correspondem a uma saída de moeda, e as exportações, as saídas de bens que dão origem a uma entrada de moeda.

Tipos de saldo da Balança: Superavitária, Nula e Deficitária.

 

No caso português, o saldo da Balança Comercial revela-se negativo e tem um forte impacto no saldo da Balança Corrente, constituindo assim o principal motivo do défice desta balança.

Alguns indicadores associados à Balança de Mercadorias ou comercial

 

Taxa de cobertura

A taxa de cobertura diz respeito à percentagem de importações que são pagas pelas exportações. A taxa de cobertura permite calcular o peso das exportações sobre as importações. Esta percentagem quando é inferior a 100 significa que o valor das exportações não é suficiente para cobrir as importações, quando o valor é igual a 100 significa que o valor das exportações coincide com o valor das importações. Quando o valor é superior a 100, significa que o valor das exportações é superior ao valor das importações.

Taxa de cobertura = (Exportações/ Importações) X 100

Tipos de saldo da Balança:

Superavitária, Taxa de cobertura> 100

Nula taxa de cobertura = 100

Deficitária Taxa de cobertura <100.

 

Estrutura da Balança Comercial

A estrutura da Balança Comercial é um importante indicador do nível de desenvolvimento de um país. O tipo de bens que cada economia exporta e importa do Resto do Mundo revela a natureza das suas relações comerciais que esse país estabelece com o exterior. O nível de tecnologia incorporada nos produtos exportados e importados está diretamente relacionado com o valor acrescentado que o pais consegue criar, na medida em que os bens que sofrem menos transformações geram um valor acrescentado menor relativamente aqueles que requerem muita tecnologia. Desta forma, um país que exporte bens com elevado nível tecnológico consegue obter um rendimento superior ao de outro país que envolva menos tecnologia.

Desigualdade dos termos de troca.

Países com produções mais tecnológicas têm mais valor acrescentado.

Países com produções com menos tecnologia incorporada têm menor valor acrescentado.

 

 

 

Grau de abertura ao exterior

O grau de abertura ao exterior é um indicador que nos dá o peso do comércio externo numa determinada economia.

Calculamos este indicador determinando a percentagem do valor das exportações e das importações no total do PIBpm.

Grau de abertura ao exterior = (Exportações + Importações) / PIBpm X 100

Um país com uma grande abertura ao exterior tem valores de importações e de exportações com maior peso face ao valor do seu PIB.

Taxa de câmbio – divisas

Sabemos que, quando pretendemos efetuar um pagamento num país fora da área do Euro, necessitamos de trocar euros pela moeda do país em causa. O processo de troca de uma moeda por outra denomina-se câmbio. Quando falamos no comércio internacional,

Uma desvalorização monetária torna as nossas exportações mais baratas face ao exterior e desta forma são mais competitivas, tendem a aumentar. Por outro lado, a importações tornam-se mais caras e tendem a diminuir. Existe assim um maior equilíbrio na balança comercial. A economia portuguesa não pode recorrer a este processo uma vez que está na zona Euro e ao Banco Central Europeu não permite que Portugal unilateralmente oscile o câmbio da sua moeda.

Portugal antes de aderir à moeda única em alguns casos optava pela política de desvalorização da sua moeda para tornar as suas exportações mais atrativas.

As variações cambiais influenciam as trocas comerciais porque têm repercussões nos preços dos bens transacionados

Uma valorização monetária tem impacto negativo na Balança Comercial porque as exportações diminuem e as importações aumentam.

Taxa de câmbio é o valor pelo qual se troca uma moeda de um país por uma outra estrangeira.

Balança de Serviços

A Balança de serviços engloba as transações associadas à prestação de serviços entre residentes e não residentes. Esta balança engloba os serviços, como as viagens e turismo, os transportes, seguros, direitos de utilização como os direitos de autor, serviços de intermediação financeira, comunicações, informática, etc.

A Balança de serviços portuguesa tem apresentado saldos positivos, essencialmente devido à rubrica de viagens e turismo que muito tem contribuído para atenuar os saldos deficitários que a Balança Comercial provoca na Balança Corrente.

 

Balança de Rendimentos

A Balança de Rendimentos inclui dois tipos de rendimentos:

De trabalho e de investimento

Rendimentos de trabalho: incluem os salários e outros benefícios recebidos pelo trabalho prestado num país por indivíduos não residentes a agentes residentes.

Rendimentos de investimento, são resultantes da propriedade de ativos financeiros externos ou da emissão de passivos financeiros detidos por não residentes. Esta rubrica compreende os rendimentos de investimento direto, de investimento de carteira e de outro investimento.

Rendimentos de investimento:

Investimento direto

Investimento de carteira

Outros investimentos

A Balança de Rendimentos é uma das balanças que tem apresentado saldo negativos que, embora sejam de valor inferior aos saldos da Balança Comercial, têm contribuído para o saldo negativo da Balança Corrente.

 

Balança de Transferências Correntes

Esta balança inclui os valores correspondentes a transferências unilaterais, ou seja, mudanças de propriedade sem contrapartida, de natureza corrente, como as remessas de emigrantes e imigrantes, as transferências da União Europeia, os fluxos relativos à cooperação entre Estados ou as pensões de emigrantes que regressaram ao seu país de origem.

Neste campo Portugal também não tem sido beneficiado. Com o alargamento Europeu de 2004 em diante imensos países aderiram à União Europeia e em consequência Portugal viu reduzidos os fundos comunitários que recebia até à altura porque muitos destes países são mais carenciados relativamente ao nosso país beneficiando dos fundos de coesão.

Na questão das remessas de emigrantes Portugal é dos países da União Europeia onde mais transferências são recebidas por esta via.

Balança de Capital

A Balança de capital compreende as operações entre agentes residentes e agentes não residentes num país, relativas a fluxos de capital unilaterais que não exigem um pagamento futuro como contrapartida ou fluxos de capital referentes a transações de artigos não produzidos, não financeiros.

Transferências de capitais: transações que envolvem a transferência de propriedade de certos ativos sem que exista uma contrapartida, como alguns fundos provenientes da União Europeia ou o perdão de dívidas.

Aquisições ou cedências de ativos não produzidos, não financeiros: compra ou venda de ativos intangíveis (patentes, marcas, copyrights, franchises) e outras transações de ativos tangíveis (aquisição de terrenos ou habitações por parte de embaixadas e instituições internacionais).

 

Saldo da Balança Corrente + Balança de Capital

Saldo negativo, existe necessidade líquida de financiamento externo

Saldo positivo, capacidade líquida de financiamento externo.

