Cap 10 – As relações económicas com o resto do mundo

Cap 10 – As relações económicas com o resto do mundo

As relações económicas com o resto do mundo

As relações económicas com o resto do mundo

As relações económicas com o resto do mundo

Relações Internacionais

Relações Económicas com o resto do mundo

Divisão internacional do trabalho

Comércio internacional

Balança de Pagamentos

Balança de Pagamentos

É o mapa onde se registam todas as transações económicas operadas entre um país e o Resto do Mundo. Este registo é feito sob a forma de um sistema de contas, em equilíbrio permanente, de modo a permitir que a Balança de Pagamentos esteja sempre com saldo igual a zero.

A Balança de Pagamentos decompõe-se em 3:

Balança Corrente

Balança de Capital

Balança Financeira

Inclui ainda uma rubrica chamada erros e omissões para registar as divergências nos fluxos resultantes da diferença de conceitos e de fontes de informação.

No caso português todas as transações ocorridas entre Portugal e o Resto do Mundo são registadas na Balança de Pagamentos.

Balança Corrente

A Balança Corrente compreende todas as transações correntes efetuadas entre agentes residentes e não residentes no âmbito do comércio internacional. Esta balança engloba os fluxos que se estabelecem entre diferentes países relativos a pagamentos e recebimentos de de transações com mercadorias, serviços, rendimentos e transferências correntes, decompondo-se, assim em quatro balanças.

Balança de Mercadorias

Balança de Serviços

Balança de Rendimentos

Balança de Transferências Correntes

 

Balança de Mercadorias ou comercial

(Importações versus Exportações)

A Balança Comercial engloba as transações de mercadorias entre os agentes de um país e o Resto do Mundo. Nesta balança são registadas as importações, as entradas de mercadorias que correspondem a uma saída de moeda, e as exportações, as saídas de bens que dão origem a uma entrada de moeda.

Tipos de saldo da Balança: Superavitária, Nula e Deficitária.

 

No caso português, o saldo da Balança Comercial revela-se negativo e tem um forte impacto no saldo da Balança Corrente, constituindo assim o principal motivo do défice desta balança.

Alguns indicadores associados à Balança de Mercadorias ou comercial

 

Taxa de cobertura

A taxa de cobertura diz respeito à percentagem de importações que são pagas pelas exportações. A taxa de cobertura permite calcular o peso das exportações sobre as importações. Esta percentagem quando é inferior a 100 significa que o valor das exportações não é suficiente para cobrir as importações, quando o valor é igual a 100 significa que o valor das exportações coincide com o valor das importações. Quando o valor é superior a 100, significa que o valor das exportações é superior ao valor das importações.

Taxa de cobertura = (Exportações/ Importações) X 100

Tipos de saldo da Balança:

Superavitária, Taxa de cobertura> 100

Nula taxa de cobertura = 100

Deficitária Taxa de cobertura <100.

 

Estrutura da Balança Comercial

A estrutura da Balança Comercial é um importante indicador do nível de desenvolvimento de um país. O tipo de bens que cada economia exporta e importa do Resto do Mundo revela a natureza das suas relações comerciais que esse país estabelece com o exterior. O nível de tecnologia incorporada nos produtos exportados e importados está diretamente relacionado com o valor acrescentado que o pais consegue criar, na medida em que os bens que sofrem menos transformações geram um valor acrescentado menor relativamente aqueles que requerem muita tecnologia. Desta forma, um país que exporte bens com elevado nível tecnológico consegue obter um rendimento superior ao de outro país que envolva menos tecnologia.

Desigualdade dos termos de troca.

Países com produções mais tecnológicas têm mais valor acrescentado.

Países com produções com menos tecnologia incorporada têm menor valor acrescentado.

 

 

 

Grau de abertura ao exterior

O grau de abertura ao exterior é um indicador que nos dá o peso do comércio externo numa determinada economia.

Calculamos este indicador determinando a percentagem do valor das exportações e das importações no total do PIBpm.

Grau de abertura ao exterior = (Exportações + Importações) / PIBpm X 100

Um país com uma grande abertura ao exterior tem valores de importações e de exportações com maior peso face ao valor do seu PIB.

Taxa de câmbio – divisas

Sabemos que, quando pretendemos efetuar um pagamento num país fora da área do Euro, necessitamos de trocar euros pela moeda do país em causa. O processo de troca de uma moeda por outra denomina-se câmbio. Quando falamos no comércio internacional,

Uma desvalorização monetária torna as nossas exportações mais baratas face ao exterior e desta forma são mais competitivas, tendem a aumentar. Por outro lado, a importações tornam-se mais caras e tendem a diminuir. Existe assim um maior equilíbrio na balança comercial. A economia portuguesa não pode recorrer a este processo uma vez que está na zona Euro e ao Banco Central Europeu não permite que Portugal unilateralmente oscile o câmbio da sua moeda.

Portugal antes de aderir à moeda única em alguns casos optava pela política de desvalorização da sua moeda para tornar as suas exportações mais atrativas.

As variações cambiais influenciam as trocas comerciais porque têm repercussões nos preços dos bens transacionados

Uma valorização monetária tem impacto negativo na Balança Comercial porque as exportações diminuem e as importações aumentam.

Taxa de câmbio é o valor pelo qual se troca uma moeda de um país por uma outra estrangeira.

Balança de Serviços

A Balança de serviços engloba as transações associadas à prestação de serviços entre residentes e não residentes. Esta balança engloba os serviços, como as viagens e turismo, os transportes, seguros, direitos de utilização como os direitos de autor, serviços de intermediação financeira, comunicações, informática, etc.

A Balança de serviços portuguesa tem apresentado saldos positivos, essencialmente devido à rubrica de viagens e turismo que muito tem contribuído para atenuar os saldos deficitários que a Balança Comercial provoca na Balança Corrente.

 

Balança de Rendimentos

A Balança de Rendimentos inclui dois tipos de rendimentos:

De trabalho e de investimento

Rendimentos de trabalho: incluem os salários e outros benefícios recebidos pelo trabalho prestado num país por indivíduos não residentes a agentes residentes.

Rendimentos de investimento, são resultantes da propriedade de ativos financeiros externos ou da emissão de passivos financeiros detidos por não residentes. Esta rubrica compreende os rendimentos de investimento direto, de investimento de carteira e de outro investimento.

Rendimentos de investimento:

Investimento direto

Investimento de carteira

Outros investimentos

A Balança de Rendimentos é uma das balanças que tem apresentado saldo negativos que, embora sejam de valor inferior aos saldos da Balança Comercial, têm contribuído para o saldo negativo da Balança Corrente.

 

Balança de Transferências Correntes

Esta balança inclui os valores correspondentes a transferências unilaterais, ou seja, mudanças de propriedade sem contrapartida, de natureza corrente, como as remessas de emigrantes e imigrantes, as transferências da União Europeia, os fluxos relativos à cooperação entre Estados ou as pensões de emigrantes que regressaram ao seu país de origem.

Neste campo Portugal também não tem sido beneficiado. Com o alargamento Europeu de 2004 em diante imensos países aderiram à União Europeia e em consequência Portugal viu reduzidos os fundos comunitários que recebia até à altura porque muitos destes países são mais carenciados relativamente ao nosso país beneficiando dos fundos de coesão.

Na questão das remessas de emigrantes Portugal é dos países da União Europeia onde mais transferências são recebidas por esta via.

Balança de Capital

A Balança de capital compreende as operações entre agentes residentes e agentes não residentes num país, relativas a fluxos de capital unilaterais que não exigem um pagamento futuro como contrapartida ou fluxos de capital referentes a transações de artigos não produzidos, não financeiros.

Transferências de capitais: transações que envolvem a transferência de propriedade de certos ativos sem que exista uma contrapartida, como alguns fundos provenientes da União Europeia ou o perdão de dívidas.

Aquisições ou cedências de ativos não produzidos, não financeiros: compra ou venda de ativos intangíveis (patentes, marcas, copyrights, franchises) e outras transações de ativos tangíveis (aquisição de terrenos ou habitações por parte de embaixadas e instituições internacionais).

 

Saldo da Balança Corrente + Balança de Capital

Saldo negativo, existe necessidade líquida de financiamento externo

Saldo positivo, capacidade líquida de financiamento externo.

No caso português a situação é tendencialmente negativo pelo que o nosso tem necessidade líquida de financiamento externo.

 

 

Balança Financeira inclui as transações entre residentes e não residentes relativas à mudança de propriedade de ativos e passivos financeiros do exterior.

Nesta Balança incluímos

Investimento Direto: Investimento de agentes de um país sobre empresas de outros países. Desta forma registamos a crédito o investimento direto do exterior em Portugal como a aquisição ou criação de empresas no nosso país por parte de agentes não residentes e inscrevem a débito os fluxos referentes ao investimento de Portugal no exterior, com a compra ou criação de empresas no Resto do Mundo.

Por ex: Um empresário francês que investe numa empresa em Portugal é considerado um IDE e é registado a crédito na Balança financeira Portuguesa por seu lado é registado a débito na Balança financeira Francesa.