No caso português a situação é tendencialmente negativo pelo que o nosso tem necessidade líquida de financiamento externo.

 

 

Balança Financeira inclui as transações entre residentes e não residentes relativas à mudança de propriedade de ativos e passivos financeiros do exterior.

Nesta Balança incluímos

Investimento Direto: Investimento de agentes de um país sobre empresas de outros países. Desta forma registamos a crédito o investimento direto do exterior em Portugal como a aquisição ou criação de empresas no nosso país por parte de agentes não residentes e inscrevem a débito os fluxos referentes ao investimento de Portugal no exterior, com a compra ou criação de empresas no Resto do Mundo.

Por ex: Um empresário francês que investe numa empresa em Portugal é considerado um IDE e é registado a crédito na Balança financeira Portuguesa por seu lado é registado a débito na Balança financeira Francesa.

No caso português temos nos últimos anos tido uma quebra no investimento direto porque existem menos empresários estrangeiros disponíveis para investir no nosso país, em parte fruto da crise económica que abalou a nossa economia nos últimos anos.

E ainda tem existido uma fuga de capitais portugueses que procuram melhores oportunidades em mercados estrangeiros fazendo IDE noutros países.

Investimento de carteira: esta rubrica abrange as transações com não residentes em ações e outras participações e em títulos de dívida. Incluímos os fluxos relativos às transações de produtos financeiros efetuadas entre agentes residentes e não residentes, como, por exemplo, a aquisição, por parte de não residentes, de valores mobiliários (ações, obrigações) na bolsa de valores portuguesa ou quando os agentes residentes adquirem produtos financeiros nas bolsas de valores do Resto do Mundo.

A Bolsa de valores tem importância para definir até que ponto a nossa economia consegue atrair investidores internacionais. Por outro lado existem investidores nacionais que colocam o seu capital fora de Portugal investindo em bolsas estrangeiras.

Derivados financeiros: englobam as transações entre residentes e não residentes de derivados financeiros, como os futuros ou as opções de compra e venda. Estes produtos financeiros permitem antecipar o preço dos ativos a comprar ou a vender no futuro, mediante um determinado pagamento.

Outro Investimentos: nesta rubrica registam-se todas as transações financeiras efetuadas entre os agentes de vários países não abrangidas pelas restantes categorias.

Ativos de reserva: Esta rubrica serve para registar as transações em moeda estrangeira efetuadas pelas autoridades monetárias, com o Banco de Portugal. Para serem considerados ativos de reserva têm de ser relativos a não residentes da área do Euro e têm de ser expresso em moedas de países de fora desta área.

 

Balança Financeira

Componentes de Balança de Pagamentos

Composição

Balança Corrente

Balança de transferências correntes

Balança de transferências unilaterais

Balança de serviços

Balança de Rendimentos

Síntese das componentes da Balança de Pagamentos

Protecionismo

Livre Cambismo

Organização Mundial do Comércio

Políticas Comerciais, organização do Comércio Mundial

Exercícios de revisão 1

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

contabilidade nacional

 

Objectivos da Contabilidade Nacional

Unidade institucional e sectores institucionais

 Contabilidade Nacional definição:

A Contabilidade Nacional representa o conjunto de operações que permitem apurar o valor do património gerado por um país.

A Contabilidade Nacional é uma representação simplificada e numérica de todas as operações económicas realizadas durante um ano no interior de uma economia ou entre esta e o Resto do Mundo. Ela permite fazer comparações no tempo e no espaço e constitui um instrumento insubstituível de previsão económica.”

Jean-Yves Capul e Olivier Garnier, Dicionário de Economia e de Ciências Sociais

A contabilidade nacional resulta da necessidade de quantificação da atividade económica desenvolvida por todos os agentes económicos. Para tal é necessário usar um conjunto de contas articuladas que pretendem representar e quantificar todas as atividades económicas de um país realizadas durante um período de tempo, que normalmente é de um ano. A todo este conjunto articulado de contas chamamos, Contabilidade Nacional.

Foi a partir de final da Segunda Guerra Mundial que as técnicas de Contabilidade Nacional sofreram um impulso muito grande, tornando-se cada vez mais completas e coerentes.

Importância da Contabilidade Nacional

Na atual sociedade existe uma importância cada vez maior da gestão da informação. Dai a necessidade da existência de um sistema que, quantifique os fluxos de natureza económica.

A Contabilidade Nacional permite:

  1.  medir a atividade económica: que é realizada num país durante um determinado período de tempo (um ano por norma), que nos fornece os valores para indicadores como o consumo, a produção, o rendimento, o investimento, etc.
  2. fazer previsões de caráter económico: dessa forma, viabilizar a tomada de decisões para evitar ou minimizar crises económicas;
  3. tomar decisões económicas mais fundamentadas: porque permite prever, com uma razoável probabilidade, as consequências, nos diversos indicadores, da manipulação do instrumentos de política económica (por exemplo consequência de um aumento de impostos no nível de emprego);
  4. Efetuar comparações no tempo e no espaço (no mesmo país em diversos momentos ou entre países diferentes).

Questões de revisão

Definições  

Contabilidade Nacional

Definições Contabilidade Nacional

Contabilidade Nacional: Conjunto de operações que permitem apurar o valor do património gerado por um país.

Deflacionar: anular o efeito da inflação.

Economia Paralela: Engloba atividades que não são declaradas ao Estado, por serem ilegais ou, sendo legais, por se pretender fugir ao pagamento de impostos. Também se designa economia informal ou subterrânea.

Excedente Bruto de Exploração: Componente do Rendimento Interno que corresponde aos rendimentos do fator capital (rendas, juros, lucros).

Refere-se a rendimentos do fator capital.

Rendas – remuneração referente à posse de imóveis

Lucros – remuneração do capital afeto a investimentos

Juros – remuneração do capital gerado devido à posse pelo agente económico.

Diferença entre custo fatores e preços de mercado.

Externalidades: Conjunto de efeitos que a atividade produtiva exerce sobre terceiros e que podem ser de carácter benéfico (positivas) ou prejudicial (negativas).

Por exemplo a existência de poluição numa cidade é uma externalidade negativa contudo esta não medida na contabilidade nacional.

No caso de países como a China que têm grandes níveis de crescimento do PIB não se considera os efeitos nefastos dos grandes níveis poluição e o seu impacto na saúde pública.

É uma das limitações da Contabilidade Nacional a não implicação das externalidades que não  é medido o seu impacto na economia,

A descoberta de uma cura de uma doença não é medido o seu efeito na economia, apenas é medido o valor de venda dos medicamentos.