No caso português temos nos últimos anos tido uma quebra no investimento direto porque existem menos empresários estrangeiros disponíveis para investir no nosso país, em parte fruto da crise económica que abalou a nossa economia nos últimos anos.

E ainda tem existido uma fuga de capitais portugueses que procuram melhores oportunidades em mercados estrangeiros fazendo IDE noutros países.

Investimento de carteira: esta rubrica abrange as transações com não residentes em ações e outras participações e em títulos de dívida. Incluímos os fluxos relativos às transações de produtos financeiros efetuadas entre agentes residentes e não residentes, como, por exemplo, a aquisição, por parte de não residentes, de valores mobiliários (ações, obrigações) na bolsa de valores portuguesa ou quando os agentes residentes adquirem produtos financeiros nas bolsas de valores do Resto do Mundo.

A Bolsa de valores tem importância para definir até que ponto a nossa economia consegue atrair investidores internacionais. Por outro lado existem investidores nacionais que colocam o seu capital fora de Portugal investindo em bolsas estrangeiras.

Derivados financeiros: englobam as transações entre residentes e não residentes de derivados financeiros, como os futuros ou as opções de compra e venda. Estes produtos financeiros permitem antecipar o preço dos ativos a comprar ou a vender no futuro, mediante um determinado pagamento.

Outro Investimentos: nesta rubrica registam-se todas as transações financeiras efetuadas entre os agentes de vários países não abrangidas pelas restantes categorias.

Ativos de reserva: Esta rubrica serve para registar as transações em moeda estrangeira efetuadas pelas autoridades monetárias, com o Banco de Portugal. Para serem considerados ativos de reserva têm de ser relativos a não residentes da área do Euro e têm de ser expresso em moedas de países de fora desta área.

 

Balança Financeira

Componentes de Balança de Pagamentos

Composição

Balança Corrente

Balança de transferências correntes

Balança de transferências unilaterais

Balança de serviços

Balança de Rendimentos

Síntese das componentes da Balança de Pagamentos

Protecionismo

Livre Cambismo

Organização Mundial do Comércio

Políticas Comerciais, organização do Comércio Mundial

Exercícios de revisão 1

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

Capítulo 9 – Contabilidade Nacional

contabilidade nacional

 

Objectivos da Contabilidade Nacional

Unidade institucional e sectores institucionais

 Contabilidade Nacional definição:

A Contabilidade Nacional representa o conjunto de operações que permitem apurar o valor do património gerado por um país.

A Contabilidade Nacional é uma representação simplificada e numérica de todas as operações económicas realizadas durante um ano no interior de uma economia ou entre esta e o Resto do Mundo. Ela permite fazer comparações no tempo e no espaço e constitui um instrumento insubstituível de previsão económica.”

Jean-Yves Capul e Olivier Garnier, Dicionário de Economia e de Ciências Sociais

A contabilidade nacional resulta da necessidade de quantificação da atividade económica desenvolvida por todos os agentes económicos. Para tal é necessário usar um conjunto de contas articuladas que pretendem representar e quantificar todas as atividades económicas de um país realizadas durante um período de tempo, que normalmente é de um ano. A todo este conjunto articulado de contas chamamos, Contabilidade Nacional.

Foi a partir de final da Segunda Guerra Mundial que as técnicas de Contabilidade Nacional sofreram um impulso muito grande, tornando-se cada vez mais completas e coerentes.

Importância da Contabilidade Nacional

Na atual sociedade existe uma importância cada vez maior da gestão da informação. Dai a necessidade da existência de um sistema que, quantifique os fluxos de natureza económica.

A Contabilidade Nacional permite:

  1.  medir a atividade económica: que é realizada num país durante um determinado período de tempo (um ano por norma), que nos fornece os valores para indicadores como o consumo, a produção, o rendimento, o investimento, etc.
  2. fazer previsões de caráter económico: dessa forma, viabilizar a tomada de decisões para evitar ou minimizar crises económicas;
  3. tomar decisões económicas mais fundamentadas: porque permite prever, com uma razoável probabilidade, as consequências, nos diversos indicadores, da manipulação do instrumentos de política económica (por exemplo consequência de um aumento de impostos no nível de emprego);
  4. Efetuar comparações no tempo e no espaço (no mesmo país em diversos momentos ou entre países diferentes).

Questões de revisão

Definições  

Contabilidade Nacional

Definições Contabilidade Nacional

Contabilidade Nacional: Conjunto de operações que permitem apurar o valor do património gerado por um país.

Deflacionar: anular o efeito da inflação.

Economia Paralela: Engloba atividades que não são declaradas ao Estado, por serem ilegais ou, sendo legais, por se pretender fugir ao pagamento de impostos. Também se designa economia informal ou subterrânea.

Excedente Bruto de Exploração: Componente do Rendimento Interno que corresponde aos rendimentos do fator capital (rendas, juros, lucros).

Refere-se a rendimentos do fator capital.

Rendas – remuneração referente à posse de imóveis

Lucros – remuneração do capital afeto a investimentos

Juros – remuneração do capital gerado devido à posse pelo agente económico.

Diferença entre custo fatores e preços de mercado.

Externalidades: Conjunto de efeitos que a atividade produtiva exerce sobre terceiros e que podem ser de carácter benéfico (positivas) ou prejudicial (negativas).

Por exemplo a existência de poluição numa cidade é uma externalidade negativa contudo esta não medida na contabilidade nacional.

No caso de países como a China que têm grandes níveis de crescimento do PIB não se considera os efeitos nefastos dos grandes níveis poluição e o seu impacto na saúde pública.

É uma das limitações da Contabilidade Nacional a não implicação das externalidades que não  é medido o seu impacto na economia,

A descoberta de uma cura de uma doença não é medido o seu efeito na economia, apenas é medido o valor de venda dos medicamentos.

Ótica da despesa: forma de cálculo do valor da produção de um país, tendo em conta o destino que é dado aos rendimentos (consumo ou investimento).

PIBpm = Consumo + Gastos públicos + Investimento (FBCF + VE) +X (exportações) – M(importações)

FBCF – formação bruta de capital fixo é o investimento em bens duráveis, por ex: um carro,

Ótica do produto: forma de cálculo do valor da produção de um país, possibilitando averiguar o contributo de cada ramo.

Valor da produção pela ótica do produto = Somatório VAB (valores acrescentados brutos)  ou Valor final de produção.

Ótica do rendimento: forma de cálculo do valor da produção de um país, revelando a forma como são gerados os rendimentos dos agentes (salários, rendas, juros e lucros).

Problema da múltipla contagem: Problema resultante da possibilidade de se contabilizar mais do que uma vez o valor dos consumos intermédios. Este problema pode ser ultrapassado através do Método dos valores acrescentados, que calcula o Produto somando-se os valores acrescentados de todas as unidades produtivas, ou do Método dos produtos finais, que apenas considera o valor das vendas dos produtos de consumo final.

Produção de uma lata de atum

Lata vazia ……. custou 0,15€

Lata com atum ….. custo 0,40€

O valor final na loja custa 1,00€

O que acontece é que não podemos somar todos os valores porque existem valores incorporados uns nos outros, por exemplo a lata com atum já inclui a lata vazia.

Para evitar este problema recorremos aos valores acrescentados.

Lata vazia representa um valor acrescentado de 0,15€

A lata com atum 0,40€ -0,15€ tem um valor acrescentado de 0,25€

O valor do hipermercado 1,00€ -0,40€ = 0,60€ tem um valor acrescentado de 0,60€.

Se somarmos todos os valores acrescentados 0,15€ + 0,25€ + 0,60€ = 1,00€ que é igual ao valor final.

O valor final é igual à soma dos valores acrescentados.

Procura Global: Corresponde aos encargos suportados pelas unidades produtivas com a produção de bens e serviços para residentes e não residentes.

Procura Interna = Consumo + Investimento + Gastos públicos

Procura externa = Exportações

Procura Interna: representa o total das despesas com a produção de bens e serviços para residentes.

Produto: Valor que é gerado pelo conjunto de todas as unidades institucionais de um país ao longo de um certo período de tempo (usualmente um ano).

Produto Bruto e Produto Líquido

Com o decorrer do tempo os bens imobilizados corpóreos perdem o seu valor, por exemplo um carro. Na economia isto implicava que as empresas  desvalorizassem. Então, temos as amortizações que vão calcular este custo de depreciação dos bens e desta forma podemos juntar este valor para não desvalorizar a riqueza.

Produto Liquido = Produto Bruto – Amortizações

Produto Bruto = Produto Líquido + Amortizações

 

Objetivos da Contabilidade Nacional

Principiais objectivos da Contabilidade Nacional

  • Descrever quantitativamente a actividade económica;
  • Constituir uma base informativa para a política económica;
  • Medir, através dos seus agregados, o bem-estar da população.

 

Ver também:

Setores institucionais;

Território Económico;

Unidade Residente;

Ramos de atividade;

Óticas de cálculo do produto;

Ótica do produto

Ótica do rendimento;

Ótica da despesa;

Produto a preços correntes e a preços constantes;

Preços a preços de mercado e a custo de fatores;

Produto Interno e Produto Nacional;

Produto Líquido e Produto Bruto;

Contas nacionais portuguesas;

Produto fórmulas

Produto fórmulas

Produto Método dos Produtos Finais e método dos valores acrescentados;

Limitações da Contabilidade Nacional;

Outros capítulos Economia 11º ano

Ótica da produção:

Valor dos bens e serviços finais criados dentro do território nacional, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = SVABramos + Impostos indirectos líquidos de subsídios (sobre produtos e importação)

Ótica da despesa

Conjunto das utilizações de bens e serviços finais realizadas no território nacional, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = C + I + G + X – Q

Consumo + Investimento + Gastos públicos + exportações – importações

Investimento: FBCF + V existências

FBCF é o investimento em bens duradouros, computadores, carros, edifícios, etc.

Variação de existências = Diferença de valor de mercadoria em inventário entre 1 Janeiro e 31 de Dezembro.

O valor da produção de um país é igual à soma dos gastos efectuados pelos agentes económicos desse país.

Desta forma permite saber como foi utilizada a produção em consumo e investimento.

Consumo privado – todos os gastos realizados pelas famílias na satisfação das suas necessidades.

Consumo público – todos os gastos realizados pelo Estado na satisfação das necessidades colectivas e da população e no funcionamento da Administração Pública.

Ótica do rendimento

Valor do conjunto dos rendimentos brutos gerados no território económico nacional pelos sectores institucionais, avaliados a preços de mercado, durante um dado período

PIBpm = Remun + EBE + Impostos indirectos líquidos de subsídios (sobre produção, produtos e importação).

Rendimento Disponível Bruto / Poupança Bruta

Rendimento que cada sector institucional e a Nação como um todo dispõem para afectar a consumo e a poupança.

RDBN = PNBpm + Transf. CorrentesLíquidas Exterior

 

Transf. Correntes versus Transf. Capital

PNBpm versus PIBpm: PNBpm = PIBpm + RLE

 

SBN = RDBN – CFN

 

Poupança bruta da nação calculada de forma residual

CFN = C + G

SBN: recursos da Nação disponíveis para financiar as Operações de Capital

Formação Bruta de Capital

Aquisições Líquidas de Cessões de Ativos Não Financeiros Não Produzidos (ao Resto do Mundo)

 

Cap./Nec. FinanciamentoNação = SBN + Transf. Capital Líquidas do Exterior – Operações de Capital

 

Se > 0, existe capacidade de financiamento

Se < 0, existe necessidade de financiamento

Óticas

A Contabilização da atividade económica

A Contabilização da atividade económica

A Contabilização da atividade económica

A Contabilização da atividade económica

A Contabilização da atividade económica

Os agentes económicos e o circuito económico

1. O circuito económico

A atividade económica corresponde a um conjunto de operações realizadas pelos agentes económicos que têm como objetivo criar bens e serviços suscetiveis de satisfazer as necessidades.

Assim a atividade económica

Produção — Distribuição — Repartição dos rendimentos(salários,rendas,juros,lucros)—utilização dos rendimentos(consumo,poupança).

Os agentes económicos são todas as entidades individuais ou coletivas que desempenham uma função na atividade económica.

Tipo de Agentes Económicos

Tipo de agentes económicos

Tipo de agentes económicos

Os agentes económicos

Famílias: incluem todos os agregados familiares de um país. As famílias constituem um agente económico porque representam uma função económica, o consumo.

Empresas – São os agentes económicos que se dedicam à produção de bens e serviços. Dividem em dois tipos diferentes:

Empresas não financeiras: são aquelas que produzem os bens e serviços não financeiros (por exemplo: um ginásio, um restaurante, etc.)

Empresas financeiras: são aquelas que comercializam produtos financeiros, como por exemplo os bancos ou as seguradoras.

Estado: neste agente incluímos a Administração Pública, esta tem como principal função promover a satisfação das necessidades coletivas. O Estado intervém na economia através da redistribuição dos rendimentos e do fornecimento de serviços, como a educação ou a saúde, de modo a satisfazer as necessidades da população.

Resto do Mundo: englobam-se todas as operações efetuadas entre um país e o Resto do Mundo. Registam-se as transações realizadas entre os agentes nacionais e os agentes estrangeiros. Atualmente, quase não se pode falar em economias fechadas, pelo que é praticamente impossível viver sem estabelecer relações de troca com outras nações. As maioria das nações estabelece relações económicas com outros países, estabelecendo assim um modelo de economia aberta.

Funções principais dos agentes económicos

Famílias: Função principal é consumir bens e serviços.

Empresas não financeiras: Produzir bens e serviços não financeiros

Empresas financeiras: Produzem serviços financeiros

Estado: O Agente económico que gere a aplicação das leis e arbitra o circuito económico.

Exterior ou Resto do Mundo: Relações com o resto do Mundo. Realização de transações com agentes estrangeiros

Desta maneira classificamos os agentes económicos de acordo com a sua função principal.

Desta maneira temos: as famílias, as empresas, o Estado e o Resto do Mundo.

As empresas: são os agentes económicos que se dedicam à produção de bens e serviços. Podemos ainda distinguir entre empresas financeiras e empresas não financeiras. As empresas não financeiras são aquelas que produzem os bens e serviços não financeiros (normalmente designamos apenas de empresas). As instituições financeiras são as que comercializam produtos financeiros, como os bancos ou as seguradoras.

Famílias: neste grupo incluem-se todos os agregados familiares de um país. As famílias  constituem um agente económico porque representam uma importante  função económica o consumo.

Estado: este agente económico inclui a administração pública que tem como principal função promover a satisfação das necessidades coletivas. O Estado intervém na economia através da redistribuição dos rendimentos e do fornecimento de serviços, como a educação ou a saúde, de modo a satisfazer as necessidades da população.

Resto do Mundo: englobam-se todas as operações efetuadas entre um país e os restantes (Resto do Mundo). Aqui registam-se as transações realizadas entre os agentes económicos nacionais e os agentes económicos estrangeiros. Nos dias de hoje é praticamente impossível falar em economias fechadas, é praticamente impossível viver sem estabelecer relações de troca com outros países. A maior parte das economicas (nações) vive num modelo de economia aberta.

Agentes económicos e principal função:

Familias – Consumo de bens e serviços

Empresas não financeiras – produção de bens e prestação de serviços não financeiros

Instituições financeiras – prestação de serviços financeiros

Estado – fornecimento de bens e serviços que visam a satisfação das necessidades coletivas e redistribuição do rendimento.

Resto do mundo: realização de transações com agentes económicos.

Definições a ter em conta:

Circuito económico: é a representação esquemática dos fluxos que se estabelecem entre os diferentes agentes económicos.

Economia aberta: economia que estabelece relações de troca com o resto do mundo

Economia fechada: economia que procura ser auto-suficiente, não efetuando transações comerciais com o exterior.

Os agentes económicos interagem uns com os outros no desempenho das suas funções.

As famílias consomem os bens que as empresas não financeiras produzem e adquirem os serviços financeiros prestados pelas instituições financeiras. As familias servem como fonte de mão de obra, constituido assim a força de trabalho das empresas em troca recebem a sua remuneração.

Os individuos que trabalham para a administração pública recebem do Estado os seus vencimentos. No sentido contrário os agregados familiares entregam ao Estado sobre a forma de impostos que este cobra e as quotizações sociais. O Estado por seu lado, aplica as verbas que recebe dos cidadãos em políticas de redistribuição, através da atribuição de subsidios como também na produção de bens e prestação de serviços, procurando assim satisfazer o máximo as necessidades coletivas.

As empresas também estabelecem relações com a administração pública. O Estado consome bens, contrata serviços às empresas mediante o correspondente pagamento, por outro lado, cobra-lhes impostos e contribuições sociais.

Por último, as empresas, quando compram ou vendem bens ao exterior, estabelecem laços comerciais com outro agentes – transações com o Resto do Mundo.

Complementaridade entre as atividades:

Depois de realizada a produção, procede-se à repartição dos seus resultados pelos diferentes intervenientes no processo produtivo;
Com os rendimento obtidos, as famílias irão utilizar os seus rendimentos em consumo ou poupança;
Raramente as famílias adquirem os bens e serviços de que necessitam directamente ao produtor, funcionando neste caso os distribuidores que asseguram a disponibilização dos bens nos locais de consumo.

As relações que se estabelecem entre os diferentes agentes, denominam-se fluxos, podem ser reais ou monetários, conforme dizem respeito à troca de bens e serviços ou ao valor monetário dos bens e serviços transaccionados.

Desta forma falamos de fluxos reais quando nos referimos ao conjunto dos bens e serviços trocados entre os diferentes tipos de agentes económicos e fluxos monetários quando as transações de bens e serviços são expressas em moeda.

fluxos reais e monetários

fluxos reais e monetários

Existe outra forma de análise que se prende com os recursos (recebimentos) e os empregos (pagamentos) de cada agente económico.

Assim para um agente económico

Empregos: registam-se os pagamentos, os fluxos que correspondem às saídas.

Recursos: aqui registam-se os recebimentos , os fluxos que correspondem às entradas.