Ótica da despesa: forma de cálculo do valor da produção de um país, tendo em conta o destino que é dado aos rendimentos (consumo ou investimento).

PIBpm = Consumo + Gastos públicos + Investimento (FBCF + VE) +X (exportações) – M(importações)

FBCF – formação bruta de capital fixo é o investimento em bens duráveis, por ex: um carro,

Ótica do produto: forma de cálculo do valor da produção de um país, possibilitando averiguar o contributo de cada ramo.

Valor da produção pela ótica do produto = Somatório VAB (valores acrescentados brutos)  ou Valor final de produção.

Ótica do rendimento: forma de cálculo do valor da produção de um país, revelando a forma como são gerados os rendimentos dos agentes (salários, rendas, juros e lucros).

Problema da múltipla contagem: Problema resultante da possibilidade de se contabilizar mais do que uma vez o valor dos consumos intermédios. Este problema pode ser ultrapassado através do Método dos valores acrescentados, que calcula o Produto somando-se os valores acrescentados de todas as unidades produtivas, ou do Método dos produtos finais, que apenas considera o valor das vendas dos produtos de consumo final.

Produção de uma lata de atum

Lata vazia ……. custou 0,15€

Lata com atum ….. custo 0,40€

O valor final na loja custa 1,00€

O que acontece é que não podemos somar todos os valores porque existem valores incorporados uns nos outros, por exemplo a lata com atum já inclui a lata vazia.

Para evitar este problema recorremos aos valores acrescentados.

Lata vazia representa um valor acrescentado de 0,15€

A lata com atum 0,40€ -0,15€ tem um valor acrescentado de 0,25€

O valor do hipermercado 1,00€ -0,40€ = 0,60€ tem um valor acrescentado de 0,60€.

Se somarmos todos os valores acrescentados 0,15€ + 0,25€ + 0,60€ = 1,00€ que é igual ao valor final.

O valor final é igual à soma dos valores acrescentados.

Procura Global: Corresponde aos encargos suportados pelas unidades produtivas com a produção de bens e serviços para residentes e não residentes.

Procura Interna = Consumo + Investimento + Gastos públicos

Procura externa = Exportações

Procura Interna: representa o total das despesas com a produção de bens e serviços para residentes.

Produto: Valor que é gerado pelo conjunto de todas as unidades institucionais de um país ao longo de um certo período de tempo (usualmente um ano).

Produto Bruto e Produto Líquido

Com o decorrer do tempo os bens imobilizados corpóreos perdem o seu valor, por exemplo um carro. Na economia isto implicava que as empresas  desvalorizassem. Então, temos as amortizações que vão calcular este custo de depreciação dos bens e desta forma podemos juntar este valor para não desvalorizar a riqueza.

Produto Liquido = Produto Bruto – Amortizações

Produto Bruto = Produto Líquido + Amortizações

 

Objetivos da Contabilidade Nacional

Principiais objectivos da Contabilidade Nacional

  • Descrever quantitativamente a actividade económica;
  • Constituir uma base informativa para a política económica;
  • Medir, através dos seus agregados, o bem-estar da população.

 

Ver também:

Setores institucionais;

Território Económico;

Unidade Residente;

Ramos de atividade;

Óticas de cálculo do produto;

Ótica do produto

Ótica do rendimento;

Ótica da despesa;

Produto a preços correntes e a preços constantes;

Preços a preços de mercado e a custo de fatores;

Produto Interno e Produto Nacional;

Produto Líquido e Produto Bruto;

Contas nacionais portuguesas;

Produto fórmulas

Produto fórmulas

Produto Método dos Produtos Finais e método dos valores acrescentados;

Limitações da Contabilidade Nacional;

Outros capítulos Economia 11º ano

Ótica da produção:

Valor dos bens e serviços finais criados dentro do território nacional, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = SVABramos + Impostos indirectos líquidos de subsídios (sobre produtos e importação)

Ótica da despesa

Conjunto das utilizações de bens e serviços finais realizadas no território nacional, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = C + I + G + X – Q

Consumo + Investimento + Gastos públicos + exportações – importações

Investimento: FBCF + V existências

FBCF é o investimento em bens duradouros, computadores, carros, edifícios, etc.

Variação de existências = Diferença de valor de mercadoria em inventário entre 1 Janeiro e 31 de Dezembro.

O valor da produção de um país é igual à soma dos gastos efectuados pelos agentes económicos desse país.

Desta forma permite saber como foi utilizada a produção em consumo e investimento.

Consumo privado – todos os gastos realizados pelas famílias na satisfação das suas necessidades.

Consumo público – todos os gastos realizados pelo Estado na satisfação das necessidades colectivas e da população e no funcionamento da Administração Pública.

Ótica do rendimento

Valor do conjunto dos rendimentos brutos gerados no território económico nacional pelos sectores institucionais, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = Remun + EBE + Impostos indirectos líquidos de subsídios (sobre produção, produtos e importação).

Rendimento Disponível Bruto / Poupança Bruta

Rendimento que cada sector institucional e a Nação como um todo dispõem para afectar a consumo e a poupança.

RDBN = PNBpm + Transf. CorrentesLíquidas Exterior

 

Transf. Correntes versus Transf. Capital

PNBpm versus PIBpm: PNBpm = PIBpm + RLE

 

SBN = RDBN – CFN

 

Poupança bruta da nação calculada de forma residual

CFN = C + G

SBN: recursos da Nação disponíveis para financiar as Operações de Capital

Formação Bruta de Capital

Aquisições Líquidas de Cessões de Ativos Não Financeiros Não Produzidos (ao Resto do Mundo)

 

Cap./Nec. FinanciamentoNação = SBN + Transf. Capital Líquidas do Exterior – Operações de Capital

 

Se > 0, existe capacidade de financiamento

Se < 0, existe necessidade de financiamento

Óticas

A Contabilização da atividade económica

A Contabilização da atividade económica

A Contabilização da atividade económica

A Contabilização da atividade económica

A Contabilização da atividade económica

Os agentes económicos e o circuito económico

1. O circuito económico

A atividade económica corresponde a um conjunto de operações realizadas pelos agentes económicos que têm como objetivo criar bens e serviços suscetiveis de satisfazer as necessidades.

Assim a atividade económica

Produção — Distribuição — Repartição dos rendimentos(salários,rendas,juros,lucros)—utilização dos rendimentos(consumo,poupança).

Os agentes económicos são todas as entidades individuais ou coletivas que desempenham uma função na atividade económica.