Por exemplo o agente económico famílias:

Empregos (Pagamentos)

às empresas não financeiras:
Despesas de consumo
Investimento (cedência de capital)
às instituições financeiros
depósitos
amortização de empréstimos
juros de empréstimos
prémios de seguro
Ao Estado
impostos
contribuições para a segurança social

Recursos (recebimentos)

Das empresas não financeiras

salários (funcionários)
Rendas (proprietários de imóveis)
Lucros (empresários)

Das instituições financeiras

juros dos depósitos
ordenados (dos funcionários)
empréstimos concedidos
indemnizações (em caso de sinistro)

Do Estado

Vencimentos (funcionários públicos)
transferências sociais (pensões, subsídios)

Agente económico Empresas não financeiras

Empregos (pagamentos)

às familias

salários
rendas (cedência de imóveis)
lucros (retorno do investimentos)

As instituições financeiras

depósitos
juros de empréstimos
amortização de empréstimos
prémios de seguro
lucros (retorno do investimento)

Ao Estado

Impostos
Contribuições para a Segurança Social

Ao Resto do Mundo

Valor das importações (nacionais)

Recursos (recebimentos)

Das famílias

Despesas de Consumo
Investimento

Das instituições financeiras

investimento
juros de depósitos
empréstimos concedidos
indemnizações

Do Estado

Despesas de consumo
subsídios à produção

Do Resto do Mundo

Valor das exportações (nacionais)

Equilibrio económico

A existência do equilíbrio económico implica por um lado que os recursos de cada agente sejam simultaneamente empregos de outros agentes e que o total dos empregos dos agentes seja igual ao total dos seus recursos.

Em resumo

Equilibrio económico

Total dos empregos = Total dos recursos
Cada recurso de um agente é emprego de outro

Agregados macroeconómicos

também a nível macroeconómico se vai observar o equilíbrio económico sendo que o Produto Nacional iguala a Despesa Nacional e o Rendimento Nacional.

PN = DN = RN

Em resumo :

Produto Nacional é o somatório de todos os bens e serviços produzidos por uma nação durante um determinado período de tempo (geralmente 1 ano).

A atividade produtiva de 1 país permite gerar rendimentos como os salários, os lucros, as rendas ou os juros. Os rendimentos criados a partir do processo produtivo vão ser usados em consumo ou em investimento sendo efetivamente os gastos do país, ou seja, a Despesa Nacional

Desta forma podemos verificar que a igualdade entre os três agregados representa o equilíbrio económico.

Despesa Nacional = Produto Nacional = Rendimento Nacional.

A entrega dos fatores de produção permite a produção de bens e serviços (PN) que por seu lado vão ser consumidos pelos indivíduos de uma nação (DN) e também gera os rendimentos que serão distribuídos (RN) e utilizados (DN) pelos agentes.

Os agentes económicos e o circuito económico

Questões de revisão – Rendimentos e Repartição dos Rendimentos

Questões de revisão – Rendimentos e Repartição dos Rendimentos

  1. A remuneração pela cedência temporária de uma determinada quantia em dinheiro intitula-se…
    1. Juro.
    2. Taxa de câmbio.
    3. Credito.
    4. Unidade de participação
  2. A curva de Lorenz permite constatar…
    1. As desigualdades na repartição pessoal dos rendimentos.
    2. O rendimento médio anual recebido por cada habitante.
    3. A quantidade média de bens e serviços que cada habitante adquire.
    4. O peso do factor trabalho no valor do produto.
  3. O salário real…
    1. Corresponde ao total das remunerações do trabalhador depois de se deduzirem os impostos e contribuições sociais.
    2. Corresponde ao poder de compra do salário nominal.
    3. Corresponde ao rendimento pessoal disponível.
    4. Corresponde à quantidade de moeda que um indivíduo recebe em troca de trabalho.
  4. Sabendo que o leque salarial de um país representa a relação que existe entre o salário máximo e o salário mínimo desse país, através da sua análise podemos tirar conclusões sobre…
    1. A dispersão dos rendimentos primários;
    2. A convergência dos níveis de rendimento de diversos países.
    3. O número de vezes que o salário máximo é superior ao salário mínimo.
    4. A disparidade entre os rendimentos de capital.
  5. Os salários, as rendas, os juros e os lucros constituem…
    1. Rendimentos primários;
    2. Receitas correntes;
    3. Rendimentos secundários;
    4. Receitas extraordinárias.
  6. Sabendo que, o ano x, o índice de Preços no Consumidor foi 103 e que no ano seguinte passou a ser 105, calculando a taxa de inflação do ano (x+1), ficamos a saber que esta era aproximadamente…
    1. 0,019%
    2. 9,8%
    3. 1,9%
    4. 2%
  7. O processo que visa corrigir as desigualdades provocadas pela repartição dos rendimentos designa-se…
    1. Repartição primária;
    2. Redistribuição do rendimento.
    3. Leque salarial.
    4. Formação bruta de capital fixo.
  8. Os impostos indiretos…
    1. Recaem sobre a utilização do rendimento.
    2. Recaem sobre o rendimento.
    3. Recaem sobre a produção.
    4. Incidem sobre as vendas.
  9. O aumento dos salários nominais dos trabalhadores implica, necessariamente, um aumento do seu salário real. Esta afirmação é …
    1. Verdadeira, porque com o aumento dos salários nominais os trabalhadores recebem mais dinheiro.
    2. Falsa, porque a inflação pode ser superior ao aumento dos salários nominais.
    3. É verdadeira, porque o aumento dos salários nominais implica um aumentos do nível de vida.
    4. Falsa, porque não existe qualquer relação entre salário nominal e salário real.
  10. O leque salarial…
    1. Traduz o nível de concentração dos rendimentos de um país.
    2. Traduz a amplitude da variação entre o salário mínimo e máximo.
    3. Permite calcular o rendimento pessoal disponível das famílias.
    4. Permite calcular o salário real das famílias.

 

 

  1. O lucro é…
    1. A diferença entre o preço de venda e o valor dos impostos pagos.
    2. Uma forma de rendimento do dinheiro emprestado.
    3. O valor de venda dos bens pelas empresas.
    4. Uma das formas de remuneração do capital investido.
  2. Constituem formas de remuneração do fator capital…
    1. Os salários, as rendas e os juros;
    2. As rendas, os juros e os lucros;
    3. Os salários e os empréstimos;
    4. Os impostos e as contribuições para a Segurança Social
  3. A remuneração que é considerada antes de se descontarem os impostos e as contribuições para a Segurança Social que os indivíduos têm que pagar ao Estado é…
    1. Salário ilíquido;
    2. Salário real;
    3. O rendimento disponível;
    4. O salário líquido.

 

  1. A repartição funcional do rendimento…
    1. Permite analisar a composição dos rendimentos por agregado familiar.
    2. Considera a divisão do rendimento segundo a profissão do agente.
    3. É a distribuição do rendimento que ocorre de acordo com as funções desempenhadas por cada interveniente na atividade económica.
    4. Considera a divisão do rendimento segundo o estrato social do agente.
  2. O salário que resulta depois de se deduzirem os impostos e as contribuições sociais ao salário bruto denomina-se salário…
    1. Ilíquido.
    2. Líquido.
    3. Real .
    4. Nominal.

 

 

 

 

  1. Os impostos que recaem diretamente sobre o rendimento e o património designam-se por…
    1. Impostos diretos;
    2. Impostos indiretos;
    3. Taxa social única;
    4. Contribuições para a Segurança Social.
  2. O conjunto de operações, realizadas numa lógica social, com o objetivo de corrigir as desigualdades decorrentes da repartição primária dos rendimentos designa-se…
    1. Justiça social.
    2. Redistribuição dos rendimentos.
    3. Estado de direito.
    4. Estado – providência.
  3. O salário real…
    1. É superior ao salário nominal.
    2. Representa a quantidade recebida em troca da força de trabalho.
    3. É inferior ao salário nominal.
    4. Traduz o nível de vida e o poder de compra dos indivíduos.

 

 

  1. Consideram-se rendimentos primários…
    1. Os impostos e as contribuições para a Segurança Social.
    2. Os salários, as rendas, os juros e os lucros.
    3. As transferências sociais.
    4. As reformas dos emigrantes.

 

 

  1. A repartição pessoal do rendimento…
    1. Permite analisar a composição dos rendimentos por agregado familiar.
    2. Considera a divisão do rendimento segundo a profissão do agente
    3. É a distribuição do rendimento que ocorre de acordo com as funções desempenhadas por cada interveniente na atividade económica.
    4. Considera a divisão do rendimento segundo o estrato social do agente.
  2. A curva de Lorenz..
    1. Permite comparar a repartição pessoal dos rendimentos de um país em várias épocas ou com países diferentes.
    2. Serve para analisar a repartição funcional do rendimento.
    3. Permite analisar a evolução da formação bruta de capital fixo durante um ano.
    4. Serve para comparar o investimento direto estrangeiro com o investimento direto português no estrangeiro.
  3. A forma de salário que representa a quantidade de moeda que um indivíduo recebe em troca do seu trabalho designa-se…
    1. Salário nominal
    2. Salário bruto.
    3. Salário real.
    4. Salário ilíquido.