Tipo de Agentes Económicos

Tipo de agentes económicos

Tipo de agentes económicos

Os agentes económicos

Famílias: incluem todos os agregados familiares de um país. As famílias constituem um agente económico porque representam uma função económica, o consumo.

Empresas – São os agentes económicos que se dedicam à produção de bens e serviços. Dividem em dois tipos diferentes:

Empresas não financeiras: são aquelas que produzem os bens e serviços não financeiros (por exemplo: um ginásio, um restaurante, etc.)

Empresas financeiras: são aquelas que comercializam produtos financeiros, como por exemplo os bancos ou as seguradoras.

Estado: neste agente incluímos a Administração Pública, esta tem como principal função promover a satisfação das necessidades coletivas. O Estado intervém na economia através da redistribuição dos rendimentos e do fornecimento de serviços, como a educação ou a saúde, de modo a satisfazer as necessidades da população.

Resto do Mundo: englobam-se todas as operações efetuadas entre um país e o Resto do Mundo. Registam-se as transações realizadas entre os agentes nacionais e os agentes estrangeiros. Atualmente, quase não se pode falar em economias fechadas, pelo que é praticamente impossível viver sem estabelecer relações de troca com outras nações. As maioria das nações estabelece relações económicas com outros países, estabelecendo assim um modelo de economia aberta.

Funções principais dos agentes económicos

Famílias: Função principal é consumir bens e serviços.

Empresas não financeiras: Produzir bens e serviços não financeiros

Empresas financeiras: Produzem serviços financeiros

Estado: O Agente económico que gere a aplicação das leis e arbitra o circuito económico.

Exterior ou Resto do Mundo: Relações com o resto do Mundo. Realização de transações com agentes estrangeiros

Desta maneira classificamos os agentes económicos de acordo com a sua função principal.

Desta maneira temos: as famílias, as empresas, o Estado e o Resto do Mundo.

As empresas: são os agentes económicos que se dedicam à produção de bens e serviços. Podemos ainda distinguir entre empresas financeiras e empresas não financeiras. As empresas não financeiras são aquelas que produzem os bens e serviços não financeiros (normalmente designamos apenas de empresas). As instituições financeiras são as que comercializam produtos financeiros, como os bancos ou as seguradoras.

Famílias: neste grupo incluem-se todos os agregados familiares de um país. As famílias  constituem um agente económico porque representam uma importante  função económica o consumo.

Estado: este agente económico inclui a administração pública que tem como principal função promover a satisfação das necessidades coletivas. O Estado intervém na economia através da redistribuição dos rendimentos e do fornecimento de serviços, como a educação ou a saúde, de modo a satisfazer as necessidades da população.

Resto do Mundo: englobam-se todas as operações efetuadas entre um país e os restantes (Resto do Mundo). Aqui registam-se as transações realizadas entre os agentes económicos nacionais e os agentes económicos estrangeiros. Nos dias de hoje é praticamente impossível falar em economias fechadas, é praticamente impossível viver sem estabelecer relações de troca com outros países. A maior parte das economicas (nações) vive num modelo de economia aberta.

Agentes económicos e principal função:

Familias – Consumo de bens e serviços

Empresas não financeiras – produção de bens e prestação de serviços não financeiros

Instituições financeiras – prestação de serviços financeiros

Estado – fornecimento de bens e serviços que visam a satisfação das necessidades coletivas e redistribuição do rendimento.

Resto do mundo: realização de transações com agentes económicos.

Definições a ter em conta:

Circuito económico: é a representação esquemática dos fluxos que se estabelecem entre os diferentes agentes económicos.

Economia aberta: economia que estabelece relações de troca com o resto do mundo

Economia fechada: economia que procura ser auto-suficiente, não efetuando transações comerciais com o exterior.

Os agentes económicos interagem uns com os outros no desempenho das suas funções.

As famílias consomem os bens que as empresas não financeiras produzem e adquirem os serviços financeiros prestados pelas instituições financeiras. As familias servem como fonte de mão de obra, constituido assim a força de trabalho das empresas em troca recebem a sua remuneração.

Os individuos que trabalham para a administração pública recebem do Estado os seus vencimentos. No sentido contrário os agregados familiares entregam ao Estado sobre a forma de impostos que este cobra e as quotizações sociais. O Estado por seu lado, aplica as verbas que recebe dos cidadãos em políticas de redistribuição, através da atribuição de subsidios como também na produção de bens e prestação de serviços, procurando assim satisfazer o máximo as necessidades coletivas.

As empresas também estabelecem relações com a administração pública. O Estado consome bens, contrata serviços às empresas mediante o correspondente pagamento, por outro lado, cobra-lhes impostos e contribuições sociais.

Por último, as empresas, quando compram ou vendem bens ao exterior, estabelecem laços comerciais com outro agentes – transações com o Resto do Mundo.

Complementaridade entre as atividades:

Depois de realizada a produção, procede-se à repartição dos seus resultados pelos diferentes intervenientes no processo produtivo;
Com os rendimento obtidos, as famílias irão utilizar os seus rendimentos em consumo ou poupança;
Raramente as famílias adquirem os bens e serviços de que necessitam directamente ao produtor, funcionando neste caso os distribuidores que asseguram a disponibilização dos bens nos locais de consumo.

As relações que se estabelecem entre os diferentes agentes, denominam-se fluxos, podem ser reais ou monetários, conforme dizem respeito à troca de bens e serviços ou ao valor monetário dos bens e serviços transaccionados.

Desta forma falamos de fluxos reais quando nos referimos ao conjunto dos bens e serviços trocados entre os diferentes tipos de agentes económicos e fluxos monetários quando as transações de bens e serviços são expressas em moeda.

fluxos reais e monetários

fluxos reais e monetários

Existe outra forma de análise que se prende com os recursos (recebimentos) e os empregos (pagamentos) de cada agente económico.

Assim para um agente económico

Empregos: registam-se os pagamentos, os fluxos que correspondem às saídas.

Recursos: aqui registam-se os recebimentos , os fluxos que correspondem às entradas.

Por exemplo o agente económico famílias:

Empregos (Pagamentos)

às empresas não financeiras:
Despesas de consumo
Investimento (cedência de capital)
às instituições financeiros
depósitos
amortização de empréstimos
juros de empréstimos
prémios de seguro
Ao Estado
impostos
contribuições para a segurança social

Recursos (recebimentos)

Das empresas não financeiras

salários (funcionários)
Rendas (proprietários de imóveis)
Lucros (empresários)

Das instituições financeiras

juros dos depósitos
ordenados (dos funcionários)
empréstimos concedidos
indemnizações (em caso de sinistro)

Do Estado

Vencimentos (funcionários públicos)
transferências sociais (pensões, subsídios)

Agente económico Empresas não financeiras

Empregos (pagamentos)

às familias

salários
rendas (cedência de imóveis)
lucros (retorno do investimentos)

As instituições financeiras

depósitos
juros de empréstimos
amortização de empréstimos
prémios de seguro
lucros (retorno do investimento)

Ao Estado

Impostos
Contribuições para a Segurança Social

Ao Resto do Mundo

Valor das importações (nacionais)

Recursos (recebimentos)

Das famílias

Despesas de Consumo
Investimento

Das instituições financeiras

investimento
juros de depósitos
empréstimos concedidos
indemnizações

Do Estado

Despesas de consumo
subsídios à produção

Do Resto do Mundo

Valor das exportações (nacionais)

Equilibrio económico

A existência do equilíbrio económico implica por um lado que os recursos de cada agente sejam simultaneamente empregos de outros agentes e que o total dos empregos dos agentes seja igual ao total dos seus recursos.

Em resumo

Equilibrio económico

Total dos empregos = Total dos recursos
Cada recurso de um agente é emprego de outro

Agregados macroeconómicos

também a nível macroeconómico se vai observar o equilíbrio económico sendo que o Produto Nacional iguala a Despesa Nacional e o Rendimento Nacional.

PN = DN = RN

Em resumo :

Produto Nacional é o somatório de todos os bens e serviços produzidos por uma nação durante um determinado período de tempo (geralmente 1 ano).

A atividade produtiva de 1 país permite gerar rendimentos como os salários, os lucros, as rendas ou os juros. Os rendimentos criados a partir do processo produtivo vão ser usados em consumo ou em investimento sendo efetivamente os gastos do país, ou seja, a Despesa Nacional

Desta forma podemos verificar que a igualdade entre os três agregados representa o equilíbrio económico.

Despesa Nacional = Produto Nacional = Rendimento Nacional.

A entrega dos fatores de produção permite a produção de bens e serviços (PN) que por seu lado vão ser consumidos pelos indivíduos de uma nação (DN) e também gera os rendimentos que serão distribuídos (RN) e utilizados (DN) pelos agentes.

Os agentes económicos e o circuito económico

Questões de revisão – Rendimentos e Repartição dos Rendimentos

Questões de revisão – Rendimentos e Repartição dos Rendimentos

  1. A remuneração pela cedência temporária de uma determinada quantia em dinheiro intitula-se…
    1. Juro.
    2. Taxa de câmbio.
    3. Credito.
    4. Unidade de participação
  2. A curva de Lorenz permite constatar…
    1. As desigualdades na repartição pessoal dos rendimentos.
    2. O rendimento médio anual recebido por cada habitante.
    3. A quantidade média de bens e serviços que cada habitante adquire.
    4. O peso do factor trabalho no valor do produto.
  3. O salário real…
    1. Corresponde ao total das remunerações do trabalhador depois de se deduzirem os impostos e contribuições sociais.
    2. Corresponde ao poder de compra do salário nominal.
    3. Corresponde ao rendimento pessoal disponível.
    4. Corresponde à quantidade de moeda que um indivíduo recebe em troca de trabalho.
  4. Sabendo que o leque salarial de um país representa a relação que existe entre o salário máximo e o salário mínimo desse país, através da sua análise podemos tirar conclusões sobre…
    1. A dispersão dos rendimentos primários;
    2. A convergência dos níveis de rendimento de diversos países.
    3. O número de vezes que o salário máximo é superior ao salário mínimo.
    4. A disparidade entre os rendimentos de capital.
  5. Os salários, as rendas, os juros e os lucros constituem…
    1. Rendimentos primários;
    2. Receitas correntes;
    3. Rendimentos secundários;
    4. Receitas extraordinárias.
  6. Sabendo que, o ano x, o índice de Preços no Consumidor foi 103 e que no ano seguinte passou a ser 105, calculando a taxa de inflação do ano (x+1), ficamos a saber que esta era aproximadamente…
    1. 0,019%
    2. 9,8%
    3. 1,9%
    4. 2%
  7. O processo que visa corrigir as desigualdades provocadas pela repartição dos rendimentos designa-se…
    1. Repartição primária;
    2. Redistribuição do rendimento.
    3. Leque salarial.
    4. Formação bruta de capital fixo.
  8. Os impostos indiretos…
    1. Recaem sobre a utilização do rendimento.
    2. Recaem sobre o rendimento.
    3. Recaem sobre a produção.
    4. Incidem sobre as vendas.
  9. O aumento dos salários nominais dos trabalhadores implica, necessariamente, um aumento do seu salário real. Esta afirmação é …
    1. Verdadeira, porque com o aumento dos salários nominais os trabalhadores recebem mais dinheiro.
    2. Falsa, porque a inflação pode ser superior ao aumento dos salários nominais.
    3. É verdadeira, porque o aumento dos salários nominais implica um aumentos do nível de vida.
    4. Falsa, porque não existe qualquer relação entre salário nominal e salário real.
  10. O leque salarial…
    1. Traduz o nível de concentração dos rendimentos de um país.
    2. Traduz a amplitude da variação entre o salário mínimo e máximo.
    3. Permite calcular o rendimento pessoal disponível das famílias.
    4. Permite calcular o salário real das famílias.

 

 

  1. O lucro é…
    1. A diferença entre o preço de venda e o valor dos impostos pagos.
    2. Uma forma de rendimento do dinheiro emprestado.
    3. O valor de venda dos bens pelas empresas.
    4. Uma das formas de remuneração do capital investido.
  2. Constituem formas de remuneração do fator capital…
    1. Os salários, as rendas e os juros;
    2. As rendas, os juros e os lucros;
    3. Os salários e os empréstimos;
    4. Os impostos e as contribuições para a Segurança Social
  3. A remuneração que é considerada antes de se descontarem os impostos e as contribuições para a Segurança Social que os indivíduos têm que pagar ao Estado é…
    1. Salário ilíquido;
    2. Salário real;
    3. O rendimento disponível;
    4. O salário líquido.