 

 

  1. O rendimento pessoal disponível resulta…
    1. Da remuneração auferida pelas famílias pela sua participação na atividade económica.
    2. Da soma dos rendimentos primários com os secundários deduzida dos impostos e das contribuições sociais.
    3. Do rendimento pessoal deduzido dos impostos e das contribuições sociais.
    4. Dos rendimentos primários acrescidos das transferências sociais.
  2. As curvas de Lorenz permite estudar…
    1. O grau de concentração dos rendimentos.
    2.  O impacto da inflação no poder de compra de uma população.
    3. O nível de endividamento dos indivíduos de uma região.
    4. A evolução dos stocks de existências ao longo de um ano.

 

  1. O leque salarial permite medir…
    1. O salário médio de um país.
    2. O valor do salário real.
    3. A desigualdade nos salários.
    4. A desigualdade entre países.
  2. O instrumento de análise estatística que permite comparar a repartição pessoal dos rendimentos de um país, em diferentes épocas ou com outros países, designa-se…
    1. Leque salarial.
    2. Curva de Lorenz
    3. Orçamento de Estado.
    4. Salário mínimo
  3. É exemplo de um imposto direto…
    1. Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).
    2. Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).
    3. Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).
    4. Imposto sobre o Tabaco (IT).
  4. Contabilizam-se como parcelas positivas no cálculo do Rendimento Pessoal Disponível…
    1. Os rendimentos primários e as remessas dos emigrantes.
    2. As quotizações sociais e os impostos diretos.
    3. Os impostos diretos e os rendimentos primários.
    4. As remessas dos emigrantes e as quotizações sociais.
  5. Os salários reais aumentam se…
    1. Os salários nominais subirem o mesmo que os preços.
    2. Os salários nominais subirem menos do que os preços.
    3. Os salários nominais se mantiverem e os preços descerem.
    4. Os salários nominais se mantiverem e os preços estagnarem.
  6. A remuneração que os proprietários recebem por cederem terrenos para a atividade produtiva designa-se por…
    1. Salário.
    2. Lucro.
    3. Juro.
    4. Renda.

 

 

  1. Os rendimentos primários, recebidos pelos agentes económicos em consequência da sua participação no processo produtivo, são constituídos por…
    1. Rendas, juros, lucros e salários.
    2. Rendas, lucros, remessas e transferências.
    3. Salários, juros, subsídios e remessas.
    4. Salários, rendas, subsídios e lucros.
  2. O rendimento disponível das famílias aumenta (permanecendo tudo o resto constante) se…
    1. Diminuir a taxa de juro dos empréstimos.
    2. Diminuir o valor dos impostos diretos.
    3. Aumentar o valor dos impostos indiretos.
    4. Aumentar a taxa de inflação.
  3. O leque salarial é um indicador…
    1. Do nível dos salários reais.
    2. Da desigualdade nos salários.
    3. De relação entre salários de diferentes países.
    4. Do valor do salário médio.
  4. O poder de compra das famílias resulta da relação do seu rendimento disponível com…
    1. O tipo de bens que adquirem.
    2. O nível geral dos preços no consumidor.
    3. A sua capacidade de poupança.
    4. O grau de satisfação das suas necessidades.
  5. O pagamento de lucros aos acionistas de uma empresa de transporte integra-se na atividade económica designada por:
    1. Distribuição;
    2. Repartição dos rendimentos;
    3. Produção;
    4. Redistribuição de rendimentos.

 

 

Capítulo 6 – Rendimentos e sua repartição

Capítulo 6 – Rendimentos e sua repartição

Rendimentos e sua repartição

Capítulo 6 - Rendimentos e sua repartição

Capítulo 6 – Rendimentos e sua repartição

Rendimentos e sua repartição

Rendimentos e repartição dos rendimentos

A atividade produtiva e a formação dos rendimentos

A produção é a atividade onde se geram os bens capazes de satisfazerem as nossas necessidades.

Para produzir os bens de que necessitamos, precisamos de utilizar fatores de produção capital e trabalho. Os elementos materiais e humanos que se empregam na atividade produtiva, como a força de trabalho, as máquinas, os edifícios, as matérias primas e o capital investido.

A utilização dos fatores produtivos na atividade económica gera  rendimentos, através da venda dos bens e serviços produzidos que é distribuído pelos vários elementos que participam na produção.

Os rendimentos são os fluxos que se geram na atividade produtiva, através da utilização do capital e do trabalho, e que são posteriormente distribuídos pelos vários agentes intervenientes.

A combinação dos fatores produtivos permite-lhe criar valor.  Valor acrescentado é o valor adicional que é criado através da atividade da produção de bens e serviços.

Os rendimentos serão distribuídos através do que designamos de repartição do rendimento.

Repartição dos rendimentos

Repartição dos rendimentos

Repartição dos rendimentos

Rendimento primário é aquele que é gerado naturalmente na economia sem a intervenção do Estado.

Diferentes formas de rendimento primário:

Rendimento do fator trabalho: salários

Rendimento do fator capital: Rendas (propriedade), Juros (capital), Lucros (capital, investimentos).

A repartição funcional do rendimento é a que decorre de acordo com as funções estabelecidas  por cada  agente económico.

Rendimentos Primários:

Rendimentos provenientes trabalho:

Rendimentos provenientes capital:

 

 

Salário real: é o que podemos  consumir com o nosso salário nominal. Reflete o nível de poder de compra.

Remuneração do trabalho, o salário

O salário é a forma de rendimento de um trabalhador dependente.

O trabalho dependente é realizado por conta de outrém não é realizado por conta próprio.

O salário tem duas componentes de rendimento, rendimento fixo e rendimento variável.

Em certas profissões como no caso das vendas é muito frequente o rendimento variável sob a forma de bónus ou de comissões.

Para além do salário base, possíveis comissões e eventuais prémios, ou regalias adicionais, como o uso de automóvel ou telemóvel,  subsidio de alimentação.

Mas os salários, como constituem uma fonte de rendimento estão sujeitos ao pagamento de impostos, o IRS, imposto sobre o rendimento das pessoas singulares e também implicam o pagamento à segurança social.

Esses pagamentos fazem com que seja necessário distinguir dois tipos de salário: Salário iliquido ou bruto, e salário líquido.

Salário iliquido é o salário antes de serem descontados os impostos e as contribuições para a segurança social.

Salário liquido é o salário que temos depois de descontados os impostos e as contribuições para a segurança social.

Salário nominal corresponde ao valor em quantidade de moeda que recebemos em troca do nosso trabalho. Por ex: 1000€.

Salário real corresponde ao poder de compra do salário nominal.

Por ex; 1000€ em Portugal não é o mesmo que 1000€ na Indonésia,

O nível de preços pode ser responsável pela alteração do salário real.

Se num determinado ano ocorrer um aumento dos salários em 1,5% mas também existir uma inflação de 2% então, o salário real vai decrescer em relação ao ano anterior. Os preços subiram mais em relação ao aumento do salário.

Houve um decréscimo do poder de compra.

Rendimento nominal versus Rendimento real

Rendimento nominal versus Rendimento real

Rendimento nominal versus Rendimento real

Muitas vezes falamos em Rendimento real mas este não corresponde ao valor nominal do nosso rendimento.

O Rendimento nominal corresponde à quantidade de moeda de que o consumidor dispõe.

O Rendimento real quantidade de bens e serviços que pode adquirir com a quantidade de moeda disponível. O rendimento real mede o nosso poder de compra

Remuneração do capital

Rendas: é a remuneração que é paga em contrapartida da utilização de um imóvel.

O arrendamento ocorre quando uma pessoa , que é proprietário de um bem imóvel, cede a utilização durante um determinado período de tempo, mediante o pagamento de uma renda.

Juros

O juro é o valor que se recebe pela cedência de capital. O juro, é o preço do dinheiro e varia de acordo com a procura e oferta de capital.

O juro é a principal fonte de rendimento das instituições bancárias as operações bancárias podem ser:

ativas quando o juro corresponde a empréstimos concedidos

passivas: quando o juro corresponde à remuneração de depósitos bancários. captação de poupanças.

Disparidades na repartição dos rendimentos

 

Principais disparidades na repartição dos rendimentos:

Fator capital com remunerações superiores ao fator trabalho;

Algumas famílias acumulam vários tipos de rendimento e outras não;

Diferenças salariais;

Disparidades regionais;

Disparidades em função do género.

Repartição do rendimento:  forma como é distribuído o rendimento de um país.

Repartição funcional dos rendimentos: forma de distribuição do rendimento que é feita de acordo com a função que cada agente desempenhou na atividade económica.

Repartição pessoal dos rendimentos: Forma de distribuição do rendimento que indica a composição dos rendimentos dos diversos agregados familiares de uma população.

Rendimento disponível

Rendimento disponível

Rendimento disponível

Rendimento – impostos – quotizações sociais = rendimento disponível

É a parte do rendimento que nos fica disponível após pagarmos as nossas contribuições (fiscais e sociais).

Um aumento da carga fiscal sempre que seja superior ao aumento do rendimento, gera uma diminuição do rendimento disponível.