 

  1. A repartição funcional do rendimento…
    1. Permite analisar a composição dos rendimentos por agregado familiar.
    2. Considera a divisão do rendimento segundo a profissão do agente.
    3. É a distribuição do rendimento que ocorre de acordo com as funções desempenhadas por cada interveniente na atividade económica.
    4. Considera a divisão do rendimento segundo o estrato social do agente.
  2. O salário que resulta depois de se deduzirem os impostos e as contribuições sociais ao salário bruto denomina-se salário…
    1. Ilíquido.
    2. Líquido.
    3. Real .
    4. Nominal.

 

 

 

 

  1. Os impostos que recaem diretamente sobre o rendimento e o património designam-se por…
    1. Impostos diretos;
    2. Impostos indiretos;
    3. Taxa social única;
    4. Contribuições para a Segurança Social.
  2. O conjunto de operações, realizadas numa lógica social, com o objetivo de corrigir as desigualdades decorrentes da repartição primária dos rendimentos designa-se…
    1. Justiça social.
    2. Redistribuição dos rendimentos.
    3. Estado de direito.
    4. Estado – providência.
  3. O salário real…
    1. É superior ao salário nominal.
    2. Representa a quantidade recebida em troca da força de trabalho.
    3. É inferior ao salário nominal.
    4. Traduz o nível de vida e o poder de compra dos indivíduos.

 

 

  1. Consideram-se rendimentos primários…
    1. Os impostos e as contribuições para a Segurança Social.
    2. Os salários, as rendas, os juros e os lucros.
    3. As transferências sociais.
    4. As reformas dos emigrantes.

 

 

  1. A repartição pessoal do rendimento…
    1. Permite analisar a composição dos rendimentos por agregado familiar.
    2. Considera a divisão do rendimento segundo a profissão do agente
    3. É a distribuição do rendimento que ocorre de acordo com as funções desempenhadas por cada interveniente na atividade económica.
    4. Considera a divisão do rendimento segundo o estrato social do agente.
  2. A curva de Lorenz..
    1. Permite comparar a repartição pessoal dos rendimentos de um país em várias épocas ou com países diferentes.
    2. Serve para analisar a repartição funcional do rendimento.
    3. Permite analisar a evolução da formação bruta de capital fixo durante um ano.
    4. Serve para comparar o investimento direto estrangeiro com o investimento direto português no estrangeiro.
  3. A forma de salário que representa a quantidade de moeda que um indivíduo recebe em troca do seu trabalho designa-se…
    1. Salário nominal
    2. Salário bruto.
    3. Salário real.
    4. Salário ilíquido.

 

 

  1. O rendimento pessoal disponível resulta…
    1. Da remuneração auferida pelas famílias pela sua participação na atividade económica.
    2. Da soma dos rendimentos primários com os secundários deduzida dos impostos e das contribuições sociais.
    3. Do rendimento pessoal deduzido dos impostos e das contribuições sociais.
    4. Dos rendimentos primários acrescidos das transferências sociais.
  2. As curvas de Lorenz permite estudar…
    1. O grau de concentração dos rendimentos.
    2.  O impacto da inflação no poder de compra de uma população.
    3. O nível de endividamento dos indivíduos de uma região.
    4. A evolução dos stocks de existências ao longo de um ano.

 

  1. O leque salarial permite medir…
    1. O salário médio de um país.
    2. O valor do salário real.
    3. A desigualdade nos salários.
    4. A desigualdade entre países.
  2. O instrumento de análise estatística que permite comparar a repartição pessoal dos rendimentos de um país, em diferentes épocas ou com outros países, designa-se…
    1. Leque salarial.
    2. Curva de Lorenz
    3. Orçamento de Estado.
    4. Salário mínimo
  3. É exemplo de um imposto direto…
    1. Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).
    2. Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).
    3. Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).
    4. Imposto sobre o Tabaco (IT).
  4. Contabilizam-se como parcelas positivas no cálculo do Rendimento Pessoal Disponível…
    1. Os rendimentos primários e as remessas dos emigrantes.
    2. As quotizações sociais e os impostos diretos.
    3. Os impostos diretos e os rendimentos primários.
    4. As remessas dos emigrantes e as quotizações sociais.
  5. Os salários reais aumentam se…
    1. Os salários nominais subirem o mesmo que os preços.
    2. Os salários nominais subirem menos do que os preços.
    3. Os salários nominais se mantiverem e os preços descerem.
    4. Os salários nominais se mantiverem e os preços estagnarem.
  6. A remuneração que os proprietários recebem por cederem terrenos para a atividade produtiva designa-se por…
    1. Salário.
    2. Lucro.
    3. Juro.
    4. Renda.

 

 

  1. Os rendimentos primários, recebidos pelos agentes económicos em consequência da sua participação no processo produtivo, são constituídos por…
    1. Rendas, juros, lucros e salários.
    2. Rendas, lucros, remessas e transferências.
    3. Salários, juros, subsídios e remessas.
    4. Salários, rendas, subsídios e lucros.
  2. O rendimento disponível das famílias aumenta (permanecendo tudo o resto constante) se…
    1. Diminuir a taxa de juro dos empréstimos.
    2. Diminuir o valor dos impostos diretos.
    3. Aumentar o valor dos impostos indiretos.
    4. Aumentar a taxa de inflação.
  3. O leque salarial é um indicador…
    1. Do nível dos salários reais.
    2. Da desigualdade nos salários.
    3. De relação entre salários de diferentes países.
    4. Do valor do salário médio.
  4. O poder de compra das famílias resulta da relação do seu rendimento disponível com…
    1. O tipo de bens que adquirem.
    2. O nível geral dos preços no consumidor.
    3. A sua capacidade de poupança.
    4. O grau de satisfação das suas necessidades.
  5. O pagamento de lucros aos acionistas de uma empresa de transporte integra-se na atividade económica designada por:
    1. Distribuição;
    2. Repartição dos rendimentos;
    3. Produção;
    4. Redistribuição de rendimentos.

 

 

Capítulo 6 – Rendimentos e sua repartição

Capítulo 6 – Rendimentos e sua repartição

Rendimentos e sua repartição

Capítulo 6 - Rendimentos e sua repartição

Capítulo 6 – Rendimentos e sua repartição

Rendimentos e sua repartição

Rendimentos e repartição dos rendimentos

A atividade produtiva e a formação dos rendimentos

A produção é a atividade onde se geram os bens capazes de satisfazerem as nossas necessidades.

Para produzir os bens de que necessitamos, precisamos de utilizar fatores de produção capital e trabalho. Os elementos materiais e humanos que se empregam na atividade produtiva, como a força de trabalho, as máquinas, os edifícios, as matérias primas e o capital investido.

A utilização dos fatores produtivos na atividade económica gera  rendimentos, através da venda dos bens e serviços produzidos que é distribuído pelos vários elementos que participam na produção.

Os rendimentos são os fluxos que se geram na atividade produtiva, através da utilização do capital e do trabalho, e que são posteriormente distribuídos pelos vários agentes intervenientes.

A combinação dos fatores produtivos permite-lhe criar valor.  Valor acrescentado é o valor adicional que é criado através da atividade da produção de bens e serviços.

Os rendimentos serão distribuídos através do que designamos de repartição do rendimento.

Repartição dos rendimentos

Repartição dos rendimentos

Repartição dos rendimentos

Rendimento primário é aquele que é gerado naturalmente na economia sem a intervenção do Estado.

Diferentes formas de rendimento primário:

Rendimento do fator trabalho: salários

Rendimento do fator capital: Rendas (propriedade), Juros (capital), Lucros (capital, investimentos).

A repartição funcional do rendimento é a que decorre de acordo com as funções estabelecidas  por cada  agente económico.

Rendimentos Primários:

Rendimentos provenientes trabalho:

Rendimentos provenientes capital:

 

 

Salário real: é o que podemos  consumir com o nosso salário nominal. Reflete o nível de poder de compra.

Remuneração do trabalho, o salário

O salário é a forma de rendimento de um trabalhador dependente.

O trabalho dependente é realizado por conta de outrém não é realizado por conta próprio.

O salário tem duas componentes de rendimento, rendimento fixo e rendimento variável.

Em certas profissões como no caso das vendas é muito frequente o rendimento variável sob a forma de bónus ou de comissões.

Para além do salário base, possíveis comissões e eventuais prémios, ou regalias adicionais, como o uso de automóvel ou telemóvel,  subsidio de alimentação.

Mas os salários, como constituem uma fonte de rendimento estão sujeitos ao pagamento de impostos, o IRS, imposto sobre o rendimento das pessoas singulares e também implicam o pagamento à segurança social.

Esses pagamentos fazem com que seja necessário distinguir dois tipos de salário: Salário iliquido ou bruto, e salário líquido.

Salário iliquido é o salário antes de serem descontados os impostos e as contribuições para a segurança social.

Salário liquido é o salário que temos depois de descontados os impostos e as contribuições para a segurança social.

Salário nominal corresponde ao valor em quantidade de moeda que recebemos em troca do nosso trabalho. Por ex: 1000€.

Salário real corresponde ao poder de compra do salário nominal.

Por ex; 1000€ em Portugal não é o mesmo que 1000€ na Indonésia,

O nível de preços pode ser responsável pela alteração do salário real.

Se num determinado ano ocorrer um aumento dos salários em 1,5% mas também existir uma inflação de 2% então, o salário real vai decrescer em relação ao ano anterior. Os preços subiram mais em relação ao aumento do salário.

Houve um decréscimo do poder de compra.

Rendimento nominal versus Rendimento real

Rendimento nominal versus Rendimento real

Rendimento nominal versus Rendimento real

Muitas vezes falamos em Rendimento real mas este não corresponde ao valor nominal do nosso rendimento.

O Rendimento nominal corresponde à quantidade de moeda de que o consumidor dispõe.

O Rendimento real quantidade de bens e serviços que pode adquirir com a quantidade de moeda disponível. O rendimento real mede o nosso poder de compra

Remuneração do capital

Rendas: é a remuneração que é paga em contrapartida da utilização de um imóvel.

O arrendamento ocorre quando uma pessoa , que é proprietário de um bem imóvel, cede a utilização durante um determinado período de tempo, mediante o pagamento de uma renda.

Juros

O juro é o valor que se recebe pela cedência de capital. O juro, é o preço do dinheiro e varia de acordo com a procura e oferta de capital.

O juro é a principal fonte de rendimento das instituições bancárias as operações bancárias podem ser:

ativas quando o juro corresponde a empréstimos concedidos

passivas: quando o juro corresponde à remuneração de depósitos bancários. captação de poupanças.

Disparidades na repartição dos rendimentos

 

Principais disparidades na repartição dos rendimentos:

Fator capital com remunerações superiores ao fator trabalho;

Algumas famílias acumulam vários tipos de rendimento e outras não;

Diferenças salariais;

Disparidades regionais;

Disparidades em função do género.

Repartição do rendimento:  forma como é distribuído o rendimento de um país.

Repartição funcional dos rendimentos: forma de distribuição do rendimento que é feita de acordo com a função que cada agente desempenhou na atividade económica.

Repartição pessoal dos rendimentos: Forma de distribuição do rendimento que indica a composição dos rendimentos dos diversos agregados familiares de uma população.

Rendimento disponível

Rendimento disponível

Rendimento disponível

Rendimento – impostos – quotizações sociais = rendimento disponível

É a parte do rendimento que nos fica disponível após pagarmos as nossas contribuições (fiscais e sociais).

Um aumento da carga fiscal sempre que seja superior ao aumento do rendimento, gera uma diminuição do rendimento disponível.

Redistribuição dos rendimentos – definição

Redistribuição dos rendimentos - definição

Redistribuição dos rendimentos – definição

A redistribuição dos rendimentos constitui uma operação de repartição secundária destinada a corrigir a repartição primária e pessoal dos rendimentos,

Exercícios saídos em exame:

Rendimentos e repartição dos rendimentos

Capitulo 5 – Preços e mercados

Capitulo 5 – Preços e mercados

Preços e mercados

Capitulo 5 - Preços e mercados

Capitulo 5 – Preços e mercados

Preços e mercados

Definição de mercado

representa o local onde se encontram a oferta e a procura de um bem a um determinado preço.

O mercado é, então o local, em sentido físico ou abstrato, onde se compatibilizam a oferta e a procura de um bem, a um determinado preço.

Temos vários tipos de mercados, por ex:

Mercado de Valores, Mercado Automóvel, Mercado de Trabalho, etc.

A teoria da oferta e da procura demonstra como as preferências dos consumidores determinam a procura dos bens, enquanto que os custos das empresas são a base da oferta.

Do equilíbrio entre a oferta e a procura resulta o preço e a quantidade transacionada de cada bem.

Mecanismo de mercado

O mecanismo de mercado revela a forma como se conjugam os interesses entre a oferta e a procura que possibilita a formação do preço de mercado dos bens.
Procura e lei da procura

A procura representa a quantidade de bens que os compradores estão interessados em adquirir a um determinado preço.

Quanto mais baixos forem os preços maior será a quantidade procurada.

Graficamente representa-se por uma curva decrescente.