Redistribuição dos rendimentos – definição

Redistribuição dos rendimentos - definição

Redistribuição dos rendimentos – definição

A redistribuição dos rendimentos constitui uma operação de repartição secundária destinada a corrigir a repartição primária e pessoal dos rendimentos,

Exercícios saídos em exame:

Rendimentos e repartição dos rendimentos

Capitulo 5 – Preços e mercados

Capitulo 5 – Preços e mercados

Preços e mercados

Capitulo 5 - Preços e mercados

Capitulo 5 – Preços e mercados

Preços e mercados

Definição de mercado

representa o local onde se encontram a oferta e a procura de um bem a um determinado preço.

O mercado é, então o local, em sentido físico ou abstrato, onde se compatibilizam a oferta e a procura de um bem, a um determinado preço.

Temos vários tipos de mercados, por ex:

Mercado de Valores, Mercado Automóvel, Mercado de Trabalho, etc.

A teoria da oferta e da procura demonstra como as preferências dos consumidores determinam a procura dos bens, enquanto que os custos das empresas são a base da oferta.

Do equilíbrio entre a oferta e a procura resulta o preço e a quantidade transacionada de cada bem.

Mecanismo de mercado

O mecanismo de mercado revela a forma como se conjugam os interesses entre a oferta e a procura que possibilita a formação do preço de mercado dos bens.
Procura e lei da procura

A procura representa a quantidade de bens que os compradores estão interessados em adquirir a um determinado preço.

Quanto mais baixos forem os preços maior será a quantidade procurada.

Graficamente representa-se por uma curva decrescente.

images (1)

Procura individual: é a procura de cada um dos indivíduos  como consumidores

Procura agregada: somatório das procuras individuais

Para cada bem existe uma procura:

– Individual – quantidade de bem que o consumidor esta disposto a adquirir a um determinado preço

– Agregada – Soma de todas as procuras individuais por parte de todos os possíveis compradores de determinado bem (famílias, empresas)

Função da procura

A relação existente entre o preço de um bem e a quantidade comprada desse bem é designada função da procura ou curva da procura

Efeito substituição – Aumento do preço de um bem A, torna atraente a compra de outro bem B que satisfaça a mesma necessidade a um preço mais baixo.

Efeito rendimento – Se tudo o resto se manter constante, e se baixar o preço do bem A, o consumidor aumenta o seu poder de compra (como se rendimento fosse maior)

Lei da procura

lei da procura

Lei da procura

Outros factores que influenciam a procura

1 – nível de rendimentos dos consumidores

2 – preferências dos consumidores

3 – dimensão de mercado

4 – preços de outros bens (bens complementares ou bens sucedâneos)

Deslocações da procura

Quando existem alterações de fatores, que não o preço do próprio bem, que afetam a quantidade procurada, designam-se por deslocações da curva da procura.

A procura aumenta (ou diminui) quando a quantidade procurada para cada preço de mercado aumenta (ou diminui).

lei da oferta

lei da oferta

A oferta e a lei da oferta

A lei da oferta traduz uma relação positiva entre os preços e a quantidade oferecida. Isto é, quanto mais altos forem os preços maior é o nº de produtores disponíveis a produzir mais quantidade.

Oferta individual é a oferta de cada um dos produtores

oferta agregada: somatório de todas as ofertas individuais

Outros fatores que influenciam a oferta

1 – Custo de produção

2 – evolução tecnológica

3 – preços de outros bens

4 – expectativas dos produtores

5 – condições climatéricas

concorrencia imperfeita

concorrencia imperfeita

equilibrio orçamental

Estrutura dos mercados

Mercados de concorrência perfeita

Ela existe quando existem vários produtores que desejam vender o mesmo tipo de produtos e existem vários compradores.

Carateriza-se por um elevado nº de produtores e de compradores.

Pressupostos do mercado de concorrência perfeita

Atomicidade do mercado: existência de um elevado nº de compradores e vendedores de reduzida dimensão, que não conseguem, individualmente, influenciar significativamente o mercado, em particular, o seu preço.

Homogeneidade do produto: características dos produtos que são semelhantes em que para o consumidor é indiferente consumir uns ou outros.

Livre entrada no mercado: carateriza-se pela inexistência de obstáculos à entrada ou saída do mercado, podendo todos os seus participantes entrar ou sair livremente sem qualquer barreira.

Transparência perfeita: todos os intervenientes dispõem de um livre acesso às informações respeitantes ao mercado, nomeadamente sobre os preços praticados e a qualidade dos bens

Mobilidade dos fatores: os fatores de produção podem ser deslocados de uma unidade produtiva para outra, de modo a poder estar em cada momento na unidade que proporcionar maior rentabilidade.

Formação do preço em concorrência perfeita

No mercado de concorrência perfeita o preço é formado através do ponto de equilíbrio de mercado o preço de equilíbrio entre a oferta e a procura.

Preço de equilíbrio no mercado de concorrência

Sempre que falamos de um equilíbrio estamos a referir-nos a um preço e a uma quantidade em que são compatíveis os desejos dos consumidores e dos produtores. (procura e oferta)

Mercados de concorrência imperfeita

Não existe atomicidade. Existem empresas de grande dimensão que conseguem influenciar os preços e a quantidade de bens oferecidos.

Nem sempre se verifica a livre entrada no mercado porque a dimensão das empresas constitui por si só um obstáculo a qualquer nova empresa que tente entrar mercado.

Não existe homogeneidade de produtos existe um elemento diferenciador, os produto s têm caraterísticas especificas que os diferenciam.

Transparência de mercado: nem sempre as informações estão disponíveis a todos os intervenientes da mesma forma.

Monopólio

No monopólio um vendedor comercializa bens a muitos compradores. Os preços e as quantidades são fixados para maximizar o lucro.

Como representa um investimento de grande envergadura é muito difícil a entrada nesta mercado.

Concorrência monopolística

Neste caso existe um grande de empresas que comercializam produtos semelhantes que se diferenciam uns dos outros pela marca, publicidade, ou outra caraterística especifica.

Ver também: https://pt.wikipedia.org/wiki/Concorrência_monopolística

Oligopólio

é uma situação de mercado em que um nº reduzido de produtores  comercializar a um grande nº de consumidores.

A concorrência entre oligopólio prende-se em serviços pós venda,  nas garantias adicionais, e outros extras que os possam diferenciar.

É difícil entrar no mercado porque este se encontra dominado por poucas empresas de grande dimensão.

tipos de mercado

tipos de mercado

Estrutura dos Mercados

Associações e parcerias empresariais

Existem estratégias de redução de custos que possibilitam a obtenção de sinergias que possibilitam a criação de parcerias e associações empresariais.

Concentração horizontal

Consiste na reunião de empresas que fabricam o mesmo produto e desta forma podem beneficiar de economia de escala.

Concentração vertical

é a junção de empresas que trabalham em fases distintas da produção e desta fora podem reduzir-se os custos intermédios.

A empresas funcionam umas como fornecedoras das outras.

Concentração conglomeral

Cartel
Aquisição

Verifica-se quando uma empresa adquire outra que desta forma deixa de existir para passar a fazer parte da primeira.
Fusão (trust)

Consiste na associação de duas ou mais empresas de que resulta uma nova empresa que utiliza os fatores produtivos das anteriores.

Fusões e aquisições

Operações que conduzem a que o controlo de capital de uma empresa mude de mão. Procura-se obter ganhos de eficiência através do aproveitamento de economias de escala, da racionalização de processos, da criação de canais de distribuição alternativos, etc. Procurando constranger a concorrência.

– Na fusão – as empresas decidem fundir as suas atividades e organizar um controlo comum dos ativos.

– Na aquisição – amigável ou hostil – uma das empresas adquire participação na outra

Ambas tendem a incidir em sectores com elevada intensidade tecnológica (eletrónica, informática, automóvel, farmacêutica).

Ver joint venture

Related:

http://www.iapmei.pt/iapmei-art-03.php?id=1329

https://www.portal-gestao.com/artigos/6366-o-que-são-fusões-e-aquisições.html

Questões de exame preços e mercados

Capítulo 4 – Comércio e Moeda

Capítulo 4 – Comércio e Moeda

Capítulo 4 - Comércio e Moeda

Capítulo 4 – Comércio e Moeda

  1. Comércio – noção e tipos
  2. A evolução da moeda – formas de moeda
  3. A nova moeda portuguesa – o euro
  4. O preço de um bem – noção e componentes
  5. A inflação
  6. A inflação em Portugal e na União Europeia

1 – Comércio noção e tipos

Comércio noção e tipos

Comércio noção e tipos

Comércio está relacionado com a atividade da distribuição.

Distribuição inclui o transporte, publicidade, venda (comércio).

É o elo entre o produtor e o consumidor.

A distribuição é a atividade que estabelece o elo entre a produção e o consumo, abrangendo o conjunto de operações que fazem deslocar os produtos desde a fase final da sua produção até às mãos do comprador.

Comércio é a atividade intermediária de troca na qual os produtores conseguem escoar a sua produção para estar acessível ao consumidor final.

Produção, Distribuição e Consumo

Produção, Distribuição e Consumo

Existem várias formas de comércio:

Circuito ultra-curto: Produtor —– Consumidor ( venda direta na internet).

comércio online

comércio online

Caracteriza-se por estabelecer uma ligação direta entre o produtor e o consumidor final, eliminando-se, assim, qualquer intermediário no processo de distribuição.