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Procura individual: é a procura de cada um dos indivíduos  como consumidores

Procura agregada: somatório das procuras individuais

Para cada bem existe uma procura:

– Individual – quantidade de bem que o consumidor esta disposto a adquirir a um determinado preço

– Agregada – Soma de todas as procuras individuais por parte de todos os possíveis compradores de determinado bem (famílias, empresas)

Função da procura

A relação existente entre o preço de um bem e a quantidade comprada desse bem é designada função da procura ou curva da procura

Efeito substituição – Aumento do preço de um bem A, torna atraente a compra de outro bem B que satisfaça a mesma necessidade a um preço mais baixo.

Efeito rendimento – Se tudo o resto se manter constante, e se baixar o preço do bem A, o consumidor aumenta o seu poder de compra (como se rendimento fosse maior)

Lei da procura

lei da procura

Lei da procura

Outros factores que influenciam a procura

1 – nível de rendimentos dos consumidores

2 – preferências dos consumidores

3 – dimensão de mercado

4 – preços de outros bens (bens complementares ou bens sucedâneos)

Deslocações da procura

Quando existem alterações de fatores, que não o preço do próprio bem, que afetam a quantidade procurada, designam-se por deslocações da curva da procura.

A procura aumenta (ou diminui) quando a quantidade procurada para cada preço de mercado aumenta (ou diminui).

lei da oferta

lei da oferta

A oferta e a lei da oferta

A lei da oferta traduz uma relação positiva entre os preços e a quantidade oferecida. Isto é, quanto mais altos forem os preços maior é o nº de produtores disponíveis a produzir mais quantidade.

Oferta individual é a oferta de cada um dos produtores

oferta agregada: somatório de todas as ofertas individuais

Outros fatores que influenciam a oferta

1 – Custo de produção

2 – evolução tecnológica

3 – preços de outros bens

4 – expectativas dos produtores

5 – condições climatéricas

concorrencia imperfeita

concorrencia imperfeita

equilibrio orçamental

Estrutura dos mercados

Mercados de concorrência perfeita

Ela existe quando existem vários produtores que desejam vender o mesmo tipo de produtos e existem vários compradores.

Carateriza-se por um elevado nº de produtores e de compradores.

Pressupostos do mercado de concorrência perfeita

Atomicidade do mercado: existência de um elevado nº de compradores e vendedores de reduzida dimensão, que não conseguem, individualmente, influenciar significativamente o mercado, em particular, o seu preço.

Homogeneidade do produto: características dos produtos que são semelhantes em que para o consumidor é indiferente consumir uns ou outros.

Livre entrada no mercado: carateriza-se pela inexistência de obstáculos à entrada ou saída do mercado, podendo todos os seus participantes entrar ou sair livremente sem qualquer barreira.

Transparência perfeita: todos os intervenientes dispõem de um livre acesso às informações respeitantes ao mercado, nomeadamente sobre os preços praticados e a qualidade dos bens

Mobilidade dos fatores: os fatores de produção podem ser deslocados de uma unidade produtiva para outra, de modo a poder estar em cada momento na unidade que proporcionar maior rentabilidade.

Formação do preço em concorrência perfeita

No mercado de concorrência perfeita o preço é formado através do ponto de equilíbrio de mercado o preço de equilíbrio entre a oferta e a procura.

Preço de equilíbrio no mercado de concorrência

Sempre que falamos de um equilíbrio estamos a referir-nos a um preço e a uma quantidade em que são compatíveis os desejos dos consumidores e dos produtores. (procura e oferta)

Mercados de concorrência imperfeita

Não existe atomicidade. Existem empresas de grande dimensão que conseguem influenciar os preços e a quantidade de bens oferecidos.

Nem sempre se verifica a livre entrada no mercado porque a dimensão das empresas constitui por si só um obstáculo a qualquer nova empresa que tente entrar mercado.

Não existe homogeneidade de produtos existe um elemento diferenciador, os produto s têm caraterísticas especificas que os diferenciam.

Transparência de mercado: nem sempre as informações estão disponíveis a todos os intervenientes da mesma forma.

Monopólio

No monopólio um vendedor comercializa bens a muitos compradores. Os preços e as quantidades são fixados para maximizar o lucro.

Como representa um investimento de grande envergadura é muito difícil a entrada nesta mercado.

Concorrência monopolística

Neste caso existe um grande de empresas que comercializam produtos semelhantes que se diferenciam uns dos outros pela marca, publicidade, ou outra caraterística especifica.

Ver também: https://pt.wikipedia.org/wiki/Concorrência_monopolística

Oligopólio

é uma situação de mercado em que um nº reduzido de produtores  comercializar a um grande nº de consumidores.

A concorrência entre oligopólio prende-se em serviços pós venda,  nas garantias adicionais, e outros extras que os possam diferenciar.

É difícil entrar no mercado porque este se encontra dominado por poucas empresas de grande dimensão.

tipos de mercado

tipos de mercado

Estrutura dos Mercados

Associações e parcerias empresariais

Existem estratégias de redução de custos que possibilitam a obtenção de sinergias que possibilitam a criação de parcerias e associações empresariais.

Concentração horizontal

Consiste na reunião de empresas que fabricam o mesmo produto e desta forma podem beneficiar de economia de escala.

Concentração vertical

é a junção de empresas que trabalham em fases distintas da produção e desta fora podem reduzir-se os custos intermédios.

A empresas funcionam umas como fornecedoras das outras.

Concentração conglomeral

Cartel
Aquisição

Verifica-se quando uma empresa adquire outra que desta forma deixa de existir para passar a fazer parte da primeira.
Fusão (trust)

Consiste na associação de duas ou mais empresas de que resulta uma nova empresa que utiliza os fatores produtivos das anteriores.

Fusões e aquisições

Operações que conduzem a que o controlo de capital de uma empresa mude de mão. Procura-se obter ganhos de eficiência através do aproveitamento de economias de escala, da racionalização de processos, da criação de canais de distribuição alternativos, etc. Procurando constranger a concorrência.

– Na fusão – as empresas decidem fundir as suas atividades e organizar um controlo comum dos ativos.

– Na aquisição – amigável ou hostil – uma das empresas adquire participação na outra

Ambas tendem a incidir em sectores com elevada intensidade tecnológica (eletrónica, informática, automóvel, farmacêutica).

Ver joint venture

Related:

http://www.iapmei.pt/iapmei-art-03.php?id=1329

https://www.portal-gestao.com/artigos/6366-o-que-são-fusões-e-aquisições.html

Questões de exame preços e mercados

Explicações de economia 918187095