Circuito Curto

Produtor —- Retalhista —– Consumidor

Caracteriza-se por ser o produtor a assumir o papel de grossista, vendendo os seus produtos ao retalhista, que, por sua vez, os comercializa ao consumidor final.

Circuito Longo

Produtor — Grossista —– Retalhista —– Consumidor

A globalização e a mundialização das trocas vieram mudar a lógica do comércio global.

circuitos distribuição

circuitos distribuição

Proliferam as grandes superfícies ou centros comerciais, o comércio tradicional foi obrigado a reformular a sua posição no mercado,

Passaram a desenvolverem-se negócios em franchising, no qual uma empresa tem um modelo de negócio e concede a outra o direito de utilizar a sua marca e vender os seus produtos e serviços.

Temos também a venda à distância, venda automática e o comércio eletrónico (via internet).

Comércio noções e tipos

2 – A evolução da moeda – formas de moeda

A evolução da moeda - formas de moeda

A evolução da moeda – formas de moeda

Evolução das trocas

Troca direta: nas sociedades primitivas não existia moeda a troca era efetuada de acordo com o interesse comum. O entendimento não era fácil e os bens não eram divisíveis.

Troca direta

Troca direta

inconvenientes da troca direta

inconvenientes da troca direta

Troca indireta: inclui a moeda com intermediário de troca

Moeda mercadoria: era algo que era valorizado pela comunidade.

 

Não tinham valor de uso, para além de decorativo (ouro e prata).

Moeda metálica: tem inconveniente de os metais preciosos serem escassos.

Atualmente a moeda metálica é a moeda de trocos.

A moeda aumentou as trocas por que estas se tornam mais fáceis. Economia Mercantilista.

Moeda representativa: representa o seu valor em bens preciosos, ouro ou prata.

Moeda fiduciária: que é uma moeda que tem como base a confiança, ela não vale o seu valor representativo.

O Estado teve que intervir e propor o curso forçado das notas e a sua inconvertibilidade.

Criação da moeda escritural

A moeda escritural é a moeda criada pelo sistema bancário.

Temos no sistema bancário o multiplicador de crédito que possibilita a criação de moeda.

Um valor depositado implica uma reserva %, mas o restante, pode ser emprestado a outro cliente e entrar no sistema bancário daí que se consiga criar moeda pela utilização pelo próprio bancário.

 

Criação de moeda pelo sistema bancário

Funções da moeda

1 – meio de pagamento geral e definitivo – forma de aceitação generalizada.

2 – Medida de valor: o valor dos bens e serviços é medido através do seu valor em dinheiro numa determinada unidade conta.

3 – Instrumento de reserva de valor: pode-se guardar moeda por um determinado período de tempo, conservando-se assim um valor.

Definições – diferentes tipos de moeda

Moeda: Bem utilizado como intermediário nas trocas, de aceitação generalizada, que serve de meio de reserva de valor e para medir o valor dos bens.

Moeda de papel: Engloba a moeda representativa, a moeda fiduciária e o papel. moeda.

Moeda eletrónica: cartões bancários de débito ou de crédito (é uma das formas de movimentação da moeda escritural).

Moeda escritural: depósitos bancários movimentados através de cheques, transferências, ordens de pagamento ou cartões de multibanco.

Moeda fiduciária: notas convertíveis emitidas num montante superior ao valor efetivamente depositado.

Moeda informática: utilização do computador para movimentar depósitos bancários, como as transferências ou ordens de pagamento efetuadas através da internet (é uma das formas de movimentação da moeda escritural).

Moeda mercadoria: Bem de aceitação generalizada que servia na fase inicial da moeda como intermediário nas trocas. Qualquer bem considerado útil por uma comunidade poderia servir como moeda de troca.

Moeda representativa: Notas em circulação que correspondem ao valor exato depositado em metal precioso nos cofres dos bancos.

Papel moeda: Notas inconvertíveis de curso forçado imposto pelo Estado.

Formas atuais de moeda

Formas atuais de moeda

Formas atuais de moeda

Desmaterialização da moeda

Cada vez mais se assiste a uma gradual substituição dos pagamentos em papel moeda e moeda metálica por outros tipos de pagamentos que não apresentam a forma material da moeda, daí falarmos da desmaterialização da moeda.

Depreciação do valor da moeda

Processos de destruição de moeda

Criação de moeda pelo sistema bancário

3 – A nova moeda portuguesa o Euro

Moeda Euro

Em 1999, Portugal passou a ter como moeda oficial o euro.  Em 2002 entrou em circulação em paralelo com o escudo.

A partir de 1999, a política monetária portuguesa passou a ser conduzida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Existe uma instituição supranacional. Os países que entraram na Zona Euro tinha que cumprir os critérios associados no Tratado de Maastricht, que estabelece as condições.

Vantagens e desvantagens do euro

Vantagens

Facilita as trocas entre os vários países, pois passam a ter a mesma moeda, eliminando os encargos com as diferenças cambiais.

Por outro lado permite uma maior estabilidade de preços, que possibilita uma redução das taxas de juro que beneficia as famílias e as empresas.

Desvantagens

Perda de autonomia em matéria da política monetária. Os Estados deixaram de poder usar a desvalorização da moeda como estratégia que permitia em épocas de crise, aumentar a competitividade das exportações.

A maior transparência de mercado também pode gerar choques assimétricos entre regiões.

Outro inconveniente restrições em matéria orçamental, critérios de convergência, dificultam a política económica (limites ao défice orçamental, limites à dívida pública).

4 – O preço de um bem

Preço de um bem – noção e componentes

O preço representa a quantidade de moeda que é necessária para adquirir um bem ou serviço.

O preço reflete os encargos com a produção. Os custo de produção incluem os custos diretos e os custos indiretos.

Custos directos: custos ou encargos relacionados com a produção dos bens e serviços como as matérias primas ou a remuneração dos trabalhadores.

Os custos indiretos são  encargos que a unidade produtiva tem que suportar, mas que não estão diretamente relacionados com a produção, água, rendas, telecomunicações.

Influencia entre o preço e a procura. O nº de compradores pode influenciar o preço e vice versa (lei da oferta de da procura).

A tecnologia também pode influenciar o preço dos bens e serviços. A tecnologia incorpora valor um ganho de produtividade tecnológico pode influenciar o preço de um bem ou serviço.

5 – A Inflação

  • De uma maneira geral, chama-se inflação, à subida contínua, persistente e generalizada dos preços.

Para se poder falar de inflação, torna-se necessário que as subidas dos preços sejam suficientemente generalizadas e permaneçam no tempo, provocando outras subidas, num processo auto-sustentado

Inflação – é a subida generalizada de preços.

Contínua, inesperada, generalizada

Comércio e inflação

Consequências da inflação:

Desvalorização da moeda, havendo mais inflação temos que dar mais moeda para adquirir os mesmos produtivos.

Perda de poder de compra: se o valor da inflação superar o aumento dos salários num determinado ano, significa que o poder de compra será reduzido porque o salário real irá diminuir.

Preços correntes e preços constantes.

Para calcular o valor de produção de bens e serviços posso utilizar preços correntes ou preços constantes.

Com os preços correntes estou a incluir a inflação no cálculo do produto.

Com os preços constantes a inflação na interfere no cálculo do produto.

O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) é o indicador que permite comparar a inflação de diferentes países da União Europeia.

Em Portugal, o principal índice utilização é o índice de preços no consumidor (IPC), que indica a média ponderada de preços de um cabaz de bens,

  • A inflação é medida através do IPC, mede o preço de um cabaz de bens que varia de país para país.
  • Taxa de inflação mensal Tim = ((IPC mês X/ IPC mês X-1) – 1)x100
  • Taxa de inflação homóloga = ((IPC mês ano X/ IPC mês ano X-1) – 1)x100

A taxa de inflação é a taxa de crescimento do índice de preços no consumidor entre duas datas.

A taxa de inflação mensal: compara o valor da inflação entre dois meses consecutivos.

A taxa de inflação homóloga: compara a inflação de um determinado mês com o mesmo mês do ano anterior.

A taxa de inflação média dos últimos 12 meses (Tim 12) que é a média simples das últimas doze taxas comparada com a média das 12 taxas homólogas.

Deflação, representa o contrário da inflação, descida generalizada e inesperada e contínua dos preços. Está associada a uma baixa da procura, da produção e do emprego.

Desinflação: é uma diminuição da taxa de inflação, mas contínua a existir aumento de preços só que é mais ligeiro.

Estagflação: é um conceito que relaciona a inflação com a estagnação da atividade económica. Este efeito ocorre quando temos uma subida galopante do nível dos preços que é acompanha por um nível de desemprego, o que pode levar à estagnação da economia.

categorias inflação

categorias inflação

Índice de preços no consumidor

causas explicativas da inflação

causas explicativas da inflação

poder de compra

poder de compra

Relação entre inflação e o valor da moeda
Relação entre inflação e o valor da moeda

Relação entre inflação e o valor da moeda

A inflação representa o aumento generalizado dos  preços dos bens e serviços.

Se a inflação é elevada, significa que vamos ter que despender de mais moeda para adquirir os bens e serviços.

Aumentando o volume de moeda por transação significa que a moeda perde o seu valor, aquilo que chamamos “inchaço da moeda”.

Em processos de deflação, isto é, uma descida generalizada dos preços normalmente existe a situação inversa.

6 – Inflação em Portugal e na União Europeia

Antes de Portugal entrar na UE, a taxa de inflação portuguesa era muito elevada, em 1984, chegou a atingir 29,3%. A inflação baixou de forma acentuada a partir do momento da adesão à UE. Mais tarde, contribuíram para esta situação os esforços que Portugal teve que realizar no sentido de cumprir os critérios de adesão à moeda única em particular a estabilidade de preços.

Atualmente, a taxa de inflação portuguesa tem valores baixos, que estão ao nível da média europeia. A análise destes valores é feita através do índice de preços no consumidor (IPC) e no comparativo com os outros países da zona euro através do índice harmonizado de preços no consumidor.

O índice Harmonizado de preços no consumidor é um instrumento muito importante na medição económica, sendo frequentemente utilizado como meio de comparação de flutuações no poder de compra dos consumidores da UE. O IHPC de Portugal uma vezes tem-se apresentado superior ao IHPC da área Euro outras vezes inferior.

Preparação para Exame Nacional

Capítulo 4 – Comércio e moeda

Questões de Exame – Comércio e moeda  

Capítulo 4 – Comércio e Moeda

Preparação para os Exames Nacionais (online, centro de estudos e domicílio, Kids.com, Aulasaodomicilio.com) – 91 818 70 95

Aspectos Fundamentais da atividade económica

 

Aspectos Fundamentais da atividade económica

Aspectos Fundamentais da atividade económica

Aspectos Fundamentais da atividade económica

Diferentes formas de capital

  Diferentes formas de capital

Diferentes formas de capital

Técnico

Fixo – imobilizado fixo, edifícios, terrenos, ferramentas/instrumentos de trabalho.

Circulante – matérias-primas, matérias subsidiárias

 

Financeiro

Próprio – moeda, depósitos, ações

Alheio – empréstimos bancários

 

Humano – Aptidões das pessoas para trabalharem

 

Natural – Recursos naturais (ex: água)

Questões de revisão

 

  1. Defina “capital humano”
  2. Dê exemplo de investimento em capital humano
  3. De que forma é que os investimentos em capital humano aumentam a produtividade do trabalho.
  4. Defina “capital natural”

 

 

Produtividade

Produtividade – representa a eficiência da combinação dos diversos Factores produtivos. É o indicador económico que permite calcular o valor de produção gerada por cada unidade de fator utilizada, traduz a relação entre o que se produz e os meios que se gastam para se obter essa produção.

A produtividade pode ser calculada para o conjunto total de Factores empregues como para cada um dos Factores isoladamente, sendo possível efetuar os cálculos em quantidade ou em valor.

 

Custo total = Custos fixos + Custos variáveis

Custo médio = Custo total / Quantidade de bens

 

Produtividade

Global dos Factores

Média

Marginal

A produtividade depende de vários Factores:

  • Incorporação do progresso técnico no capital fixo
  • Valorização do capital humano
  • Investigação e Desenvolvimento
  • Desenvolvimento de infraestruturas
  • Administração pública eficiente.

Lei dos rendimentos decrescentes: quando se aumenta em quantidade um factor de produção, mantendo-se o outro constante, a partir de um certo momento a produtividade marginal desse factor torna-se decrescente.

 

Questões de revisão

  1. Explique como é que a produtividade influencia os níveis salariais
  2. Em que medida é que o facto de a maioria das empresas em Portugal ser de pequena e média dimensão afeta a produtividade.

 

Terciarização

Desde o último quarto do século passado verificamos um crescente aumento do sector terciário. Em parte, resultado sociedade pós-industrial e com a cada vez maior relevância das novas tecnologias e transformação da sociedade e com a cada vez maior integração num mundo cada vez mais global.

 

Questões de revisão

  1. Relacione o processo de terciarização das sociedades com a difusão das novas tecnologias da informação e comunicação.
  2. Identifique situações em que a terciarização tenha trazido melhorias para a qualidade de vida das famílias.

 

Diferentes tipos de Desemprego

 

Desemprego de curta duração

Desemprego repetitivo

Desemprego Tecnológico

Desemprego de longa duração

Desemprego de exclusão

 

Questões saídas em exames

Os recursos naturais que não se esgotam num curto espaço de tempo e que vão sendo substituídos periodicamente designam-se

  1. Recursos renováveis;
  2. Recursos ambientais;
  3. Recursos não renováveis;
  4. Recursos energéticos.

O capital técnico engloba…

  1. O capital próprio e o capital alheio
  2. O capital fixo e as amortizações
  3. O capital natural e o capital humano
  4. O capital fixo e o capital circulante

Os recursos naturais constituem…

  1. O capital natural
  2. As políticas ambientais
  3. Os Factores de produção de uma unidade artesanal
  4. Os bens imateriais

A produtividade

  1. Mede a quantidade de horas de trabalho prestadas por cada indivíduo
  2. É a quantidade de bens que uma unidade produtiva consegue produzir num determinado período de tempo
  3. É um indicador económico que se destina a medir a eficiência na utilização dos fatores de produção
  4. É a informação que é fornecida aos trabalhadores através de ações de formação.

Quando diminuem os custos unitários de uma unidade produtiva, devido ao aumento da dimensão, diz-se que há…

  1. Economias de escala.
  2. Poupança bruta
  3. Redução dos encargos
  4. Deseconomias de escala.

O capital fixo…

  1. É composto pelos bens imateriais
  2. Engloba o conjunto de bens de produção duradouros
  3. É constituído pelas matérias primas e subsidiárias
  4. Engloba o conjunto de bens de produção não duradouros.

O custo suplementar de cada unidade adicional que é produzida denomina-se…

  1. Custo residual;
  2. Custo de produção;
  3. Custo unitário;
  4. Custo marginal;

O capital circulante de uma unidade produtiva é composto por…

  1. Todos os bens que circulam entre vários agentes económicos;
  2. Todos os bens de equipamento;
  3. Todos os bens complementares;
  4. Todos os bens que se extinguem após a sua utilização no processo produtivo.

Consideram-se Factores de produção …

  1. Os elementos que se combinam para gerar um bem;
  2. O conjunto de operações que compõem o processo produtivo.
  3. O trabalho e o crédito.
  4. As ferramentas de trabalho.

A taxa de desemprego determina…

  1. O nº de desempregados
  2. A percentagem de desempregados sobre o total da população ativa
  3. A percentagem de desempregados sobre a população total.
  4. A percentagem de desempregados de longa duração.

As donas de casa fazem parte…

  1. Da população ativa
  2. Da população empregada.
  3. Da população inativa.
  4. Da população com idade compreendida entre os 25 e os 50 anos.

Podemos medir o acréscimo de produção obtido, por cada vez que se adiciona uma unidade de factor produtivo, através…

  1. Da Lei de Engel
  2. Da produtividade marginal.
  3. Da produtividade do factor capital.
  4. Da produtividade do factor trabalho.

O critério que permite distinguir bens materiais de serviços é …

  1. O tipo de desgaste pelos bens materiais;
  2. A natureza material ou imaterial dos bens;
  3. O grau de satisfação proporcionado pelos bens;
  4. A raridade ou a abundância dos bens materiais

Questões de desenvolvimento

 

  1. Explicite o conceito de empregabilidade explicando a importância da formação ao longo da vida.
  2. Diga o que entende por terciarização da economia.

Índice de preços no consumidor

Índice de preços no consumidor

O índice de preços permite comparar a evolução real da produção ao longo do tempo. Os índices de preços representam as variações do preço de bens em diferentes períodos de tempo.

Índice de preços de um bem (ano x/ ano (x-1)) = (Preço do ano x/ Preço do bem ano x-1) X100

Índice de preços no consumidor – mede a evolução da inflação.

Taxa de inflação ano x = (IPC ano x – IPC ano x-1)/ IPC ano (x-1) X 100

Conceitos relacionados

Deflação: é a descida generalizada do preço de bens e serviços. A deflação está associada a uma redução da procura, da produção e do emprego.

Desinflação: é uma diminuição (desaceleração) da taxa de inflação, os preços sobem mas mais lentamente. Embora exista um aumento de preços este vai ser cada vez menor.

Estagflação: é um conceito associado a inflação com estagnação da atividade económica. Ocorre uma subida galopante do nível de preços, acompanhada por um nível de desemprego elevado o que provoca a estagnação da economia.

 

 

 

Relação entre inflação e o valor da moeda

Relação entre inflação e o valor da moeda

Relação entre inflação e o valor da moeda

Relação entre inflação e o valor da moeda

A inflação representa o aumento generalizado dos  preços dos bens e serviços.

Se a inflação é elevada, significa que vamos ter que despender de mais moeda para adquirir os bens e serviços.

Aumentando o volume de moeda por transação significa que a moeda perde o seu valor, aquilo que chamamos “inchaço da moeda”.

Em processos de deflação, isto é, uma descida generalizada dos preços normalmente existe a situação inversa.

 

 

Explicações de economia 918187095